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Talibãs garantem retirada pacífica de estrangeiros e afegãos autorizados

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Expatriados e afegãos com autorização poderão viajar de forma segura e ordenada, mesmo após a saída das tropas dos EUA

(crédito: Saul Loeb/AFP)

Às vésperas da saída das tropas norte-americanas do Afeganistão, prevista para amanhã, os talibãs se comprometeram a permitir que estrangeiros e afegãos com autorização deixem o país, mesmo depois da retirada militar. Em um comunicado conjunto, quase 100 países — incluindo Alemanha, França, Reino Unido e EUA — informaram ter recebido “garantias” de que todos “poderão viajar de forma segura e ordenada aos pontos de partida”. Brasil, China e Rússia não estão entre os signatários. Em seus últimos movimentos de desocupação, o Pentágono afirmou ter realizado um ataque com drones a um veículo carregado de explosivos em Cabul, aumentando a tensão na capital afegã.

A ofensiva teve como objetivo proteger o aeroporto do Estado Islâmico de Khorasan, o ISIS-K, disse Bill Urban, porta-voz do Comando Central norte-americano. “Estamos verificando a possibilidade de vítimas civis”, disse ele, acrescentando que “as explosões secundárias significativas do veículo indicaram a presença de uma quantidade substancial de material explosivo”. Na quinta-feira, um ataque suicida no aeroporto reivindicado pelo ISIS-K matou mais de 100, incluindo 13 soldados norte-americanos. No sábado, em represália à ação, os EUA anunciaram a morte de dois extremistas.

O aeroporto de Cabul, última área controlada pelas forças estrangeiras, não registra mais as imagens caóticas de milhares de pessoas desesperadas tentando sair do país. Criticado internamente e no exterior pela gestão da retirada do Afeganistão, Biden se comprometeu a respeitar a data-limite. França e Reino Unido defenderão, hoje, em um encontro do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas, a criação de uma zona segura em Cabul para permitir a continuidade das operações humanitárias após 31 de agosto, afirmou o presidente francês, Emmanuel Macron.

Sem reconhecimento

“Isso estabeleceria um marco às Nações Unidas para atuar em caráter de urgência e permitiria, sobretudo, a cada um assumir suas responsabilidades e à comunidade internacional manter a pressão sobre os talibãs”, disse o presidente francês. Macron afirmou que as conversas com o Talibã para a retirada de franceses do país não significa o reconhecimento do governo dos radicais islâmicos. “Estamos realizando operações para as evacuações no Afeganistão. Os talibãs são os que detêm o poder… Devemos ter conversações do ponto de vista prático. Isso não significa que haverá reconhecimento”, garantiu à emissora de televisão TF1. A França retirou cerca de 3 mil pessoas do país.

Já o assessor de segurança nacional de Joe Biden, Jake Sullivan, disse que os norte-americanos que tiverem optado por permanecer até agora no Afeganistão poderão sair do país quando quiserem. Há cerca de 300 cidadãos dos EUA que ainda não retornaram. “Vamos nos assegurar de ter um mecanismo para tirá-los do país se quiserem voltar no futuro”, declarou à emissora Fox, garantindo que “os talibãs se comprometeram” nesse sentido. Quase 114 mil pessoas de diversas nacionalidades, inclusive afegãs, foram retiradas do país desde que os radicais assumiram o poder, em 15 de agosto.

Homenagens

Na manhã de ontem, na Base Aérea de Dover, Biden e a mulher, Jill, receberam os corpos dos 13 norte-americanos mortos no ataque de quinta-feira. Com a mão no peito, o presidente observou a descida de cada um dos caixões carregados pelos soldados em direção aos veículos, às vezes baixando a cabeça em meditação.

As famílias estavam distantes das câmeras. Pouco antes da cerimônia, a delegação embarcou no enorme avião militar C-17 que transportava os 13 caixões para uma oração fúnebre particular. Cinco dos soldados mortos tinham 20 anos, a duração da guerra no Afeganistão, a mais longa travada pelos EUA.

A cerca de duas horas de Washington, a base de Dover tem sido, há décadas, cenário do retorno de militares mortos. Esses momentos, muitas vezes, afetaram a imagem de presidentes americanos que travaram guerras impopulares, a ponto de certas cerimônias terem sido fechadas. No poder há sete meses, Biden viu sua popularidade, relativamente estável, cair para menos de 50% após a tomada de Cabul pelo Talibã.

Líder vai aparecer

O líder supremo do Talibã, mulá Hibatullah Akhundzada, está em Kandahar, e deve aparecer em público “em breve”, disse, ontem, o porta-voz do movimento fundamentalista, Zabihullah Mujahid. Especializado em questões religiosas e judiciais, o nome de Akhundzada começou a ser ouvido em maio de 2016, quando substituiu o mulá Mansur, morto em um ataque americano com drones no Paquistão. Tradicionalmente, os talibãs deixam seu líder supremo nas sombras. O fundador do grupo, mulá Omar, levava uma vida de asceta e apenas foi visto na capital afegã durante o anterior período de governo do grupo, nos anos 1990.

Mulheres poderão estudar

 (crédito: Louisa Gouliamaki/AFP)

crédito: Louisa Gouliamaki/AFP

O ministro do Ensino Superior Talibã disse, ontem, que mulheres afegãs poderão estudar nas universidades, mas as aulas mistas serão proibidas sob seu mandato. O grupo islâmico radical, que tomou o poder em meados de agosto, prometeu agir de forma diferente do regime anterior — entre 1996 e 2001 — , quando pessoas do sexo feminino eram proibidas de ir à escola.

“O povo do Afeganistão continuará tendo ensino superior de acordo com as regras da sharia (lei islâmica) que proíbe classes mistas”, declarou Abdul Baqi Haqqani em uma assembleia conhecida como Loya Jirga. Ele disse que o Talibã exige “a criação de um programa educacional razoável que seja consistente com nossos valores islâmicos, nacionais e históricos e, por outro lado, seja capaz de competir com outros países”. Homens e mulheres jovens também serão segregados nas escolas primárias e secundárias.

O Talibã diz que defende o respeito aos avanços nos direitos das mulheres, mas apenas de acordo com sua interpretação estrita da lei islâmica. Se elas serão capazes de trabalhar, se instruir em níveis elevados e se misturar com os homens são algumas das perguntas mais frequentes feitas pelos observadores.

Ceticismo

A mudança de atitude do movimento fundamentalista é vista com ceticismo, e muitos se perguntam se o governo cumprirá suas promessas. Nenhuma mulher, por exemplo, esteve presente na reunião de ontem em Cabul, que contou com a presença de outros altos funcionários talibãs. O ministro “falou apenas com professores e alunos do sexo masculino”, disse uma estudante que trabalhou na cidade universitária durante o último governo. Segundo ela, isso mostra “a prevenção sistemática da participação das mulheres nas decisões e a distância entre as palavras do Talibã e suas ações”.

Americanos revivem pesadelo do Katrina

 (crédito: Patrick T. Fallon/AFP)

crédito: Patrick T. Fallon/AFP

Fortalecido durante a madrugada, o potente Furacão Ida, de categoria 4, atingiu a costa do estado americano de Louisiana pouco após o meio-dia de ontem (14h de Brasília), com ventos de até 240 km/h. Considerado extremamente perigoso, o fenômeno acontece exatamente 16 anos depois de o Katrina destruir essa região do sul dos Estados Unidos, provocando mais de 1,8 mil mortes e prejuízos superiores a US$ 2 bilhões. “Encontre o ambiente mais seguro da sua casa e fique ali até que a tempestade tenha passado”, tuitou o governador John Bel Edwards.

Dividindo sua atenção entre o Afeganistão e o Ida, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, alertou que o furacão poderá ter consequências gravíssimas. “A devastação será, provavelmente, imensa”, assinalou, acrescentando que Ida impõe uma “ameaça à vida”.

Biden pediu que a população esteja preparada para ficar sem eletricidade. “Pode levar muito tempo para que o serviço se restabeleça, semanas, em alguns lugares”, disse. “Assim que a tempestade passar, vamos colocar toda a potência do país no resgate e na recuperação”, prometeu. No início da tarde de ontem, segundo o site poweroutage.us, mais de 120 mil pessoas estavam sem energia elétrica

Cerca de 500 trabalhadores de equipes de emergência federais foram deslocados para o Texas e para a Louisiana. Por volta das 12h locais, algumas regiões da localidade de Grand Isle, em uma ilha-barreira situada ao sul de Nova Orleans, começaram a inundar pelo aumento do nível das águas, segundo a CNN.

Teste importante

O nível do mar estava mais de um metro e meio acima do habitual em vários locais, conforme o Centro Nacional de Furacões (NHC). O governador Edwards advertiu que Ida será “um teste importante” para o sistema de prevenção de inundações do estado.

Chuvas e ventos fortes já eram sentidos desde a manhã nas ruas desertas de Nova Orleans, em uma cidade com janelas protegidas com tapumes e sacos de areia à espera do Ida. Para muitos especialistas, trata-se do mais forte furacão a atingir a Louisiana desde a década de 1850.

Em meio às advertências urgentes sobre possíveis danos catastróficos, a maioria dos moradores seguiu as recomendações das autoridades de deixar a região. Um recorde de pessoas engarrafaram as rodovias de saída de Nova Orleans às vésperas da chegada de Ida. Segundo Edwards, centenas de milhares de moradores deixaram suas casas.

O fenômeno chega ao estado num momento em que a covid gera grandes transtornos. Os hospitais estão cheios de pacientes infectados pelo novo coronavírus. Com baixa taxa de vacinação, o estado está entre os mais atingidos pela pandemia.

O furacão Ida tocou, na noite de sexta-feira, o solo no oeste de Cuba com categoria 1, causando alguns danos materiais e cortes de energia, segundo o jornal Granma. Paralelamente, o furacão Nora estava, na manhã de ontem, “muito perto” da costa mexicana do Pacífico, após impactar, na noite de sábado, o estado de Jalisco, onde causou apenas danos materiais.

Nora, de categoria 1 em uma escala que vai até 5, provoca chuvas fortes e inundações”, informou o NHC em boletim. O governo de Jalisco indicou que “foram intensificados os trabalhos de apoio nos municípios costeiros”.

Os cientistas têm advertido para um aumento no número de fortes ciclones à medida que a superfície do oceano esquenta devido ao aquecimento global, o que representa uma ameaça cada vez maior para as comunidades costeiras em todo o mundo.

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Biden anuncia pacote de US$ 800 milhões para defesa da Ucrânia

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Além do pacote, o Departamento de Estado anunciou uma transferência de US$ 1,3 bilhão em assistência econômica para a Ucrânia

Estaremos ao lado da Ucrânia, e toda a Aliança estará ao lado da Ucrânia, declarou Biden (Denis Doyle/Getty Images)

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, prometeu nesta quinta-feira, 30, em Madri, que seu país e os aliados na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) apoiarão a Ucrânia “o tempo que for preciso” para que não seja derrotada pela Rússia.

“Estaremos ao lado da Ucrânia, e toda a Aliança estará ao lado da Ucrânia, enquanto for necessário para garantir que ela não seja derrotada pela Rússia”, disse Biden em entrevista coletiva ao final da cúpula da Otan na capital espanhola.

Biden informou que nos “próximos dias” será anunciado um novo pacote de ajuda militar dos Estados Unidos à Ucrânia, no valor de US$ 800 milhões.

“Pretendemos anunciar mais US$ 800 milhões” em sistemas de defesa aérea, artilharia e outras armas.

Washington já forneceu a Kiev mais de US$ 6 bilhões em ajuda militar desde o início da invasão russa da Ucrânia.

Além desse pacote de armas, o Departamento de Estado anunciou uma transferência de US$ 1,3 bilhão em assistência econômica para a Ucrânia, depois que o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, interveio por videoconferência na cúpula da Otan e lembrou que a guerra custa ao país US$ 5 bilhões a cada mês.

“A Ucrânia já desferiu um duro golpe à Rússia”, elogiou Biden, citando como exemplo a retirada do Exército russo da Ilha das Serpentes, uma posição estratégica no Mar Negro que havia sido conquistada por Moscou.

“Não sei como [o conflito] terminará, mas não terminará com uma derrota ucraniana nas mãos da Rússia”, disse, confiante, o presidente dos EUA.

Finalmente, Biden pediu que o Congresso americano permita a venda de aeronaves militares F-16 para a Turquia.

“Deveríamos vender a eles os aviões F-16 e modernizar esses aviões também”, disse Biden, esclarecendo que os Estados Unidos não condicionaram tal venda à Turquia para permitir que Ancara concordasse com a entrada da Finlândia e da Suécia na Otan.

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Israel dissolve Parlamento e convoca novas eleições para 1º de novembro

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A dissolução foi aprovada por 92 votos a favor e nenhum contrário

Objetivo da coalizão era acabar com 12 anos ininterruptos de governo do direitista Benjamin Netanyahu (Ilia Yefimovich/picture alliance/Getty Images)

Os deputados israelenses dissolveram nesta quinta-feira o Parlamento e abriram o caminho para novas eleições legislativas, a quinta vez que o país comparecerá as urnas em menos de quatro anos, e para a nomeação a partir de meia-noite do chefe da diplomacia Yair Lapid como primeiro-ministro interino.

A dissolução foi aprovada por 92 votos a favor e nenhum contrário, de um total de 120 cadeiras no Parlamento. Antes da votação, os deputados estabeleceram 1º de novembro com a data para as próximas legislativas.

A dissolução encerra o breve governo de um ano do primeiro-ministro Naftali Bennett, que liderou uma coalizão de oito partidos (direita, esquerda e centro), que incluiu pela primeira vez uma formação árabe, algo histórico em Israel.

O principal objetivo da coalizão era acabar com 12 anos ininterruptos de governo do direitista Benjamin Netanyahu, mas também formar um Executivo, algo que havia sido impossível após as três eleições anteriores, muito acirradas.

Horas antes da dissolução do Parlamento – prevista inicialmente para quarta-feira à noite e adiada para quinta-feira por atrasos em outras votações -, Bennet anunciou que não será candidato nas próximas eleições.

Ele transmitirá o cargo de primeiro-ministro a Lapid às 00h00 locais (18h00 de Brasília).

Perda da maioria

O acordo de coalizão incluía uma alternância no poder e uma cláusula que estabelecia que Lapid seria o primeiro-ministro interino até a formação de um novo governo em caso de dissolução do Parlamento

Um ano após a assinatura do acordo histórico, a coalizão perdeu a maioria na Câmara e Bennett anunciou na semana passada a intenção de dissolver o Parlamento para convocar novas eleições.

Em 6 de junho, a oposição provocou um revés para a coalizão Bennett-Lapid, ao reunir maioria contra a renovação de uma “lei dos colonos”, um dispositivo que a Câmara deve aprovar a cada cinco anos.

Esta lei deveria ser renovada até 30 de junho, pois em caso contrário os colonos da Cisjordânia – território palestino ocupado por Israel desde 1967 – corriam o risco de perder a proteção legal com base no direito israelense.

Bennett, fervoroso defensor das colônias, ilegais para o direito internacional, não poderia correr o risco de provocar uma situação caótica e preferiu encerrar o seu governo.

“Unidade israelense”

“O que precisamos agora é voltar ao conceito de unidade israelense e não deixar que as forças da sombra nos dividam”, declarou na semana passada Lapid, que será primeiro-ministro a partir de sexta-feira.

O jornalista e ex-astro da TV ocupará ao mesmo tempo os cargos de chefe de Governo e ministro das Relações Exteriores, enquanto se prepara para as eleições.

Em meados de julho, Lapid receberá em Israel o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, em sua primeira visita ao Oriente Médio desde que chegou à Casa Branca.

No cenário interno, ele enfrentará o líder da oposição e do partido Likud, Benjamin Netanyahu, de 72 anos, julgado por corrupção em vários processos, que deseja retornar ao posto de primeiro-ministro.

“A experiência (da coalizão) fracassou”, declarou Netanyahu. “Isto é o que acontece quando se reúne uma falsa extrema-direita com a esquerda radical, tudo isto misturado com a Irmandade Muçulmana”, acrescentou.

“Teremos outro governo Lapid que será um fracasso ou um governo de direita liderado por nós? Nós somos a única alternativa! Um governo forte, nacionalista e responsável”, declarou Netanyahu, iniciando de maneira antecipada a campanha eleitoral.

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Três sinais mostram que peso argentino caminha para um tombo

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Moeda deve sofrer uma desvalorização contra o chamado dólar blue de cerca de 40% para 340 pesos por dólar

Um porta-voz do banco central afirma que continuará adotando políticas que aliviam as preocupações com a taxa de câmbio e a inflação (LUIS ROBAYO)

O peso argentino caminha para uma forte desvalorização no mercado de câmbio paralelo – um tombo tão grande que pode arrastar o peso oficial com ele.

A necessidade de aumentar a base monetária para pagar as dívidas em peso e os gastos financeiros, além de uma queda nas exportações agrícolas e um aumento nas importações de energia, tudo isso significa problemas para a moeda argentina.

O peso deve sofrer uma desvalorização contra o chamado dólar blue de cerca de 40% para 340 pesos por dólar até o final do ano, disse Alejo Costa, chefe de estratégia para a Argentina no BTG Pactual. Isso, por sua vez, pode levar o banco central a desvalorizar a taxa de câmbio oficial em pelo menos 10% no final do terceiro trimestre, quebrando sua política de dois anos de declínio gradual e controlado.

“O peso paralelo estará sob mais pressão do que todas as outras moedas da região, dadas as políticas e riscos locais”, disse Costa, de Buenos Aires.

O banco central argentino vendeu US$ 589 milhões até agora em junho para defender o peso, ante compras de US$ 627 milhões no mesmo período do ano passado. Isso ajudou a reduzir as reservas em moeda estrangeira da instituição em cerca de US$ 3,4 bilhões este mês.

“Está muito apertado atender à acumulação de reservas exigida” pelo programa do país com o Fundo Monetário Internacional, disse Alejandro Cuadrado, chefe de estratégia cambial para a América Latina do BBVA em Nova York.

O ministério da economia argentino não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. Um porta-voz do banco central apontou para um relatório recente que dizia que continuaria adotando políticas que aliviam as preocupações com a taxa de câmbio e a inflação.

Aqui estão os três principais fatores que pressionam o peso:

Expansão Monetária

A oferta monetária da Argentina cresce a um ritmo anual de 53%, ante 30% no início do ano, alimentando a demanda por bens e os dólares necessários para pagar por importações. A expansão do peso é um dos principais fatores que os analistas veem por trás da inflação e da depreciação cambial.

 (Bloomberg/Reprodução)

“Haverá muita expansão monetária durante o segundo semestre, fundamentalmente devido ao déficit fiscal”, disse Costa.

Exportações Agrícolas

A principal temporada de colheita da Argentina terminou e, embora normalmente as vendas ocorram logo em seguida, nesta safra os produtores estão segurando boa parte de sua soja à espera de um preço melhor. Alguns analistas não esperam que eles vendam até que haja uma desvalorização, que aumentaria a receita de exportação em pesos já que a soja é cotada em dólar.

“Os produtores continuarão segurando sua produção até que o peso caia ou os preços das commodities comecem a cair”, disse Lucrecia Colletti, líder da mesa de câmbio do Banco Provincia de Buenos Aires. “Mas vejo tudo isso como difícil se a guerra Ucrânia-Rússia continuar.”

Importações de energia

Ao mesmo tempo em que faltam dólares da soja, a Argentina deve alocar dólares para pagar pelas importações de gás depois de não atender a demanda de inverno com a produção doméstica. Isso está se tornando cada vez mais caro à medida que a guerra na Ucrânia aumenta os preços do petróleo e do gás.

 (Bloomberg/Reprodução)

“É muito difícil para o banco central acumular uma quantidade significativa de reservas” com uma lacuna tão grande entre as taxas de câmbio oficiais e o dólar blue, disse Alejandro Giacoia, economista da consultoria Econviews, com sede em Buenos Aires.

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Cúpula do G7 resultou em fracasso, diz Politico

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A edição americana Politico diz que a cúpula do G7 resultou em fracasso e seus objetivos não foram alcançados.

© AFP 2022 / Kerstin Joensson

Os líderes do Grupo dos Sete, segundo a edição, não conseguiram chegar a decisões oportunas sobre qualquer assunto, incluindo a situação na Ucrânia, inflação, segurança alimentar, questões relacionadas com a energia e alterações climáticas.

“Quando já estavam terminando as negociações, os líderes mais influentes do mundo pareciam estar falhando em todas as frentes, sendo incapazes de parar [a operação militar especial] […] o aumento descontrolado dos preços, incapazes de prevenir o derretimento da geleira Zugspitze ou mesmo pôr fim ao bloqueio de milhões de toneladas do grão ucraniano”, diz a mídia.

A edição supõe que na cúpula os líderes do G7 tentaram tomar decisões que pareciam “condenadas ao fracasso e contraditórias”.
A cúpula de três dias realizou-se de 26 a 28 de junho e foi presidida pela Alemanha e organizada no castelo Elmau, na Baviera. Na cúpula estiveram presentes como convidados cinco países: a África do Sul, Senegal, Indonésia, Índia e Argentina. Terminada a cúpula, os países do G7 aprovaram um comunicado conjunto.
Os líderes dos países do G7 (Reino Unido, Alemanha, Itália, Canadá, Estados Unidos, França e Japão) reiteraram na cúpula de 26-28 de junho sua intenção de reduzir a dependência da energia russa e, previamente, concordaram em começar a limitar os preços do petróleo e gás russos. Segundo o comunicado final da cúpula, os chefes do G7 “saúdam a decisão da União Europeia de examinar com os parceiros internacionais os métodos para conter os preços da energia, incluindo a possibilidade de introduzir restrições temporárias aos preços de importações, quando for necessário”.
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Defesa russa: até 100 combatentes da unidade nazista Kraken são eliminados na região de Carcóvia

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Na região de Carcóvia, foram eliminados até 100 combatentes da formação nazista Kraken, bem como dez equipamentos militares ucranianos, relatou nesta quarta-feira (29) o Ministério da Defesa russo.

© Sputnik / Aleksei Maishev

A pasta relatou que as tropas ucranianas que estão combatendo na frente de Lisichansk enfrentam uma situação crítica relativamente à alimentação: devido à fome, estão sendo registrados muitos casos de deserção.
Segundo seus dados, a 10ª Brigada de Assalto, na área da refinaria petrolífera de Lisichansk, sofreu grandes baixas: de 350 soldados do 108º batalhão restam 30.
As tropas russas atingiram uma unidade ucraniana de obuseiros autopropulsados Caesar, de fabricação francesa, na ilha Kubansky, informou o ministério.
A Força Aeroespacial russa atingiu quatro centros de comando na Ucrânia, entre os quais os dos batalhões Carcóvia-1 e Carcóvia-2, bem como uma base de treinamento de mercenários na área de Nikolaev.
Nas últimas 24 horas, as forças russas destruíram ainda 32 áreas de concentração de pessoal e equipamento militar, uma instalação de reparação nos arredores de Lisichansk e oito depósitos de armas e munições.
A Aviação da Rússia derrubou um MiG-29 em Bashtanka, na região de Nikolaev, e eliminou um sistema de defesa antiaérea BukM1 na região de Odessa. A Defesa Antiaérea russa derrubou nas últimas 24 horas dois Su-25, nas regiões de Carcóvia e Kherson, um helicóptero Mi-8 na região de Nikolaev, bem como nove drones.
Além disso, as tropas de mísseis russas destruíram, com armas de alta precisão, dois pelotões ucranianos de lança-foguetes múltiplos Grad, bem como duas unidades de artilharia que alvejavam a República de Donetsk.
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EUA: exportações de microchips para a Rússia caem 90% e prejudicam fabricação de mísseis e tanques

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As remessas mundiais de microchips para a Rússia caíram quase 90% desde que as restrições às exportações para o país foram introduzidas, deixando os fabricantes de armas no país sem suprimentos cruciais para produzir armas de precisão, como mísseis guiados e tanques, disse a secretária de Comércio dos EUA, Gina Raimondo.

© Sputnik / Ministério da Defesa da Rússia / Abrir o banco de imagens

As declarações dela foram dadas em um discurso nesta quarta-feira (29).

“Desde que os controles [sanções econômicas impostas ao Kremlin] foram implementados, as exportações globais de semicondutores para a Rússia, de todas as fontes, diminuíram quase 90%, deixando as empresas russas sem os chips necessários para uma ampla variedade de produtos, incluindo armas como mísseis guiados de precisão e tanques”, afirmou Raimondo no discurso, em uma conferência realizada pelo Gabinete de Indústria e Segurança.

Raimondo disse que os chamados controles aeroespaciais implementados pelos Estados Unidos e seus aliados têm restringido a capacidade da Rússia de gerar receita, reabastecer e apoiar seu setor de aviação militar.

“A Rússia pode ser forçada a encalhar entre metade e dois terços de suas aeronaves comerciais até 2025 a fim de canibalizá-las para peças de reposição”, afirmou.

Para aplicar agressivamente seu regime de sanções contra a Rússia, na terça-feira (28) os Estados Unidos identificaram e adicionaram à sua lista várias partes na China e em outros lugares que foram contratados para fornecer insumos variados à Rússia após a operação militar especial na Ucrânia, disse Raimondo.
Os Estados Unidos também estão se reengajando com o mundo oriental para agir contra a Rússia por meio do Conselho de Comércio e Tecnologia UE-EUA (TTC, na sigla em inglês).
O TTC tem sido vital para permitir a cooperação que habilitou Estados Unidos e seus aliados a implementar, rápida e efetivamente, os controles de exportação estabelecidos contra a Rússia, além de permitir uma maior coordenação nessa frente nos próximos meses.

A Rússia iniciou sua operação militar especial na Ucrânia em 24 de fevereiro, com o objetivo de “desmilitarizar e desnazificar” o país vizinho, após as repúblicas populares de Donetsk (RPD) e Lugansk (RPL) pedirem ajuda para se defenderem da intensificação dos ataques ucranianos.
Segundo o Ministério da Defesa russo, somente a infraestrutura militar ucraniana está sendo visada. Moscou já reiterou, por diversas vezes, que não tem planos de ocupar o país.
Em retaliação à operação, os EUA, a União Europeia (UE) e seus aliados iniciaram a aplicação de sanções contra Moscou. Entre as medidas estão restrições econômicas às reservas internacionais russas e a suas exportações de petróleo, gás, aço e ferro.
A escalada de sanções impostas pelo Ocidente transformou a Rússia, de forma disparada, na nação mais sancionada do mundo, segundo a plataforma Castellum.ai, serviço de rastreamento de restrições econômicas no mundo.
No total, estão em vigor 10.920 medidas restritivas contra a Rússia, segundo os cálculos do site. A quantidade é mais que o triplo das 3.637 sanções impostas pelo Ocidente ao Irã. Na sequência, aparecem a Síria (2.614), a Coreia do Norte (2.111), Belarus (1.133), a Venezuela (651) e Mianmar (567).
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