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quarta-feira, 15/07/2026

Anac vai definir regras finais para balonismo este ano

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Em Brasília

Eduardo Braghetto, da Anac, informou que o acidente acelerou a criação de normas de segurança.

Um ano após o maior desastre de balonismo no Brasil, ocorrido em Praia Grande (SC), que resultou em 8 mortes e 18 feridos, a Comissão de Turismo da Câmara dos Deputados discutiu a necessidade de regulamentar a atividade no país.

Eduardo Henrique de Carvalho Braghetto, especialista em regulação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), comentou que, em outubro do ano passado, uma resolução provisória foi criada para o balonismo. Esta regra temporária, que surgiu três meses após a tragédia, definiu exigências para o balão, o operador e o piloto.

Ele explicou: “O acidente serviu como um impulso para que agíssemos rapidamente. A Anac iniciou de forma ágil a elaboração de uma regulação intermediária, que resultou na Resolução 782/25.” Essa resolução servirá de base para o regulamento final, que provavelmente será chamado RBAC 131.

Após essa resolução, nos primeiros dois meses, 197 pilotos e 12 instrutores foram habilitados, e 92 operadores foram cadastrados em 25 cidades. Dos 162 balões com autorização provisória, 150 estão vinculados a operadores.

A Anac planeja lançar a regulamentação definitiva até o final do ano. Até lá, o balonismo turístico seguirá as regras provisórias.

Os municípios que realizam essa atividade pedem que a resolução provisória seja prorrogada para não prejudicar o balonismo.

Henrique Maciel, secretário de Turismo de Praia Grande, destacou a qualidade dos equipamentos brasileiros para balonismo: “A indústria nacional produz equipamentos modernos e de alta tecnologia, e, agora que passaram por avaliações rigorosas, seria importante que eles pudessem ter sua vida útil estendida.”

Turismo de aventura no Brasil

O balonismo é uma das 25 modalidades de turismo de aventura disponíveis no país. Conforme a associação das empresas desse setor, o Brasil possui atualmente 51 normas que regulam essas atividades, sendo referência mundial em normas técnicas para o turismo de aventura.

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