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quinta-feira, 21/05/2026

Sheinbaum apoia parceria entre México e EUA com respeito mútuo

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A presidente do México, Claudia Sheinbaum, reiterou nesta quinta-feira a importância de manter a cooperação em segurança com o governo dos Estados Unidos, destacando que a parceria se baseia em um “marco de respeito” entre os dois países.

O posicionamento foi declarado após reunião no Palácio Nacional com o secretário do Departamento de Segurança Interna dos EUA, Markwayne Mullin, em visita de dois dias ao México. A conversa ocorre em um momento de tensões diplomáticas relacionadas ao combate ao crime organizado.

“Recebemos no Palácio Nacional o secretário do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos, Markwayne Mullin. Concordamos em seguir colaborando conjuntamente dentro de um marco de respeito entre nossos países”, escreveu Sheinbaum em suas redes sociais.

Ajustes e sanções

  • Nos últimos meses, os Estados Unidos classificaram organizações criminosas mexicanas como terroristas estrangeiras, aumentaram as sanções financeiras e consideraram ações militares contra os cartéis.
  • Entretanto, a presidente mexicana busca equilibrar essa cooperação com a defesa da soberania nacional, evitando intervenções unilaterais no território mexicano.
  • A expressão “marco de respeito” tem sido usada frequentemente por Sheinbaum para reforçar a importância desse equilíbrio nas relações bilaterais.
  • O contexto da reunião inclui a crise provocada pela morte de dois agentes da CIA durante uma operação na fronteira entre Chihuahua e Sinaloa. Segundo o México, os Estados Unidos não comunicaram previamente essas ações, o que gerou um protesto formal.
  • Sheinbaum defende que a colaboração aconteça sem interferência direta dos EUA no México.

Outros temas

Além da segurança, a presidente mexicana espera discutir com Markwayne Mullin assuntos como imigração, tráfico de armas e a morte de 15 migrantes mexicanos em centros de detenção dos Estados Unidos desde 2025.

A reunião contou ainda com a presença do embaixador dos EUA no México, Ronald Johnson, do secretário mexicano de Relações Exteriores, Roberto Velasco, e do diretor do Instituto Nacional de Migração, Sergio Salomón.

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