Dario Durigan, ministro da Fazenda, destacou em São Paulo que a economia brasileira está forte e o governo pode proteger a população de impactos externos. Citou ações recentes no mercado de combustíveis, como a suspensão temporária do imposto sobre o diesel por dois meses e um acordo com os Estados para dividir os custos da importação e do ICMS, medidas que tiveram duração limitada para não pesar nos cofres estaduais.
Em coletiva de imprensa, Durigan falou sobre o trabalho do governo para tentar reverter as altas tarifas impostas pelos Estados Unidos e reduzir seus efeitos nas empresas brasileiras. Ele também mencionou que o governo acompanha de perto os impactos da guerra envolvendo o Irã no curto prazo e poderá adotar medidas para minimizar possíveis consequências, dada a força da economia do país.
O ministro destacou ainda que o programa Desenrola tem mostrado bons resultados e que uma economia forte traz benefícios para as famílias brasileiras.
Durigan considerou as tarifas dos EUA irracionais e injustas, lembrando que o Brasil tem déficit na balança comercial com os Estados Unidos. Segundo ele, houve uma punição generalizada ao Brasil com essas tarifas, mas o país está correto em não aceitar isso passivamente. O governo está trabalhando para reverter essas tarifas e proteger as empresas nacionais.
O ministro explicou que a participação dos EUA na balança comercial brasileira tem diminuído e enfatizou que a reversão das tarifas seria vantajosa para ambas as economias, brasileira e norte-americana.
Durigan afirmou que os argumentos comerciais usados pelos EUA para justificar as tarifas são falsos. Ele vai levar a insatisfação do Brasil a diversos fóruns internacionais em que participará.
Estadão Conteúdo.
