O Governo do Distrito Federal (GDF) inaugurou nesta quarta-feira (25) o primeiro Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) no Itapoã Parque. O objetivo é melhorar o atendimento a vítimas de violação de direitos nas áreas do Itapoã e Paranoá.
Administrado pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF), o Creas do Itapoã Parque é o 15º no Distrito Federal. A unidade tem 657,62 m², com espaços para atendimentos, banheiros, copa, sala para atividades em grupo, brinquedoteca e área externa. A equipe inclui agentes sociais, técnicos administrativos, especialistas e um gerente.
O centro funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, na Quadra 501 da Avenida Itapoã Parque. Atende moradores das regiões do Itapoã e Paranoá, incluindo conjuntos habitacionais do Itapoã Parque e Paranoá Parque.
Segundo a subsecretária de Assistência Social, Rafaella da Câmara Lobão Barroso, “Essa inauguração era muito esperada para melhorar o atendimento ao público dessas regiões. Especialmente para a população que chegou por meio dos programas habitacionais. Nossa expectativa é oferecer um Sistema Único de Assistência Social cada vez melhor para quem precisa.”
Antes, esse público era atendido no Creas Sobradinho, que em 2025 fez 3.738 atendimentos, incluindo casos de violência, maus-tratos e negligência contra adultos, crianças, adolescentes e idosos.
Diferente do Centro de Referência de Assistência Social (Cras), que atua na prevenção, o Creas trabalha com casos de violação de direitos e risco social. O centro oferece acompanhamento especializado com assistentes sociais, psicólogos, pedagogos, profissionais do Direito, educadores sociais e técnicos, por meio de escuta qualificada e atendimento emergencial e contínuo.
Encaminhamentos são feitos para serviços de saúde, educação, moradia e inclusão em programas sociais. O atendimento pode ser direto na unidade, após avaliação de risco social, ou por encaminhamento de outros órgãos, com agendamento para acompanhamento periódico.
O Distrito Federal possui 15 Creas organizados por territórios, incluindo o Creas da Diversidade, que atende casos de discriminação por orientação sexual, identidade de gênero, raça, etnia ou crença religiosa.
