O Indicador de Incerteza da Economia Brasileira (IIE-Br) registrou aumento de 9,2 pontos em março em comparação com fevereiro, alcançando 115,0 pontos, segundo dados da Fundação Getulio Vargas (FGV). Na média móvel trimestral, o indicador subiu 3,5 pontos.
Anna Carolina Gouveia, economista do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), explicou que a alta da incerteza econômica está ligada principalmente ao conflito no Irã e suas consequências globais. Ela destacou várias fontes de incerteza, como a duração do conflito, possíveis escaladas, o impacto na economia mundial, o aumento do preço do petróleo, riscos na cadeia de fertilizantes e a inflação alta, especialmente dos alimentos.
O IIE-Br é composto por dois elementos principais: o IIE-Br Mídia, que monitora a frequência de notícias que mencionam incertezas nos principais jornais, e o IIE-Br Expectativa, que é baseado nas variações das previsões para a taxa de câmbio e para o IPCA.
Anna Carolina Gouveia acrescentou que o avanço do IIE-Br ocorreu em ambos os componentes, refletindo as incertezas globais e as previsões para a inflação e a taxa Selic daqui a um ano. Isso resultou num nível elevado de incerteza, evidenciando a forte instabilidade da economia mundial atualmente.
O componente de Mídia cresceu 7,5 pontos, chegando a 117,2 pontos, contribuindo com 6,5 pontos para o índice total de março. Já o componente de Expectativas aumentou 12 pontos, atingindo 99,6 pontos, contribuindo com 2,7 pontos para o indicador do mês.
A coleta dos dados do Indicador de Incerteza da Economia Brasileira é feita entre os dias 26 do mês anterior e 25 do mês de referência.
