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sexta-feira, 24/07/2026

Queda nas exportações brasileiras para os EUA preocupa indústria química

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André Passos Cordeiro, presidente-executivo da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), informou que a indústria química do Brasil já sente os impactos das tarifas aplicadas pelos Estados Unidos. As exportações para os EUA caíram de aproximadamente US$ 2,2 bilhões para US$ 1,8 bilhão.

A Abiquim divulgou que, sobre a sobretaxa adicional de 12,5% imposta pelos EUA, relacionada a alegações de trabalho forçado em produtos importados pelo Brasil, a entidade já apresentou seus argumentos ao Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) durante a consulta pública da Seção 301.

Na manifestação, a Associação forneceu detalhes sobre os processos de conformidade do setor químico brasileiro, ressaltando seu compromisso com altos padrões de governança, responsabilidade social e direitos humanos, pedindo que as medidas comerciais baseiem-se em critérios técnicos e objetivos.

Apesar de o Brasil ser um dos países afetados, a Abiquim destaca que não há justificativas econômicas para as tarifas ao setor químico brasileiro. Em 2025, os EUA exportaram cerca de US$ 11,5 bilhões em produtos químicos para o Brasil, enquanto importaram pouco mais de US$ 2 bilhões, gerando superávit comercial superior a US$ 9 bilhões.

Além disso, o American Chemistry Council (ACC), principal representante da indústria química dos EUA, expressou preocupação com as tarifas amplas sobre produtos brasileiros, que podem aumentar os custos em vários setores da economia americana, enfraquecer cadeias produtivas e prejudicar esforços de reindustrialização dos EUA.

A Abiquim vê como positiva a Medida Provisória do Brasil Soberano III, anunciada pelo governo para apoiar empresas afetadas pelas novas tarifas adicionais dos EUA. Essa medida foi criada em resposta à sobretaxa de 25% da Seção 301, vigente desde 22 de julho, que se soma às tarifas da Seção 232.

A entidade pede que o governo inclua o setor químico entre as atividades diretamente afetadas, para que as empresas possam acessar as linhas de crédito previstas no programa.

André Passos Cordeiro destaca que essa iniciativa do governo é importante para reduzir os impactos das tarifas, e reforça a necessidade de que a regulamentação seja feita rapidamente para garantir que os recursos cheguem às empresas com agilidade.

Estadão Conteúdo

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