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A engenhosa operação com pombas mensageiras que espiavam nazistas na Segunda Guerra Mundial

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Entre outras coisas, a operação era inusitada por ser baseada em contribuições de columbófilos britânicos

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Pombo-correio se preparando para ser lançado de avião em 1941

Na noite de 8 de abril de 1941, um bombardeiro Whitley da Força Aérea Real britânica (RAF, na sigla em inglês) decolou de Newmarket, base do esquadrão de Operações Especiais que enviava agentes da inteligência britânica aos territórios inimigos.

O avião foi atacado por artilharia antiaérea perto de Zeebrugge, mas conseguiu chegar ao seu destino: a fronteira franco-belga.

Era ali que as operações realmente começavam.

Mas o que saltou do avião e caiu no solo não foram espiões altamente treinados, mas pombos-correio.

Este voo de abril foi o primeiro de uma nova operação secreta, de codinome Columba (palavra em latim para pomba).

Entre outras coisas, a operação era inusitada por ser baseada em contribuições de columbófilos britânicos. As aves que eles doavam eram colocadas em contêineres e lançadas de paraquedas no solo europeu.

Do lado de fora do contêiner, havia um envelope com um questionário, um pedido de ajuda do Reino Unido.

A operação durou três anos e meio — período em que 16.554 pombos foram lançados em um arco que ia de Copenhague, na Dinamarca, a Bordeaux, no sul da França.

O objetivo era coletar informações de pessoas comuns que viviam sob a ocupação nazista.

Dúvidas que pairavam no ar

Em ordem de prioridade, os Aliados em 1941 queriam saber…

– Detalhes sobre uma invasão planejada à Inglaterra;

– Informações sobre as tropas na região;

– A moral do inimigo;

– Os endereços importantes que os alemães estavam usando;

– A localização dos aeródromos;

– E o efeito das bombas lançadas pelos Aliados.

 

Uso do pombo-correio para comunicações na Itália em 1915

Getty Images Pombos-correio já haviam sido usados ??em guerras antes — como nesta foto de 1915, na Itália, que mostra como manipular o tubo que contém a mensagem

Além disso, em uma espécie de pesquisa de audiência, eles queriam descobrir até que ponto as pessoas conseguiam escutar claramente a rádio BBC e suas opiniões sobre seu serviço.

O questionário terminava com as palavras: “Obrigado. Tenham coragem. Não te esqueceremos”.

As instruções mostravam como prender corretamente o pequeno cilindro verde na pata do pombo após completar o questionário.

Uma vez soltos, os pássaros voariam de volta para seus pombais britânicos. Seus donos informariam às autoridades e transmitiriam o que receberam a uma seção pouco conhecida, mas importante, da Inteligência Militar: o MI14 (d).

Ninguém tinha certeza se essa operação engenhosa funcionaria.

Um oficial calculou que havia quatro opções para o pombo:

1. Não ser encontrado e morrer dentro do contêiner;

2. Ser recolhido por um morador local, que enviaria uma mensagem;

3. Ser encontrado por um alemão, que enviaria uma mensagem falsa;

4. Ser encontrado por alguém com tanta fome que viraria churrasco.

O primeiro pássaro a voltar

Dois dias depois daquele lançamento inaugural em abril de 1941, às 10h30, o telefone do Gabinete da Guerra tocou, trazendo boas notícias: o primeiro pássaro havia voltado para casa em Kent.

Desenho de pomba

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Os pombos levavam informações valiosas para lutar contra Hitler

A mensagem número 1 da operação Columba vinha de uma pequena cidade chamada Le Briel, na comuna de Herzeele, no norte da França, não muito longe da fronteira com a Bélgica. Era breve, mas continha informações genuínas.

“Pombo encontrado na quarta-feira, dia 9, às 8h”, começava o texto.

“Os movimentos das tropas alemãs são sempre noturnos… Há um grande depósito de munições em Herzeele, a 200 metros da estação de trem. Ontem, uma caravana de artilharia passou a cavalo em direção a Dunquerque via Bambecque e outra em direção a Hazebrouck. Os boches (termo usado para se referir aos alemães) não mencionam uma invasão à Inglaterra…

“A RAF nunca bombardeou essa região. Deveriam bombardear a fábrica de tijolos porque o proprietário é um…”

O tradutor registrou a palavra seguinte como “ilegível”, mas nos perguntamos se, na verdade, foi para evitar o rubor causado pela descrição pesada em francês do colaborador.

A mensagem terminava: “Aguardo seu retorno, sou e sigo sendo francês“. Estava assinado “ABCD34”.

Era só o começo.

Voluntários locais de defesa (LDV, na sigla em inglês) treinando pombos-correio no noroeste da Inglaterra em 1940

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Voluntários locais de defesa (LDV, na sigla em inglês) treinando pombos-correio no noroeste da Inglaterra em 1940

As informações coletadas na operação Columba acabariam tendo amplo alcance.

Revelaram a existência de pequenas redes de resistência ansiosas em ajudar os britânicos.

Forneceram muitas vezes vislumbres da realidade da vida sob a ocupação nazista: racionamento, medo, raiva.

Outras vezes, proporcionaram informações sólidas sobre as posições das tropas alemãs que, em seguida, poderiam ser atacadas.

No caso da mensagem de um grupo belga chamado Leopold Vindictive, os dados foram importantes o suficiente para mostrar ao então primeiro-ministro britânico, Winston Churchill.

A chave de um mistério

Durante a guerra, o trabalho do físico britânico e especialista em inteligência militar científica Reginald Victor Jones no MI6, a agência de inteligência internacional do Reino Unido, era estudar novas armas e defesas alemãs.

Uma de suas prioridades era entender por que os caças noturnos alemães eram tão eficazes em abater aeronaves britânicas que sobrevoavam o continente.

Nenhuma fonte de inteligência havia conseguido lançar luz sobre este enigma. Mas em 5 de junho de 1942, uma mensagem da operação Columba esclareceu o mistério.

O autor da mensagem escreveu que achava que o pombo se destinava à Bélgica, e não à Holanda, mas decidiu fornecer alguns detalhes de qualquer maneira.

Cartaz pedindo para não matar os pombos

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Cartazes como este pediam às pessoas que não matassem os pombos, pois poderiam interferir em comunicações vitais

Para os britânicos, foi uma sorte, já que ele informou sobre um acampamento em Opperdoes com uma grande quantidade de “instalações técnicas, aparelhos de escuta, neutralizadores… Deste acampamento, os caças noturnos recebem suas instruções”, escreveu o autor, que gentilmente forneceu um mapa mostrando a localização precisa da instalação.

Jones e o Ministério da Aeronáutica consideraram esta mensagem de “primeira classe”.

“Os pombos triunfaram em três estações de controle de caças noturnos”, escreveu Jones.

Mais tarde, também forneceram informações sobre os locais de lançamento das bombas voadoras V1.

Recém-saído da caixa

O que tornava a inteligência fornecida pelos pombos tão valiosa era o fato de ser incrivelmente fresca.

Os relatórios de agentes secretos costumavam levar meses para serem contrabandeados para fora do território inimigo, muitas vezes pela Espanha ou alguma outra rota tortuosa.

Quando chegavam ao Reino Unido, as informações podiam estar desatualizadas.

Mas as mensagens da operação Columba costumavam chegar poucos dias, até mesmo horas, depois de terem sido escritas.

Dor e desafio

O valor da operação Columba para os Aliados se reflete no fato de que ainda estava operacional no verão de 1944 e teve um papel nos preparativos para os desembarques do Dia D, particularmente na identificação da disposição das forças nazistas.

Muitas das mensagens enviadas da Europa ocupada eram dolorosas: algumas das mais sombrias são as que detalhavam as baixas civis nos bombardeios aliados.

A rainha Elizabeth 2ª, quando ainda era princesa, mostrando à irmã Margaret um dos pombos-correios

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A rainha Elizabeth 2ª, quando ainda era princesa, mostrando à irmã Margaret um dos pombos-correios

“Eu pediria a vocês, meus amigos”, escreveu um fazendeiro francês que encontrou um pombo em sua plantação de beterraba em Mayenne, “que avisem a população alguns minutos antes do bombardeio, porque matam muitos civis que são seus amigos. Poucos alemães morrem”.

“Quase sempre são os civis que sofrem. Se (as aeronaves) dessem voltas antes de lançar as bombas, a população teria tempo de se retirar da cidade, evitando assim muitas vítimas francesas”.

A mensagem do camponês terminava com um pedido pela libertação o mais rápido possível, já que a Gestapo havia levado todos os seus amigos. “Por favor, nos envie armas, rifles, revólveres e munições de paraquedas”, escreveu.

Uma das mensagens mais surpreendentes chegou em 13 de julho de 1944, de um grupo de resistência na Bretanha.

“Como suspeitamos que seja um pombo alemão, estamos enviando algumas notícias que vão se revelar interessantes”, escreveu o grupo, explicando que agora estavam bem munidos pelos Aliados e estavam se preparando para “dar a lição que vocês merecem…”

“No final, vocês vão pagar suas dívidas com os prisioneiros, as famílias que fuzilaram e aqueles que torturaram”.

A mensagem trazia outra advertência: “Para nós, a partir de hoje, serão 10 boches (soldados alemães) para cada francês; sofrimento por sofrimento; olho por olho, dente por dente…”

“Já matamos muitos boches e saibam que temos as armas necessárias, como descobrirão muito em breve.”

Não estão sozinhos

É claro que uma única informação de inteligência raramente era suficiente, mas ajudava a formar um panorama mais amplo, e o exército secreto de pombos dos Aliados certamente ajudava.

Mas o valor da operação Columba não está apenas nas informações que obteve sobre as fábricas de armas alemãs e a movimentação das tropas.

Essa engenhosa operação de coleta de informações estabeleceu uma conexão entre as pessoas na Grã-Bretanha — espiões e aficionados por pombos — e aqueles que viviam sob a ocupação nazista na Europa.

Serviu para que ambas as partes soubessem que não estavam lutando sozinhas contra os alemães.

Os pombos não venceram a guerra, mas sim o povo. A operação Columba, no entanto, certamente contribuiu.

* Gordon Corera é correspondente de segurança da BBC e autor do livro Secret Pigeon Service: Operation Columba, Resistance and the Struggle to Liberate Europe (“Serviço secreto de pombos: Operação Columba, Resistência e luta para libertar a Europa”, em tradução livre).

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Israel aprova construção de mais de 3.000 casas para colonos na Cisjordânia

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O ministério israelense da Construção anunciou na segunda-feira licitações para outras 1.355 casas para colonos na Cisjordânia

(crédito: AHMAD GHARABLI / AFP)

Israel aprovou nesta quarta-feira a construção de 3.144 casas para os colonos na Cisjordânia ocupada, anunciou o exército do Estado hebreu.

O comitê de planejamento da administração civil deu a aprovação definitiva a 1.800 residências e autorizou outras 1.344 construções, anunciou o porta-voz do organismo militar, responsável pelos casos civis nos Territórios Palestinos.

O anúncio foi feito um dia depois de uma declaração crítica da diplomacia dos Estados Unidos, que expressou “profunda preocupação” com a política israelense de construção das colônias.

Esta é uma das posições mais firmes dos Estados Unidos a respeito da colonização israelense nos Territórios Palestinos desde a chegada do presidente Joe Biden à Casa Branca no início do ano.

As autorizações afetam colônias de norte a sul da Cisjordânia.

O ministério israelense da Construção anunciou na segunda-feira licitações para outras 1.355 casas para colonos na Cisjordânia.

Quase 475.000 colonos residem na Cisjordânia, onde vivem 2,8 milhões de palestinos.

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EUA passam a emitir passaporte para pessoas não binárias

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Dessa forma, país se junta a grupo seleto que reconhece o direito das pessoas que não se reconhecem como masculino ou feminino

(crédito: Jerónimo Roure Pérez/ wiki)

O governo dos Estados Unidos emitiu, pela primeira vez, um passaporte para pessoas não binárias, que não se identificam nem com o gênero feminino e nem masculino. A medida foi anunciada nesta quarta-feira (27/10) pelo Departamento de Estado.

Agora, além das opções de masculino e feminino, o viajante poderá marcar a opção gênero X, que simboliza neutralidade, quando não se identificar com as outras duas possibilidades.

Em nota, o Departamento de Estado ressaltou que a mudança visa promover a liberdade, dignidade e equidade para todas as pessoas. “O departamento também continua a trabalhar em estreita colaboração com outras agências governamentais dos EUA para garantir uma experiência de viagem o mais tranquila possível para todos os portadores de passaporte, independentemente de sua identidade de gênero”, diz a nota.

A pasta disse acreditar que a atualização estará disponível para todos a partir de 2022.

Pelo mundo, somente alguns países como Canadá, Alemanha, Dinamarca, Argentina e Austrália contam com passaporte para pessoas não binárias. No nosso vizinho sul-americano, a mudança ocorreu neste ano e também vale para o documento nacional de identidade (DNI).

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Primeira aparição pública do filho do mulá Omar, ministro no Afeganistão

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“Nossos irmãos empresários (…) devem investir aqui”, declarou Mohammad Yaqub no principal hospital militar de Cabul, o Sardar Mohammad Dawood Khan

(crédito: Taliban Defence Ministry / AFP)

O ministro da Defesa do Talibã, Mohammad Yaqub, filho do fundador do movimento fundamentalista, mulá Omar, apareceu em público pela primeira vez nesta quarta-feira (27), pedindo aos afegãos que apoiem os hospitais.

A intervenção, na televisão, mostra a evolução midiática dos talibãs, que buscam obter o reconhecimento da comunidade internacional, desde seu primeiro regime (1996-2001) sob mulá Omar, que praticamente nunca se mostrava em público nem permitia a difusão de imagens suas.

“Nossos irmãos empresários (…) devem investir aqui”, declarou Mohammad Yaqub no principal hospital militar de Cabul, o Sardar Mohammad Dawood Khan.

“Se permanecermos sinceros e comprometidos com esse objetivo, podemos esperar que dentro de um ou dois anos alcançaremos nossa meta: que nenhum afegão precise deixar o país para se tratar em outro lugar”, acrescentou ele, em um vídeo divulgado pelo governo talibã.

A economia afegã, prejudicada após décadas de guerra, está parcialmente paralisada desde que o Talibã voltou ao poder em agosto.

De acordo com a ONU, o Afeganistão tem uma das maiores taxas de mortalidade materna e infantil do mundo.

Até o Talibã chegar ao poder, Mohammad Yaqub era o chefe de sua poderosa comissão militar, que decidia os rumos estratégicos da guerra contra o governo afegão.

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Polícia prende 150 pessoas em todo o mundo em uma armação na web escura: Europol

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FOTO: Gerd Altmann da Pixabay

A polícia em todo o mundo prendeu 150 suspeitos envolvidos na compra ou venda de produtos ilegais online em uma das maiores ações contra a dark web, disse a Europol na terça-feira.

A Operação DarkHunTOR também recuperou milhões de euros em dinheiro e bitcoin, bem como drogas e armas. A apreensão decorre de uma armação policial liderada por alemães no início deste ano, derrubando o “maior” mercado de darknet do mundo.

Dark HunTOR, “foi composto por uma série de ações separadas, mas complementares na Austrália, Bulgária, França, Alemanha, Itália, Holanda, Suíça, Reino Unido e Estados Unidos”, disse a Europol com sede em Haia.

Só nos Estados Unidos, a polícia prendeu 65 pessoas, enquanto 47 foram detidas na Alemanha, 24 na Grã-Bretanha e quatro na Itália e na Holanda, entre outros.

Vários dos detidos “foram considerados alvos de alto valor” pela Europol.

Os agentes legais também confiscaram 26,7 milhões de euros (US $ 31 milhões) em dinheiro e moedas virtuais, bem como 45 armas e 234 quilos (516 libras) de drogas, incluindo 25.000 pílulas de ecstasy.

A polícia italiana também fechou os mercados “DeepSea” e “Berlusconi”, “que juntos ostentavam mais de 100.000 anúncios de produtos ilegais”, disse a Europol, que coordenou a operação junto com sua agência judiciária gêmea, Eurojust.

“O objetivo de operações como esta é alertar os criminosos que operam na dark web (de que) a comunidade policial tem os meios e as parcerias globais para desmascará-los e responsabilizá-los por suas atividades ilegais, mesmo em áreas obscuras web ”, disse o vice-diretor de operações da Europol, Jean-Philippe Lecouffe.

A polícia alemã fechou em janeiro o mercado online “DarkMarket”, usado por seu suposto operador, um australiano, para facilitar a venda de drogas, dados de cartão de crédito roubados e malware.

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Esses são terroristas, não bandidos!

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Bandidos. Foto: BBC

 

Com o último apelo há três dias pelos 36 palestrantes da Câmara sobre o presidente Muhammadu Buhari para declarar “bandidos” como “terroristas e inimigos da nação”, o governo federal deve acabar com suas pretensões sobre o real status de criminosos que saqueadores em muitos estados nas partes centro-norte e oeste da Nigéria. O presidente deve fazer o necessário e atender às chamadas, incluindo uma moção semelhante adotada pelo Senado; e enfrentar diretamente a séria ameaça ao bem-estar do país.

Adotando moção do senador Ibrahim Abdullahi representando o Distrito Senatorial Leste de Sokoto, o Senado exigiu que o Governo Federal classificasse os chamados bandidos como terroristas e, a partir de então, os confrontasse como cabível. Abdullahi tem todos os motivos para gritar porque é diretamente afetado. Seu distrito senatorial, segundo ele, foi invadido por terroristas que escapavam das operações militares no estado vizinho de Zamfara com a consequência de que no final do mês passado, 21 oficiais de segurança foram mortos, incluindo 15 soldados, três policiais móveis e três agentes da Segurança Nigeriana e Corpo de Defesa Civil. Muitos moradores também foram assassinados.

O Presidente da Conferência dos 36 Oradores, Abubakar Suleiman, que também é Presidente do Estado de Bauchi, explicou que a resolução, alcançada no final de sua terceira reunião anual, fazia parte de um comunicado de cinco pontos ao final de suas deliberações de oito horas . Ele disse: “Apelamos ao presidente Buhari para declarar os bandidos como terroristas e inimigos do estado. A conferência observou que todas as atividades realizadas pelos bandidos contêm o mesmo modo de operações usado pelos terroristas. ”

Como um jornal nacional também divulgou recentemente, ” o nome que chamamos de organizações e movimentos violentos pode ter sérias implicações sobre como o governo e a sociedade reagem ou se relacionam com eles ” e que o que está acontecendo no país não é mais apenas banditismo mas o terrorismo desenvolvido, e os perpetradores não são mais apenas “bandidos”.

É muito estranho que o braço executivo do governo precisasse de pregação do legislativo, ou mesmo de qualquer um, para, pelo óbvio bem do país, fazer o necessário, quando o modo operacional dos terroristas se encaixa perfeitamente na definição ampla do terrorismo. Especificamente, as leis existentes são explícitas sobre o que é ‘terrorismo’ e quem é ‘terrorista’.

A Lei de Prevenção ao Terrorismo de 2011 (conforme alterada) define ” ato de terrorismo ” como ” um ato deliberadamente praticado com malícia e que (a) pode prejudicar seriamente ou prejudicar um país ou uma organização internacional; (b) tem a intenção ou pode ser razoavelmente considerado como tendo a intenção de (i) obrigar indevidamente um governo ou organização internacional a realizar ou abster-se de realizar um ato (ii) intimidar seriamente uma população (iii) desestabilizar seriamente ou destruir a política fundamental , estrutura constitucional, econômica ou social de um país ou organização internacional ou (iv) de outra forma influenciar tal governo ou organização internacional por meio de intimidação ou coerção e (c) envolver (i) um ataque à vida de uma pessoa que possa causar danos físicos graves dano ou morte. (ii) sequestro de uma pessoa,

A atitude inacreditavelmente indiferente do partido All Progressives Congress (APC) liderado por Muhammadu Buhari em relação aos atos de terrorismo tão prevalentes na terra desafia a compreensão de todas as pessoas razoáveis. É uma decisão deliberada e, em caso afirmativo, que razão pode concebivelmente justificar isso? O tão suspeitado nepotismo? O muito discutido sobre a agenda da ‘Fulanização’? A amplamente especulada ‘islamização’ da Nigéria? Por que o Governo Federal, com todos os recursos de que dispõe, parece confortável em viver na negação, enquanto nega ao povo a segurança e o bem-estar que é constitucionalmente obrigado a prover? Ao se recusar a designar apropriadamente esses grupos assassinos como terroristas, o governo nega a si mesmo a aplicação plena e sem reservas de medidas militares e outras medidas que as leis internacionais concedem contra o terrorismo e terroristas.

Este governo admite, por meio de seu mais alto oficial de justiça, Abubakar Malami, conhecimento dos financiadores do terrorismo, mas opta por proteger seus direitos constitucionais contra a divulgação pública. O motivo alegado: eles são presumidos inocentes até prova em contrário por um tribunal de justiça. Ore, quão dissimulada ao ponto do ridículo pode ser uma linha de raciocínio! É como dizer, por um lado, que o governo sabe quem está fornecendo armas, pagando salários e outros incentivos e, geralmente, fornecendo todos os recursos para aterrorizar nigerianos, matar e mutilar, estuprar e saquear e violar de forma abrangente os direitos fundamentais de inocentes cidadãos. Mas, por outro lado, o mesmo governo encontra ‘razão’ para proteger os direitos e a privacidade dos infratores!

Foi corretamente observado que os terroristas estão ficando mais descarados a cada dia: eles estão adquirindo e instalando equipamentos mais poderosos e sofisticados; das florestas estão fazendo incursões em áreas urbanas. Ocasionalmente, eles estão tão confiantes a ponto de lançar uma ofensiva contra formações militares; até se suspeita que tenham adquirido canhões antiaéreos que, especulou-se, foram usados ​​para abater um helicóptero militar ainda não encontrado. Mas isso não é surpreendente nem difícil de acreditar. Em fevereiro deste ano, o xeque Abubakar Gumi, que está em contato próximo com esses atores não-estatais bem armados, avisou, após uma visita a eles na floresta de Zamfara, que ‘eles agora estão tentando comprar … mísseis antiaéreos’ com os rendimentos cada vez mais lucrativos de atos de terrorismo. Não é exagero, portanto, postular que o terrorismo doméstico da Nigéria está rapidamente assumindo dimensão internacional. Se as autoridades nigerianas ouviram Gumi, não há nada que mostre que tomaram medidas preventivas.

Curiosamente, o mesmo Gumi alegadamente alertou contra rotular os criminosos como terroristas, com o fundamento de que, se isso for feito, os movimentos jihadistas estrangeiros diretos se moveriam para recrutar facilmente muitos jovens desempregados que ficarão felizes em trabalhar sob eles como jihadistas em vez de meros criminosos. Esta abordagem, sugerimos, é implorável, pois não fornece nenhuma ajuda ou trégua para centenas de nigerianos inocentes sendo dizimados diariamente.

Este governo da APC precisa lembrar mais uma vez que, em seu manifesto de campanha em 2015, prometeu ao eleitorado que ” a APC estabelecerá um Esquadrão de Crimes Graves bem treinado, devidamente equipado e orientado por objetivos para combater o terrorismo, sequestro, assalto à mão armada, militantes, etno choques religiosos e comunitários em todo o país. ”“ Essa foi uma promessa coletiva feita livremente por um corpo de homens e mulheres presumivelmente honrados que buscavam ser confiados a altos cargos públicos. Seis anos depois, os nigerianos se lembram do partido do governo por uma promessa não cumprida. Eles merecem melhor, muito melhor do que tudo isso.

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O mundo perdeu a chance de voltar melhor da covid, diz relatório da ONU

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Novo relatório das Nações Unidas aponta ainda que as metas prometidas pelos países são suficientes para reduzir as emissões somente em 7,5% até 2030, o que é insuficiente

Maciço de Kebnekaise, ao norte da Suécia: promessas de zerar emissões feitas até agora por países e empresas são insuficientes (AFP/AFP)

 

A pandemia do novo coronavírus, além da tragédia que tirou a vida de quase 5 milhões de pessoas, mudou profundamente a forma de consumir e viver no mundo. Para a economia, essa revolução poderia ter sido também uma oportunidade para combater as mudanças climáticas de forma mais efetiva. Não é o que vem acontecendo, aponta relatório das Nações Unidas (ONU)

O documento divulgado nesta terça-feira, 26, traz um alerta de que, pelos compromissos firmados até agora pelos governos, a redução nas emissões de carbono até 2030 será de somente 7,5%.

Para evitar que a temperatura suba 1,5 grau Celsius, seria preciso um corte muito maior, de 45%.

A ONU afirma que o mundo perdeu a oportunidade de “voltar melhor” da pandemia. Ainda que as emissões tenham caído 5,4% no ano passado devido às quarentenas globais, segundo o relatório, só um quinto dos estrondosos gastos voltados à recuperação econômica foram usados para cortar emissões.

“Os países estão jogando fora uma oportunidade massiva de investir os recursos fiscais e de recuperação da covid-19 de maneiras sustentáveis, com bom custo benefício e capazes de salvar o planeta”, disse António Guterres, secretário-geral da ONU.

O relatório é divulgado dias antes da COP26, Conferência do Clima que acontecerá em Glasgow, na Escócia, a partir deste domingo.

A meta de evitar o aumento da temperatura em 1,5 grau será buscada na conferência, mas o alerta da ONU deixa claro que o mundo está longe de chegar lá se metas mais ambiciosas não forem definidas.

Mais de 100 países e uma série de grandes empresas já prometeram zerar as emissões de carbono até metade desde século, por volta de 2050. Mas mesmo esse compromisso não será suficiente, alerta a ONU. Além disso, a organização aponta que muitas das metas de países e empresas para zerar emissões ainda são “vagas”, sem um plano real para serem atingidas.

“A mudança climática não é mais um problema futuro. É um problema de agora”, disse Inger Andersen, diretor executivo do Programa Ambiental da ONU (Unep), segundo reportado pelo jornal britânico The Guardian.

“Para termos uma chance de limitar o aquecimento global a 1,5 grau, temos oito anos para reduzir quase pela metade as emissões de gases de efeito estufa: oito anos para fazer os planos, colocar em prática as políticas, implementá-las e, por fim, entregar os cortes. O relógio está batendo alto”, disse.

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