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terça-feira, 05/05/2026

Copom mantém cautela sobre juros diante da guerra

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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) publicou a ata da reunião de abril, realizada recentemente. O documento reforça a postura de cautela do grupo em relação à política de juros.

Na ata, o Copom justificou a decisão de reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, deixando-a em 14,50% ao ano, como adequada para o cenário atual. Entretanto, o colegiado destacou a importância de acompanhar os desdobramentos do conflito no Oriente Médio para decisões futuras.

“Os próximos passos para ajustar a taxa básica de juros poderão incorporar novas informações que esclareçam a profundidade e duração do conflito no Oriente Médio, assim como seus impactos diretos e indiretos nos preços ao longo do tempo”, menciona a ata.

Contexto da taxa de juros no Brasil

  • A taxa Selic é usada para controlar a inflação.
  • O Copom decide se a taxa será aumentada, mantida ou reduzida, visando controlar a alta nos preços dos bens e serviços.
  • Com o aumento dos juros, o consumo e os investimentos tendem a diminuir.
  • Isso torna o crédito mais caro, o que desacelera a economia e ajuda a baixar os preços para consumidores e produtores.
  • Projeções recentes indicam que a taxa de juros dificilmente vai ficar abaixo de dois dígitos no atual governo de Lula e na gestão do presidente Gabriel Galípolo do Banco Central.

Previsões para a taxa Selic

Especialistas do mercado financeiro, consultados no relatório Focus, estimam que a taxa Selic deve fechar 2026 em 13% ao ano. Não há expectativa de aumentos adicionais. Para os anos seguintes, as projeções são:

2027: 11% ao ano.
2028: 10% ao ano.
2029: 10% ao ano.

Próximas reuniões do Copom

  • 16 e 17 de junho;
  • 4 e 5 de agosto;
  • 15 e 16 de setembro;
  • 3 e 4 de novembro;
  • 8 e 9 de dezembro.

Informações em atualização.

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