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Vacina da covid-19 faz executivos milionários e leva debate às bolsas

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Agência Reuters revelou que diretor da farmacêutica Moderna embolsou 35 milhões de dólares com a alta das ações graças a notícias sobre testes da vacina

SEDE DA MODERNA: valor de mercado da farmacêutica triplicou em 2020 com a pandemia do coronavírus (Brian Snyder/File Photo/Reuters)

A semana termina com um reforço em uma discussão latente nas últimas semanas nas bolsas pelo mundo. Faz sentido a euforia dos investidores em torno de testes de vacinas e medicamentos? Elas têm sido o principal impulso para índices mundo afora apesar de notícias ruins na economia e de uma segunda onda de contágio sobretudo nos Estados Unidos.

Nesta sexta-feira, a agência Reuters publicou uma reportagem sobre a farmacêutica Moderna, uma das empresas mais avançadas nas pesquisas da vacina, mostrando como seus executivos estão vendendo ações e fazendo fortuna nas últimas semanas. Segundo a Reuters, o presidente da companhia, Stephane Bancel, já embolsou 21 milhões de dólares nos últimos meses, período em que o valor de mercado da companhia, desconhecida antes da pandemia, triplicou. O diretor médico da empresa, Tal Zaks, embolsou 35 milhões de dólares.

As vendas não têm nada de ilegais, mas escancaram uma situação que escancara uma nova anomalia dos mercados. Testes clínicos de vacinas e remédios costumavam ser processos lentos, e mantidos em segredo pelas farmacêuticas. Mas a pandemia da covid-19 acelerou o desenvolvimento de anos para meses, e fez com que as empresas passassem a divulgar publicamente testes intermediários. Nesta quarta-feira um teste da Pfizer feito com dezenas de participantes conseguiu, sozinho, impulsionar as bolsas mundo afora.

Relatório da Exame Research mostra que há mais de 100 vacinas em testes no mundo, e a Moderna e a Pfizer estão entre as mais avançadas. Outras são da AstraZeneca com a Universidade Oxford e da chinesa Sinovac — essas duas em testes no Brasil. Pela primeira vez na história a movimentação da medicina é acompanhada tão de perto por investidores. E têm ajudado a compor um cenário de possível recuperação em V nas economias.Junto com elas, investidores têm se animado com notícias que mostram melhora na atividade econômica em países que estão retomando as atividades — ontem, os Estados Unidos divulgaram geração de empregos duas vezes acima do previsto. A China anunciou um recorde de 10 anos em seu índice de serviços, hoje, o que ajudou a impulsionar as bolsas asiáticas para o maior valor em quatro meses. O risco de novas ondas jogarem água fria na recuperação só será afastado com a chegada das vacinas — para a alegria dos investidores (e dos executivos) das farmacêuticas.

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Economia

Dólar oscila perto da estabilidade com estímulo e tensão sino-americana

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China impõe sanção a autoridades americanas em retaliação contra interferência dos EUA em Hong Kong

Dólar: avanço do surto no Brasil também põe a economia em risco (Adam Gault/Getty Images)

Dólar oscila sem direção definida contra o real na tarde desta segunda-feira, 10, com os investidores repercutindo o auxílio emergencial assinado pelo presidente Donald Trump no fim de semana e as tensões entre China e Estados Unidos, que ganharam novo fôlego, após Pequim impor sanções a 11 funcionários americanos, incluindo os senadores republicanos Ted Cruz e Marco Rubio. Às 13h10, o dólar comercial subia 0,1% e era vendido por 5,42 reais. No mercado futuro, a moeda americana se desvaloriza 0,4%. O dólar turismo, com menor liquidez, recua 0,2%, cotado a 5,71 reais.

“A China decidiu impor sanções a algumas pessoas que se comportaram mal em questões relacionadas com Hong Kong”, afirmou Zhao Lijian, porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros. A retaliação chinesa ocorre após os EUA adotarem medida semelhante contra autoridades de Hong Kong. Também no fim de semana, o secretário de Saúde dos EUA visitou Taiwan em viajem condenada pela China, que considera a ilha uma província rebelde

Por outro lado, o decreto de Donald Trump que estende o auxílio emergencial para desempregados injetou algum ânimo, após democratas e republicanos não chegarem ao acordo sobre o pacote de estímulo.

No cenário interno, o mercado também comemora as últimas declarações do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, favoráveis à manutenção do teto de gastos. “Não dá para usar um projeto, uma PEC, pelo menos na Câmara, para burlar o teto de gastos. Se o governo tiver essa intenção, eu discordo e vou trabalhar contra”, afirmou Maia em entrevista ao Estado de S. Paulo.

“Essas declarações ajudam, mas também pode estar ocorrendo alguma realização de lucros, tendo em vista que o dólar subiu muito na sexta-feira”, disse Vanei Nagem, analista de câmbio da Terra Investimentos.

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Preço médio do etanol subiu em 14 estados na semana passada, diz ANP

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Nos postos pesquisados, o preço médio do etanol subiu 0,66%, a R$ 2,759, em comparação aos R$ 2,741 na semana anterior

Etanol: em relação aos últimos 30 dias, quando o preço era de R$ 2,737, a alta foi de 0,80% (Busakorn Pongparnit/Getty Images)

Os preços médios do etanol hidratado subiram em 14 Estados na última semana, de acordo com levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) compilado pelo AE-Taxas. A cotação do biocombustível caiu em outros 10 Estados e no Distrito Federal e ficou estável no Amapá e em Mato Grosso.

Nos postos pesquisados pela ANP em todo o País, o preço médio do etanol subiu 0,66%, a R$ 2,759, em comparação aos R$ 2,741 na semana anterior. Em relação aos últimos 30 dias, quando o preço era de R$ 2,737, a alta foi de 0,80%.

Em São Paulo, principal Estado produtor, consumidor e com mais postos avaliados, a cotação média do hidratado ficou em R$ 2,564 representando elevação de 0,43% ante a semana anterior (R$ 2 553) e subiu 0,79% na comparação com os últimos 30 dias (R$ 2 544).

No Piauí, o biocombustível registrou a maior alta porcentual na semana, de 7,58%.

A maior queda semanal, de 2,79%, foi verificada no Tocantins.

Na comparação mensal, os preços do etanol subiram em 17 Estados e no Distrito Federal, cederam em outros 8 Estados e se mantiveram no Amapá.

O Estado que registrou a maior alta porcentual na comparação mensal também foi Piauí, com elevação de 8,51% no preço do etanol hidratado.

A queda mais expressiva foi verificada no Amazonas (-1,93%).

O preço mínimo registrado na semana passada para o etanol em um posto foi de R$ 2,079 o litro, em São Paulo, e o menor preço médio estadual, de R$ 2,564, também foi registrado em São Paulo.

O preço máximo individual, de R$ 4,599 o litro, foi verificado em um posto do Rio Grande do Sul.

O Rio Grande do Sul também teve o maior preço médio, de R$ 3,962.

 

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Mercado mantém previsão de Selic a 2% este ano e vê recuo do PIB de 5,62%

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De acordo com a pesquisa Focus divulgada nesta segunda-feira pelo BC, a Selic deve encerrar 2020 nos atuais 2% e 2021 em 3%

Real: cenário para a inflação, por sua vez, não sofreu alteração, com a alta do IPCA calculada em 1,63% este ano (IltonRogerio/Getty Images)

O mercado manteve a expectativa de que a taxa básica de juros terminará este ano em 2% após o Banco Central ter pontuado que novos ajustes seriam ainda mais graduais e dependerão da situação das contas públicas, ao mesmo tempo em que melhorou novamente a perspectiva para a economia este ano.

De acordo com a pesquisa Focus divulgada nesta segunda-feira pelo BC, a Selic deve encerrar 2020 nos atuais 2% e 2021 em 3%. Na semana passada, a autoridade monetária cortou a taxa de juros em 0,25 ponto, e manteve a porta aberta para novos ajustes na taxa de juros à frente.

Os investidores esperam agora a divulgação da ata deste encontro na terça-feira para avaliar melhor quais seriam os próximos passos do BC.

O Top-5, grupo dos que mais acertam as previsões, também manteve a perspectiva de que a Selic ficará em 1,88% ao final deste ano, na mediana das projeções, mas passou a ver os juros básicos em 2,00% ao fim de 2021, de 2,25% antes.

O levantamento semanal apontou que a expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB) agora é de uma contração de 5,62%, contra queda vista antes de 5,66%, na sexta semana seguida de melhora. Para o ano que vem, segue a expectativa de um crescimento de 3,50% da economia.

O cenário para a inflação, por sua vez, não sofreu alteração, com a alta do IPCA calculada em 1,63% este ano e em 3,0% no próximo.

O centro da meta oficial de 2020 é de 4% e, de 2021, de 3,75%, ambos com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

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Crédito do BNDES tem alta de 247,8% durante a pandemia

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Dados do Banco Central mostram que, apenas no segundo trimestre deste ano, o BNDES concedeu R$ 17,2 bilhões de crédito a empresas de todos os portes

BNDES: apenas nas linhas de capital de giro, o avanço foi de 4.040,5% (Pilar Olivares/Reuters)

Após passar por um processo de encolhimento no governo de Michel Temer e no início do governo de Jair Bolsonaro, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) voltou a ser protagonista na liberação de crédito durante a pandemia do novo coronavírus.

Dados do Banco Central mostram que, apenas no segundo trimestre deste ano, o banco de fomento concedeu R$ 17,2 bilhões de crédito a empresas de todos os portes. O montante é 247,8% maior que o verificado no primeiro trimestre do ano, quando o surto de covid-19 ainda não havia se intensificado. Apenas nas linhas de capital de giro, o avanço foi de 4.040,5%.

O desempenho do BNDES marca uma diferença em relação ao verificado antes da crise. Depois de um período de forte expansão nos governos do PT, quando recebia injeções de recursos do Tesouro, o banco de fomento vinha nos últimos anos reduzindo seu tamanho e sua importância relativa no mercado de crédito brasileiro. Se no fim de 2015 – ainda no governo de Dilma Rousseff – o saldo das operações de crédito do BNDES somava R$ 633,4 bilhões, no fim de 2019 o valor já estava em R$ 382,4 bilhões.

Este processo de “encolhimento” do BNDES ocorreu em meio aos esforços dos últimos governos para fomentar o crédito privado de longo prazo, através do mercado de capitais ou mesmo dos financiamentos convencionais, via bancos.

Com a crise provocada pelo novo coronavírus, no entanto, o BNDES voltou a liberar mais crédito nos últimos meses. Um dos principais focos são as pequenas e médias empresas – mais vulneráveis e com menos acesso ao crédito privado, na comparação com as grandes empresas.

Em uma das principais linhas – a do Programa Emergencial de Acesso ao Crédito (Peac) – o Tesouro Nacional fez aportes para viabilizar operações do BNDES, mas a dinâmica é diferente da vista no passado.

Um ex-executivo do banco de fomento, em conversa com Estadão, lembrou que nos governos do PT o Tesouro realizou aportes que entraram no balanço do BNDES. Desta vez, o Tesouro utiliza o BNDES para que os recursos cheguem à ponta final. Basicamente, o banco é um condutor dos recursos do Tesouro.

Voltado para empresas com receita bruta anual entre R$ 360 mil e R$ 300 milhões, a linha de crédito emergencial prevê que a União vai aumentar em até R$ 20 bilhões sua participação no Fundo Garantidor para Investimentos (FGI), gerido pelo BNDES, para a cobertura das operações de crédito contratadas pelas empresas.

O Estadão/Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, apurou que, dentro do banco de fomento, iniciativas como essa são consideradas bem sucedidas, com potencial para continuar mesmo depois da crise. A visão é de que a pandemia acabou por acelerar uma série de ações que já estavam no escopo da instituição, em especial as voltadas para empresas de menor porte. A expectativa é de que os programas possam continuar, mesmo que o Tesouro não promova mais aportes.

Algumas fontes lembraram que o BNDES tem sua própria fonte de recursos, formada basicamente pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e pelo pagamento de empréstimos já concedidos. Além disso, o banco de fomento pode captar recursos no mercado.

Setor produtivo

O gerente executivo de Economia da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Renato da Fonseca, destaca a importância do BNDES ter sido o veículo para o uso de recursos disponibilizados pelo Tesouro Nacional durante a crise, quando os bancos ainda não estavam seguros para liberar mais crédito ao setor produtivo.

“O problema hoje é que o sistema bancário também tem medo de quebrar, então não vai emprestar para empresas em risco. Há empoçamento, porque os bancos têm esse medo”, avalia Fonseca. “No mundo todo, os programas de crédito só funcionaram quando o Tesouro deu a garantia.” Ainda assim, Fonseca acredita que a resposta emergencial do BNDES não significa necessariamente uma alteração definitiva no rumo que o banco de fomento tinha tomado nos últimos anos. “Houve mudança de postura em termos de volume, mas não foi uma mudança de política, e sim emergencial. O BNDES não está ali para oferecer capital de giro, mas sim para estimular os investimentos”, considera o economista da CNI.

Ele diz que o governo precisará voltar a discutir o papel do BNDES após a pandemia. “Acreditamos que o BNDES deve focar em inovação e ajudar as fábricas a alcançar a chamada ‘indústria 4.0’, desenvolvendo tecnologias. O banco também deve ter um papel importante no financiamento à exportação. Outros países têm bancos para isso”, acrescenta.

Fonseca destaca ainda a mudança recente no papel do BNDES em relação às grandes obras de infraestrutura, passando de financiador para estruturador de projetos de privatizações e concessões: “Desde o governo Dilma ficou claro que o Estado sozinho não consegue bancar os investimentos necessários em infraestrutura. É preciso contar com o setor privado.”

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Mundo tem que investir 20 vezes mais em vacina da covid-19, diz Economist

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Publicação britânica afirma foram investido apenas 10 bilhões de dólares para desenvolver uma vacina capaz de encerrar a pandemia

Vacina coronavírus (Taechit Taechamanodom/Getty Images)

Há mais de 20 estudos de vacina contra o novo coronavírus em fases finais de testes e as previsões de quando o produto chegará ao mercado são cada vez mais intensas. O presidente americano Donald Trump prevê vacinação antes das eleições, em novembro. O brasileiro Jair Bolsonaro, que autorizou ontem o investimento de 1,9 bilhão de reais para comprar 100 milhões de doses, prevê a solução do “problema” em dezembro ou janeiro. O governador paulista João Doria, antes do carnaval. A Rússia afirma que terá o produto já em outubro.

Para frear a euforia, a Organização Mundial de Saúde afirmou ontem que o fim da pandemia não está garantido com as vacinas em fases finais de testes. O médico Dráuzio Varella, também ontem, disse que a vacina pode ser eficiente contra novas pandemias do novo coronavírus, mas não contra a atual. Nesta sexta-feira, a nova edição da revista britânica The Economist traz um novo olhar sobre esta corrida. Segundo a publicação, o mundo está gastando pouco, muito pouco, nas pesquisas em vacinas.

A prioridade deveria ser total, destaca a publicação. Já são 700.000 mortes, num número que avança 40.000 por dia. A contração econômica deve ter chegado a 8% no primeiro semestre. Ainda assim, apenas cerca de 10 bilhões de dólares foram investidos nas pesquisas para uma vacina, segundo a Economist. Entre as pesquisas em fase final, vale lembrar, duas estão em teste no Brasil, de Oxford em parceria com a AstraZeneca e da chinesa Coronavac — uma terceira vacina, em parceria com a Rússia, foi anunciada no Paraná.

Outro número que chama a atenção: apenas 4 bilhões de doses foram encomendadas até para serem entregues até o fim do ano. É o suficiente para pouco mais de metade da população mundial. Muitos dos candidatos a vacina não se mostrarão seguro e a taxa de falha pode beirar os 20%, e algumas podem demandar mais de uma dose. “Mesmo aqueles países, como Reino Unido e Estados Unidos, que compraram mais de duas doses para cada cidadão, ainda não compraram o suficiente”, diz a Economist.

“Mesmo ampliando o financiamento às vacinas por 10, para 100 bilhões de dólares ou mais, em linha com os objetivos ambiciosos, é pouco na comparação com os 7 trilhões de dólares que governos ao redor do mundo gastaram ou prometeram desde que a pandemia começar”, afirma a publicação, que defende investimentos de ao menos 200 bilhões de dólares.

Para além do debate sobre as pesquisas, uma questão adicional, que vem sendo apontada por cada vez mais especialistas, é a necessidade de um esforço global para organizar a fabricação e a distribuição das vacinas. Ricardo Hausmann, professor de Harvard, disse recentemente à Exame que esta deveria ser a prioridade da Organização Mundial de Saúde neste momento. Não adianta, relembra Hausmann, vacinar apenas metade do mundo, já que assim o vírus continuará circulando.

O mundo precisa de mais investimentos, e de mais coordenação. O número total de casos está perto dos 20 milhões.

 

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Economia

Inflação fica em 0,36% em julho, maior nível para o mês desde 2016

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Resultado do IPCA foi influenciado, principalmente, pelos preços da gasolina e da energia elétrica, segundo anúncio do IBGE desta sexta-feira

Combustível: Apesar de o maior impacto ter vindo de Transportes, seis de nove grupos de produtos e serviços pesquisados subiram em julho (Alexandre Battibugli/Exame)

A inflação no Brasil ficou em 0,36% em julho, de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira (07) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado é o maior para o mês desde 2016 e veio em linha com a expectativa do mercado.

No acumulado do ano, a taxa medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é de 0,46%, enquanto nos últimos 12 meses é de 2,31%. Já em julho de 2019, a taxa havia sido de 0,19%.

O centro da meta oficial de inflação para 2020 é de 4%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais (5,5%) ou menos (2,5%).

No mês anterior, o índice havia revertido dois meses seguidos de queda, com variação de  0,26%.

O resultado foi influenciado, principalmente, pelos preços da gasolina e da energia elétrica, segundo o instituto. Os pesquisadores também citam a queda menos intensa das passagens aéreas no mês e do recuo observado no subiten transporte por aplicativo.

Apesar de o maior impacto ter vindo de Transportes, que teve alta de 0,78%, seis de nove grupos de produtos e serviços pesquisados apresentaram alta em julho.

 (IBGE/Divulgação)

O grupo Habitação, segunda maior contribuição, teve alta de 0,80% nos preços, uma aceleração de 0,04% em relação ao resultado de junho. O grupo foi influenciado pelos reajustes de energia elética nas capitais, de acordo com o IBGE.

Na expectativa da consultoria 4E, a recuperação dos preços internacionais do petróleo, bem como a recomposição da demanda chinesa por carnes devem continuar pressionando os preços ao consumidor no curto prazo, escreve em relatório: “Ainda assim, para 2020, acreditamos que o IPCA se encerre abaixo dos níveis compatíveis com o cumprimento da meta para a inflação”, diz.

Para o fim de 2020, a expectativa do mercado medida pelo Boletim Focus aponta para inflação de 1,63% em 2020 e de 3% em 2021.

Retomada?

Os sinais de que o pior da crise ficou para os meses de abril e maio e que o ritmo de retomada tem aumentado mês a mês, após o relaxamento das medidas de distanciamento social, tem sido visto também no varejo e na indústria, apesar da base de comparação baixa.

Mesmo com o sinal de aceleração e perspectivas positivas para os preços no curto prazo, no entanto, as perspectivas para o crescimento da economia ainda são muito fracas, o que não impediria novos cortes na Selic, apesar de improvável, como sinalizou o Banco Central (BC) nesta semana ao cortar a Selic em mais o,25 p.p..

A autoridade disse que o espaço para exercer a política monetária é muito pequeno, e demonstrou preocupação em relação aos rumos fiscais do país, assim como com a reação do mercado de trabalho ao fim das políticas de auxílio emergencial.

Analistas esperam que, assim que a população voltar a procurar por uma oportunidade de trabalho, seja ela formal ou informal, a taxa de desemprego deverá dar um salto dos atuais 13,3% para próximo de 17% no fim do ano.

Grupo Variação em junho (%) Variação em junho (%
Índice Geral 0,26 0,36
Alimentação e Bebidas 0,38 0,01
Habitação 0,04 0,80
Artigos de Residência 1,30 0,90
Vestuário -0,46 -0,52
Transportes 0,31 0,78
Saúde e Cuidados Pessoais 0,35 0,44
Despesas Pessoais -0,05 -0,11
Educação 0,05 -0,12
Comunicação 0,75 0,51

 

Grupo Impacto em junho (p.p.) Impacto em junho (p.p.)
Alimentação e Bebidas 0,08 0,00
Habitação 0,01 0,13
Artigos de Residência 0,05 0,03
Vestuário -0,02 -0,02
Transportes 0,06 0,15
Saúde e Cuidados Pessoais 0,05 0,06
Despesas Pessoais -0,01 -0,01
Educação 0,00 -0,01
Comunicação 0,04 0,03

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terça-feira, 11 de agosto de 2020

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