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terça-feira, 21/04/2026

Amigos pedem esclarecimento sobre morte de professor em Buenos Aires

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Goiânia – Amigos do professor Danilo Neves Pereira cobram uma investigação detalhada sobre sua morte em Buenos Aires, Argentina. Danilo, de 35 anos, estava desaparecido desde 14 de abril e foi encontrado sem vida no Hospital Ramos Mejía.

A polícia afirmou que a morte resultou de uma descompensação psicotrópica causada pelo uso de cocaína. Danilo teria falecido em 15 de abril, um dia após o encontro marcado por aplicativo, mas só foi identificado no dia 20. Amigos questionam essa versão nas redes sociais, alegando que o professor não fazia uso frequente de álcool ou drogas.

Investigação em andamento

A Divisão de Pessoas Desaparecidas da Polícia de Buenos Aires recebeu um pedido da Procuradoria-Geral da República para localizar Danilo. No dia do encontro, ele enviou sua localização de uma área turística e central perto da Embaixada de Israel e do Café Tortoni, lugar monitorado por câmeras.

Familiares e amigos desconfiam da identidade do homem com quem Danilo se encontrou, suspeitando de um nome falso e solicitam a análise das imagens das câmeras e o rastreamento do celular do professor.

Homenagens e legado

Danilo Neves Pereira foi professor de inglês no Centro de Línguas da Universidade Federal de Goiás (UFG) por 12 anos e também conhecido por suas performances como drag queen. O coletivo Drags Goiás destacou sua arte e seu ativismo político por meio das performances.

O Centro de Línguas da UFG publicou nota de pesar, ressaltando o profissionalismo e a dedicação de Danilo. Amigos e colegas expressaram pesar e lembranças emocionadas sobre sua vida e trabalho.

Vida acadêmica e mudança

Danilo mudou-se para Buenos Aires para finalizar sua tese de doutorado, prevista para defesa no próximo mês. Ele era doutorando em linguística aplicada na universidade federal do Rio de Janeiro, onde residia antes da mudança.

Autor do livro “Dividir-me-ei em três e outros contos” lançado em 2025, Danilo vivia sozinho na Argentina, contando apenas com dois amigos próximos como suporte.

O Itamaraty informou que o Consulado do Brasil em Buenos Aires está acompanhando o caso, orientando amigos e familiares a contatar as autoridades locais, já que não possui competência para conduzir investigações.

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