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quarta-feira, 22/07/2026

Vídeos falsos usam médicos e celebridades para vender produtos de saúde

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Vídeos e áudios criados por inteligência artificial chamados de deepfakes estão sendo usados para copiar a voz e a imagem de celebridades, influenciadores e até médicos. Esses vídeos mostram eles promovendo remédios, suplementos e outros produtos para a saúde. A ideia é fazer as pessoas confiarem e comprarem produtos que podem ser falsos ou ilegais.

É importante não acreditar em promessas de cura rápida ou em recomendações feitas em redes sociais sem confirmação. Mesmo quando parece que o aviso vem de um médico, é fundamental verificar seu nome e número de registro no site do conselho profissional. Para médicos, isso pode ser feito no site do Conselho Federal de Medicina.

Segundo a Resolução 2.336/2023 do Conselho Federal de Medicina, médicos que divulgam assuntos de saúde nas redes sociais devem mostrar seu número do CRM, o estado onde atuam e, se tiver, o número do RQE.

Também é recomendado prestar atenção na origem dos produtos. No Brasil, remédios só podem ser vendidos em farmácias autorizadas pela vigilância sanitária ou em sites oficiais. Suplementos alimentares não podem ser anunciados dizendo que curam ou tratam doenças, pois servem só para complementar nutrientes, substâncias relacionadas à saúde, probióticos ou enzimas.

Atenção aos produtos que dizem ser “100% naturais”, “sem riscos”, “químicos experimentais” ou “para pesquisa”. Normalmente, essas expressões são usadas para enganar. Comprar produtos sem aprovação da Anvisa pode causar sérios problemas de saúde.

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