A Câmara dos Deputados realizou uma sessão solene para celebrar o bicentenário das relações diplomáticas entre o Brasil e o Vaticano. Este marco histórico remonta a 23 de janeiro de 1826, quando o Papa Leão XII reconheceu a independência do Brasil.
Luiz Gastão (PSD-CE), autor do pedido para a sessão e líder da Frente Parlamentar Católica, enfatizou que a relação entre o governo brasileiro e a Santa Sé vai muito além de formalidades institucionais, refletindo-se em ações práticas voltadas para os mais necessitados.
Para o deputado, “essa colaboração representa mais que memória; é um compromisso com a vida e com aqueles que não são vistos pela sociedade. Quando a diplomacia perde o afeto, torna-se apenas protocolo; e quando o Estado perde o carinho, afasta-se do povo.”
Dom Paulo César Costa, arcebispo de Brasília, salientou que o Estado não deve ser adversário da religião. “A verdadeira laicidade permite que as religiões atuem livremente. O Estado isoladamente não pode suprir todas as necessidades da população.”
Foi citado também como exemplo a Campanha da Fraternidade de 2026, cujo tema é “Fraternidade e Moradia”, que destaca a importância da habitação como base para o acesso a outros direitos como saúde e segurança, projeto este apoiado pela Igreja.
Colaboração em diversas áreas
- Eros Biondini (PL-MG) ressaltou a rápida mobilização das paróquias para ajudar as vítimas das recentes enchentes em Minas Gerais como prova da atuação imediata da Igreja em emergências.
- A Igreja também tem uma longa história no ensino e na saúde, contribuindo para a fundação de escolas e hospitais desde os tempos coloniais.
- Foi ainda mencionado o apoio à promoção da paz mundial e incentivo à construção de uma cultura de diálogo entre as nações.
Deputados presentes
Estiveram presentes os parlamentares Diego Garcia (Republicanos-PR), Reimont (PT-RJ), Bia Kicis (PL-DF), Chris Tonietto (PL-RJ) e Hugo Leal (PSD-RJ), que reiteraram seu apoio a essa história de cooperação e aos compromissos futuros em benefício da população.

