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sábado, 23/05/2026

Carros de luxo de Deolane apreendidos em ação contra o PCC

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A ação que levou à prisão da influenciadora Deolane Bezerra na última quinta-feira, 21, também resultou no bloqueio de R$ 327 milhões de envolvidos, além de apreensão de quatro imóveis e 17 veículos.

Seis desses carros são de luxo, sendo que quatro estavam com Deolane no momento da prisão. Os outros dois veículos de luxo foram encontrados com Éverton de Souza, contador da influenciadora e apontado como operador financeiro do PCC.

Após a operação, quatro dos veículos foram levados ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), no centro de São Paulo. Entre eles, estavam modelos das marcas Mercedes-Benz, Land Rover, Jeep e Cadillac.

Não foi informado quais veículos foram apreendidos com Deolane ou com o contador, mas em fotos nas redes sociais, a influenciadora aparece com um Cadillac Escalade, que estava na delegacia.

Ao adquirir o SUV, Deolane publicou um vídeo dizendo que havia alugado um carro do mesmo modelo nos Estados Unidos e que gostou do veículo porque parecia um carro de gangster.

No site da Cadillac, o preço sugerido para o modelo 2026 do Escalade é de US$ 91,1 mil, equivalente a cerca de R$ 456,7 mil. Este valor não inclui custos adicionais como impostos e taxas.

Embora o modelo não seja vendido oficialmente no Brasil, lojas especializadas anunciam o SUV zero quilômetro por até R$ 2,25 milhões.

Os outros veículos levados ao DHPP incluem um Mercedes-Benz G63, um Range Rover e um Jeep Commander.

Além dos carros, a força-tarefa da Operação Vérnix recolheu celulares, aproximadamente R$ 50 mil em dinheiro, joias, relógios e computadores de Deolane.

Mandados também foram cumpridos contra Marcos Willians Herbas Camacho, chefe da facção, seu irmão e dois sobrinhos. Como Marcola já está preso, ele passou a responder a uma nova ordem de prisão.

Deolane foi presa em Barueri, região metropolitana de São Paulo, por suposta participação em esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

As investigações indicam que o esquema funcionava por meio de uma transportadora de valores controlada pela facção no interior paulista. A defesa da influenciadora afirma a inocência dela.

A Polícia Civil declarou que Deolane mantinha ligações próximas com a liderança do PCC. Segundo a investigação, ela abriu 35 empresas de fachada, todas registradas no mesmo endereço em Martinópolis.

A investigação começou a partir dos celulares apreendidos, onde foram encontradas mensagens que mencionavam Deolane.

O Ministério Público e a Polícia Civil afirmam que o patrimônio de Deolane não corresponde aos rendimentos declarados por ela, indicando possível origem ilegal dos recursos. Com base nisso, a justiça decretou sua prisão preventiva.

Segundo o MP, a influenciadora ganhou destaque devido a movimentações financeiras incompatíveis e sinais de ligação com o núcleo da organização criminosa.

Levantamentos mostraram uso de empresas, dinheiro de origem não esclarecida e aquisição de bens de alto valor.

Após ser detida, Deolane passou por audiência de custódia e foi levada à Penitenciária Feminina de Santana, em São Paulo. No dia seguinte, foi transferida para a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior do estado.

A cidade fica perto de Presidente Venceslau, onde a Operação Vérnix desvendou um esquema milionário de lavagem de dinheiro por meio de uma transportadora próxima à Penitenciária II.

Deolane recusou-se a fornecer as senhas de seus celulares. O delegado Edmar Rogério Dias Caparroz afirmou que isso não impedirá a polícia de obter os dados necessários para o inquérito.

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