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Sydney se prepara para enfrentar situação ‘catastrófica’ por incêndios

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O governo declarou estado de emergência, uma situação inédita para a maior cidade australiana. As autoridades advertiram que “vidas e casas estão em risco”

Mais de 350 escolas não terão aulas, e o Exército foi encarregado de dar apoio logístico aos bombeiros.
(foto: Peter Parks / AFP)

Os habitantes da região de Sydney se preparavam, nesta segunda-feira (11/11), para enfrentar uma situação “catastrófica”, devido ao recrudescimento dos incêndios.
O governo declarou estado de emergência, uma situação inédita para a maior cidade australiana. As autoridades advertiram que ”vidas e casas estão em risco”.
“Nada está construído, ou concebido, para resistir ao tipo de situação catastrófica que podemos esperar”, declarou Shane Fitzsimmons, responsável pelos Bombeiros do estado de Nova Gales do Sul (sudeste), que inclui Sydney.
As elevadas temperaturas e os fortes ventos, esperados para esta terça-feira (12/11), devem atiçar os incêndios que levaram a primeira-ministra do estado, Gladys Berejiklian, a declarar Estado de emergência por sete dias.
Mais de 350 escolas não terão aulas, e o Exército foi encarregado de dar apoio logístico aos bombeiros.
Dezenas de focos não controlados no norte deste estado deixaram desde sexta-feira três mortos e mais de 150 casas destruídas, obrigando milhares de habitantes a fugir.

Nos últimos dias, cerca de 11 mil km2 – equivalente à Jamaica – foram queimados, de acordo com o serviço estadual dos bombeiros.
Após uma situação de maior calma nesta segunda, amanhã as zonas mais afetadas podem ser as Blue Mountains, ao oeste de Sydney; o vale vitícola de Hunter, ao norte; e a região de Illawarra, ao sul da cidade.
“Amanhã (terça) será preciso proteger a vida, os bens, e tentar deixar todo o mundo o mais seguro possível”, declarou Berejiklian.
Algumas regiões, já afetadas pelos incêndios dos últimos duas, preparam-se para enfrentar esta nova ameaça.
Na cidade costeira de Old Bar, ao norte de Sydney, os bombeiros estavam de volta para queimar zonas até agora não afetadas pelos incêndios.
“Nós as queimamos para que não sejam uma ameaça para os próximos dias”, explicou o bombeiro Brett Slavin.
 Fumaça tóxica
Depois de ter sido forçada a sair de casa, Shirley Murphy, de 82 anos, voltou para sua residência e reconhece que teve “sorte” que o imóvel continue de pé.
Nesta época do ano, os incêndios são frequentes no país, mas a temporada começou mais cedo desta vez.
A mudança climática e dos ciclos meteorológicos gerou uma seca excepcional, baixa taxa de umidade e fortes ventos, fatores que contribuem para espalhar incêndios nas matas.
Segundo Paul Read, um especialista da Universidade Monash, este ano, “diante dos incêndios antecipados”, a situação “vai-se agravar, à medida que o verão se aproxima”.
Além da ameaça à vida da população, Read destaca os riscos das nuvens de fumaça tóxica geradas pelo fogo para a saúde.
“Um índice de qualidade do ar superior a 300 é considerado perigoso para todo o mundo, e não apenas para as pessoas vulneráveis”, explica.
Segundo ele, este nível foi superado em vários lugares, inclusive em Sydney.
A presença de nuvens de fumaça tóxica foi registrada até na Nova Caledônia, a cerca de 1.500 quilômetros do outro lado do mar.
Estes incêndios, particularmente violentos, geraram polêmica, já que o governo conservador é acusado de minimizar a ameaça da mudança climática.
O vice-primeiro-ministro Michael McCormack, líder do Partido Nacional Rural na coalizão governista, foi criticado por ter dado a entender que não é o momento de falar de clima.
“Não nos interessam agora os delírios sobre algumas capitais puras, iluminadas e verdes, enquanto as pessoas tentam salvar suas casas”, declarou.
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Trump ironiza Greta Thunberg e diz que nomeação da Time é “ridícula”

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Greta foi anunciada na quarta como ganhadora do prêmio anual da revista por seu trabalho inspirando milhões de jovens a agir contra as mudanças climáticas

Trump e Greta: presidente ironiza ativista novamente (Montagem/Getty Images/Bloomberg)

Washington — O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a criticar a ativista do clima Greta Thunberg, de 16 anos, dizendo nesta quinta-feira (12), que é “ridículo” que a jovem sueca tenha sido nomeada Personalidade do Ano da Time em 2019.

Greta foi anunciada na quarta-feira como ganhadora do prêmio anual da revista por seu trabalho inspirando milhões de jovens a agir contra as mudanças climáticas.

“Tão ridículo. Greta precisa trabalhar em seu problema de controle da raiva, depois ir a um bom filme antigo com um amigo! Calma Greta, calma!”, escreveu de Trump, de 73 anos, no Twitter, ao comentar tuíte de outra pessoa parabenizando Greta.

Donald J. Trump

@realDonaldTrump

So ridiculous. Greta must work on her Anger Management problem, then go to a good old fashioned movie with a friend! Chill Greta, Chill! https://twitter.com/RealRomaDowney/status/1204822160470093824 

Roma Downey

@RealRomaDowney

Congrats @GretaThunberg https://twitter.com/time/status/1204743717132914688 

Essa não foi a primeira vez que o presidente norte-americano criticou Greta.

Em setembro, Trump retuitou um vídeo de um discurso da adolescente durante uma cúpula do clima da ONU, no qual Greta denunciou com raiva os líderes mundiais por não terem enfrentado as mudanças climáticas: “Como vocês se atrevem?”, disse ela.

Trump comentou sarcasticamente: “Ela parece uma jovem muito feliz, ansiosa por um futuro brilhante e maravilhoso. Muito bom de ver!”.

Greta também foi alvo de crítica esta semana do presidente Jair Bolsonaro, que a chamou de “pirralha”. Em resposta, a jovem resolveu adotar a mesma palavra na descrição de seu perfil no Twitter.

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China diz que priorizará estabilidade econômica em 2020

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País aprofundará a reforma do lado da oferta financeira e aumentará o financiamento de médio a longo prazo para a indústria

China: país estabilizará e expandirá o uso de capital estrangeiro (Adriano Machado/Reuters)

Pequim — A China se concentrará na estabilidade econômica em 2020, mantendo sua política monetária, disse a agência de notícias Xinhua nesta quinta-feira (12), após o término de uma reunião dos principais líderes chineses.

Citando uma declaração emitida após a Conferência Central de Trabalho Econômico anual, a agência afirmou que a China manterá sua política fiscal proativa e a política monetária prudente, tornando os ajustes econômicos mais prospectivos, direcionados e eficazes.

A Xinhua informou que a conferência também se comprometeu a aumentar a qualidade e a eficácia da política fiscal, enquanto a política monetária será flexível e apropriada.

A China aprofundará a reforma do lado da oferta financeira e aumentará o financiamento de médio a longo prazo para a indústria, além de garantir que o crescimento da oferta de dinheiro, crédito e financiamento social esteja alinhado com o crescimento econômico.

A China estabilizará e expandirá o uso de capital estrangeiro, e manterá o crescimento do comércio exterior estável, informou a agência.

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Congresso do Chile discute impeachment de Sebastián Piñera

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Após protestos violentos, crise política no Chile entra em uma nova fase: a possibilidade de impeachment de Sebastián Piñera

Sebastían Piñera: presidente do Chile ficou com a maior parte da culpa da crise política que país enfrenta após protestos (Spencer Platt / Equipe/Getty Images)

Santiago —Parlamentares do Chile devem debater nesta quinta-feira o possível impeachment do presidente Sebastián Piñera devido a alegações de que não garantiu os direitos humanos durante semanas de protestos nas ruas do país, em um teste político ao qual ele provavelmente sobreviverá, mas que pode abalar seu enfraquecido governo.

Protestos de pequena escala que começaram em outubro em reação a um aumento das tarifas de metrô saíram de controle rapidamente, deixando 26 mortos, prejuízos de bilhões de dólares e alegações generalizadas de abusos das forças de segurança.

Piñera, político de centro-direita e empresário bilionário, ficou com a maior parte da culpa. No final de novembro, seu índice de aprovação despencou para 10%, o mais baixo de um presidente desde que o Chile voltou à democracia em 1990.

Mas as chances de um impeachment continuam pequenas.

Mesmo que uma votação na câmara baixa consiga a maioria simples necessária para levar o debate ao Senado, os senadores da coalizão governista podem inviabilizar facilmente os dois terços de votos exigidos para sua remoção.

“Os esforços para retirar Piñera dificilmente devem ter sucesso devido à composição do Congresso”, disse Maria Luisa Puig, especialista latino-americana do Eurasia Group, acrescentando que, na verdade, a revolta pública transcende Piñera.

As queixas mais destacadas, da reforma do sistema de pensões obsoleto do país ao corte de gastos em serviços públicos, remontam a decisões tomadas muito antes do tempo de Piñera.

Os poucos parlamentares dos vários partidos de oposição por trás da iniciativa de impeachment dizem que Piñera, que em um período anterior da crise declarou que o Chile estava “em guerra com um inimigo poderoso”, não agiu com rapidez suficiente para conter os abusos da polícia.

A equipe legal de Piñera sustenta que não existe ligação entre suas ações e qualquer irregularidade constitucional.

Vários grupos internacionais de direitos humanos denunciaram abusos policiais. O presidente prometeu reformas profundas nos protocolos da polícia.

Um debate longo ou agressivo nesta quinta-feira na Câmara dos Deputados pode prejudicar ainda mais a imagem já combalida de Piñera. Se a câmara aprovar a moção de impeachment, o Senado terá que ouvir as alegações em sua próxima sessão.

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