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sábado, 02/05/2026

Governo pode estender ajuda para conter alta dos combustíveis

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A instabilidade causada pela guerra no Oriente Médio deve levar o governo brasileiro a manter as medidas de controle sobre os preços dos combustíveis por mais tempo, segundo especialistas.

O governo anunciou recentemente um pacote que reduz tributos sobre os combustíveis enquanto durar o conflito, visando proteger o consumidor da alta internacional.

Ricardo Summa, economista e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), explica que a normalização dos preços internacionais do petróleo não acontece rapidamente devido à complexidade do transporte global da commodity.

Impacto do conflito na região

O confronto entre Irã e Estados Unidos afeta diretamente os preços do petróleo, pois a região é central na produção e transporte do recurso. O risco de interrupções na oferta eleva as cotações internacionais, influenciando os preços de derivados como gasolina e diesel.

Ricardo Summa destaca que a alta no preço do petróleo impacta toda a economia, aumentando custos de transporte, produção e logística, o que reflete no bolso do consumidor final.

Como a crise afeta o preço dos combustíveis

  • Conflitos na região aumentam o risco de interrupção na oferta, elevando o preço do petróleo no mercado externo;
  • Mesmo produtor, o Brasil importa combustíveis, fazendo os preços locais seguirem o cenário internacional;
  • O petróleo mais caro eleva os custos de produção e importação, pressionando os preços nas refinarias e postos;
  • Combustíveis mais caros aumentam os custos de transporte, afetando o preço de alimentos, fretes e serviços;
  • O temor de novas altas pode antecipar reajustes no mercado, acelerando a subida dos preços.

Medidas adotadas para controlar os preços

Para conter a alta, o governo tem implementado subsídios ao diesel, focados no transporte de cargas, com objetivo de evitar repasses imediatos aos consumidores finais.

Além disso, houve redução ou eliminação de tributos federais como PIS/Cofins sobre o diesel, o que ajuda a reduzir o preço final, embora impacte as contas públicas.

O governo também tem negociado com os estados para reduzir o ICMS, principal imposto sobre combustíveis, ampliando o prazo para adesão até 5 de maio.

Medidas de concorrência e monitoramento do mercado foram intensificadas para garantir que reduções de custos sejam repassadas aos consumidores.

Possível prorrogação das medidas

Especialistas acreditam que, diante da incerteza sobre a duração do conflito, as medidas adotadas tendem a ser renovadas ou ajustadas nos próximos meses.

O projeto enviado ao Congresso permite revisões periódicas para que o governo possa adaptar a política conforme a evolução da situação internacional.

Ricardo Summa ressalta que mesmo uma resolução rápida do conflito não deve causar queda imediata nos preços, devido às complexidades da logística global do petróleo.

Dessa forma, a estratégia do governo deve continuar focada em ações temporárias e flexíveis para minimizar os impactos da inflação e proteger o poder de compra da população, embora dependa da evolução dos preços internacionais do petróleo.

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