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“Presidente será responsabilizado”, diz Otto Alencar, da CPI da Covid

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Senador da ala independente da Comissão Parlamentar de Inquérito diz que Jair Bolsonaro cometeu crimes por receitar medicamentos sem eficácia comprovada contra o novo coronavírus, incentivar a imunidade de rebanho e “virar as costas” para várias ofertas de vacinas ao país

(crédito: Jefferson Rudy/Agência Senado)

Há um mês, o senador Otto Alencar (PSD-BA), médico, 73 anos, abria a reunião de instalação da CPI da Covid do Senado, criada para apurar a atuação do governo federal na pandemia do novo coronavírus e o uso de verbas transferidas pela União para estados e municípios enfrentarem a crise sanitária. Na ocasião, foram escolhidos o presidente, o vice-presidente e o relator do colegiado. Essa distinção foi concedida a Alencar por ser ele o mais idoso entre os indicados para compor a comissão. De lá para cá, o congressista, que se declara “independente”, tem se destacado por fazer, durante as oitivas de testemunhas, uma série de questionamentos cortantes que revelaram o despreparo técnico de atuais e ex-integrantes do governo. No depoimento do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, por exemplo, Alencar ensinou que a Hidroxicloroquina não é um antiviral, como o general acreditava até então, mas, sim, um antiprotozoário.

Ao longo desse mês, segundo afirmou o parlamentar, em entrevista exclusiva ao Correio, os dez depoimentos já tomados e a montanha de documentos em poder da CPI reforçam as evidências de que o Executivo tem uma “grande responsabilidade” nas mais de 460 mil mortes provocadas pela covid-19 no país. Otto Alencar frisou, inclusive, que, dificilmente, o presidente Jair Bolsonaro não será responsabilizado pela comissão, por, segundo ele, receitar medicamentos sem eficácia comprovada contra a doença, incentivar a imunidade de rebanho e virar as costas para várias ofertas de vacinas ao Brasil. “O pessoal vai ter que dotar a União para pagar muita indenização”, disse o senador. A seguir, os principais trechos da entrevista:

Qual o balanço que o senhor faz do primeiro mês de investigações da CPI?

Nós achávamos que criando a CPI se mudaria o modus operandi do Ministério da Saúde. Então quando se chegou a 28 assinaturas, inclusive demorou para o presidente [do Senado, Rodrigo Pacheco-DEM-MG] instalar a CPI, logo o Bolsonaro demitiu o Pazuello e colocou um médico [Marcelo Queiroga] no lugar do Pazuello. Porque Pazuello é um general que não entende nada de epidemiologia, medicina sanitária, covid muito menos. As perguntas mais simples que eu fiz ele não respondeu [em depoimento à CPI]. Perguntei coisas óbvias, que qualquer estudante de medicina saberia responder, do primeiro ou do segundo ano. Então o Bolsonaro colocou um médico no Ministério da Saúde. Mas ele deve ter dito para o ministro: ‘Olha, você faz a sua parte, eu faço a minha. Você pede para fazer isolamento físico, e eu não faço isolamento físico, eu vou aglomerar, você aceita?’. O Marcelo aceita. Aí o presidente continua: ‘Eu não vou defender vacina, você fica lá com o seu Zé Gotinha que eu fico com o meu Zé Gotinha, que é o Pazuello’. Ele levou o Pazuello ao Rio de Janeiro para ficar como o Zé Gotinha dele, para ficar aglomerado também. Aí o presidente diz ao ministro: ‘Você não vai defender hidroxicloroquina, mas eu vou defender’. Só que o Bolsonaro entendeu que não pode mais falar o nome hidroxicloroquina, agora ele só fala ‘o remédio’, porque a ação dele com a hidroxicloroquina matou muita gente no Brasil, inclusive aqui na Bahia.

O senhor considera que o presidente tem que ser responsabilizado por essas mortes?

Sim, porque Hidroxicloroquina ser receitada pelo presidente da República, para um paciente que é cardíaco, ela mata. É crime, é crime. Quem tem arritmia cardíaca, doença do coração, não pode tomar hidroxicloroquina. Um presidente da República, que teve cinquenta e tantos milhões de votos, ainda é líder. Quando ele diz que toma hidroxicloroquina, você acha que muitos não vão tomar? Aqui, na Bahia, um colega meu, médico, morreu porque tomou hidroxicloroquina. Ele não sabia que tinha arritmia e, desavisado, tomou, teve parada cardíaca e morreu. Tem vários outros casos Brasil afora. O pessoal vai ter que dotar a União para pagar muita indenização. Por causa da receita irresponsável do presidente da República. Quando é um médico que receita um medicamento sem eficácia, ele perde o CRM [licença profissional expedida pelo Conselho Regional de Medicina], mas, o presidente da República, é muito grave, é muito mal. Então ele poderá ser responsabilizado pela ação, por ter receitado o remédio, e por omissão, por não ter comprado vacina.

O senhor, hoje, tem certeza de que o governo optou por favorecer a transmissão do novo coronavírus para, quando a maioria da população estivesse infectada, houvesse uma imunidade coletiva, de rebanho?

Sem dúvida, sem dúvida. Inclusive, o deputado Osmar Terra [MDB-RS], membro do ‘gabinete paralelo’, falou várias vezes isso. Aí a doutora Mayra Pinheiro [secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde], a ‘capitã cloroquina’, nós [da CPI], durante o depoimento dela, exibimos um vídeo dela dizendo que ia acontecer a imunidade de rebanho. Depois ela mentiu, dizendo que era apenas para crianças. Aliás, criança não vai no ônibus escolar não? Se o motorista estiver doente, ela não se contamina? Criança não contamina o professor, a professora? Não contamina a merendeira? Não contamina o servente que limpa a sala? E o segurança? Quantas pessoas gravitam em torno de uma escola? Quantas pessoas? No vídeo ela fez uma confissão de culpa sobre a imunidade de rebanho, que matou muita gente no Amazonas, que matou muita gente Brasil afora. Gente que não quis usar máscara, achando que podia pegar covid-19 que não ia acontecer nada. São fatos muito graves. Não recomendar o uso de máscara, isso é muito grave.

O senhor acha que, por causa dessa estratégia do governo, haverá ainda muitas mortes por covid-19 no país?

Se vier a terceira onda, Deus queira que não. Estou orando a Deus para não acontecer. Se vier a terceira vai ser uma carnificina no Brasil. Nós vamos perder uma das nossas capitais, grandes capitais. Eu costumo dizer, nas minhas orações, que Deus tem que entrar na causa, Jesus tem que entrar na causa. Porque o presidente da República é um negacionista. Estava lá dizendo, no Amazonas, que os índios se curaram da covid tomando um chá. É um negacionista, é um louco, totalmente destemperado, meu Deus do céu.

O senhor acredita que as pressões da CPI vão provocar uma mudança de rumo nas ações do governo na pandemia?

Eu sou independente, mas lhe confesso aqui que há tempo para corrigir os erros, sempre há tempo para corrigir os erros. O erro do presidente é permanecer no erro. Ele podia tomar vacina, estimular a vacina. Reconhecer o erro é virtude, permanecer no erro é burrice. Eu uso sempre uma frase do pensador francês Voltaire. Ele disse: ‘Os homens erram, os grandes homens assumem seus erros, corrigem os seus erros’. Mas ele [presidente] não tem grandeza para corrigir os seus erros. Ele quer continuar, com o nariz empinado, na vaidade, na truculência, como ele costuma dizer: ‘Eu não errei nada, eu acertei tudo’. Mas em um ponto ele reconheceu. Por isso ele não fala mais em hidroxicloroquina, porque ele tem parte na contabilidade de mortes. Se você tiver arritmia cardíaca e tomar esse remédio você morre. Deixa eu explicar aqui: a arritmia cardíaca aumenta o espaço entre um batimento cardíaco e o outro. Se a pessoa tiver arritmia e tomar hidroxicloroquina, esse espaço triplica. Bate uma vez e não volta mais. Se você não tiver um cardioversor, para dar um choque no peito, o coração não volta mais. Recomendar um medicamento desse [contra a covid-19] é crime. O ministro [da Saúde] Marcelo Queiroga, no depoimento à CPI, eu puxei por ele, e ele admitiu: ‘Sim, dá arritmia mesmo, aumenta o intervalo entre os batimentos cardíacos’. Mas, para se segurar no cargo, o Queiroga aceita que o presidente faça uma coisa e ele faça outra

Que tipos de crime o senhor imputaria ao presidente da República?

O presidente vai ser responsabilizado, de alguma forma, por crime de ação e omissão. Nós vamos mandar o relatório [da CPI] para a Procuradoria-geral da República. São o procurador-geral da República e a Câmara dos Deputados que tomam essas decisões.

A secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, conhecida como ‘capitã cloroquina’, foi nomeada na gestão do então ministro Luiz Henrique Mandetta e sobreviveu no cargo após outras mudanças no comando da pasta. Qual sua opinião?

Porque ela está dizendo tudo o que o presidente quer, como faz o Queiroga. No depoimento ela defendeu a hidroxicloroquina e, naquele vídeo [exibido pela CPI], ela falou na imunidade de rebanho. Ali ela confessou o crime. Ela disse que a vida inteira o presidente nunca pediu nada a ela, como disse também o Pazuello, que ela fez tudo por conta dela, ela assumiu toda a responsabilidade para ver se tira do braço a ferida do presidente da República. Eles assumiram. A Mayra chegou ao ponto de dizer que tratava o Zika com hidroxicloroquina. Ela disse que esse remédio é um antiviral. Nunca foi antiviral. É antiprotozoários. Os protozoários são diferentes, eles são mononucleares; eles causam a malária, causam a leishmaniose, a doença de chagas, o Trypanosoma cruzi, causa uma série de doenças. Ela não fez a parte pré-clínica nas pessoas para saber se [hidroxicloroquina] é antiviral. Ela quer ficar no cargo, ela não quer sair do cargo.

A CPI aprovou novo depoimento do ex-ministro Pazuello. Que explicações ele precisa dar à CPI nesse novo depoimento?

Ele vai ser chamado, primeiro, a explicar como é que, sendo ex-ministro da Saúde, ele chega para a oitiva da CPI de máscara, defende máscara e depois vai lá para a reunião com Bolsonaro, no Rio de Janeiro, fazendo aquele papelão. Nós chamamos ele de ‘Zé Gotinha do Bolsonaro’.]

O presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), disse que se Pazuello voltar a mentir no novo depoimento à comissão, e não estiver protegido por um habeas corpus do Supremo Tribunal Federal, ele poderá sair algemado do depoimento. O senhor concorda com isso?

A CPI tem poderes para isso. Isso pode acontecer, mas é preciso esperar os fatos.

Que perguntas o senhor pensa em fazer durante o novo depoimento do ministro Marcelo Queiroga?

Eu não posso me manifestar agora, isso é uma coisa que a gente vai estudar. Ver os erros todos que estão acontecendo. Agora, uma das perguntas que devem ser feitas é: ‘Ministro, o senhor faz uma coisa, e o presidente faz outra coisa. Isso é para se manter no cargo?’. Essa é uma pergunta que tem que ser feita. E outra: ‘Por que o senhor é contra a aglomeração, que o presidente faz? O senhor prega o isolamento físico, o senhor prega o uso de máscara, o presidente não usa. O senhor é a favor da vacina, e ele nunca tomou vacina. O senhor é contra a hidroxicloroquina, e agora a Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS) deu um parecer falando que a hidroxicloroquina não tem nenhuma ação, mas o presidente é a favor. Que ministro é o senhor?’. Eu, no lugar dele, por exemplo, já teria pedido demissão desde o início. Não ficava de jeito nenhum. E é um médico. Vai se manter no cargo para dizer que foi ministro? Ficar totalmente desmoralizado, dobrando os joelhos em frente a um ser humano, como ele é, como eu sou, só porque o ser humano está presidente? Como médico, eu jamais aceitaria isso.

Está provado que o governo não priorizou vacinas?

Você quer o quê? O presidente tem 14 declarações contra vacina. É reu confesso. São 14 declarações contra vacina. Ele não quis comprar a [vacina da] Pfizer, no ano passado. Desqualificou a CoronaVac. Disse que não ia comprar a ‘vachina’, a ‘vacina do Doria’. O [João] Doria [governador de São Paulo pelo PSDB] se virando para comprar vacina, e ele esculhambando com Doria.

O que o senhor acha da decisão da CPI de aprovar a convocação de nove governadores para depoimentos?

Avalio o seguinte: no primeiro requerimento [para criação da CPI], que nós assinamos, eu, o Randolfe [Rodrigues, senador pela Rede do Amapá e autor do primeiro requerimento] e outros, num total de 28 assinaturas, não tinha as assinaturas dos senadores governistas. Aí, num áudio gravado de uma conversa entre o presidente da República e o senador [Jorge] Kajuru [Cidadania-GO], o presidente foi explícito: ‘É só a mim, não vão investigar governadores e prefeitos?’. Aí a bancada do governo apensou ao primeiro requerimento um requerimento para a fiscalização de recursos repassados [pela União] a estados e municípios. Aí [a CPI] vem convocar governadores e prefeitos. Nós ficamos, toda hora, questionados por que não íamos convocar [governadores e prefeitos]. Aí todos aprovaram, convocaram governadores e prefeitos. Foram convocados os governadores de onde houve ações da Polícia Federal e comprovação de culpa. O argumento dos governistas era que a CPI não queria fazer essa convocação. Mas eles não assinaram o primeiro requerimento. Quando viram que ia ter CPI de qualquer jeito, eles apensaram o requerimento deles, na tentativa de que fôssemos desistir da CPI.

O senhor acha que a decisão da CPI de convocar governadores enfraqueceu o discurso dos governistas?

Exato, mas todos eles sabem que o Regimento Interno do Senado não admite convocar governador, nem membros do Estado, nem do Judiciário, nem da Câmara Federal. Por que é que o legislador fez isso? É que numa CPI como essa, próxima da eleição, um senador candidato a governador, para constranger o governador, convoca ele. Então, o legislador, lá atrás, pensou nisso. Além disso, não tem respaldo constitucional, porque, na CPI do Cachoeira, o Marcone Perillo [ex-governador de Goiás pelo PSDB] pediu ao Supremo [Tribunal Federal], e o Supremo decidiu que ele não podia ser convocado. Quem faz CPI para investigar governador são as assembleias legislativas.

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Tebet declara ao TSE R$ 2,3 milhões em bens; vice, Mara Gabrilli, R$ 12,9 milhões

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Tebet declara ao TSE R$ 2,3 milhões em bens; vice, Mara Gabrilli, R$ 12,9 milhões

Candidata à Presidência pelo MDB, Simone Tebet terá Mara Gabrilli, do PSDB, como vice na chapa — Foto: Renato S. Cerqueira/Futura Press/Estadão Conteúdo

A candidata do MDB à presidência, Simone Tebet, informou à Justiça Eleitoral ter R$ 2,3 milhões em bens.

O valor é superior ao declarado por ela na eleição de 2014, quando foi eleita senadora pelo Mato Grosso do Sul. Naquele ano, Tebet informou ter R$ 1,575 milhão em bens.

Já Mara Gabrilli (PSDB), vice na chapa de Tebet, declarou à Tribunal Superior Eleitoral (TSE) R$ 12,897 milhões em bens. Esse valor é três vezes maior que os R$ 4,3 milhões em bens declarados por ela nas eleições de 2018, quando foi eleita senadora por São Paulo.

Veja a lista de bens declarados:

Simone Tebet

  • Apartamento: R$ 81.903,69
  • Casa: R$ 52.000,00
  • Apartamento: R$ 200.000,00
  • Apartamento: R$ 200.000,00
  • Terreno: R$ 457.209,33
  • Apartamento: R$ 200.000,00
  • Casa: R$ 69.397,28
  • Terreno: R$ 100.000,00
  • Terreno: R$ 100.000,00
  • Apartamento: R$ 200.000,00
  • Apartamento: R$ 200.000,00
  • Terreno: R$ 94.000,00
  • Apartamento: R$ 310.000,00
  • Depósito bancário em conta corrente no País: R$ 59.225,08

Mara Gabrilli

  • Caderneta de poupança: R$ 14.826,14
  • Outros fundos: R$ 91.462,00
  • Depósito bancário em conta corrente no País: R$ 10,00
  • Terreno: R$ 600.000,00
  • Depósito bancário em conta corrente no País: R$ 7.594,03
  • Veículo automotor terrestre: R$ 227.000,00
  • Outros bens imóveis: R$ 2.031.780,56
  • Outras aplicações e Investimentos: R$ 350.000,00
  • Outras aplicações e Investimentos: R$ 3.000,00
  • Fundo de Investimento Imobiliário: R$ 500.000,00
  • Apartamento: R$ 950.000,00
  • OUTROS BENS E DIREITOS: R$ 450.000,00
  • VGBL – Vida Gerador de Benefício Livre: R$ 2.546.213,25
  • Outras aplicações e Investimentos: R$ 5.125.462,72

Registro de candidatura

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recebeu no sábado (6) o pedido formal de registro da candidatura de Simone Tebet (MDB) à Presidência da República.

O pedido de registro no TSE é o último passo para a oficialização de uma candidatura. Com a apresentação do registro, a Receita Federal fica apta a fornecer um número de CNPJ às chapas, que poderão arrecadar recursos e pagar despesas necessárias à campanha eleitoral.

Nos próximos dias, o TSE deve publicar um edital para que interessados sugiram, em até cinco dias, a impugnação dos pedidos de registro. Qualquer candidato, partido político, federação, coligação ou o Ministério Público pode impugnar o pedido de registro de candidatura.

O prazo para o protocolo das candidaturas vai até 15 de agosto. A Corte Eleitoral terá até o dia 12 de setembro para julgar definitivamente os pedidos de registro e eventuais recursos. O primeiro turno das eleições 2022 está marcado para o dia 2 de outubro.

A senadora Simone Tebet (MS) foi oficializada no dia 27 de julho pelo MDB como candidata à Presidência.

Simone será apoiada pela coligação “Brasil para Todos”, composta pelo MDB, Podemos e pela federação partidária PSDB-Cidadania.

Simone, 52 anos, é filha do ex-governador, ex-senador sul-mato-grossense e ex-ministro da Integração Nacional Ramez Tebet. Mestre em direito do Estado, trabalhou como professora universitária.

Simone foi deputada estadual, prefeita de Três Lagoas, vice-governadora do Mato Grosso do Sul e se elegeu senadora em 2014.

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Em culto, Bolsonaro afirma que ‘reza todos os dias’ contra o comunismo

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Presidente também comparou a situação atual do Brasil com outros países da América do Sul, como a Argentina, o Chile e a Colômbia; ato evangélico ocorreu em São Paulo

Presidente Jair Bolsonaro falou a apoiadores sobre as eleições presidenciais deste ano

O presidente Jair Bolsonaro (PL) participou de um culto na Igreja Mundial, no Brás, zona leste da capital paulista, na última sexta-feira, 5. No local, o mandatário afirmou que reza todos os dias para livrar o país do comunismo. Na reunião com evangélicos, o chefe do Executivo federal lembrou do momento difícil que passou antes de chegar à presidência. “Quis o destino que, em 2014, eu resolvesse disputar as eleições. Algo, realmente, tocou em mim. Quem podia acreditar? Antes, passei por um momento difícil. Uma facada. Entendo que a mão de Deus me salvou. Um milagre também de uma eleição”, disse. O líder voltou a enfatizar o enfrentamento à pandemia da Covid-19 e posicionou-se de maneira contrária às drogas, ideologias de gênero e aborto. Bolsonaro ressaltou, ainda, que o país se destaca em relação aos vizinhos da América do Sul. “Devemos comparar o Brasil, por exemplo, com o país que é o mais rico em petróleo no mundo: a Venezuela. Comparar o que aquele povo está sofrendo, o que está passando. Olharmos para outros países da América do Sul como o Chile, a Argentina e agora a Colômbia. Para onde esses países estão indo e por quê? É muito simples, nós somos escravos das nossas decisões. Decisões erradas ou feitas com o coração, ou emoção, deixando de lado a razão, o sofrimento pode se abater em todos nós”, pontuou.

O presidente revelou que reza todos os dias para que o comunismo não chegue ao Brasil. “Só peço a Deus uma coisa: primeiro uma rotina que tenho, como hábito, todos os dias levantar e rezar um pai nosso e pedir que nosso país não experimente as dores do comunismo. Outro, é que cada um de vocês bem saibam escolher para que não possam se arrepender. Nosso país é fantástico e ninguém tem o que nós temos. Mas situações erradas nos colocam numa situação de sofrimento. Temos tudo para sermos uma grande nação”, ressaltou. Por fim, o mandatário finalizou dizendo que Deus lhe deu a missão de ocupar a presidência e pediu forças para resistir e decidir pelo melhor à nação.

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Damares quebra acordo com Bolsonaro e lança candidatura avulsa ao Senado no DF

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Damares será candidata em chapa avulsa e enfrentará nas urnas a ex-ministra Flávia Arruda, do PL de Bolsonaro

Damares: A primeira-dama Michelle Bolsonaro endossou a escolha de Damares e compareceu ao evento do Republicanos que cravou a candidatura (Adriano Machado/Reuters)

Em rompimento ao acordo costurado pelo presidente Jair Bolsonaro a pastora evangélica Damares Alves (Republicanos), ex-ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, “relançou” nesta sexta-feira, 5, sua candidatura ao Senado pelo Distrito Federal, como antecipado na quinta-feira pelo Broadcast Político. A primeira-dama Michelle Bolsonaro endossou a escolha de Damares e compareceu ao evento do Republicanos que cravou a candidatura.

Damares será candidata em chapa avulsa e enfrentará nas urnas a ex-ministra Flávia Arruda, do PL de Bolsonaro. Ainda assim, a ex-ministra decidiu apoiar a candidatura à reeleição de Ibaneis Rocha (MDB), que formou chapa com Flávia, e terá o apoio do União Brasil, com o presidente do partido no DF, Manoel Arruda, como suplente.

A volta de Damares à corrida pelo Senado é mais um capítulo da cisão do bolsonarismo no Distrito Federal. Por intervenção direta do presidente da República, a pastora teve de abandonar sua candidatura na aliança de Ibaneis. Acabou resgatado acordo firmado em 2021 entre o chefe do Executivo local e Flávia Arruda. A costura deixou a ex-ministra da Mulher sem espaço e irritou o Republicanos, que apoia a reeleição de Bolsonaro.

Em evento em Brasília nesta sexta-feira, Damares afirmou que o chefe do Executivo não vai se envolver na disputa. “Tanto eu como a Flávia não seríamos irresponsáveis de colocar o presidente da República na parede. O presidente tem que cuidar da campanha dele. Ele tem que ganhar a eleição. Então, o presidente da República não vai se envolver na campanha local. Não vai”, declarou.

A primeira-dama, por outro lado, terá papel ativo na campanha, afirmou a pastora. “Nós queremos fazer uma bancada pró-vida no Senado Federal. E ela com certeza vem. Vem para apoiar, vem para ajudar, vem para pedir voto. Vem para estar comigo”, declarou.

A ex-ministra também disse respeitar Flávia, mas que “vai para a disputa”. “Eu entendo que a população do DF precisa ter uma outra proposta”, afirmou. “Vai ganhar quem tiver mais voto. E digo para vocês: quem vai ganhar sou eu”.

Damares ainda revelou não ter conversado com Flávia, mas que Bolsonaro já sabe da sua candidatura. “O presidente quando soube que eu voltei para o páreo, disse simplesmente ‘tudo bem’, ‘apoio’, ‘seja o resultado que as urnas desejarem’. Ele está muito confortável. Ele tem duas candidatas”.

O presidente do Republicanos-DF, Wanderley Tavares, disse que Bolsonaro, “no fundo”, nunca quis tirar Damares da disputa. “É do coração dele. É a fiel escudeira dele e provou isso no dia que ele pediu para ela (deixar a disputa pelo Senado). Ele pediu para ela desistir de um sonho, porque quando você se lança na política, você não é um candidato de um CNPJ, não é um poste”, declarou. “Tentaram calar o sonho dela, mas aqui no Republicanos não calaria a causa que ela defende. O Republicanos é o verdadeiro partido conservador do País. E a Damares é hoje a maior representante dessa classe no País”, emendou.

O Republicanos queria lançar Damares ao Senado numa chapa com o senador Reguffe (União Brasil), mas o parlamentar não foi oficializado por seu partido como candidato ao governo do DF. Diante disso, Tavares procurou Ibaneis na noite desta quinta-feira, 4, e fechou a aliança em torno da reeleição do emedebista.

A reportagem já havia adiantado em 27 de julho que o Republicanos havia se irritado com Bolsonaro e negociava lançar Damares em chapa avulsa.

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Ciro escolhe Ana Paula Matos, vice-prefeita de Salvador, como candidata a vice

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A falta de alianças com outros partidos obrigou o PDT a lançar uma chapa puro-sangue, ou seja, formada por pessoas da mesma sigla

Ciro Gomes: O candidato repete agora uma fórmula usada na eleição de 2018, quando lançou uma mulher na vice, também do PDT, por falta de alianças: a senadora Kátia Abreu, hoje no PP (Youtube/Reprodução)

O candidato à Presidência pelo PDT, Ciro Gomes, escolheu a vice-prefeito de Salvador, Ana Paula Matos, como sua vice na disputa pelo Palácio do Planalto. A falta de alianças com outros partidos obrigou o PDT a lançar uma chapa puro-sangue, ou seja, formada por pessoas da mesma sigla. A escolha por Ana Paula foi feita em reunião da executiva nacional da legenda na manhã desta sexta-feira, 5, em Brasília.

Ciro disputa a Presidência pela quarta vez (também concorreu em 1998, 2002 e 2018) e nunca chegou ao segundo turno. O candidato repete agora uma fórmula usada na eleição de 2018, quando lançou uma mulher na vice, também do PDT, por falta de alianças: a senadora Kátia Abreu, hoje no PP.

Ciro aparece em terceiro lugar nas pesquisas com 8% dos votos, atrás de Lula (PT), que aparece com 47%, e de Jair Bolsonaro (PL), com 29%. Os dados são da pesquisa Datafolha divulgada no dia 28 passado.

Na sexta-feira,(29), ao participar de evento na Universidade de Brasília (UNB), Ciro afirmou que deve crescer nos próximos levantamentos com o início da propaganda eleitoral gratuita, no rádio e na televisão, marcado para 26 de agosto. Além disso, o presidenciável disse que essa será sua última tentativa de chegar ao Planalto, caso não seja eleito.

Esta sexta é o prazo final para a realização das convenções, nas quais partidos e federações oficializam a escolha dos candidatos para disputar as eleições deste ano.

As siglas têm até o dia 15 deste mês para registrar as candidaturas a presidente, vice-presidente, governador, vice-governador, senador, deputado federal e deputado estadual, conforme o cronograma do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

 

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Barroso diz que manifestações do 7 de setembro podem mostrar ‘o tamanho do fascismo no Brasil’

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Para ministro, se manifestações no dia forem de apoio a um candidato não será problema, mas se for contra instituições como o Supremo Tribunal Federal, mostrará o tamanho do sentimento antidemocrático brasileiro.

© AP Photo / Eraldo Peres

Durante uma palestra no 17º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo em São Paulo nesta sexta-feira (5), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, declarou que não deve se ter preocupação com a manifestação de 7 de setembro se ela servir de apoio a um candidato, mas que pode mostrar “o tamanho do fascismo no Brasil”.

“O 7 de Setembro se forem os apoiadores de um dos candidatos [mostrando suporte], faz parte da democracia. E devemos olhar isso com todo o respeito. Agora, se for o episódio para fechamento do Supremo ou do Congresso, aí vamos saber mesmo o tamanho do fascismo e do sentimento antidemocrático no Brasil”, disse Barroso citado pelo jornal O Globo.

O ministro ainda afirmou ser necessário separar apoio aos candidatos, que chamou de “liberdade democrática”, dos ataques às instituições.
“Uma coisa é a liberdade de apoiar qualquer candidato, a outra coisa é querer destruir as instituições. Apoiar um candidato é liberdade democrática. Agora, destruir as instituições é fascismo, um sentimento antidemocrático. E isso precisa ser reprimido”, complementou.
Barroso também comemorou o dado divulgado na semana passada pelo Instituto Datafolha que mostrou que 79% dos brasileiros confiam nas urnas eletrônicas usadas nas eleições, conforme noticiado. Em maio, o percentual era de 73%. Barroso disse esperar que os 20% que não acreditam “sejam convertidos”.
“Depois de mais de um ano de ataques diários do presidente da República e de setores importantes da sociedade levantando suspeitas, só 20% não confiam. Eu fico feliz”, comentou.
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Bolsonaro concederá entrevista ao Jornal Nacional em 22 de agosto

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Presidente será o primeiro entrevistado na série de sabatinas com candidatos à presidência

Bolsonaro pediu para que entrevista seja feita diretamente do Palácio da Alvorada

 

O Presidente da República Jair Bolsonaro (PL) participará das tradicionais entrevistas do Jornal Nacional, da TV Globo, com candidatos à presidência. A confirmação da participação foi feita pelo filho do presidente, Flavio Bolsonaro, nas redes sociais. Bolsonaro participará em 22 de agosto, diretamente do Palácio da Alvorada. A entrevista fora do estúdio é uma opção tradicional de presidentes que tentam reeleição e também aconteceu com Lula, em 2006, e Dilma, em 2014. As entrevistas com todos os presidenciáveis terão duração de 40 minutos e serão conduzidas pelos âncoras William Bonner e Renata Vasconcellos. Bolsonaro será o primeiro. No dia 23 seria André Janones (Avante), mas ele retirou a candidatura nesta quinta-feira; dia 24 Ciro Gomes (PDT), dia 25 de agosto Lula (PT) e, encerrando, dia 26 Simone Tebet (MDB). Em 2018 Bolsonaro também concedeu entrevista.

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