Nossa rede

Brasil

Exame/IDEIA: 90% dos brasileiros querem manutenção do auxílio emergencial

Publicado

dia

Pesquisa exclusiva mostra que a maioria da população quer extensão do benefício de 600 reais. Governo cortou nesta terça-feira valor do auxílio pela metade

Fila de beneficiários do auxílio emergencial em agência da Caixa, em São Paulo: governo anunciou corte do valor e pagamento de mais quatro parcelas (Bruna Prado/Getty Images)

Nove em cada dez brasileiros querem a manutenção do auxílio emergencial. Para 53% das pessoas, o benefício deveria ser mantido com o valor de 600 reais por mês. Outros 37% consideram que o auxílio deve continuar, mas com redução do valor.

O levantamento foi realizado com 1.235 pessoas, por telefone, em todas as regiões do país, entre os dias 24 e 31 de agosto. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.

Apesar do desejo da maioria de manutenção do valor de 600 reais, o presidente Jair Bolsonaro anunciou nesta terça-feira, 1 de setembro, a redução do auxílio emergencial para 300 reais por mês. Serão pagas mais quatro parcelas com o novo valor.

A prorrogação do valor de 600 reais é percebida de formas diferentes na população brasileira. Entre os que completaram apenas o ensino fundamental, esse índice é maior que a média geral: 59% responderam que o benefício deveria ser mantido no patamar original.

Essa perspectiva não muda muito nem mesmo entre a faixa da população que completou o nível superior e pertence às classes sociais mais favorecidas — 42% das pessoas que pertencem a esse estrato desejam a manutenção dos 600 reais.

O auxílio fez diferença na vida de muita gente. “Essa iniciativa do governo foi importante para manter a economia funcionando”, diz Maurício Moura, fundador do IDEIA, instituto de pesquisa especializado em opinião, e professor da George Washington University na área de políticas públicas

Na região Nordestes, 59% dos moradores também gostariam que deveria continuar na casa de 600 reais, enquanto no sul, uma região mais rica, apenas 36% das pessoas fizeram a mesma afirmação.

A pesquisa também perguntou qual seria a reação em caso de redução do valor. Para 48% dos ouvidos, um corte no valor é ruim mas aceitável, uma vez que os efeitos da crise causada pela pandemia devem permanecer por mais tempo. Para 23% das pessoas, a redução do valor é inaceitável.

O governo pretende lançar nos próximos dias o programa Renda Brasil, planejado para turbinar o Bolsa Família. Para 30% das pessoas, é compreensível que o Renda Brasil distribua menos de 600 reais mensais, pois o pior da pandemia já passou.

Quadro pesquisa auxílio emergencial

A maioria (66%) dos brasileiros que recebeu a ajuda de 600 reais gastou tudo ou pelo menos uma parte do recurso com produtos de consumo pessoal e da família, o que ajudou a economia a respirar. Outros 24% aproveitaram para pagar dívidas. Nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, essa foi a opção de 28% dos consumidores.

Quem ganha mais foi capaz de quitar mais as pendências financeiras — 46% das famílias com renda mensal de mais de cinco salários mínimos aproveitou o auxílio emergencial para fazer frente ao pagamento de dívidas.

“A resposta do auxílio emergencial dialoga com o que está acontecendo no mundo, com a população entendendo que os mecanismos especiais para a economia foram elaborados para salvar os países durante a crise do coronavírus”, diz Moura.

O auxílio emergencial de 600 reais alcançou 66 milhões de brasileiros, que receberam, no total, mais de 160 bilhões de reais. Mais de 36 milhões de trabalhadores informais tiveram acesso a 73 bilhões de reais. “A perda econômica para o país causada pela pandemia poderia ter sido muito pior não fosse o auxílio emergencial”, diz Moura.

Clique para comentar

Comentar

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*

Brasil

1,9 milhão de pessoas já tiveram a covid-19 na cidade de SP, diz pesquisa

Publicado

dia

Por

De acordo com inquérito sorológico da prefeitura, 1,64 milhão de adultos e mais 244 mil crianças foram infectadas pelo coronavírus

(Eduardo Frazão/Exame)

 

A prefeitura de São Paulo divulgou, nesta quinta-feira, 17, mais etapas do grande inquérito sorológico que realiza, com o objetivo de identificar o tamanho da pandemia de covid-19 na cidade.

De acordo com os últimos dados, quase 1,9 milhão de pessoas já tiveram a doença na capital paulista. Deste total, 1,64 milhão é de adultos, acima de 18 anos, e 244.000 é de crianças, de 4 a 14 anos. Os inquéritos dos adultos e das crianças estão sendo feitos de maneira paralela e complementar.

Para a população com mais de 18 anos, a pesquisa — que está na quinta fase — mostrou que a taxa de prevalência é de 13,9%, levando em conta a população de 12,25 milhões. Desde a primeira etapa, a prevalência foi subindo, de 9,8%, até atingir o mais alto patamar. Menos da metade das pessoas, 38,2%, não apresentou sintomas.

Nesta fase, até o dia 27 de agosto foram testadas 5.760 pessoas, determinadas por sorteio e distribuídas nas 472 Unidades Básicas de Saúde da cidade. A amostragem é a mesma das etapas anteriores.

“Mais uma fase do inquérito que consolida aquilo que outras fases já tinham demonstrado. Uma prevalência maior na faixa de 18 a 34 anos de idade. Mas também uma doença que traz luz à desigualdade social na cidade de São Paulo. A proporção é maior em pessoas menos escolarizadas, pretas e pardas”, explicou o prefeito Bruno Covas (PSDB) em coletiva de imprensa nesta quinta-feira.

Crianças

O município ainda realiza um outro inquérito sorológico específico para crianças de 4 a 14 anos. Nesta quinta-feira, foi divulgada a terceira etapa que testou alunos da rede privada e estadual de ensino na cidade. Nas primeiras fases foram testados apenas alunos de escolas municipais.

A pesquisa aponta que 244.242 crianças já tiveram a doença. Levando em conta que toda a rede de ensino tem 1.480.257, a prevalência é de 16,5%. Mas quando se fala apenas de escolas particulares, este número cai para 9,7%. As redes estadual e municipal ficam próximo de 18%.

Outro dado que chama a atenção é que 66% das crianças que foram contaminadas pelo coronavírus não tiveram qualquer sintoma da doença.

Volta às aulas

As aulas presenciais na cidade de São Paulo voltam de maneira parcial a partir do dia 7 de outubro. O anúncio foi feito pelo prefeito Bruno Covas (PSDB) em entrevista coletiva nesta quinta-feira, 17. A retomada total está prevista para o dia 3 de novembro, mas a prefeitura não descartou que só ocorra em 2021.

A reabertura vale para as redes municipal, estadual e privada de ensino que estão na capital paulista. As atividades que podem funcionar em outubro são aquelas extracurriculares, como reforço, música e línguas estrangeiras. As instituições de ensino superior podem voltar com as atividades a partir de outubro.

Ver mais

Brasil

Nuvem negra de queimadas no Pantanal pode fazer dia virar noite em SP

Publicado

dia

Por

A previsão é que até sábado, 19, a fuligem dos incêndios se desloque para a capital e pode haver a “chuva negra”

(Paulo Pinto/Fotos Públicas)

A fuligem de queimadas na Floresta Amazônica e no Pantanal segue em direção a São Paulo, ameaçando transformar o dia em noite nos próximos dias.

Uma nuvem escura gigante causada pelos incêndios se aproxima do Paraná, onde pode chegar na sexta-feira, 18, antes que os ventos empurrem a fumaça para São Paulo no sábado, 19, disse Celso Oliveira, meteorologista da Somar Meteorologia.

Quando chegar na capital paulista, pode causar uma chuva negra, fenômeno causado por partículas de fumaça e poeira que não se dissolvem na água, disse. No ano passado, quando os incêndios na Amazônia atraíram críticas da comunidade internacional, uma nuvem negra também envolveu a cidade de São Paulo.

O número de focos de incêndio nos biomas Amazônia e Pantanal em 2020 aumentou 12% e 208%, respectivamente, em relação a 2019, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Temperaturas escaldantes e tempo seco continuarão a provocar incêndios na região central e Norte do país, disse Oliveira. As temperaturas máximas estão mais de 5 graus Celsius acima dos níveis normais na maior parte da Região Centro-Oeste, um padrão que pode continuar nos próximos sete dias.

“Cuiabá pode ter a temperatura mais alta já registrada, de 43 graus”, disse. “Não chove na cidade há 115 dias.”

Os incêndios na Amazônia e no Pantanal, que já afetam a qualidade do ar no Centro-Oeste, agravam a crise no Brasil, que se tornou epicentro da pandemia de coronavírus. O país fica atrás apenas dos Estados Unidos em número de mortes pela doença e ocupa o terceiro lugar em casos, atrás dos Estados Unidos e da Índia.

Ver mais

Aconteceu

PCDF deflagra Operação Poderoso Chefão

Publicado

dia

Nesta quinta-feira (17), policiais da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes

Cibernéticos – DRCC, juntamente com equipes do Departamento de Polícia Especializada e da SPCOM da 15a Delegacia de Polícia, além da participação dos Promotores de Justiça do Núcleo de Combate ao Crime cibernético do MPDFT – NCYBER, deflagraram a Operação Poderoso Chefão em desfavor de suspeitos de integrarem uma organização criminosa armada, especializada na prática de furtos mediante fraude a contas bancárias de vítimas de diversos Estados e do Distrito Federal. Os prejuízos arcados por pessoas físicas e jurídicas ultrapassam R$ 2,5 milhões.

A investigação é decorrente de vestígios obtidos após a prisão, realizada pela DRCC em agosto de 2019, de um dos líderes da organização e que apontaram para um extenso esquema de lavagem de capitais, envolvendo empresas de fachada, incluindo bancas na Feira dos Importados do DF, uma empresa de materiais de construção e um bar de narguilé.

Nesse sentido, após autorização judicial, nesta quinta-feira, os policiais cumpriram 23 mandados de prisão preventiva, 36 mandados de busca e apreensão em endereços no Distrito Federal, Goiás, São Paulo e Bahia, além do sequestro de 22 veículos e bloqueio de ativos financeiros que poderão totalizar R$ 10 milhões, a fim de garantir eventual ressarcimento das vítimas e pagamento de custas e multas processuais.

Ver mais

Brasil

Governo de São Paulo autoriza a reabertura de parques temáticos

Publicado

dia

Por

Medida é válida somente para aqueles ao ar livre. Para abrir, os estabelecimentos precisam ter capacidade máxima de 40%

Montanha russa do Hopi Hari. (Hopi Hari/Divulgação)

Ver mais

Brasil

Míssil brasileiro de longo alcance está em fase final

Publicado

dia

Por

Armamento tem alcance de 300 quilômetros de distância e será utilizado para dissuadir eventuais ameaças externas

O ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva participa da abertura da 1ª edição da Conferência Internacional de Segurança do Forte de Copacabana, na Escola de Guerra Naval. (Tânia Rêgo/Agência Brasil)

O ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, disse hoje, 15, em Manaus, que o projeto de criação de um míssil brasileiro capaz de percorrer 300 quilômetros de distância até seu alvo final está “em fase final de desenvolvimento”.

“Falta muito pouco para ele complementar a artilharia de foguetes do Exército brasileiro, dando-nos um poder dissuasório muito grande”, respondeu o ministro ao ser perguntado sobre o atual estágio de produção do míssil tático de cruzeiro AV-TM 300 — cujo desenvolvimento, junto com o foguete guiado SS-40, faz parte do Projeto Estratégico Astros 2020, lançado em 2011, durante o governo Dilma Rousseff, que, na época, concedeu 45 milhões de reais de crédito para aquisição de todo um novo sistema com alta mobilidade e capaz de lançar mísseis e foguetes a longas distâncias.

Com alcance de até 300 quilômetros de distância e uma precisão de até 30 metros, o armamento desenvolvido pela companhia nacional Avibrás ampliará o poderio bélico brasileiro, podendo ultrapassar os limites do território nacional e atingir alvos estratégicos muito além da capacidade dos foguetes hoje em uso no Brasil. Atualmente, a família de foguetes Astros compreende quatro modelos com menor alcance que variam entre 30, 40, 60 e 80 quilômetros.

O principal objetivo do AV-TM 300, conforme sugere o ministro ao mencionar o “poder dissuasório” do armamento, é desencorajar eventuais ameaças externas. Além disso, o projeto Astros 2020 prevê outras iniciativas para dotar o país de “meios capazes de prestar um apoio de fogo de longo alcance, com elevada precisão e letalidade”. Entre estas iniciativas está a implantação de unidades militares de mísseis e foguetes, de um centro de instrução e de bases administrativas.

A previsão inicial era de que as primeiras unidades do AV-TM 300 fossem entregues ao Exército ainda neste ano, mas, ao ser questionado sobre os prazos, Silva respondeu acreditar na “possibilidade” de serem entregues entre 2021 e 2022.

Exercício

Uma bateria do sistema de lançadores múltiplos de foguetes Astros 2020, já em uso pelo Exército, foi deslocada de Formosa, em Goiás, a cerca de 90 quilômetros do centro de Brasília, até a região de Manaus, onde, até o próximo dia 23, efetivos das Forças Armadas participam de um exercício militar coordenado pelo Exército.

Batizado de Operação Amazônia, o treinamento envolve cerca de 3.600 militares, e simula um ataque externo à região amazônica. “Fiquei impressionado com a concentração estratégica dos meios, particularmente do Exército brasileiro”, comentou o ministro da Defesa, que chegou ontem, 14, à região para acompanhar o exercício militar.

De acordo com Silva, foram necessários dois meses para transportar a bateria do sistema de lançadores de foguetes pertencente ao 6º Grupo de Mísseis e Foguetes de Formosa até próximo a capital amazonense. “Foram dois meses de deslocamento até ele ser posicionado nos pontos para treinamento. O que demonstra a mobilidade dos meios do Exército.”

Presente no exercício, o comandante do Exército, Edson Leal Pujol, destacou a importância dos militares brasileiros estarem aptos a atuar na região. “A preparação para estarmos aptos a defender este rincão da Nação é extremamente importante. É um esforço muito grande, mas é nosso dever para com a sociedade brasileira nos prepararmos e treinarmos para se, um dia, houver a necessidade de defendermos nossa Amazônia. Por tudo que ela representa em termos de riquezas minerais, biodiversidade, para a economia e para a vida dos brasileiros”, disse Pujol.

 

Ver mais

Brasil

Pela 1ª vez, todo o estado de SP pode abrir comércio, bares e restaurantes

Publicado

dia

O governo do estado atualizou a quarentena nesta sexta-feira, 11, e as regiões de Franca e Ribeirão Preto progrediram para a fase 3 amarela

Rua 25 de março: estabelecimentos podem abrir por 8 horas por dia. (Eduardo Frazão/Exame)

O governo de São Paulo fez uma atualização extraordinária da quarentena nesta sexta-feira, 11, e pela primeira vez, desde o início da pandemia, todo o estado está na fase 3 amarela, considerada intermediária. As duas únicas regiões que estavam na fase 2 laranja, Franca e Ribeirão Preto, progrediram para uma etapa mais branda

Com esta mudança, todo o estado pode abrir comércio, restaurantes, bares, academias e salões de beleza. O funcionamento dos estabelecimentos é permitido com horário reduzido de 8 horas e com 40% de capacidade. Regras sanitárias, como o uso de máscara e álcool em gel, devem ser respeitadas.

Todas as regiões do estado de São Paulo estão na fase 2 amarela. (Governo de São Paulo/Reprodução)

Por ter chegado nesta etapa da quarentena, o Centro de Contingência da covid-19 decidiu mudar a regra de atualizações. Antes quinzenais, elas passam a ser mensais, com a próxima reclassificação no dia 9 de outubro. Até lá, todo o estado fica na fase 3 amarela do Plano São Paulo, a diretriz para controle da pandemia, que tem uma escala de 1 a 5.

Apesar de as alterações serem mensais, o governador João Doria (PSDB) deixou claro que, se os números ficarem ruins em alguma região, haverá a mudança direto para a fase 1 vermelha, em que somente os serviços essenciais podem funcionar.

“Entramos em um novo momento do monitoramento da pandemia. Por recomendação do Centro de Contingência fizemos esta alteração para garantir estabilidade. Se houver piora significativa, manteremos a regra de rebaixamento imediato para a fase vermelha, em qualquer região. Não haverá retorno para a fase 2 laranja”, disse Doria em entrevista coletiva nesta sexta-feira no Palácio dos Bandeirantes.

De acordo com o secretário da Saúde, Jean Gorinchteyn, o que permitiu entrar nesta fase foi a diminuição no número de óbitos e da taxa de ocupação de leitos de UTI. O estado chegou a ter uma média móvel diária de mortes de 289, no começo de agosto, e agora ela está em 178, a mais baixa desde maio. Este número é calculado levando em conta os últimos sete dias.

A ocupação de leitos atingiu um dos menores índices nesta sexta-feira: 52,5% no estado e de 52,2% na Grande São Paulo. São Paulo tem um total de 882.809 casos confirmados e 32.338 mortes causadas pela covid-19.

“Apesar dos bons números, não podemos esquecer que ainda estamos em quarentena. As regras de segurança precisam ser feitas mesmo nos momentos de lazer”, reforçou o secretário Jean Gorinchteyn.

Ver mais

Hoje é

sexta-feira, 18 de setembro de 2020

Publicidade

Disponível nosso App

Publicidade

Escolha o assunto

Publicidade

Viu isso?