Atual concessionária do Aeroporto Internacional de Brasília estará no próximo leilão previsto para 2026, como parte da revisão do contrato de concessão.
A Inframerica, que já administra o aeroporto, é controlada pela Corporación América Airports, que gere 52 aeroportos em seis países, e tem a Infraero como sócia com 49% da concessão.
O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou um acordo entre o Ministério de Portos e Aeroportos, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e a Inframerica para atualizar o contrato. Com isso, a Infraero deixará a concessão.
A repactuação foi solicitada devido ao baixo movimento de passageiros nos últimos anos. A Inframerica afirmou que a modernização do contrato não trará mudanças para passageiros, companhias aéreas ou usuários e que a operação seguirá com elevados padrões de segurança e qualidade.
O leilão será realizado em 2026, com lance mínimo baseado em 5,9% das receitas brutas da concessão. A Inframerica participará obrigatoriamente no leilão, mas outra empresa pode assumir o contrato se fizer proposta melhor.
O Ministério planeja investir R$ 1,2 bilhão no aeroporto de Brasília durante o tempo restante do contrato, para construir um novo terminal internacional, uma garagem para veículos, uma nova via de acesso e novos equipamentos de segurança e inspeção.
Além do aeroporto de Brasília, serão incluídos oito aeroportos regionais do Centro-Oeste, um no Paraná e outro na Bahia, que passarão a fazer parte da concessão. Eles são:
- Juína (MT)
- Cáceres (MT)
- Tangará da Serra (MT)
- Alto Paraíso (GO)
- São Miguel do Araguaia (GO)
- Bonito (MS)
- Dourados (MS)
- Três Lagoas (MS)
- Ponta Grossa (PR)
- Barreiras (BA)
A empresa vencedora do leilão deverá investir cerca de R$ 857,8 milhões para ampliar, manter e administrar esses aeroportos regionais.
Esse agrupamento busca atrair investidores oferecendo aeroportos menores junto com ativos maiores, tornando-os mais atraentes para o mercado.
O novo contrato de concessão será válido até 2037.
A Inframerica assumiu a concessão do aeroporto de Brasília no início de 2012. Anteriormente, havia vencido o leilão para o aeroporto de Natal, mas devolveu a concessão amigavelmente em 2024, após a decisão em 2020.
