O Brasil registrou a criação de 228.208 novos empregos formais em março, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O setor de serviços foi o principal responsável pelo crescimento.
No primeiro trimestre do ano, o saldo acumulado de vagas criadas chegou a 613.373.
Foram contabilizadas 2.526.660 contratações e 2.298.452 desligamentos, sendo que 83,25% dos empregos criados são típicos, e 16,75% correspondem a empregos com jornadas diferenciadas, como trabalhos com 30 horas ou mais e aprendizes.
No mês, quatro dos cinco principais grupos de atividades econômicas tiveram saldo positivo: serviços (152.391), construção (38.316), indústria (28.336), e comércio (27.267), enquanto a agropecuária apresentou saldo negativo de 18.096 vagas.
Apesar da geração de empregos continuar, houve desaceleração. Nos 12 meses entre abril de 2024 e março de 2025, o país criou 1.627.326 empregos. Já no período entre abril de 2025 e março de 2026, a criação foi menor, com 1.211.455 novas vagas.
A criação de vagas em março superou em 85% o número registrado em fevereiro, que foi de 79.994. Essa diferença está associada ao feriado do carnaval, que ocorreu em meses diferentes em 2025 e 2026.
“Dada a característica dos dias úteis do mês, esse ano seria diferente, que provavelmente as contratações de março fariam para março mesmo em relação a fevereiro, então seria essa adequação aqui, eu acredito que tenha sido isso”, afirmou o ministro Luiz Marinho.
Grupos populacionais
O saldo de empregos foi mais favorável para as mulheres, que tiveram 132.477 novos postos, enquanto os homens tiveram 95.731.
A faixa etária até 24 anos teve crescimento expressivo, com 165.785 novas vagas, representando 72,6% do total no mês.
Unidades da Federação
Março contou com crescimento em 24 estados, com destaques para São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
Os estados com maiores saldos foram: São Paulo (67.876), Minas Gerais (38.845) e Rio de Janeiro (23.914).
Já os estados com saldos negativos ou reduzidos foram Alagoas (-5.243), Mato Grosso (-1.716) e Sergipe (-338).
Salário médio
O salário médio real em março foi de R$ 2.350,83, uma redução de R$ 17,50 (-0,7%) em relação a fevereiro de 2026, quando o valor foi de R$ 2.368,33. Em comparação a março do ano anterior, houve aumento real de R$ 41,80 (1,8%).
Os trabalhadores típicos tiveram salário médio de R$ 2.397,89, 2% acima da média, enquanto os não típicos receberam R$ 2.019,09, valor 14,1% inferior à média.
Perspectivas
O governo federal está preparando a divulgação do relatório da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), que mostrará a criação de 7.183.525 empregos formais entre 2023 e o primeiro trimestre de 2026, dos quais 5.021.186 são empregos com carteira assinada.
