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“Setembro Amarelo” promove labirinto de girassóis e debate sobre depressão

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Segundo a OMS, uma pessoa se suicida no mundo a cada 40 segundos e o suicídio é a segunda causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos

Setembro Amarelo: campanhas de prevenção ao suicídio ocorrem pelo país (Tânia Rêgo/Agência Brasil)

No Setembro Amarelo, mês em que se conscientiza sobre a prevenção do suicídio, muitas ações são promovidas pelos setores público e privado para discutir as questões que permeiam o tema. Um delas é a depressão, principal fator de risco para uma pessoa pensar em tirar a própria vida. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma pessoa se suicida no mundo a cada 40 segundos e o suicídio é a segunda causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos.

A fim de incentivar uma conversa sobre o assunto, a campanha “Na Direção da Vida – Depressão sem Tabu” vai colocar um labirinto de girassóis no Largo da Batata, em Pinheiros, bairro da zona oeste da cidade de São Paulo.

Com 120 metros quadrados de extensão e quase dois mil girassóis, a instalação abre ao público a partir desta terça-feira, 10, Dia Mundial de Prevenção do Suicídio, e fica montada para visitação gratuita até o dia 14 de setembro.

Quem passar pelo labirinto poderá conferir a jornada de uma pessoa com depressão, desde a dificuldade do diagnóstico até o enfrentamento dos diferentes desafios que podem surgir nessa trajetória, como preconceito ou sensação de inadequação.

Os visitantes também poderão deixar uma mensagem de apoio para quem convive com a doença. Após o término da instalação, as flores usadas no labirinto e os bilhetes serão transformados em buquês para presentear pessoas de algumas instituições da cidade por meio do trabalho realizado por uma organização não-governamental.

A campanha “Na Direção da Vida – Depressão sem Tabu” é conduzida pela Upjohn, divisão focada em doenças crônicas não-transmissíveis da Pfizer, pela área de medicina interna da empresa, pela Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos (Abrata), com participação do Centro de Valorização da Vida (CVV).

“Por muito tempo, o suicídio foi colocado como um grande tabu em nossa sociedade. Imaginava-se, tempos atrás, que falar sobre isso poderia estimular as pessoas a tirar a própria vida. Mas sabemos que isso não é verdade. Ao contrário: é a solidão que pode potencializar esse risco”, diz Renato Caetano, presidente do CVV.

“A melhor forma de ajudar é ouvir o indivíduo com calma e empatia, sem julgamentos, demonstrando cuidado e afeição, fortalecendo sua rede de apoio. Cabe destacar a importância de pedir ajuda especializada, tanto médica quanto emocional”, completa.

Campanha na internet

No ambiente online, a campanha promove a hashtag #depressaosemtabu e convida os internautas a postarem o ícone do girassol da vida nas redes sociais para mostrar a todos que estão dispostos a falar sobre o tema. Informações importantes sobre a depressão e o manifesto da campanha estão no site http://www.depressaosemtabu.com.br. A página também traz dicas de como identificar comportamentos de risco em pessoas próximas.

Depressão e suicídio

Especialistas afirmam que a depressão é o principal fator de risco para o suicídio. Isso porque a doença psiquiátrica causa tristeza profunda e pessimismo, sentimentos que podem culminar em comportamentos suicidas. Uma revisão sistemática de 31 artigos sobre o tema apontou que 35,8% das pessoas que cometeram suicídio tinham transtornos de humor, classificados como depressão.

Embora a ideação suicida esteja presente em 60% das pessoas com depressão, 15% delas de fato atentam contra a própria vida. Ou seja, nem toda pessoa diagnosticada com depressão cometerá suicídio, mas os sintomas da doença são um sinal de alerta.

Buscando ajuda

No Brasil, o CVV oferece atendimento voluntário e gratuito 24 horas por dia a quem está com pensamentos suicidas ou enfrenta outros problemas. “Mesmo que você não tenha certeza de que precisa de nossa ajuda, não tenha receios em entrar em contato com a gente. Um de nossos voluntários estará à sua disposição”, explica a equipe do site.

A organização, uma das mais antigas do Brasil, atua no apoio emocional e na prevenção do suicídio por meio do telefone 188 e também por chat, e-mail e pessoalmente.

 

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Problemas de saúde de motoristas estão entre principais causas de acidentes

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Um projeto de lei, que muda o período em que deve ser feito o Exame de Aptidão Física e Mental, pode incitar um número ainda maior de acidentes, alerta a Associação Brasileira de Medicina de Tráfego

(foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação )

A saúde dos motoristas é uma das principais causas dos 250 mil acidentes de trânsito registrados nas rodovias brasileiras, nos últimos cinco anos, segundo a Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), baseada em dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF). De acordo com a associação, o Projeto de Lei nº 3267/19, que muda o período em que deve ser feito o Exame de Aptidão Física e Mental pode incitar um maior número de acidentes. Em motoristas de até 65 anos de idade, o período entre um exame e outro passa de cinco para 10 anos, e de três anos para cinco no caso de condutores acima da idade estabelecida. Para Juarez Molinari, presidente da Abramet, a mudança fará com que o especialista em medicina de tráfego não possa diagnosticar inaptidões temporárias ou definitivas para dirigir, causando mais acidentes.
Os maiores fatores para os acidentes relacionam-se com a saúde do condutor, a falta de atenção à condução, ingestão de álcool e sonolência ao volante. De 2017 até junho de 2019, foram notificadas 239 mortes e mais de 2 mil pessoas feridas em razão de mal súbito no condutor do veículo. Em relação À restrição de visibilidade, houve 216 mortes e 1.851 feridos no mesmo período. Quanto a acidentes com o uso de substâncias psicoativas, 27 pessoas morreram e 182 ficaram feridas.
Segundo o presidente, motoristas com doenças cardiovasculares, diabetes e epilepsia são os que mais devem estar atentos a eventuais prejuízos à capacidade de dirigir. As implicações dessas doenças podem comprometer a visão e a capacidade de prestar atenção, além de, eventualmente, provocarem comprometimento motor ou do raciocínio, além de distúrbios de sono.
De acordo com mapeamento da Abramet, os impactos negativos da medida enfraquecem o Código de Trânsito Brasileiro, com consequências econômicas e sobre o sistema de saúde pública. Os acidentes de trânsito, conforme estimativas da Abramet, têm impacto potencial de R$ 25,6 bilhões nas contas da Previdência Social, num intervalo de 10 anos e de R$ 3 bilhões no custeio de internações e tratamento de pacientes vítimas de colisões, somente na rede pública de saúde. Os acidentes em rodovias e em áreas urbanas custam aos brasileiros pelo menos R$ 50 bilhões por ano, segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
Juliana de Barros Guimarães, diretora científica da Associação Brasileira de Psicologia do Tráfego (Abrapsit), explica que é positiva a mudança na desburocratização da CNH, mas, ressalta que devem ser mantidas a saúde e segurança da população. De acordo com ela, os exames de aptidão física e mental para condutores devem ser realizados com especialistas qualificados para a função. “A saúde e a vida das pessoas não podem ser penalizadas neste processo”, afirma. A Abrapsit é uma entidade sem fins lucrativos que une profissionais com atuações psicocientíficas para o desenvolvimento da mobilidade em suas várias formas.
Para discutir o tema Psicologia e medicina do tráfego: o que o futuro nos reserva?, a Abramet e a Abrapsit realizam congresso até domingo (15/09), no Centro Internacional de Convenções do Brasil. A prevenção de acidentes, educação no trânsito e a nova legislação estarão são pautas do evento, com o objetivo de minimizar os acidentes nas estradas brasileiras e mais saúde aos condutores.

Mudanças no Código de Trânsito Brasileiro

Além da obrigação do exame toxicológico com especialista, o projeto propõe outras mudanças no Código de Trânsito Brasileiro. O PL altera a pontuação para 40 pontos para suspensão da CNH. Atualmente, quem acumula 20 pontos em um ano perde temporariamente o direito de dirigir. O motorista profissional, quando atingir 30 pontos no período de um ano, terá que participar de curso de reciclagem. Também é proposto o aumento do limite de pontos para a suspensão da CNH, que sobe dos atuais 20 pontos por ano para 40 pontos.
O texto amplia a validade da CNH, de cinco para 10 anos. E de três para cinco anos no caso de motoristas com mais de 65 anos. Além disso, acaba com o prazo de 15 dias para que o candidato reprovado, no exame escrito ou prático, possa refazer a prova. A proposição exclui ainda a exigência de exame toxicológico para motoristas profissionais de ônibus, caminhões e veículos semelhantes na habilitação ou na renovação da carteira. Há ainda a diminuição de penas de infrações, o fim da multa para quem trafegar em rodovias durante o dia sem os faróis e a extinção da cobrança de multa para quem transportar crianças sem a cadeirinha.
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Pacientes do Badim, hospital no Rio, morreram por asfixia de fumaça tóxica

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Principal causa das mortes foi asfixia por ingestão da fumaça tóxica, após um curto circuito no gerador instalado no subsolo do prédio do hospital

Incêndio em hospital no RJ: Ao menos 11 pessoas morreram (Ian Cheibub/Reuters)

Os pacientes que morreram em decorrência do incêndio no Hospital Badim, zona norte do Rio, estavam internados no Centro de Tratamento Intensivo (CTI), no 3° andar do prédio mais antigo do hospita

O Instituto Médico-Legal (IML) divulgou os nomes dos dez corpos que deram entrada na unidade. Todos foram identificados e necropsiados e estão liberados para os familiares.

As vítimas são:

Alayde Henrique Barbieri,

Ana Almeida do Nascimento, 95 anos;

Berta Gonçalves Berreiros Sousa, 93 anos;

Darcy da Rocha Dias, 88 anos;

Irene Freitas, de 83 anos;

José Costa Andrade,

Luzia dos Santos Melo, 88 anos;

Maria Alice Teixeira da Costa, 75 anos;

Marlene Menezes Fraga, 85 anos;

Virgílio Claudino da Silva, 79 anos.

A décima primeira vítima, confirmada pelo diretor técnico do Hospital Badim, Fábio Santoro, morreu no Hospital Israelita Albert Sabin, no bairro do Maracanã, para onde foi transferida, logo após o incêndio. O corpo não foi transferido para o IML e o nome da vítima ainda não foi divulgado oficialmente.

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A pedido de Bolsonaro, Araújo convidou Trump para visitar o Brasil

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Chanceler brasileiro faz uma visita esta semana aos Estados Unidos e reuniu-se com secretário de Estado americano, Mike Pompeo

Mike Pompeo e Ernesto Araújo: líderes se reuniram nos Estados Unidos (Ricardo Moraes/Reuters)

O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, disse nesta sexta-feira, 13, ter transmitido ao secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, o convite do presidente Jair Bolsonaro para que seu coleta norte-americano, Donald Trump, visite o Brasil e destacou que espera que isso ocorra o mais breve possível.

O chanceler brasileiro faz uma visita esta semana aos Estados Unidos e, mais cedo, reuniu-se com Pompeo.

“Estamos trabalhando e espero que ocorra em algum momento em breve, transmitimos o convite do presidente Bolsonaro para uma visita do presidente Trump ao Brasil e temos uma expectativa de em algum momento poder ter uma data para essa visita”, disse Araújo em entrevista à imprensa, transmitida via o perfil da embaixada brasileira em Washington.

O ministro disse que não foi discutido, no encontro com Pompeo, a possibilidade de um encontro entre Bolsonaro e Trump durante a Assembleia-Geral da ONU, prevista para a próxima semana.

Questionado sobre ajuda internacional para ações na Amazônia, Araújo afirmou que toda cooperação é bem-vinda. Mas disse que é preciso que ela seja eficiente, colocando em xeque a atuação de ONGs que ele disse não contar com um sistema de prestação de contas.

O ministro disse que o Brasil não é contra a ajuda nova ou antiga dada por países europeus à Amazônia, mas espera que ela seja eficiente. Destacou que os Estados Unidos parecem ter um estilo mais eficiente nesse tipo de cooperação.

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