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Risco de trombose é maior, sim, com os anticoncepcionais modernos

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O caso recente de uma garota internada em Botucatu assustou as brasileiras. Ninguém está livre de sofrer do problema

Os anticoncepcionais podem aumentar em 5 vezes o risco de trombose (iStock/Risco de trombose é maior, sim, com os anticoncepcionais modernos)

Os anticoncepcionais podem aumentar em 5 vezes o risco de trombose (iStock/Risco de trombose é maior, sim, com os anticoncepcionais modernos)

Recentemente, o relato amplamente divulgado de Juliana Bardella, universitária de Botucatu de 22 anos, sobre os 15 dias (três deles na UTI) internada em um hospital por conta de uma trombose venosa cerebral assustou as brasileiras. O motivo? A jovem alegou que a causa da doença foi o uso prolongado da pílula anticoncepcional, pois há cinco anos ela tomava um contraceptivo oral de nova geração — justamente o tipo que pode provocar mais efeitos colaterais.

Há dois meses, Juliana começou a sentir uma dor de cabeça que, aos poucos, foi evoluindo até ela precisar ir ao pronto-socorro. Após ser diagnosticada com enxaqueca e tratada com medicamentos, Juliana voltou pra casa. Dois dias depois, contudo, acordou sem conseguir comandar sua perna e mão direita e também com grande dificuldade para realizar funções simples do cotidiano, como enviar mensagens pelo celular e ir ao banheiro. A jovem foi socorrida por amigas e levada a um hospital de São Paulo pelos pais, onde realizou uma ressonância que revelou o diagnóstico –não era apenas uma enxaqueca.

Pois as pílulas anticoncepcionais aumentam, sim, os riscos de desenvolver trombose, principalmente entre aquelas que têm histórico familiar da doença, fumam e sofrem de enxaqueca. Um estudo publicado no ano passado no periódico científico The BMJ revelou que as pílulas modernas, que surgiram a partir da década de 90, são as que oferecem maior risco para as mulheres. O fato é que, enquanto os anticoncepcionais orais mais antigos são compostos apenas pelo derivado da progesterona, a nova geração de contraceptivos é composta por uma combinação de derivados de dois hormônios: progesterona e estrogênio. Essa combinação, sobretudo com novas gerações de progesterona (principalmente as compostas com drospirenona, desogestrel, gestodeno e ciproterona), é que é responsável pelo risco maior.

O fato é que os contraceptivos orais afetam o sistema circulatório da mulher, aumentando a dilatação dos vasos e a viscosidade do sangue. Como resultado, é possível que se formem coágulos nas veias profundas, localizadas no interior dos músculos. É mais comum que isso ocorra nas pernas, mas é também possível que o problema surja nos pulmões e até no cérebro, onde pode haver um acidente vascular cerebral (AVC).

O imunologista Ricardo de Oliveira, da RDO Diagnósticos, em São Paulo, defende que as pacientes realizem um exame de sangue para descobrir se apresentam pré-disposição genética para desenvolver trombose antes de administrarem um contraceptivo oral. “No caso dessas mulheres, o mais indicado é que utilizem outros métodos, como o dispositivo intrauterino, ou pílulas com composição hormonal diferente”, diz Ricardo. Se os anticoncepcionais por si só podem aumentar em 5 vezes o risco de trombose, algumas mutações genéticas podem elevar este risco entre 35 e 180 vezes. A principal delas, que gera consequências mais graves, é chamada de Fator V de Leiden – acredita-se que até 30% dos pacientes com trombose venosa profunda ou embolismo pulmonar possuem esta mutação.

No entanto, mesmo quando exames identificam que há pré-disposição genética, não se está livre do problema. Diz Sérgio Podgaec, ginecologista e obstetra do Hospital Albert Einstein, de São Paulo: “O importante é conversar com o médico, contar sobre seus hábitos e histórico de saúde e ficar atento aos sintomas que possam aparecer durante o período de adaptação do início da pílula, como enxaquecas”.

É por esse motivo que a escolha do método contraceptivo deve ser individualizada e tratada com os médicos. Jamais ser uma iniciativa só da paciente. Juliana, de Botucatu, afirmou que em nenhum momento os ginecologistas com quem se consultou durante o período que tomava o anticoncepcional discutiram com ela sobre os riscos de trombose. Hoje, a jovem ainda apresenta pequenas alterações na visão e toma anticoagulantes. As pílulas deixaram de fazer parte do seu dia a dia.

 

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Saúde

Ministério da Saúde acerta compra da vacina chinesa contra a covid-19

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Além da vacina desenvolvida pelo Sinovac, o governo federal tem parceria com o laboratório AstraZeneca e com o consórcio global

Vacina chinesa: imunizante é desenvolvido no Brasil em parceria com o Instituto Butantan. (China Daily/Reuters)

O Ministério da Saúde vai comprar a vacina contra a covid-19 desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan. De acordo com o governo de São Paulo, a aquisição será por meio do Sistema Único de Saúde (SUS) e vai garantir 46 milhões de doses ao Programa Nacional de Imunizações. As duas partes ainda vão acertar os detalhes para divulgar como serão os termos da parceria.

O acordo foi firmado em reunião virtual do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, com governadores, realizada na tarde desta terça-feira, 20. A compra será condicionada à aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e à comprovação da eficácia da vacina. A previsão é iniciar a vacinação em janeiro de 2021.

O estado de São Paulo firmou uma parceria com o laboratório Sinovac para a compra de 46 milhões de doses da vacina para o estado, sendo 6 milhões já prontas e as outras 40 milhões formuladas pelo Instituto Butantan até dezembro de 2020. Até fevereiro de 2021 serão mais 15 milhões de doses, totalizando 61 milhões.

O Ministério da Saúde tem à disposição ainda outras duas vacinas para distribuir a nível nacional. Uma delas é a desenvolvida pelo laboratório AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford. O acordo prevê a distribuição das primeiras 15 milhões de doses em janeiro de 2021. O total recebido será de 100 milhões de doses e mais 165 milhões produzidas pela Fiocruz. O valor total deste acordo é de 2 bilhões de reais.

A outra aposta é da aliança global Covax Facility que vai permitir ao Brasil ter acesso a uma de nove vacinas em desenvolvimento atualmente. Neste pacote estão 40 milhões de doses. Entre estas nove vacinas não está incluída a do laboratório Sinovac. Nesta parceria, duas doses necessárias para vacinar uma pessoa vai custar 21 dólares.

Governo de SP não dá data certa para vacinação

Até semana passada, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), vinha dizendo que o início da vacinação contra a covid-19 no estado seria no dia 15 de dezembro. Com o atraso nos resultados da fase de testes, fundamentais para comprovar a eficácia, o discurso mudou e os integrantes da equipe de saúde passaram a dizer que não há como especificar uma data para o começo da campanha de imunização.

De acordo com o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, responsável pela fase de testes da vacina chinesa do laboratório Sinovac no Brasil, todo o estudo de uma vacina dura, em média, 12 meses, mas que tudo está sendo o mais adiantado possível.

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Pesquisa mostra casos compatíveis com a recorrência de covid-19

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Médico orienta manter os cuidados para evitar disseminação da doença

 

Pesquisadores cearenses identificaram 12 casos de pessoas que adoeceram duas vezes por covid-19. O estudo é conduzido por pela Secretária de Saúde do Ceará, Fiocruz, e Universidade de Fortaleza (Unifor).

Um dos responsáveis pela pesquisa, o infectologista do Hospital São José, Keny Colares, relata que o estudo teve início depois que algumas pessoas passaram a informar as autoridades de saúde que estavam tendo sintomas de covid-19 pela segunda vez.

“Gente que tinha tido o sintoma em março e abril, o teste tinha dado positivo e tinha ficado bom. No final de maio, começo de junho, essas pessoas começaram a ter sintomas novamente. A gente viu que havia casos semelhantes relatados, o mais importante deles, registrado na China, onde acharam cinco casos entre um grupo de cerca de 90 indivíduos. Saiu a primeira nota técnica em julho, comunicando seis casos com essas características. Nós estamos concluindo uma nota ampliando esses casos para 12 casos”, revelou.

Keny Colares explica que os casos estudados têm características compatíveis com a recorrência, oriunda da mesma infecção – que é quando a pessoa tem a doença, melhora, e volta a manifestar sintomas.

O infectologista destaca que o grupo vai aprofundar os estudos para saber se essa nova manifestação da doença foi na realidade uma reinfecção. Neste caso, a pessoa ficou curada, teve novo contato com o vírus e se contaminou de novo. Essa semana, um caso desse foi confirmado nos Estados Unidos.

“O que está publicado aí na literatura, foi estudado o material do vírus da primeira infecção e da segunda infecção, comparando o código genético desses dois vírus mostrando que era vírus diferentes. Provavelmente, a pessoa se contaminou novamente e estão sendo chamados de reinfecção. Os nossos casos, talvez a gente não tenha como comprovar se é reinfecção porque a gente ainda não conseguiu fazer esses testes de estudo do genoma desses vírus. Nós estamos buscando recolher esse material para conseguir fazer”, explicou.

A Secretaria de Saúde do Ceará ainda está apurando a situação de 160 pessoas de diversas regiões do Ceará que testaram positivo duas vezes para a covid-19. Os casos são pacientes que, realizaram dois exames RT-PCR com uma diferença de 21 dias ou mais e tiveram resultado positivo para a doença em ambos.

Para o médico, a principal lição para esse momento –  ainda de muitas incertezas – é que devemos manter os cuidados para evitar a disseminação do novo coronavírus.

Em setembro, o artigo sobre os Sintomas Clínicos Recorrentes de Covid-19 nos seis primeiros casos analisados pelos pesquisadores cearenses ficou entre os dez estudos de maior destaque do site Covid Reference.

Agência Brasil

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Saúde

Chegou o dia de saber os detalhes dos testes da vacina chinesa no Brasil

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João Doria anuncia nesta segunda-feira, 19, dados da fase de testes da vacina da covid-19 desenvolvida pelo laboratório Sinovac e pelo Butantan

(Governo do Estado de São Paulo/Divulgação)

Nesta segunda-feira, 16, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), vai revelar os dados da fase de testes da vacina contra o coronavírus, desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan. O corpo técnico de saúde de São Paulo vai dar mais detalhes se o imunizante é seguro em impedir a infecção que leva a covid-19. A coletiva de imprensa começa a partir das 12h45.

Em entrevista ao Estadão no domingo, 18, Dimas Covas, presidente do Butantan, disse que os dados que vão ser revelados nesta segunda-feira se referem a uma primeira parte de testes e não do estudo completo.

Em entrevista à GloboNews, nesta segunda-feira, Covas afirmou que até agora foram feitos 12.000 testes sem nenhuma manifestação mais severa. “A produção no Brasil começa agora em outubro e no final do ano teremos 46 milhões de doses fabricadas. Aguardaremos o registro para o uso da vacina”, afirmou, completando que todas as etapas devem ser cumpridas até o fim do ano.

Mesmo que seja um resultado parcial, é um momento decisivo no enfrentamento à pandemia e também para o projeto de Doria de levar a vacina do Butantan para uma campanha nacional de imunização. Desde a semana passada, o governador de São Paulo vem dizendo que “até o momento nenhuma colateralidade foi identificada”, se referindo aos possíveis efeitos colaterais da doença.

Caso esses dados primários sejam positivos, é um argumento mais favorável na negociação que ele terá com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, na próxima quarta-feira, 21. O governador de São Paulo chegou a dizer que a data é considerada a última para que o governo federal decida se vai comprar a vacina ou não.

O Ministério da Saúde tem duas apostas de vacina para distribuir a nível nacional. Uma delas é a desenvolvida pelo laboratório AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford. O acordo prevê a distribuição das primeiras 15 milhões de doses – de um contrato de 210 milhões – em janeiro de 2021.

A outra aposta é da aliança global Covax Facility que vai permitir ao Brasil ter acesso a uma de nove vacinas em desenvolvimento atualmente. Neste pacote estão 40 milhões de doses. Entre estas nove vacinas não está incluída a do laboratório Sinovac.

A vantagem da vacina chinesa, em parceria com o Butantan, seria o prazo, mas como os testes ainda não terminaram, pode ser que a previsão do governo paulista de começar a vacinação no dia 15 de dezembro não seja cumprida.

Na semana passada, o secretário executivo do Ministério da Saúde, Elcio Franco, disse, em entrevista coletiva, que a pasta estava considerando todas as opções e daria prioridade a que ficasse pronta primeiro. Mas ressaltou que isso depende da comprovação de eficácia e principalmente do preço por unidade.

Na China, a vacina do Sinovac, ainda em fase experimental, está saindo por 60 dólares. Já a da aliança global vai custar ao Brasil 21 dólares.

Além do preço, o que está em jogo é o ganho político em ter a primeira campanha de imunização do Brasil. Desde o início da pandemia, o presidente Jair Bolsonaro e o João Doria estão em lados opostos e trocam críticas na maneira como agem para o controle da doença.

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Poliomielite: em uma semana, saúde vacina 4,5% do público-alvo

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Procura pela vacina tem sido baixa; Secretaria de Saúde reforça a necessidade de manter a população imunizada

Salas de vacina estão preparadas para receber os pacientes com toda segurança que o momento exige – (crédito: Geovana Albuquerque/Agência Saúde DF)

Em outubro começou a Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite, e em uma semana, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)vacinou 7.314 crianças menores de 5 anos contra a poliomielite, o que representa 4,5% do público-alvo a ser vacinado.

A procura por vacina, de acordo com a área técnica de imunização da SES, tem sido baixa nos últimos dias. A meta da campanha é vacinar 95% da população desta faixa etária. No DF, estima-se que haja cerca de 160 mil crianças com menos de cinco anos.

O Secretário de Saúde, Osnei Okumoto, tranquiliza a população quanto às medidas adotadas para prevenir o contágio pelo novo coronavírus nas salas de vacina. Segundo o gestor, é muito importante que a população compareça às unidades para receber vacina ou atualizar a situação vacinal.

“As salas de vacina estão preparadas para receber as crianças com toda segurança que o momento de pandemia exige”, assegura o secretário. Ele reforça que “é importante os pais levarem seus filhos para protegê-los contra a poliomielite e, aproveitando a oportunidade, a equipe da área de imunização irá verificar se há alguma pendência na caderneta de vacinação e completar as doses”.

De acordo com os dados obtidos juntamente com as Regiões de Saúde, até o momento, a menor cobertura está entre as crianças com idade de 3 anos a quatro anos incompletos (3 anos, 11 meses e 29 dias). Nesta faixa etária, foram vacinadas 1.783 crianças, o que representa 4,5% de cobertura. A procura foi maior entre aquelas com um ano de idade até dois incompletos, com 2.033 vacinados e cobertura de 4,6%.

Campanha de Multivacinação

O mês de outubro também traz um alerta sobre a importância da atualização do cartão de vacina. A Campanha Nacional de Multivacinação é a oportunidade de as crianças e adolescentes menores de 15 anos receberem eventuais vacinas que estejam faltando em seus cartões.

“A dose da poliomielite é extra para crianças de um a menores de 5 anos de idade. Tivemos baixa adesão e baixa procura. Das pessoas que procuraram as salas de vacina, 59% precisaram fazer a atualização da situação vacinal. Mesmo que não tenha o cartão de vacina, orientamos que procurem as unidades para que a equipe possa fazer a verificação da situação vacinal”, explica a enfermeira da área técnica de imunização Fernanda Ledes.

No período de janeiro a abril de 2020, nenhuma das vacinas do calendário infantil atingiu as metas preconizadas pelo Ministério da Saúde.

Os dados parciais da campanha de 2020 mostram que 12.546 pessoas, entre zero e 15 anos, compareceram às salas de vacina entre os dias 5 e 9 de outubro. Após análise da caderneta de vacinação feita pelas equipes das salas de vacina, receberam alguma dose de vacina 7.399 pessoas.

As duas campanhas continuam até o dia 30 de outubro, em todas as salas de vacina do DF.

*Com informações da SES-D

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Vacina contra covid-19: os problemas que levaram a Johnson & Johnson a interromper pesquisa

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A decisão da Johnson & Johnson foi semelhante à paralisação da AstraZeneca no mês passado

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A decisão da Johnson & Johnson foi semelhante à paralisação da AstraZeneca no mês passado

A empresa Johnson & Johnson anunciou na segunda-feira (12/10) que suspendeu temporariamente os testes clínicos da vacina contra covid-19 “devido a uma doença inexplicada” em um participante do estudo.

A enfermidade da pessoa está sendo analisada e avaliada por um conselho independente de segurança e monitoramento de dados, bem como pelos médicos e clínicos da empresa, disse a Johnson & Johnson em um comunicado.

“Interrompemos temporariamente a administração de novas doses em todos os nossos ensaios clínicos da vacina candidata, incluindo o ensaio de fase 3 ‘ENSEMBLE’, devido a uma doença inexplicada em um participante do estudo”, afirma o texto da empresa.

A pausa significa que a inscrição online para voluntários, em um ensaio clínico com 60 mil pacientes, foi fechada.

A farmacêutica não quis fornecer mais detalhes, argumentando que devem “respeitar a privacidade deste participante”.

“Estamos aprendendo mais sobre a doença com este participante, e é importante ter todos os dados antes de compartilhar informações adicionais”, acrescentou o comunicado.

Testes

A Johnson & Johnson, que apresenta seus resultados financeiros nesta terça-feira (13/10), disse que essas interrupções são normais em grandes testes com dezenas de milhares de pessoas.

Ele acrescentou que a “pausa da pesquisa” no fornecimento de doses da vacina candidata é diferente de uma “parada regulatória” exigida por autoridades de saúde.

“A interrupção do estudo, onde o patrocinador pausa o recrutamento ou dosagem, é um componente padrão de um protocolo de ensaio clínico”, disse a Johnson & Johnson.

A vacina candidata da empresa é um vetor recombinante que usa um adenovírus humano para gerar uma proteína nas células.

O ensaio, projetado para testar se a fórmula pode prevenir a covid-19 sintomática após um regime de dose única, tentava angariar até 60 mil voluntários em cerca de 215 centros de pesquisa clínica, tanto nos Estados Unidos como no exterior.

A decisão da multinacional americana é semelhante à adotada pela AstraZeneca no mês passado, quando esta interrompeu os ensaios clínicos na fase final também por conta de uma doença não explicada de um participante do Reino Unido. A empresa retomou os testes logo em seguida, depois que se verificou que não elo entre a vacina e a enfermidade.

Os estudos foram retomados no Reino Unido, Brasil, África do Sul e Índia, mas nos Estados Unidos eles ainda estão aguardando revisão regulatória.

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Saúde

Coronavírus pode sobreviver um mês em celular e dinheiro, mostra estudo

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O estudo, realizado na Austrália, indica a importância de lavar as mãos após manusear dinheiro e de manter a tela do smartphone limpa

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quarta-feira, 21 de outubro de 2020

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