O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) anunciou que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 2,3% em 2025, atingindo R$ 12,7 trilhões. Esse crescimento colocou o país na sexta posição no ranking das economias do G20 que já divulgaram seus dados, segundo a Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda.
A Índia lidera a lista com um crescimento de 7,5%, seguida pela Indonésia (5,1%), China (5%), Arábia Saudita (4,5%) e Turquia (3,6%). O Brasil superou os Estados Unidos, que tiveram um crescimento de 2,2%, marcando o quinto ano seguido de expansão econômica, apesar de ter apresentado uma desaceleração em comparação com os 3,4% de 2024.
A principal força por trás do crescimento foi a agropecuária, embora o desempenho tenha sido afetado pela política monetária rígida do Banco Central (BC), que manteve juros altos para controlar a inflação, que ficou acima da meta de 3% ao longo do ano. A taxa Selic chegou a 15% ao ano em junho de 2025, mantendo-se neste nível, o mais alto desde 2006, o que encareceu os empréstimos e desestimulou os investimentos e o consumo.
Essa política ajudou a reduzir o hiato do produto e a pressão inflacionária, mesmo impactando a atividade econômica, especialmente no segundo semestre, que ficou estável em relação ao primeiro. Apesar do cenário difícil, 2025 registrou a menor taxa de desemprego, conforme o IBGE.
Para 2026, a SPE prevê um crescimento de 2,3% no PIB, com uma redução no desempenho da agropecuária compensada por avanços na indústria e nos serviços. As expectativas incluem a diminuição da taxa Selic a partir da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) em março, isenção do imposto de renda para rendas até R$ 5 mil mensais, expansão do crédito consignado e um mercado de trabalho resistente.
