Nossa rede

Mundo

Talibãs garantem retirada pacífica de estrangeiros e afegãos autorizados

Publicado

dia

Expatriados e afegãos com autorização poderão viajar de forma segura e ordenada, mesmo após a saída das tropas dos EUA

(crédito: Saul Loeb/AFP)

Às vésperas da saída das tropas norte-americanas do Afeganistão, prevista para amanhã, os talibãs se comprometeram a permitir que estrangeiros e afegãos com autorização deixem o país, mesmo depois da retirada militar. Em um comunicado conjunto, quase 100 países — incluindo Alemanha, França, Reino Unido e EUA — informaram ter recebido “garantias” de que todos “poderão viajar de forma segura e ordenada aos pontos de partida”. Brasil, China e Rússia não estão entre os signatários. Em seus últimos movimentos de desocupação, o Pentágono afirmou ter realizado um ataque com drones a um veículo carregado de explosivos em Cabul, aumentando a tensão na capital afegã.

A ofensiva teve como objetivo proteger o aeroporto do Estado Islâmico de Khorasan, o ISIS-K, disse Bill Urban, porta-voz do Comando Central norte-americano. “Estamos verificando a possibilidade de vítimas civis”, disse ele, acrescentando que “as explosões secundárias significativas do veículo indicaram a presença de uma quantidade substancial de material explosivo”. Na quinta-feira, um ataque suicida no aeroporto reivindicado pelo ISIS-K matou mais de 100, incluindo 13 soldados norte-americanos. No sábado, em represália à ação, os EUA anunciaram a morte de dois extremistas.

O aeroporto de Cabul, última área controlada pelas forças estrangeiras, não registra mais as imagens caóticas de milhares de pessoas desesperadas tentando sair do país. Criticado internamente e no exterior pela gestão da retirada do Afeganistão, Biden se comprometeu a respeitar a data-limite. França e Reino Unido defenderão, hoje, em um encontro do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas, a criação de uma zona segura em Cabul para permitir a continuidade das operações humanitárias após 31 de agosto, afirmou o presidente francês, Emmanuel Macron.

Sem reconhecimento

“Isso estabeleceria um marco às Nações Unidas para atuar em caráter de urgência e permitiria, sobretudo, a cada um assumir suas responsabilidades e à comunidade internacional manter a pressão sobre os talibãs”, disse o presidente francês. Macron afirmou que as conversas com o Talibã para a retirada de franceses do país não significa o reconhecimento do governo dos radicais islâmicos. “Estamos realizando operações para as evacuações no Afeganistão. Os talibãs são os que detêm o poder… Devemos ter conversações do ponto de vista prático. Isso não significa que haverá reconhecimento”, garantiu à emissora de televisão TF1. A França retirou cerca de 3 mil pessoas do país.

Já o assessor de segurança nacional de Joe Biden, Jake Sullivan, disse que os norte-americanos que tiverem optado por permanecer até agora no Afeganistão poderão sair do país quando quiserem. Há cerca de 300 cidadãos dos EUA que ainda não retornaram. “Vamos nos assegurar de ter um mecanismo para tirá-los do país se quiserem voltar no futuro”, declarou à emissora Fox, garantindo que “os talibãs se comprometeram” nesse sentido. Quase 114 mil pessoas de diversas nacionalidades, inclusive afegãs, foram retiradas do país desde que os radicais assumiram o poder, em 15 de agosto.

Homenagens

Na manhã de ontem, na Base Aérea de Dover, Biden e a mulher, Jill, receberam os corpos dos 13 norte-americanos mortos no ataque de quinta-feira. Com a mão no peito, o presidente observou a descida de cada um dos caixões carregados pelos soldados em direção aos veículos, às vezes baixando a cabeça em meditação.

As famílias estavam distantes das câmeras. Pouco antes da cerimônia, a delegação embarcou no enorme avião militar C-17 que transportava os 13 caixões para uma oração fúnebre particular. Cinco dos soldados mortos tinham 20 anos, a duração da guerra no Afeganistão, a mais longa travada pelos EUA.

A cerca de duas horas de Washington, a base de Dover tem sido, há décadas, cenário do retorno de militares mortos. Esses momentos, muitas vezes, afetaram a imagem de presidentes americanos que travaram guerras impopulares, a ponto de certas cerimônias terem sido fechadas. No poder há sete meses, Biden viu sua popularidade, relativamente estável, cair para menos de 50% após a tomada de Cabul pelo Talibã.

Líder vai aparecer

O líder supremo do Talibã, mulá Hibatullah Akhundzada, está em Kandahar, e deve aparecer em público “em breve”, disse, ontem, o porta-voz do movimento fundamentalista, Zabihullah Mujahid. Especializado em questões religiosas e judiciais, o nome de Akhundzada começou a ser ouvido em maio de 2016, quando substituiu o mulá Mansur, morto em um ataque americano com drones no Paquistão. Tradicionalmente, os talibãs deixam seu líder supremo nas sombras. O fundador do grupo, mulá Omar, levava uma vida de asceta e apenas foi visto na capital afegã durante o anterior período de governo do grupo, nos anos 1990.

Mulheres poderão estudar

 (crédito: Louisa Gouliamaki/AFP)

crédito: Louisa Gouliamaki/AFP

O ministro do Ensino Superior Talibã disse, ontem, que mulheres afegãs poderão estudar nas universidades, mas as aulas mistas serão proibidas sob seu mandato. O grupo islâmico radical, que tomou o poder em meados de agosto, prometeu agir de forma diferente do regime anterior — entre 1996 e 2001 — , quando pessoas do sexo feminino eram proibidas de ir à escola.

“O povo do Afeganistão continuará tendo ensino superior de acordo com as regras da sharia (lei islâmica) que proíbe classes mistas”, declarou Abdul Baqi Haqqani em uma assembleia conhecida como Loya Jirga. Ele disse que o Talibã exige “a criação de um programa educacional razoável que seja consistente com nossos valores islâmicos, nacionais e históricos e, por outro lado, seja capaz de competir com outros países”. Homens e mulheres jovens também serão segregados nas escolas primárias e secundárias.

O Talibã diz que defende o respeito aos avanços nos direitos das mulheres, mas apenas de acordo com sua interpretação estrita da lei islâmica. Se elas serão capazes de trabalhar, se instruir em níveis elevados e se misturar com os homens são algumas das perguntas mais frequentes feitas pelos observadores.

Ceticismo

A mudança de atitude do movimento fundamentalista é vista com ceticismo, e muitos se perguntam se o governo cumprirá suas promessas. Nenhuma mulher, por exemplo, esteve presente na reunião de ontem em Cabul, que contou com a presença de outros altos funcionários talibãs. O ministro “falou apenas com professores e alunos do sexo masculino”, disse uma estudante que trabalhou na cidade universitária durante o último governo. Segundo ela, isso mostra “a prevenção sistemática da participação das mulheres nas decisões e a distância entre as palavras do Talibã e suas ações”.

Americanos revivem pesadelo do Katrina

 (crédito: Patrick T. Fallon/AFP)

crédito: Patrick T. Fallon/AFP

Fortalecido durante a madrugada, o potente Furacão Ida, de categoria 4, atingiu a costa do estado americano de Louisiana pouco após o meio-dia de ontem (14h de Brasília), com ventos de até 240 km/h. Considerado extremamente perigoso, o fenômeno acontece exatamente 16 anos depois de o Katrina destruir essa região do sul dos Estados Unidos, provocando mais de 1,8 mil mortes e prejuízos superiores a US$ 2 bilhões. “Encontre o ambiente mais seguro da sua casa e fique ali até que a tempestade tenha passado”, tuitou o governador John Bel Edwards.

Dividindo sua atenção entre o Afeganistão e o Ida, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, alertou que o furacão poderá ter consequências gravíssimas. “A devastação será, provavelmente, imensa”, assinalou, acrescentando que Ida impõe uma “ameaça à vida”.

Biden pediu que a população esteja preparada para ficar sem eletricidade. “Pode levar muito tempo para que o serviço se restabeleça, semanas, em alguns lugares”, disse. “Assim que a tempestade passar, vamos colocar toda a potência do país no resgate e na recuperação”, prometeu. No início da tarde de ontem, segundo o site poweroutage.us, mais de 120 mil pessoas estavam sem energia elétrica

Cerca de 500 trabalhadores de equipes de emergência federais foram deslocados para o Texas e para a Louisiana. Por volta das 12h locais, algumas regiões da localidade de Grand Isle, em uma ilha-barreira situada ao sul de Nova Orleans, começaram a inundar pelo aumento do nível das águas, segundo a CNN.

Teste importante

O nível do mar estava mais de um metro e meio acima do habitual em vários locais, conforme o Centro Nacional de Furacões (NHC). O governador Edwards advertiu que Ida será “um teste importante” para o sistema de prevenção de inundações do estado.

Chuvas e ventos fortes já eram sentidos desde a manhã nas ruas desertas de Nova Orleans, em uma cidade com janelas protegidas com tapumes e sacos de areia à espera do Ida. Para muitos especialistas, trata-se do mais forte furacão a atingir a Louisiana desde a década de 1850.

Em meio às advertências urgentes sobre possíveis danos catastróficos, a maioria dos moradores seguiu as recomendações das autoridades de deixar a região. Um recorde de pessoas engarrafaram as rodovias de saída de Nova Orleans às vésperas da chegada de Ida. Segundo Edwards, centenas de milhares de moradores deixaram suas casas.

O fenômeno chega ao estado num momento em que a covid gera grandes transtornos. Os hospitais estão cheios de pacientes infectados pelo novo coronavírus. Com baixa taxa de vacinação, o estado está entre os mais atingidos pela pandemia.

O furacão Ida tocou, na noite de sexta-feira, o solo no oeste de Cuba com categoria 1, causando alguns danos materiais e cortes de energia, segundo o jornal Granma. Paralelamente, o furacão Nora estava, na manhã de ontem, “muito perto” da costa mexicana do Pacífico, após impactar, na noite de sábado, o estado de Jalisco, onde causou apenas danos materiais.

Nora, de categoria 1 em uma escala que vai até 5, provoca chuvas fortes e inundações”, informou o NHC em boletim. O governo de Jalisco indicou que “foram intensificados os trabalhos de apoio nos municípios costeiros”.

Os cientistas têm advertido para um aumento no número de fortes ciclones à medida que a superfície do oceano esquenta devido ao aquecimento global, o que representa uma ameaça cada vez maior para as comunidades costeiras em todo o mundo.

Mundo

Países do G4 pedem reforma do Conselho de Segurança da ONU

Publicado

dia

Por

Alemanha, Brasil, Índia e Japão são candidatos a assento permanente

© Marcelo Camargo/Agência Brasil.

O ministro das Relações Exteriores, Carlos França, se reuniu ontem (22) com os demais chanceleres dos países do G4, grupo formado por Alemanha, Brasil, Índia e Japão, durante a 76º sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), em Nova York, nos Estados Unidos. Em comunicado conjunto, eles defenderam a urgência da reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Para eles, as mudança no órgão podem torná-lo “mais legítimo, eficaz e representativo, ao refletir a realidade do mundo contemporâneo, incluindo países em desenvolvimento e os principais contribuintes”. O conselho é um importante órgão da ONU responsável pela segurança coletiva internacional.

No biênio 2022-2023, o Brasil ocupará um assento não permanente na entidade, mas os países do G4 são candidatos a uma cadeira definitiva. Atualmente, o Conselho de Segurança é integrado apenas pelos Estados Unidos, Inglaterra, França, Rússia e China.

De acordo com o comunicado, os ministros do G4 confirmaram o comprometimento de todos os chefes de Estado e governo em “injetar vida nova nas discussões sobre a reforma do Conselho de Segurança” e celebraram, ainda, a prontidão do secretário-geral da ONU, António Guterres, em oferecer o apoio necessário à reforma. O documento de elementos, preparado pelas cofacilitadoras das Negociações Intergovernamentais, também apresentou avanços, com atribuições parciais das posições e propostas dos Estados-membros do conselho.

A determinação do grupo, agora, é trabalhar para o lançamento, “sem delongas”, das negociações e de um documento único e consolidado, que servirá de base para projeto de resolução. “Os ministros decidiram intensificar o diálogo com todos os Estados-membros interessados, incluindo outros países e grupos alinhados à defesa da reforma do conselho, com o objetivo de buscar conjuntamente resultados concretos em um prazo determinado”, fiz o comunicado.

Para os ministros do G4, a reforma do Conselho de Segurança da ONU deve acontecer por meio do aumento de ambas as categorias de assentos, permanentes e não-permanentes, “de modo a habilitar o conselho a lidar com a complexidade e os crescentes desafios à manutenção da paz e segurança internacionais, e assim, exercer seu papel de maneira mais efetiva”.

Além de França, participaram da reunião, o ministro Federal do Exterior da Alemanha, Heiko Maas; o ministro dos Negócios Exteriores da Índia, Subrahmanyam Jaishankar; e o ministro dos Negócios Estrangeiros do Japão, Motegi Toshimitsu. Agência Brasil

Ver mais

Mundo

Estados Unidos ,democratas da Câmara exigem respostas até sexta-feira sobre o tratamento dado pela Patrulha de Fronteira aos migrantes haitianos.

Publicado

dia

Por

Migrantes cruzando o Rio Grande do México para Del Rio, Texas, na sexta-feira.Crédito…Verónica G. Cárdenas para The New York Times

 

Os democratas da Câmara exigiram na quarta-feira que funcionários do governo Biden se reunissem com membros do comitê de supervisão até sexta-feira para responder a perguntas sobre o tratamento de imigrantes haitianos na fronteira entre o Texas e o México, depois que vídeos mostraram agentes montados da Patrulha da Fronteira encurralando e ameaçando migrantes , gerando indignação generalizada.

“Ficamos alarmados ao ver imagens do tratamento desumano dispensado a haitianos e outros migrantes em Del Rio, Texas, por agentes da patrulha de fronteira a cavalo”, escreveu a representante Carolyn B. Maloney, democrata de Nova York e presidente do comitê de supervisão. uma carta na quarta – feira para Troy A. Miller, o comissário interino da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA.

A carta observou que as imagens e vídeos mostravam agentes de fronteira “atacando mulheres, homens e crianças; ameaçando-os com rédeas de freio; e fazer comentários depreciativos aos migrantes. Tal conduta abusiva é inaceitável e levanta questões preocupantes sobre cultura, treinamento e disciplina dentro da CBP ”

A carta pede aos funcionários da Alfândega e da Proteção de Fronteiras que informem o comitê até o final da semana sobre a conduta dos agentes, quais instruções eles receberam dos supervisores e se alguma medida disciplinar foi tomada. O comitê também está buscando informações sobre as ações que estão sendo tomadas para proteger os migrantes na fronteira de Del Rio; o uso de um regulamento de saúde conhecido como Título 42 para expulsar migrantes; e cópias não editadas de quaisquer investigações internas dos incidentes.

Cinco outros representantes democratas também assinaram a carta: Jamie Raskin, de Maryland, presidente do subcomitê de direitos civis; Debbie Wasserman Schultz da Flórida; e membros do grupo progressista conhecido como “Squad” – Ayanna Pressley de Massachusetts, Rashida Tlaib de Michigan e Alexandria Ocasio-Cortez de Nova York.

“Relatos de que milhares de migrantes estão sendo deportados para o Haiti, apesar da turbulência naquele país, levantam sérias preocupações sobre se o governo federal não está tratando os migrantes – incluindo aqueles que fogem da violência, instabilidade política e desastres naturais – com respeito e dignidade e proporcionando-lhes um oportunidade significativa de buscar asilo ”, escreveram os legisladores.

As fotografias e as imagens de vídeo amplamente divulgadas nesta semana das interações dos agentes de fronteira com os migrantes haitianos oferecem uma visão do caos que se desenrola em Del Rio, onde grandes grupos de haitianos cruzaram o Rio Grande e entraram ilegalmente nos Estados Unidos.

Jen Psaki, a secretária de imprensa da Casa Branca, disse na tarde de quarta-feira que o governo estava investigando as ações dos agentes de fronteira e terminaria seu trabalho na próxima semana.

“No que se refere a essas fotos e aquele vídeo horrível, não vamos aceitar esse tipo de tratamento desumano e, obviamente, queremos que esta investigação seja concluída rapidamente”, disse Psaki.

Também na quarta-feira, membros do Congressional Black Caucus se reuniram na Casa Branca com Susan Rice, a conselheira de política doméstica do presidente, bem como com o diretor de engajamento público do presidente, Cedric Richmond, e a chefe de gabinete do vice-presidente, Tina Flournoy.

“Pudemos expressar nossa preocupação pelas pessoas que se parecem conosco”, disse depois a deputada Joyce Beatty, democrata de Ohio e presidente da bancada. “Não tínhamos visto os cavalos e os chicotes com nenhuma outra população de pessoas, então isso para nós vai para o racismo.”

O presidente do Comitê de Segurança Interna da Câmara, o representante Bennie G. Thompson do Mississippi, e o presidente do Comitê de Relações Exteriores, o  representante Gregory W. Meeks de Nova York, também escreveram uma carta para Alejandro N. Mayorkas, secretário de Segurança Interna , para “expressar sérias preocupações com relação à repatriação em andamento de migrantes haitianos e exigir uma moratória humanitária sobre essas repatriações”.

O governo Biden já transportou mais de 1.000 pessoas para o Haiti desde domingo e planeja realizar sete voos por dia a partir de quarta-feira, com espaço para 135 migrantes em cada avião, de acordo com um funcionário familiarizado com o plano que falou sob condição de anonimato para discutir estratégias internas.

As deportações são o exemplo mais recente da administração Biden, em suas tentativas de assegurar o controle sobre um número crescente de passagens de fronteira, desmentindo uma promessa de campanha para restaurar um programa de asilo para famílias vulneráveis ​​que fogem da perseguição e da pobreza.

Líderes de organizações de direitos civis, incluindo a NAACP, enviaram uma carta a Biden na terça-feira condenando o tratamento dado aos haitianos, e outros aliados de Biden denunciaram as ações , comparando os eventos na fronteira com aqueles vistos sob seu antecessor como presidente, Donald J. Trump.

Ver mais

Mundo

UE quer vacinar 70% do mundo até Assembleia Geral da ONU de 2022

Publicado

dia

Por

A União Europeia vai trabalhar junto com os Estados Unidos para aumentar a produção de vacinas em países de renda média e baixa

Ursula von der Leyen, president of the European Commission, delivers the State of Union 2021 address inside the Louise Weiss building, the principle seat of the European Parliament, in Strasbourg, France, on Wednesday, Sept. 15, 2021. During a closed-door meeting with European lawmakers, von der Leyen said the speech is an opportunity to show the Commissions actions were right and pointed to what the EU has achieved on recovery plans, vaccinations and the digital Covid-19 pass, according to officials present. Photographer: Valeria Mongelli/Bloomberg via Getty Images (Valeria Mongelli/Bloomberg/Getty Images)

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou nesta quarta-feira, 22, pelo Twitter que a União Europeia se une aos Estados Unidos para “ajudar a vacinar o mundo”. Segundo ela, o objetivo do esforço é garantir que 70% de toda a população mundial esteja vacinada contra a covid-19 até a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas de 2022, ou seja, em cerca de 12 meses a partir de agora.

Ursula Von der Leyen disse que a Parceria de Vacinação Global irá expandir a oferta, aumentar a coordenação nas entregas e acabar com gargalos nas cadeias de suprimento dos imunizantes.

A UE trabalhará junto com os EUA para aumentar a produção de vacinas em países de renda média e baixa.

O bloco já investiu mais de 1 bilhão de euros na África para ajudar a levar a tecnologia de produção de vacinas que utilizam RNA mensageiro ao continente, informou ela, dizendo ainda que haverá coordenação em investimentos para construir locais de manufatura regional dos imunizantes.A autoridade da UE disse que haverá um novo Fundo Intermediário, no âmbito do G-20, a fim de levantar recursos para a saúde global e ajudar a aumentar a capacidade para produção de vacinas.

Ver mais

Mundo

Argentina abrirá fronteiras para o Brasil em outubro

Publicado

dia

Por

Estrangeiros vão poder entrar na Argentina sem isolamento a partir de 1º de outubro

Casa Rosada, Argentina (Anton Petrus/Reuters Business)

A Argentina divulgou na terça-feira planos para aliviar as restrições à pandemia, incluindo o afrouxamento do controle nas fronteiras, permitindo mais atividades comerciais e eliminando o uso obrigatório de máscaras faciais ao ar livre.

A ministra da Saúde, Carla Vizzotti, disse que a flexibilização das regras permitiria mais atividades econômicas, industriais e comerciais em locais fechados, mantendo as medidas de prevenção.

“Estamos em momentos muito positivos, sabemos que a pandemia não acabou, temos que manter os cuidados”, disse Vizzotti em entrevista coletiva em Buenos Aires. “Estamos caminhando para a plena recuperação das atividades”.

Além disso, estrangeiros vão poder entrar no país sem isolamento a partir de 1º de outubro, informou o jornal argentino Clarín.A Argentina, após um início lento de sua campanha de vacinação, já administrou mais de 49 milhões de doses, incluindo a inoculação total de mais de 20 milhões de pessoas de sua população de cerca de 45 milhões. Casos e mortes caíram drasticamente.

A pandemia atingiu duramente o país, com cerca de 5,24 milhões de casos confirmados, e prejudicou a popularidade do presidente de centro-esquerda Alberto Fernandez, que recentemente foi forçado a uma remodelação do Gabinete após uma contundente derrota eleitoral e críticas públicas de sua vice, Cristina Kirchner.

Ver mais

Mundo

Funcionário é morto ao exigir máscara a cliente e gera comoção na Alemanha

Publicado

dia

Por

O funcionário de um posto, um estudante de 20 anos, recusou-se a atender um cliente que não estava usando máscara. O homem voltou na sequência e sacou um revólver

Máscara: em crime brutal, homem matou um funcionário do posto por ser solicitado a usar a proteção (AFP/AFP)

O homicídio de um funcionário em um posto de gasolina na Alemanha, no último sábado, 18, por se negar a registrar as compras de um cliente sem máscara, gerou fortes reações no país.

O assassino de 49 anos, morador de Idar-Oberstein, foi detido, segundo anunciou a polícia da Renânia-Palatinado em um comunicado na segunda-feira, 20.

O funcionário, um estudante de 20 anos, recusou-se a atender o cliente, que queria comprar cervejas, por não estar usando máscara de proteção contra o coronavírus.

Irritado, o homem saiu da loja, deixando as cervejas no balcão. Voltou uma hora e meia depois, de máscara, mas tirou-a para provocar uma reação do caixa.

Depois de ser novamente solicitado a usar sua máscara da maneira correta, o cliente sacou um revólver e atirou no estudante, que morreu na hora, relatou a polícia.

O suspeito se apresentou no dia seguinte na delegacia.

O homem disse aos policiais que se sentiu “acuado” pelas medidas de combate à pandemia da covid-19, considerando-as como uma “crescente violação de seus direitos” e que não viu “outra saída”, disse ontem o promotor Kai Fuhrmann.

Os investigadores revistaram seu apartamento, onde encontraram a arma do crime, assim como outras armas de fogo e munições.

O prefeito de Idar-Oberstein, Frank Frühauf, lamentou esse ato “terrível”. Os moradores depositaram flores e velas em frente ao posto de gasolina.

A ministra da Agricultura, Julia Klöckner, do partido conservador de Angela Merkel, CDU, na região, disse ter ficado chocada com o assassinato.

No Twitter, a líder ambientalista Katrin Göring-Eckardt afirmou estar “profundamente abalada” com a morte do jovem, “resultado cruel do ódio”, segundo ela.

A polícia não especificou se o assassino faz parte do movimento “Querdenker” (“Pensadores Livres”). Este grupo se tornou a principal voz crítica das restrições sanitárias impostas na Alemanha durante a pandemia.

Em abril deste ano, os serviços de Inteligência da Alemanha anunciaram que estavam monitorando membros do Querdenker, sob suspeita de vínculo com o extremismo de direita.

 

Ver mais

Mundo

Veículo da Nasa chega ao polo sul da Lua em 2023 para procurar água

Publicado

dia

Por

Missão faz parte do programa Artemis. Viagem vai durar 100 dias

© Divulgação/Nasa

O Veículo de Exploração Polar para Investigação Volátil (Viper) vai pousar no polo sul da Lua em 2023 para procurar água e outros recursos, anunciou nessa segunda-feira (20) a Nasa, agência espacial norte-americana.

O local da missão, parte do programa Artemis, será perto da borda ocidental da cratera Nobile, onde irá explorar a superfície e subsuperfície da área.

A equipe da agência avaliou trajetórias viáveis para o rover, tendo em conta locais onde o Viper poderia utilizar os seus painéis solares para carregar e conservar o calor durante a viagem de 100 dias.

“Estamos à procura de respostas a algumas perguntas bastante complexas, e estudar esses recursos na Lua, que resistiram ao teste do tempo, vai nos ajudar a responder”, disse Anthony Colaprete, cientista que coordena o projeto.

O Viper, que será lançado a bordo de um foguete Falcon Heavy da empresa privada SpaceX, estudará uma superfície lunar de aproximadamente 93 quilômetros quadrados.

Durante a missão, serão recolhidas amostras de pelo menos três locais em áreas cuidadosamente selecionadas, que proporcionarão maior compreensão de uma vasta gama de diferentes tipos de ambientes lunares, disse a Nasa.

A equipe Viper procurará analisar as características do gelo e outros recursos, utilizando sensores e o berbequim do rover a bordo.

A análise de amostras de uma variedade de profundidades e temperaturas ajudará os cientistas a prever melhor onde mais poderá haver gelo na Lua, com base em terreno semelhante, permitindo à Nasa mapear recursos.

A ideia é compreender melhor a distribuição de recursos na Lua e documentar as futuras missões tripuladas à superfície lunar.

A Nasa explicou que o pólo sul lunar é uma das regiões mais frias do sistema solar.

“Nenhuma missão anterior à superfície da Lua explorou essa região”, acrescentou.

Dados de missões anteriores ajudaram os cientistas a concluir que o gelo e outros recursos potenciais existem em áreas da lua próximas dos pólos.

Os dados que o Viper envia vão fornecer aos cientistas de todo o mundo “maior compreensão da origem cósmica, evolução e história da nossa lua”, disse Thomas Zurbuchen, administrador associado da Nasa para a ciência. Agência Brasil

 

Ver mais
Publicidade

Escolha o assunto

Publicidade
Publicidade

Viu isso?