Mais de um mês após firmar acordo de confidencialidade com a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República, a delação premiada de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, ainda não avançou como esperado.
A defesa do empresário planejava formalizar o acordo em abril, mas ainda não conseguiu reunir as informações necessárias para a investigação.
Segundo apuração, Vorcaro não revelou detalhes sobre o destino dos valores supostamente desviados na fraude financeira nem sobre possíveis envolvidos no esquema.
Caso Banco Master
- O Banco Central decretou a falência do Banco Master em novembro de 2025 por problemas financeiros graves e violações às normas do sistema financeiro.
- Na mesma época, a Polícia Federal iniciou a Operação Compliance Zero para investigar o caso.
- A investigação indica que o Banco Master criou carteiras de crédito falsas para favorecer fraudes.
- Daniel Vorcaro foi preso em novembro, solto e preso novamente em março.
- Ele também é acusado de liderar uma milícia para intimidar adversários e agentes públicos.
Desafios na investigação
A Polícia Federal avalia que pode haver novas fases da Operação Compliance Zero, pois ainda há muitos detalhes a descobrir sobre o caso Banco Master.
Um dos obstáculos é a quantidade de provas a serem analisadas. Até agora, a perícia dos eletrônicos apreendidos com Vorcaro não foi concluída.
No dia 18 de março, o ministro André Mendonça autorizou a extensão da investigação por mais 60 dias. Com os novos elementos levantados, a polícia pode solicitar mais tempo para finalizar o inquérito.
Daniel Vorcaro está preso preventivamente desde 4 de março, no âmbito da terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga a venda irregular de carteiras de crédito fraudulentas ao Banco de Brasília (BRB).
Durante esta etapa, a Polícia Federal identificou que Vorcaro comandava uma milícia para pressionar adversários e agentes públicos.
Após passagem pela Penitenciária Federal de Brasília, ele foi transferido para a Superintendência da Polícia Federal, onde está em uma cela individual.
Na última fase da operação, em 16 de abril, o executivo Paulo Henrique Costa foi preso. Ele é investigado por autorizar operações sem garantias e por supostamente receber imóveis de Vorcaro como pagamento.
A defesa de Daniel Vorcaro foi contatada para comentar sobre o acordo de delação, mas não respondeu até o momento.
