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sexta-feira, 19/06/2026

Dinheiro apreendido com Jaques Wagner passará por perícia para descobrir origem

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Em Brasília

JOSÉ MARQUES
FOLHAPRESS

A Polícia Federal vai fazer uma perícia no dinheiro em espécie encontrado em locais ligados ao senador Jaques Wagner, líder do governo Lula no Senado, para verificar de onde vieram as cédulas.

Essa análise também vai checar se a explicação do senador, que disse que o dinheiro é de diárias não usadas em viagens internacionais, é verdadeira. Esse tipo de exame é rotina em operações que envolvem apreensão de dinheiro.

No dia 18, a PF achou US$ 55 mil e 33 mil euros (aproximadamente R$ 471 mil na cotação atual) em endereços que têm relação com o senador, durante buscas feitas na nova fase da Operação Compliance Zero.

Jaques Wagner afirmou em nota que não é réu, não foi denunciado e não está sendo acusado em nenhum processo sobre esses fatos. Sobre o dinheiro apreendido, ele disse que o valor é resultado de diárias legais, declaradas e que não foram usadas em viagens oficiais ao exterior.

A PF encontrou US$ 49 mil em dinheiro vivo no quarto do hotel onde Wagner fica no Distrito Federal, além de 33,5 mil euros e US$ 6.175 em endereços ligados a ele na Bahia.

A ação, autorizada pelo ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), investiga a relação do senador com o empresário Augusto Lima, que foi sócio do Banco Master junto com Daniel Vorcaro.

Em nota, Jaques Wagner disse que está disponível para esclarecer todas as dúvidas às autoridades e acredita que a verdade vai aparecer.

O advogado de Wagner, Pablo Domingues, comentou que o que a polícia encontrou poderia ter sido obtido sem a busca. Ele também afirmou que essas ações se repetem em anos eleitorais com os mesmos métodos usados em 2018, durante a Operação Lava Jato.

Domingues lamentou que as fotos do dinheiro apreendido tenham sido divulgadas pela Polícia Federal e enfatizou que o processo judicial não deve ser usado para expor as pessoas publicamente.

A defesa do empresário Augusto Lima afirmou que os fatos serão esclarecidos e que ele sempre atuou de acordo com a lei.

A PF está investigando suspeitas de que Wagner teria recebido pagamentos ligados ao Banco Master, por meio da empresa da esposa do enteado, além da compra de um apartamento em Salvador avaliado em R$ 2,5 milhões.

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