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terça-feira, 21/04/2026

Governador do Rio faz mais de 500 exonerações em um mês

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Há quase um mês no comando do Rio de Janeiro, o governador interino Ricardo Couto tem promovido uma ampla reorganização administrativa. De acordo com o governo, mais de 500 exonerações ocorreram nas últimas semanas, podendo esse número aumentar.

Ricardo Couto assumiu o governo após a renúncia do ex-governador Cláudio Castro.

Inicialmente, a gestão provisória seria curta, com previsão de eleição de um novo governador ainda neste mês para completar o mandato. No entanto, a disputa judicial no Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu o julgamento da sucessão, estendendo a permanência de Couto no cargo.

Desde o início da gestão interina, o desembargador intensificou os cortes na máquina pública, restringindo novas licitações e determinando auditorias em contratos, despesas e equipes dos órgãos estaduais.

As mudanças alcançaram áreas antes dominadas por aliados de Cláudio Castro. Ricardo Couto realizou substituições em secretarias e estatais, indicando procuradores do estado para os cargos de liderança. Exemplos incluem a Rioprevidência e a Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae), que são alvos de investigações relacionadas a investimentos no Banco Master.

Aliados de Castro criticam as ações, argumentando que a gestão provisória não deveria promover mudanças estruturais tão profundas. Entretanto, o governo estadual informa que as exonerações — 544 no total — foram motivadas por inconsistências funcionais, como ausência de registros de acesso aos sistemas internos e falta de credenciamento institucional.

A maior parte das exonerações ocorreu na Secretaria de Governo e na Casa Civil, atualmente comandadas pelo delegado Roberto Lisandro Leão e pelo procurador Flávio Willeman, respectivamente.

O governo reforça que o processo faz parte de uma revisão estrutural voltada para a redução de gastos e aumento da eficiência, com previsão de economia anual de cerca de 8 milhões de reais.

Sucessão em aberto

  • O adiamento do julgamento no STF mantém dúvidas sobre a sucessão de Cláudio Castro.
  • O Rio de Janeiro está sem governador e vice-governador desde as renúncias de Cláudio Castro e Thiago Pampolha.
  • O presidente da Assembleia Legislativa era o substituto imediato, mas foi afastado e cassado.
  • Atualmente, o estado é governado pelo presidente do Tribunal de Justiça, Ricardo Couto.
  • O STF analisa se o novo governador-tampão será escolhido pelos deputados ou por eleição direta entre o povo.
  • Está em debate ainda se o novo presidente da Assembleia poderá assumir interinamente e se haverá dois pleitos eleitorais.

Encontro entre ex e atual governador

Em meio às exonerações, Cláudio Castro e Ricardo Couto se reuniram na sede do Tribunal de Justiça do Rio para discutir os desligamentos.

Castro pediu cautela nas mudanças e questionou os critérios de demissão, destacando que a falta de acesso a sistemas não deveria ser motivo suficiente.

Ricardo Couto negou perseguições e destacou que as medidas visam conter despesas e abrir espaço para reajuste salarial aos servidores.

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