O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta terça-feira (3/3) que a Marinha dos EUA poderá escoltar petroleiros no Estreito de Ormuz caso seja necessário. A medida foi anunciada em meio a crescente tensão na região, após a Guarda Revolucionária do Irã afirmar ter fechado a passagem e ameaçar atacar navios que tentem atravessá-la.
Além da escolta naval, Trump informou que instruiu a Corporação Financeira de Desenvolvimento Internacional dos EUA (DFC) a oferecer seguro contra riscos políticos e garantias financeiras para o comércio marítimo no Golfo, especialmente para o transporte de energia. O objetivo é assegurar o fluxo contínuo de petróleo e gás, mesmo com o aumento das tensões.
O Estreito de Ormuz é uma rota crucial para o comércio global de energia, conectando o Golfo a outras rotas marítimas e localizado entre o Irã e Omã. Aproximadamente um quinto do petróleo mundial transportado por navios passa por essa região, além de grandes volumes de gás natural liquefeito, incluindo exportações do Catar e Arábia Saudita.
A interrupção na navegação no Estreito costuma provocar reações imediatas nos mercados de energia, com alta nos preços do petróleo devido à expectativa de menor oferta e aumento nos seguros marítimos. O bloqueio da passagem pode gerar impactos inflacionários em economias globais, principalmente em países emergentes.
Com o aumento da tensão, os custos de seguro para navios que operam na região também subiram, enquanto algumas seguradoras limitam a cobertura devido ao risco elevado do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. A iniciativa do governo norte-americano visa garantir respaldo financeiro para que o transporte marítimo prossiga mesmo diante dessas dificuldades.
O aviso sobre a escolta a petroleiros reforça que os Estados Unidos estão preparados para ampliar a proteção militar ao tráfego comercial no mar. Desde que o conflito na região se intensificou, as operações militares americanas foram intensificadas. O mercado de energia respondeu com uma alta significativa no preço do petróleo, que já afeta os preços da gasolina no país.
