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“She-cession”: pela primeira vez, uma recessão atingiu mais mulheres do que homens

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A lacuna entre homens e mulheres no mercado de trabalho vinha diminuindo. A pandemia pode ter desperdiçado anos de avanços

Mulheres no mercado de trabalho: desemprego incidiu de forma mais brusca sobre a população feminina (José Paulo Lacerda/CNI/Reprodução)

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) estima que a pandemia tenha deixado 13 milhões de mulheres sem emprego só na América Latina. Incluindo as mulheres que já não conseguiam emprego antes da pandemia, a desocupação chega a 25 milhões. A taxa de participação da mão-de-obra feminina também chegou a seu menor patamar em 15 anos.

No mundo, o cenário se repete. A perda de emprego das mulheres na pandemia foi de 5%, ante 3,9% de homens, segundo dados divulgados pela organização no Dia Internacional da Mulher nesta segunda-feira, 8 de março. Ao todo, 64 milhões de mulheres deixaram a força de trabalho.

Economistas já caracterizam a crise da covid-19 como a “primeira recessão feminina” da humanidade. Não que as crises anteriores não tenham afetado as mulheres. Mas, dessa vez, a característica da crise gerada pela pandemia afetou as trabalhadoras de forma desproporcional.

Em inglês, os estudiosos cunharam o termo she-cession (um jogo de palavras com o termo recession, ou recessão, e she, ela).

Guy Ryder, diretor da Organização Internacional do Trabalho, disse nesta segunda-feira que é preciso “vontade política” e que os governos devem “investir nas mulheres” como parte da recuperação econômica.

Na recessão de 2008 e 2009, por exemplo, os homens representaram três quartos das perdas de postos de trabalho nos Estados Unidos. Desta vez, a participação das mulheres americanas no mercado de trabalho caiu a níveis similares a 1987, segundo o Departamento do Censo dos Estados Unidos, similar ao IBGE brasileiro.

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A dinâmica da pandemia desfavoreceu as trabalhadoras mulheres. No geral, mulheres desempenham funções de menor remuneração, menor qualificação e mais baixas na hierarquia. Foram cargos e setores que sofreram de forma sem precedentes na pandemia. Um dos principais exemplos é o setor de serviços, que inclui alimentação, turismo e beleza. Segundo a OIT, a desocupação feminina foi especialmente alta em hotelaria (quase 18%) e comércio (12%).

São setores com ampla presença de mulheres, mas que também, por suas peculiaridades – muitos não podendo funcionar de forma retoma, por exemplo -, foram mais afetados pelo coronavírus.

O baque aconteceu mesmo as mulheres desempenhando a maioria das funções tidas como essenciais na pandemia. É o chamado setor do “cuidado”, como os trabalhadores da saúde ou de cuidados com idosos.

No Brasil, o setor de serviços, que responde por dois terços dos empregos no Brasil, teve queda de 7,8% na atividade em 2020, de acordo com o IBGE, mesmo com alguma recuperação no segundo semestre. Em contrapartida, a indústria caiu menos, 4,5%, e o varejo, puxado pelo auxílio emergencial, teve alta de 1,2% no ano.

Nesse cenário, das pessoas que deixaram a força de trabalho no Brasil entre julho e setembro do ano passado, 62% eram mulheres, segundo os dados do terceiro trimestre do IBGE, os últimos disponíveis. Das 11,2 milhões de pessoas desse grupo, 7 milhões eram mulheres, uma fatia muito maior que a de homens.

O trabalho “invisível”

Segundo os primeiros estudos, o impacto na perda de trabalho atingiu sobretudo as mulheres que são mães. A OIT aponta ainda que muitas mulheres não conseguiriam conciliar as demandas do trabalho e dos cuidados com a casa, que ainda incidem desproporcionalmente na população feminina.

Muito do trabalho realizado pelas mulheres não é remunerado, o que já ocorria antes do coronavírus. A pesquisa do IBGE sobre “Outras Formas de Trabalho” em 2019, divulgada em julho do ano passado, apontou que a mulher realiza uma grande fatia dos trabalhos não remunerados no Brasil, enquanto a produção para consumo próprio é atividade mais masculina.

É o que o estudo chama de “trabalho invisível”. As mulheres se dedicavam, antes da pandemia, a cerca de 20 horas semanais a esse tipo de atividade, como cuidar da casa e dos filhos.

Em 2019, 92% das mulheres realizaram serviços domésticos, ante quase 79% dos homens, segundo o IBGE. A maior diferença na realização de afazeres domésticos entre homens e mulheres foi nas regiões Nordeste e Norte. A região Sul apresentou o maior percentual de homens no serviço doméstico (84%). A realização de afazeres domésticos é maior por parte de homens mais jovens e com ensino superior completo.

Isso acontece mesmo com as mulheres tendo mais anos de estudo do que os homens no Brasil, em média. Devido às posições menores na hierarquia, à ocupação em setores menos valorizados e à maior participação no trabalho não remunerado, além de outros tipos de discriminação, as mulheres ainda ganham no Brasil cerca de 20% a menos do que os homens, segundo números do IBGE anteriores à pandemia.

A lacuna, ainda que grande, vinha diminuindo. A preocupação é que a pandemia possa ter jogado no lixo décadas de avanço.

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Pronampe para MEIs e pequenas empresas: saiba como pedir o empréstimo

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Programa foi criado durante a pandemia e disponibiliza empréstimos com juros mais baixos e prazo maior

(Marcello Casal Jr/Divulgação)

As micro e pequenas empresas já podem ir aos bancos para ter acesso à linha de crédito do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe). A Portaria nº 191 da Secretaria da Receita Federal, com as regras para a concessão do crédito, foi publicada na edição desta quinta-feira, 30, do Diário Oficial da União.

Em 2020, o programa concedeu mais de R$ 37,5 bilhões em empréstimos para cerca de 517 mil empreendedores. Em 2021, o montante chegou a R$ 24,9 bilhões para quase 334 mil empresas.

O governo estima que R$ 50 bilhões possam ser emprestados para os pequenos negócios até 2024.

O que é Pronampe?
O Pronampe é um programa que disponibiliza empréstimos para pequenas empresas com juros mais baixos e prazo maior para começar a pagar. Ele foi criado em maio de 2020 para ajudar empresários a enfrentar a crise econômica provocada pela pandemia.

No ano passado, o Pronampe se tornou uma política pública permanente do governo federal.

Como pedir o empréstimo do Pronampe?
De acordo com a Receita Federal, para obter o empréstimo, será necessário que os empresários compartilhem com a instituição financeira os dados de faturamento de suas empresas. Esse compartilhamento é feito digitalmente, acessando o e-CAC, disponível no site da Receita, clicando em autorizar o compartilhamento de dados.

Ao concluir o compartilhamento das informações, o empresário estará apto a negociar o empréstimo com o banco.

Caso o banco não esteja listado na relação de possíveis destinatários no momento do compartilhamento de dados, o empresário deve entrar em contato com a agência bancária e verificar a previsão de adesão ao sistema.

Quem pode ter acesso ao empréstimo do Pronampe?
Microempreendedores Individuais (MEIs);
Microempresas com faturamento de até R$ 360 mil por ano;
Pequenas empresas com faturamento anual de R$ 360 mil a R$ 4,8 milhões;
Empresas de médio porte com faturamento até R$ 300 milhões.
Quais são as regras do empréstimo do Pronampe?
A empresa pode pegar empréstimos de até 30% da receita bruta anual registrada em 2019;
Para novos negócios, com menos de um ano de funcionamento, o limite do financiamento é de até metade do capital social ou de 30% da média do faturamento mensal;
Cada empréstimo tem a garantia, pela União, de até 85% dos recursos. Todas as instituições financeiras públicas e privadas autorizadas a funcionar pelo Banco Central podem operar a linha de crédito;
A empresa que optar pelo financiamento precisa manter o número de empregados por até 60 dias após a tomada do crédito.
Como é feito o pagamento do empréstimo do Pronampe?
O valor pode ser divido em até 48 parcelas. A taxa de juro anual máxima será igual à taxa Selic (atualmente em 13,25% ao ano), acrescida de 6%.
O prazo para começar a pagar o empréstimo aumentou para 11 meses.

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Economia

Setor público registrou superávit de R$ 358 bilhões em 2021

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De acordo com o Tesouro Nacional, o número de municípios que colaboraram para essa base de dados em 2021 foi o maior da série histórica

Setor público: os números constam no Balanço do Setor Público Nacional, divulgado pela Secretaria do Tesouro Nacional (Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

O setor público brasileiro registrou um superávit orçamentário de R$ 358 bilhões em 2021, resultado que deriva dos cerca de R$ 6,3 trilhões em receitas orçamentárias obtidas ao longo do ano; e de R$ 5,95 trilhões registrados em despesas. Os números constam no Balanço do Setor Público Nacional, divulgado pela Secretaria do Tesouro Nacional.

O Balanço do Setor Público Nacional (BSPN) é uma publicação anual que apresenta as contas consolidadas de toda a federação, abrangendo os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, bem como do Ministério Público e da Defensoria Pública. Contempla tanto a esfera federal como as estaduais, municipais e distrital.

Tendo por base essas informações, é possível se ter conhecimentos mais aprofundados sobre a situação patrimonial do setor público brasileiro, bem como de seus fluxos.

De acordo com o Tesouro Nacional, o número de municípios que colaboraram para essa base de dados em 2021 foi a maior da série histórica. “Dos 5.568 municípios existentes, apenas 307 não participaram da consolidação, ou por não terem encaminhado suas Declarações de Contas Anuais (DCA) até 24 de maio de 2022 ou por terem apresentado inconsistências relevantes na qualidade das informações enviadas”, informou a secretaria do órgão.

Receitas e despesas

As receitas por competência são obtidas por meio de tributos, contribuições, receitas financeiras, ganhos com ativos e baixa de passivos, reversão de provisões e “outras receitas”. Em 2021, esse tipo de receita apresentou um aumento de 8,66% na comparação com o ano anterior, chegando a R$ 6,213 trilhões.

Segundo o balanço, em grande parte, esse acréscimo refere-se a um aumento na rubrica “tributos”, que agregou mais R$ 371 bilhões, na comparação com 2020. “Parte desse aumento também deve-se à rubrica ‘outras receitas’, com R$ 255 bilhões; ‘contribuições’, com R$ 165 bilhões e ‘ganhos com ativos e baixa de passivos’, com R$ 163 bilhões”.

O resultado foi influenciado também pela “reversão de provisões de R$ 469 bilhões, em grande parte proveniente dos dados estaduais”.

Já as despesas por competência ficaram em R$ 6,235 trilhões em 2021. Segundo o balanço apresentado pelo Tesouro Nacional, esse valor representa um aumento de 2,3 % (ou R$ 142 bilhões) em relação a 2020.

A rubrica “despesas financeiras” apresentou aumento na ordem de R$ 365 bilhões, enquanto a de “perdas com ativos e assunção de passivos” teve alta de R$ 200 bilhões. A rubrica “outras despesas” aumentou em R$ 145 bilhões e a de “pessoal e encargos” foi responsável por um aumento de R$ 45 bilhões.

Já os gastos com “benefícios previdenciários e assistenciais” apresentaram queda de R$ 189 bilhões, na comparação com o que foi executado em 2020.

Com isso, o resultado total no período ficou deficitário em R$ 21 bilhões, valor que, segundo o Tesouro, é “expressivamente menor” do que o déficit consolidado registrado em 2020 (R$ 374 bilhões).

“Essa diminuição do déficit se deu principalmente devido a um aumento nos valores de receitas com tributos e contribuições, além de uma redução nos gastos com benefícios previdenciários e assistenciais”, justifica a Secretaria do Tesouro Nacional.

Valores patrimoniais

Com relação aos valores patrimoniais consolidados, o balanço apresentou um total de ativos próximo a R$ 9 trilhões — em valores exatos, R$ 8,992 trilhões. Esse “ativo total” representa a soma de bens e direitos. Segundo o balanço, em 2021 o saldo apresentou aumento de 11,79 %, ante aos R$ 8,04 trilhões registrados em 2020.

Compõem esse valor total os R$ 2,756 trilhões registrados em créditos de dívida ativa, tributária e não tributária, entre outros; R$ 2,852 trilhões em bens móveis (veículos automotivos, em geral) e bens imóveis (terrenos, prédios e ativos de infraestrutura); R$ 2,332 trilhões em caixa e equivalentes, abrangendo recursos da conta única dos Tesouros e de outros depósitos bancários; e R$ 1,052 trilhão em participações em estatais e outros ativos.

Já o passivo total, valor que representa a soma das obrigações presentes, ficou em R$ 14,344 trilhões. Segundo o balanço, o saldo registrado nesse exercício apresentou aumento de 7,37% , ante aos R$ 13,359 trilhões registrados em 2020.

Esse valor consolidado é composto de R$ 7,998 trilhões em financiamentos na forma de dívida pública mobiliária e contratual; R$ 5,406 trilhões em passivos relacionados aos regimes previdenciários; e R$ 940 bilhões relativos a “outras obrigações”.

Com isso, o passivo descoberto, que representa o patrimônio líquido, está negativo em R$ 5,353 trilhões. Esse valor residual decorre dos ativos dos entes públicos, após serem deduzidos todos os seus passivos. “Nesse montante estão incluídos também o resultado do período e os ajustes da exclusão de saldos de transações recíprocas entre os entes da federação”, esclarece o Tesouro Nacional.

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Economia

Crédito pessoal: quais bancos oferecem os empréstimos mais baratos (e mais caros)

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Banrisul é banco que oferece o menor custo na linha de crédito pessoal. Losango, o maior

(RafaPress/Getty Images)

O banco Banrisul oferece o crédito pessoal mais barato entre 14 bancos analisados em uma pesquisa da Associação Nacional de Consumidores, a Proteste.

O levantamento comparou o Custo Efetivo Total anual (CET) de cada empréstimo. É esse valor que indica se um crédito é de fato mais barato ou mais caro, pois inclui todos os encargos, tributos, taxas e despesas da operação.

Na pesquisa, foram criados quatro cenários: de R$ 3 mil e R$ 6 mil, com parcelamento de 12 e 18 vezes. Em todos, houve uma grande variação do CET.

No empréstimo de R$ 3 mil, em 12 vezes, no Banrisul os juros eram de 46,85% ao ano, enquanto no Simplic, 466,01% a.a. Isso significa que o consumidor pagaria, no final de 12 meses, R$ 3.671,64 e R$ 6.795,24, respectivamente.

Para o mesmo valor dividido em 18 parcelas, o CET ficava 47,34% ao ano no Banrisul e 401,83% ao ano na Losango. Ou seja, o valor total sairia R$ 4.020,66 no Banrisul e R$ 8.528,04 na Losango. Ou seja, quem optasse pela Losango pagaria mais que o dobro do valor.

Na simulação do crédito de R$ 6 mil, em 12 vezes, o Banrisul apresentou o menor CET: 46,85%, enquanto a Portocred apresentou o maior CET (409,58% ao ano).

Já em um empréstimo de 18 meses, o total ficaria em R$ 8.041,14 no Banrisul (47,34% ao ano) e R$ 16.597,08 na Losango (376,18% ao ano).

Vilão do endividamento

Cartões de créditos (72%), desemprego (42%) e o crédito pessoal (36%) foram apontados como “vilões” do endividamento, segundo uma pesquisa da Proteste (Associação Brasileira de Defesa ao Consumidor)

Muitos brasileiros recorrem a linhas de crédito pessoal por ser de “contratação rápida e pouco burocrática”, segundo Rodrigo Alexandre, especialista da Proteste. Mas é necessária muita atenção.

A dica dada pelo especialista é fazer uma pesquisa, comparar o valor do CET  e escolher o menor.  Mas mesmo com juros mais baixos o crédito deve ser usado de forma consciente e as parcelas de pagamento não podem comprometer mais de 30% do rendimento mensal, ressalta Alexandre.

Como funciona o crédito pessoal

Para contratar o crédito pessoal, basta solicitar o valor desejado, passar pela análise de crédito da instituição financeira, aguardar a aprovação e depois, a liberação do dinheiro.

Diferentemente do financiamento de imóveis ou carros, a instituição financeira não precisa saber para que o valor do crédito será utilizado. E o prazo para a quitação pode variar de de 12 a 60 meses.

“A indicação é evitar o crédito pessoal ao máximo. Mas ele é uma boa opção se for para substituir uma dívida mais cara, como cartão de crédito ou cheque especial, que praticam os juros mais caros do mercado”, concluí Alexandre, especialista Proteste.

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Economia

Leilão da Receita Federal tem lance inicial a partir de R$ 350

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Leilão online da Receita Federal disponibiliza ao comprador diversas mercadorias apreendidas. São 52 lotes de itens diversos como acessórios, eletrônicos, pedras preciosas e outros

(Spencer Platt/Getty Images)

A Receita Federal realizará leilão online de mercadorias apreendidas no dia 30 de junho. São 52 lotes de artigos como acessórios, eletrônicos, pedras preciosas, produtos de informática, veículos, vestuário, videogames, dentre outros.

O evento funciona em fases: o recebimento de propostas teve início no dia 14 de junho e terá encerramento no dia 29 de junho às 21h.

Itens com preços especiais

Um dos destaques do evento é um Volkswagen Fox 1.0 2007 com lance mínimo na casa dos R$ 5.200. Outro automóvel em preço especial é um Honda Fit 2004 que pode ser arrematado por lance inicial de R$ 6.500.

Além dos veículos disponíveis, o leilão conta com outras modalidades de produtos como itens de informática. Em um dos lotes, serão leiloadas mais de 60 placas-mães pelo valor mínimo de R$ 7.000. O comprador tem a chance de adquirir vários kilos de diversas pedras preciosas como quartzo e ametista pelo valor inicial de R$ 2.600.

Como participar do leilão

Para quem tiver interesse em arrematar algum item, é necessário utilizar o certificado digital válido pelo Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) e acessar a opção “Participar de Leilão Eletrônico” no site da Receita Federal.

O edital contém a relação das mercadorias e as demais informações sobre o processo de compra. É importante lembrar que os itens comprados por pessoas físicas não tem liberação para fins comerciais, diferentemente das compras realizadas por pessoas jurídicas, que poderão ser voltadas para uso pessoal, consumo, industrialização ou até comércio.

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Volume de IPOs afunda nos EUA após boom durante a pandemia

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As empresas levantaram apenas US$ 4,9 bilhões por meio de ofertas públicas iniciais de ações nos EUA este ano, menos de 6% da soma recorde levantada no primeiro semestre de 2021

(Spencer Platt/Getty Images)

No ano passado, as empresas desafiaram a pandemia de coronavírus para abrir capital em um ritmo recorde nos EUA. Agora, a volatilidade do mercado, a inflação e os temores de uma desaceleração trouxeram um fim abrupto à onda de IPOs.

As empresas levantaram apenas US$ 4,9 bilhões por meio de ofertas públicas iniciais de ações nos EUA este ano, menos de 6% da soma recorde levantada no primeiro semestre de 2021, segundo dados compilados pela Bloomberg. O volume foi cerca de um décimo da média de cinco anos de US$ 47 bilhões para o período.

Os banqueiros dizem que é improvável que a seca de IPOs diminua neste verão no hemisfério norte e pode até se arrastar pelo resto do ano se as perspectivas econômicas não melhorarem.

“Todos esses indicadores nos quais os investidores estão muito focados exigirão um impulso positivo antes que possamos esperar uma melhora na atividade do mercado de capitais”, disse Alaoui Zenere, co-diretora de mercados de capitais de renda variável para instituições financeiras e tecnologia financeira do JPMorgan, referindo-se a dados como o índice de preços ao consumidor e o Cboe Volatility Index, conhecido como VIX.

“Se o mercado se estabilizar por um período de tempo sustentado, poderemos ver uma quantidade decente de oferta”, disse ela. “Mas se o mercado continuar volátil, as empresas adotarão uma abordagem prudente no acesso aos mercados de capitais.”

Embora os IPOs tenham caído em relação ao recorde do ano passado em todo o mundo, a queda nos EUA é muito mais acentuada. O volume nos EUA caiu cerca de 95% em relação a este ponto no ano passado, em comparação com uma queda de apenas 41% em outros lugares, segundo os dados.

Até agora em 2022, apenas dois IPOs em bolsas dos EUA arrecadaram mais de US$ 500 milhões cada. A gestora de ativos alternativos TPG levandou US$ 1,1 bilhão em janeiro, enquanto a Bausch + Lomb, uma filial de cuidados oculares da gigante da saúde, atingiu US$ 630 milhões em maio. As ações da TPG caíram 13% até o fechamento de segunda-feira, e a Bausch + Lomb caiu 13% em seu primeiro mês e meio como empresa de capital aberto.

O declínio dessas e de outras empresas que foram listadas em bolsa recentemente podem estar ter levado quem cogita fazer um IPO a hesitar.

A Coinbase anunciou um congelamento de contratações e rescindiu ofertas para alguns candidatos a emprego depois que sua ação perdeu mais de três quartos de seu valor este ano. A fabricante de veículos elétricos Rivian – depois de arrecadar quase US$ 14 bilhões em um IPO no ano passado – luta com a escassez de suprimentos e falhas de fabricação, levando o papel a cair 73% desde 1º de janeiro.

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Inflação pelo IGP-M sobe para 0,59% em junho

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Pesquisa é da Fundação Getulio Vargas

(Priscila Zambotto/Getty Images)

O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) registrou inflação de 0,59% em junho deste ano, percentual  maior que o de maio: 0,52%. Segundo informou hoje (29), a Fundação Getulio Vargas (FGV), no Rio de Janeiro, com o resultado o indicador acumula 8,16% em 2022. Em 12 meses, o IGP-M é de 10,70%, abaixo dos 35,75% acumulados em junho de 2021.

A alta do IGP-M de maio para junho foi puxada pelos preços no varejo e pelo custo da construção.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede o varejo, subiu de 0,35% em maio para 0,71% em junho. Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) passou de 1,49% para 2,81% no período.

E o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede o atacado, teve queda ao passar de 0,45% em maio para 0,30% em junho.

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