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quinta-feira, 21/05/2026

Trump nega que envio do porta-aviões ao Caribe intimida Cuba

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira que o envio do porta-aviões USS Nimitz ao Caribe não tem como objetivo intimidar Cuba, contrariando especulações sobre a escalada de tensão entre Washington e Havana.

Questionado por jornalistas na Casa Branca, Trump respondeu de forma clara: “De forma alguma”.

O presidente voltou a criticar Cuba, classificando o país como um “país fracassado” e declarou que o governo americano pretende ajudar a população da ilha.

“Eles não têm eletricidade, não têm dinheiro, não têm praticamente nada, não têm comida. E nós vamos ajudá-los. Porque, antes de tudo, eu quero ajudá-los”, disse Trump.

Na quarta-feira, as Forças Armadas dos EUA anunciaram a chegada do grupo de ataque do USS Nimitz ao Caribe. A operação envolve o porta-aviões, aeronaves militares e pelo menos um destróier equipado com mísseis guiados.

O Comando Sul dos EUA destacou a prontidão e a capacidade de alcance e letalidade do USS Nimitz, do grupo aéreo embarcado CVW-17, do USS Gridley e do USNS Patuxent.

Esse movimento ocorre em meio a um aumento da pressão do governo americano sobre Cuba, no mesmo dia em que o Departamento de Justiça dos EUA apresentou acusações criminais contra o ex-presidente cubano Raúl Castro. As denúncias estão relacionadas à derrubada de dois aviões civis do grupo Irmãos ao Resgate, em 1996.

Embora algumas preocupações tenham surgido quanto a uma possível ação militar dos EUA semelhante à que já ocorreu anteriormente na Venezuela contra Nicolás Maduro, membros do governo americano afirmam que não há indicação de uma intervenção militar iminente contra Havana.

Trump fala sobre “libertação de Cuba”

Donald Trump declarou que os Estados Unidos estão “libertando Cuba”, mas admitiu não saber quais os próximos passos após a formalização das acusações contra Raúl Castro.

O ex-presidente cubano foi denunciado nos Estados Unidos por sua participação na derrubada de aeronaves do grupo anticastrista Brothers to the Rescue em 1996, episódio que resultou na morte de quatro pessoas, incluindo três americanos.

Especialistas veem o caso como um dos maiores aumentos recentes de tensão entre Washington e Havana, que acontece juntamente com sanções econômicas, restrições energéticas e a movimentação militar no Caribe.

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