O Tribunal do Júri de Ceilândia condenou Sidney Mota Arouche a cumprir 37 anos e 11 meses de prisão em regime fechado, por tentar matar sua companheira em um crime ocorrido em outubro de 2024, no Setor QNP, na região administrativa.
O júri reconheceu que o acusado agiu com intenção de matar ou assumiu o risco do que poderia acontecer, em um contexto de violência doméstica, motivado pelo fato da vítima ser mulher. O crime foi considerado ainda mais grave porque Sidney usou meios que dificultaram a defesa da vítima, o que aumentou a pena para o máximo possível.
Na decisão, o juiz destacou que o ataque aconteceu logo após a vítima acordar, momento em que ela tinha pouca chance de se defender. O fato de o crime ter ocorrido em via pública também foi levado em conta como agravante. As consequências para a vítima foram muito graves: ela ficou internada por três meses e cinco dias, desenvolveu hérnia e passou a depender de uma bolsa de colostomia.
O juiz também avaliou o comportamento social e os antecedentes do réu, que já havia sido condenado por latrocínio e ainda cumpre pena por esse crime. Testemunhas relatam que havia um histórico contínuo de violência doméstica durante o relacionamento.
Ao final, o juiz ordenou que a pena seja cumprida imediatamente e negou a liberdade provisória para Sidney.
