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segunda-feira, 15/06/2026

Coalizão liderada pelos EUA critica protestos na Bolívia

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O Escudo das Américas, coalizão militar liderada pelos Estados Unidos criada para combater o tráfico de drogas na América Latina, manifestou apoio ao presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, diante dos protestos que ocorrem no país. Em nota divulgada nesta sexta-feira (5/6), o grupo de 13 países classificou as manifestações como uma tentativa de “derrubar o governo legitimamente eleito”.

“Apoiamos o governo democrático de Rodrigo Paz em sua luta contra tentativas de retroceder a Bolívia por meio de bloqueios que impedem a entrega de alimentos, medicamentos e outros suprimentos essenciais”, afirmou o comunicado.

A coalizão acusou ainda os organizadores dos protestos de receberem financiamento do crime organizado, especialmente do tráfico de drogas, sem apresentar provas. “Quem financia esses protestos com dinheiro do narcotráfico e do crime transnacional deve ser responsabilizado”, disse o grupo.

O documento é assinado por Estados Unidos, Argentina, Bolívia, Chile, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai e Trinidade e Tobago.

Contexto dos protestos na Bolívia

Desde maio, manifestantes protestam contra o governo de Rodrigo Paz em várias regiões do país, realizando bloqueios de estradas. Rodrigo Paz, do Partido Democrata Cristão (PDC), assumiu a presidência em novembro de 2025, com o fim de 20 anos de governo de esquerda.

Durante a campanha, Rodrigo Paz teve apoio de movimentos sociais, com ajuda do vice-presidente Edmand Lara. No entanto, após ser eleito, foi acusado de abandonar as demandas desses grupos.

Os manifestantes criticam políticas favoráveis ao agronegócio e à indústria, além da revogação de impostos para grandes fortunas. Uma lei que permitiria a compra e venda de pequenas propriedades rurais foi vista como ameaça às terras indígenas e à proteção ambiental, o que intensificou os protestos.

Em resposta, o presidente revogou a lei polêmica, mas os protestos continuaram, pedindo sua renúncia. O governo agora busca aprovar uma lei que facilitaria a decretação de estado de exceção, possibilitando o uso das Forças Armadas contra os protestos, projeto que está em análise na Câmara dos Deputados.

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