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segunda-feira, 15/06/2026

Quatro cidades brasileiras têm menos da metade dos bebês registrados oficialmente

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Em Brasília

Quatro municípios brasileiros apresentam um problema preocupante: menos da metade dos bebês nascidos são registrados oficialmente, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgado em maio de 2024.

Enquanto a média nacional de nascimentos não registrados é inferior a 1%, em algumas cidades o índice é muito maior. Em Junco do Maranhão, por exemplo, mais de 70% dos nascimentos não aparecem nos registros oficiais. Essa cidade tem aproximadamente 5.146 habitantes, segundo o último Censo do IBGE.

Outros municípios com altos índices de nascimentos não registrados são: Alto Alegre (Roraima), onde quase 68% dos bebês não são registrados; Amajari (Roraima), com 60,1%; e Uiramutã (Roraima), com 55,6%. Esses dados refletem um grande desafio para o registro civil nessas regiões.

As dez cidades com os maiores números de crianças não registradas estão localizadas nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, que enfrentam os piores índices em registros não apenas de nascimentos, mas também de óbitos. Além dos municípios já citados, a lista inclui Lagoa de Velhos (Rio Grande do Norte), Boqueirão do Piauí e Lagoa do Barro do Piauí (ambos no Piauí), Pedra Branca do Amapari (Amapá), Bom Jesus do Tocantins (Pará) e Luís Domingues (Maranhão).

Esses dados são parte do estudo “Estimativas de Sub-Registro de Nascimentos e Óbitos” referente a 2024. O levantamento considera os nascimentos que não foram oficialmente registrados até o primeiro trimestre do ano seguinte ao estudo.

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