Marco Rubio, secretário de Estado dos Estados Unidos, divulgou uma mensagem dirigida ao povo de Cuba na última quarta-feira (20/5). Nele, Rubio acusa o governo cubano de enriquecer às custas da população e afirma que Donald Trump pode proporcionar uma nova oportunidade para o país.
Filho de imigrantes cubanos e crítico ferrenho do governo da ilha, Rubio ressaltou que a crise humanitária que aflige Cuba não é causada pelo embargo dos EUA, que já dura mais de 60 anos.
Segundo ele, o verdadeiro motivo da falta de eletricidade, combustível e alimentos é que o país está sendo explorado por quem governa, através do Grupo de Administración Empresarial S.A (GAESA), um conglomerado controlado pelos militares e criado na década de 1990 por Raul Castro, então ministro das Forças Armadas.
Rubio afirmou que Donald Trump pretende iniciar uma nova relação direta com o povo cubano, oferecendo uma ajuda de 100 milhões de dólares em alimentos e remédios, que seria distribuída por meio da Igreja Católica ou outras organizações humanitárias.
Contexto das pressões contra Cuba
Apesar do tom diplomático da mensagem, as ações do governo americano contra Cuba têm sido marcadas por ameaças recentes. Desde a prisão do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro, os Estados Unidos têm aumentado a pressão sobre Cuba.
Uma das primeiras medidas adotadas por Trump foi o bloqueio do envio de petróleo venezuelano para Cuba, uma ação possível graças ao alinhamento da presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, com os interesses americanos.
Washington também ameaçou impor tarifas a países que continuem a fornecer petróleo para Cuba, que atualmente é governada por Miguel Díaz-Canel.
Em várias ocasiões, Trump fez ameaças militares contra Cuba, chegando a dizer que poderia tomar o controle da ilha após o fim da guerra com o Irã.
