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terça-feira, 07/07/2026

CCJ aprova espinha bífida aberta como deficiência

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A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou um projeto que reconhece a espinha bífida aberta como deficiência para todos os fins legais.

A espinha bífida é uma deficiência congênita caracterizada pela falha no fechamento do tubo neural, que origina o cérebro, a medula e as vértebras. Isso pode resultar em exposição ou proteção inadequada da medula, causando diferentes graus de comprometimento neurológico.

A forma mais severa, conhecida como mielomeningocele, ocorre quando parte da medula espinhal e nervos se projetam através de uma abertura nas costas do bebê, formando uma bolsa visível ao nascimento e sendo chamada de ‘aberta’. Essa condição pode levar à paralisia das pernas.

A relatora deputada Silvia Cristina (PP-RO) indicou aprovação do substitutivo da Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência referente ao Projeto de Lei 233/24, de autoria da deputada Rosângela Moro (PL-SP). Ela retirou a exigência de incluir as modificações na Lei Brasileira de Inclusão, argumentando que isso seria juridicamente inadequado.

Segundo Silvia Cristina, a Lei Brasileira de Inclusão não especifica doenças específicas como deficiências, mas define critérios para reconhecimento, com avaliação biopsicossocial feita por equipe multiprofissional e interdisciplinar.

Serviços oferecidos pelo SUS

  • atendimento por equipe multidisciplinar;
  • acesso a exames complementares;
  • assistência farmacêutica;
  • acesso a tratamentos terapêuticos reconhecidos, incluindo fisioterapia e atividades físicas.

O atendimento completo também inclui divulgação de informações sobre a espinha bífida aberta e suas opções preventivas e terapêuticas.

A proposta tramita em caráter conclusivo e pode ser encaminhada ao Senado, salvo se houver recurso para análise em Plenário na Câmara.

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