Thiago Ávila, brasileiro detido em Israel após a interceptação de uma flotilha humanitária com destino à Faixa de Gaza, tem enfrentado ameaças e condições difíceis na prisão, segundo familiares.
A esposa do ativista, Lara Souza, informou que Thiago está em uma cela solitária, onde as luzes permanecem acesas durante 24 horas, causando desorientação e privação de sono. Ele está exposto ao frio intenso e é submetido a interrogatórios que podem durar até oito horas.
Além disso, Ávila é mantido vendado sempre que sai da cela, inclusive para atendimentos médicos. Os interrogatórios focam em sua participação na Global Sumud Flotilla, apontada pelas autoridades israelenses como suspeita.
A Justiça de Israel prorrogou a prisão de Thiago Ávila por mais dois dias, e ele deverá passar por uma nova audiência. Ele responde a cinco acusações, incluindo associação com terrorismo e colaboração com inimigos em período de guerra, embora não haja provas apresentada até o momento.
Thiago foi preso durante uma operação no mar, em águas internacionais próximas à Grécia, quando a flotilha que levava ajuda humanitária a Gaza foi interceptada por forças israelenses. A ação contou com cerca de 175 ativistas em 22 embarcações.
Organizações de direitos humanos protestam contra as condições da prisão e afirmam que o ativista sofreu agressões durante a detenção. Os governos do Brasil e da Espanha divulgaram nota conjunta condenando a prisão e afirmando que a ação viola o direito internacional.
