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Polícia aguarda mandado de prisão preventiva para acusado de matar irmã

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Justiça concede liberdade provisória ao filho da cabeleireira Sandra Maria Sousa Moraes, morta pelo próprio irmão. Jovem disse que foi obrigado a ajudar a esconder o corpo da mãe porque teve medo do tio

Sandra Moraes é a 32ª vítima de feminicídio do DF em 2019
(foto: Facebook/Reprodução)

A Justiça concedeu liberdade provisória a Brendo Sousa Moraes, 21 anos, filho da cabeleireira Sandra Maria Sousa Moraes, 39, assassinada no último sábado pelo próprio irmão. Segundo investigadores da 38° Delegacia de Polícia (Vicente Pires), Brendo teria ajudado o tio, Danilo Moraes Gomes, a enterrar o corpo da vítima, no Assentamento 26 de Setembro, em Vicente Pires, onde a família residia. O suspeito pelo assassinato continuava foragido até o fechamento desta reportagem.
Na manhã desta quarta-feira (27/11), Brendo passou por audiência de custódia no Departamento de Controle e Custódia de Presos (DCCP), no Complexo da Polícia Civil. A juíza que presidiu a sessão, Lorena Alves Ocampos, entendeu que o jovem não responde pelo feminicídio de Sandra e, conforme os depoimentos prestados à 38° DP, só soube do crime após ação do tio. “Esclareço, novamente, que não há indícios de que o autuado esteja envolvido na morte da mãe. A todo momento, ele colaborou com a polícia mostrando o local do corpo e as câmeras de segurança e descrevendo em detalhes tudo o que ocorreu”, esclareceu a magistrada.

Em depoimento, Brendo afirmou que não teve outra alternativa a não ser ajudar a esconder os restos mortais da mãe, pois, segundo ele, estava com medo e se sentia ameaçado a todo momento, pelo fato de estar sozinho com o assassino, que estaria armado. O jovem disse ainda que teria sido obrigado a dormir com a esposa na casa de Danilo, afirmando que o tio estava no controle da situação. O Correio entrou em contato com a esposa de Brendo, mas ela não quis se pronunciar sobre o caso.

Investigação

Na noite desta quarta-feira (27/11), o delegado à frente do caso, Eder Charneski, foi ao Fórum de Águas Claras para expedir mandado de prisão preventiva contra Danilo Moraes. Contudo, por conta do horário, a resposta do juiz só sairá na tarde desta quinta-feira (28/11). “Até então, estávamos recolhendo os depoimentos e juntando o máximo de provas para remeter o mandado”, explicou.
Uma das testemunhas do caso foi convocada para prestar depoimento na delegacia nesta quarta-feira (27/11), mas não apareceu. Segundo o delegado, a pessoa a ser ouvida seria uma fonte importante para o andamento das investigações. Agentes chegaram a analisar as câmeras de segurança do local, entretanto, de acordo com Charneski, não foi possível identificar como se deu o contexto do crime.

O suspeito também é procurado pela Justiça do Maranhão. Ele cumpria pena de 30 anos e seis meses no Presídio de Pedrinhas, em São Luís (MA), por latrocínio, estupro e ocultação de cadáver. “Os familiares nos informaram que ele teria fugido do complexo, mas não existe mandado de prisão. Hoje, faremos novas pesquisas e analisaremos novamente as câmeras de segurança para buscar mais informações”, acrescentou.“Batalhadora e alegre”
Sandra Maria Sousa Moraes morava há mais de seis anos com a filha Samara Sousa Moraes, 22, na Rua 1 de Vicente Pires. As duas trabalhavam em um salão que mantinham na própria casa. Sandra era cabeleireira, e Samara, manicure. Abalada, Samara não quis se pronunciar sobre o caso.

Vizinhos e amigos da vítima lamentam a morte da mulher. O auxiliar de serviços gerais Jailson Lima, 32, mora em frente à casa de Sandra e sente pela perda da amiga. “Ela só vivia aqui em casa, conversando e brincando. Era uma pessoa alegre, batalhadora e que não dependia de ninguém para ser feliz. Quando soubemos da morte, ficamos desesperados. Aqui na rua, tinha gente gritando, chorando, pois ela era muito querida”, contou.

A bancária aposentada Onicia Gontijo, 65, fazia tratamentos no cabelo com Sandra. Ela também mora em frente à casa da vítima. “Muitas mulheres daqui de Vicente Pires procuravam o salão dela e gostavam do trabalho. Era uma pessoa muito comunicativa, alegre e que gostava de agradar os clientes”, relatou.

De acordo com a aposentada, o irmão da vítima chegou a morar na casa dela por um tempo. “A Sandra até montou um barraco para ele. Aparentemente, a relação dos dois era normal. Jamais imaginava que ele pudesse fazer isso. Mas percebia que ele não parecia ser uma pessoa tão boa. Depois que o Danilo foi morar com ela, deixei de frequentar o salão, pois não me sentia segura”, disse.
Enterro
O corpo de Sandra ainda não foi liberado pelo Instituto Médico Legal (IML), pois os documentos da vítima não foram encontrados. “Provavelmente, o Danilo levou ou jogou em algum lugar. Como ela é natural de Maranhão, não tem prontuário civil, que é o que comprova a identidade”, explicou o delegado Eder Charneski.
Mobilizados com o caso, amigos de Sandra montaram uma “vaquinha” para ajudar nos custos do velório. A técnica em enfermagem Isabel Pereira, 33, é uma das pessoas à frente da ação. As duas frequentavam uma igreja evangélica em Vicente Pires. “Nós, da comunidade, nos sensibilizamos com a situação. A família dela não tem condições financeiras para promover um velório digno”, frisou.

Isabel conheceu Sandra no salão dela há mais de seis anos. “Quando soube que ela estava morta, não consegui ficar sobre as pernas. Pensei comigo: ‘como pode uma pessoa tão alegre, que gosta de ajudar, morrer desse jeito?’. Nunca vou me conformar”, lamentou.

Onde procurar ajuda

Central de Atendimento à Mulher em Situação de Violência —
Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República
Telefone: 180 (disque-denúncia)
Centro de Atendimento à Mulher (Ceam)
» De segunda a sexta-feira, das 8h às 18h
» Locais: 102 Sul (Estação do Metrô), Ceilândia, Planaltina
Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam)
» Entrequadra 204/205 Sul – Asa Sul
(61) 3207-6172
Disque 100 — Ministério dos Direitos Humanos
Telefone: 100
Programa de Prevenção à Violência Doméstica (Provid) da Polícia Militar
Telefones: (61) 3910-1349 / (61) 3910-1350

Entenda o caso

Sandra Maria Sousa Moraes foi encontrada morta na última segunda em um local de mata que faz divisa com o Parque Nacional de Brasília. A vítima foi achada com um cabo de telefone enrolado no pescoço. A cabeleireira teria sido estrangulada pelo próprio irmão, Danilo Moraes, considerado foragido da Justiça do Maranhão. No crime contra a irmã, o suspeito teria tido a ajuda do filho de Sandra para enterrar o corpo. A moradora de Vicente Pires é a 32ª vítima de feminicídio no Distrito Federal em 2019.
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‘Máfia dos concursos’: polícia conclui inquérito e indicia servidores da Secretaria de Educação do DF por fraude em edital

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Investigações começaram em 2018 e apontaram que organização criminosa recebia dinheiro para ‘furar filas’. G1 aguarda posicionamento da pasta.

Carro da Polícia Civil em frente ao Cespe, um dos alvos da operação Panoptes — Foto: Bianca Marinho/G1

A Polícia Civil concluiu o inquérito que investiga supostas fraudes no concurso da Secretaria de Educação do Distrito Federal, realizado em 2016. A investigação, no âmbito da operação Panoptes, começou em 2018 e ficou conhecida como “Máfia dos concursos”. Ao todo, 30 pessoas foram indiciadas.

O inquérito foi relatado à Justiça na última terça-feira (28). A informação foi confirmada  nesta segunda (3) pelo delegado Adriano Valente, da Coordenação de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Cecor). A reportagem aguarda um posicionamento da Secretaria de Educação.

Segundo as investigações, a organização criminosa recebia dinheiro para “furar filas” no concurso por meio do pagamento de propinas que variavam de R$ 5 mil a R$ 10 mil somente de entrada, antes da prova. Depois, quando os clientes tomavam posse, pagavam até 20 vezes o salário previsto no edital.

Entrada de prédio da Secretaria de Educação do Distrito Federal — Foto: Mateus Rodrigues/G1

Entrada de prédio da Secretaria de Educação do Distrito Federal — Foto: Mateus Rodrigues/G1

Nesse período, 15 servidores investigados chegaram a ocupar os cargos na pasta. Além deles, outros 10 membros da organização criminosa – que comandavam o esquema – e cinco suspeitos de realizar pagamentos aos fraudadores foram detidos.

Ao longo da investigação, alguns investigados foram condenados, cumpriram pena pelos crimes e, agora, estão em regime aberto. Apenas um suspeito segue preso preventivamente, segundo a Polícia Civil.

Com a conclusão do inquérito, o Ministério Público poderá fazer a denúncia e, então, os suspeitos viram réus na Justiça. Caso contrário, os promotores podem solicitar novas provas à polícia.

A Polícia Civil apontou quatro maneiras de fraude aplicadas pelo grupo. Uma delas era a utilização de ponto eletrônico pelos candidatos, que recebiam as respostas por integrantes da organização criminosa – responsáveis por fazer a prova e sair do local com o gabarito.

Outra forma era a utilização de celular escondido no banheiro, com transmissão das respostas.

Os investigadores também verificaram o envolvimento de bancas organizadoras, que recebiam as folhas de resposta quase em branco e faziam o preenchimento segundo o gabarito oficial.

Foi apurado, ainda, casos de outras pessoas que faziam a prova no lugar dos inscritos, com o uso de documentos falsificados.

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Homem é preso no DF por tentar matar a facadas ex-namorada e companheiro

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Caso ocorreu em Vicente Pires. Polícia Civil suspeita que crime foi motivado por ciúmes; caso é investigado como tentativas de homicídio e de feminicídio.

Polícia Civil faz perícia em apartamento onde homem matou casal, em Vicente Pires, no DF — Foto: TV Globo/Reprodução

Um homem de 20 anos foi preso na madrugada deste domingo (2) por tentar matar a ex-namorada e um jovem de 19 anos que estava com ela, em um apartamento em Vicente Pires, no Distrito Federal. A suspeita é de que o crime foi motivado por ciúmes.

O caso ocorreu por volta das 2h30, quando o homem entrou no imóvel e esfaqueou o casal. Vizinhos ouviram gritos e chamaram a Polícia Militar. Ele foi preso em flagrante.

Polícia Civil faz perícia em apartamento onde homem matou casal, em Vicente Pires, no DF — Foto: TV Globo/Reprodução

Polícia Civil faz perícia em apartamento onde homem matou casal, em Vicente Pires, no DF — Foto: TV Globo/Reprodução

As vítimas foram encaminhadas ao Hospital Regional de Taguatinga (HRT). A mulher tinha ferimentos na perna. Já o homem, foi esfaqueado na região do tórax. O estado de saúde dos envolvidos não foi divulgado.

O caso foi registrado como tentativa de homicídio e de feminicídio na 12ª Delegacia de Polícia (Taguatinga), que acompanha o caso. O autor foi encaminhado para Divisão de Controle e Custódia de Presos (DCCP).

Outros casos

Condomínio em Águas Claras, na Rua 25 Norte, onde duas pessoas foram encontradas mortas — Foto: TV Globo/Reprodução

Condomínio em Águas Claras, na Rua 25 Norte, onde duas pessoas foram encontradas mortas — Foto: TV Globo/Reprodução

Na última quinta-feira (30) uma mulher de 34 anos e um homem, de 42, foram mortos a facadas dentro de um condomínio residencial em Águas Claras, no Distrito Federal. A Polícia Civil investiga o caso como possível feminicídio seguido de suicídio.

O caso ocorreu em um prédio na Rua 25 Norte. Um amigo do homem suspeito de cometer o crime relatou aos policiais que recebeu uma mensagem do colega, afirmando que ele havia matado a companheira. Em seguida, se dirigiu ao apartamento do casal e acionou a polícia.

O corpo da mulher foi encontrado próximo à porta. Já o homem morreu na cozinha. Os dois já estavam sem vida quando a equipe de socorro chegou ao local. A 21ª Delegacia de Polícia (21ª DP) investiga o caso.

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Estelionatários que fraudavam documentos para vender lotes pela internet são presos no DF

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Terrenos eram negociados por preço abaixo do valor de mercado, segundo investigação. Em troca, vítimas ofereciam veículos, dinheiro e até joias.

Quantia apreendida com suspeitos de estelionato, no DF — Foto: PCDF/Divulgação

A Policia Civil prendeu em flagrante, neste domingo (2), três suspeitos de usar documentos falsos para vender lotes de terceiros em um site de compras na internet. Segundo as investigações, os terrenos eram negociados a preço abaixo do valor de mercado.

As vítimas eram atraídas pela facilidade. Para fechar o negócio, os interessados ofereciam dinheiro, veículos e até pedras preciosas.

Em um dos casos, a Polícia Civil flagrou a venda de um sítio no Núcleo Rural Rajadinha, no Paranoá. O terreno de 20 mil metros quadrados foi anunciado por R$ 20 mil. Uma vítima chegou a ligar e ofereceu pedras preciosas em troca.

Documentos apreendidos com suspeitos de estelionato, no DF — Foto: PCDF/Divulgação

Documentos apreendidos com suspeitos de estelionato, no DF — Foto: PCDF/Divulgação

Outra situação apurada pelas investigações se refere à venda de um lote de 10 hectares por R$ 100 mil. De acordo com o delegado Laércio Carvalho, responsável pelas investigações, os criminosos são de São Paulo e viajavam o país para aplicar o golpe.

Com os suspeitos, a polícia apreendeu R$ 2.275, além de um veículo e pedras preciosas. Eles vão responder por organização criminosa, estelionato, uso de documentos falsos e parcelamento irregular do solo urbano.

Canal de denúncias

Em nota, a OLX, site onde os terrenos eram anunciados, informou que “está à disposição das autoridades para colaborar na apuração dos fatos”. No comunicado, a empresa disse ainda que “não faz a intermediação ou participa das transações, que são feitas diretamente entre os usuários”.

“Vale lembrar que a empresa também disponibiliza um botão de denúncia em todos os seus anúncios, possibilitando que qualquer pessoa denuncie eventuais práticas irregulares ou conteúdos indevidos”, disse em nota.

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Fogueira acesa por adolescentes causa incêndio na Floresta Nacional de Brasília

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Levantamento preliminar do Corpo de Bombeiros aponta destruição em área equivalente a oito campos de futebol. Fogo se alastrou devido à baixa umidade e ventos fortes, dizem brigadistas.

Fogueira acesa por adolescentes causam incêndio na Floresta Nacional de Brasília — Foto: Arquivo pessoal

Um incêndio queimou uma área equivalente a oito campos de futebol na Floresta Nacional de Brasília (Flona), na noite desta quinta-feira (30), de acordo com estimativa do Corpo de Bombeiros. A suspeita é de que as chamas começaram a partir de uma fogueira acesa por adolescentes.

De acordo com equipe do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que administra o local, o fogo começou por volta das 18h30. Brigadistas identificaram que os jovens iniciaram o fogo, que se alastrou devido à baixa umidade e aos ventos fortes.

A Flona está fechada para o público desde 18 de março, devido à pandemia de coronavírus. Funcionários que trabalham na estrada principal informaram  que os jovens podem ter acessado o local irregularmente, pulando cercas. Após serem flagrados, fugiram e não chegaram a ser identificados.

De acordo com a Polícia Civil, não houve registro de ocorrência sobre o caso. O  ICMBio foi questionado sobre quais medidas serão tomadas para responsabilizar os autores, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

Fogueira acesa por adolescentes causam incêndio na Floresta Nacional de Brasília — Foto: TV Globo/Reprodução

Fogueira acesa por adolescentes causam incêndio na Floresta Nacional de Brasília — Foto: TV Globo/Reprodução

O incêndio ocorreu no mesmo dia em que avança o projeto do governo federal de privatizar a administração da Flona e do Parque Nacional de Brasília. O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, visitou o local nesta quinta-feira (saiba mais abaixo).

O incêndio

Fogueira acesa por adolescentes causam incêndio na Floresta Nacional de Brasília — Foto: TV Globo/Reprodução

Fogueira acesa por adolescentes causam incêndio na Floresta Nacional de Brasília — Foto: TV Globo/Reproduçã

De acordo com informações do Corpo de Bombeiros, a corporação foi acionada pelos brigadistas que trabalham na Flona, que tentavam apagar o fogo, sem sucesso.

Na estrada à caminho da Flona, na BR-070, na altura de Taguatinga, um jabuti fugia do incêndio, às margens da pista. Os bombeiros salvaram outros três animais da espécie, levados para área segura, sem chamas.

De acordo com o capitão Antônio Pedro Bastos, do Corpo de Bombeiros, nesse tipo de incêndio, o fogo fica “extremamente alto”. “A gente vai cercando o fogo, impedindo a propagação, usando alguns métodos como aceiro negro e contra fogo, para, assim, extinguir as chamas”, disse.

Fogueira acesa por adolescentes causam incêndio na Floresta Nacional de Brasília — Foto: TV Globo/Reprodução

Fogueira acesa por adolescentes causam incêndio na Floresta Nacional de Brasília — Foto: TV Globo/Reprodução

O militar alerta que os incêndios florestais “estão começando agora” e as fogueiras não devem ser acesas em áreas de mata.

“Temos que lembrar que essas brasas podem voar durante alguns metros ou quilômetros e podem provocar incêndio em outras localidades. O fogo realmente destrói tudo, Tanto espécies de animais, de vegetais e insetos. Então, passando o fogo , temos o empobrecimento total da área”.

Concessão da área

O ministro Ricardo Salles, do Meio Ambiente, afirmou nesta quinta-feira (30) que a Flona será concedida à iniciativa privada junto com o Parque Nacional. Salles explicou que o ministério trabalha para que a concessão seja realizada ainda neste ano.

“A ideia agora é também agregar à concessão do Parque Nacional a Flona, que é contígua, vizinha ao parque, aumentando ainda mais as possibilidades diárias de lazer, de investimentos, de atrativos para essa região, já que é superbonita”, disse o ministro.

Com isso, o Parque Nacional de Brasília e a Flona passarão a ser administrados por entidades privadas. Atualmente, as unidades de conservação estão sob responsabilidade do ICMBio, ligado ao Ministério do Meio Ambiente.

Segundo o ministro, a iniciativa privada tem mais agilidade para administrar os parques e mais recursos para investir. Conforme Salles, a pasta trabalha para conceder os parques nacionais pelo período de 15 anos.

Além do Parque Nacional de Brasília, o ministro disse que a pasta trabalha para conceder à iniciativa privada outros parques nacionais do país como os dos Lençóis Maranhenses, no Maranhão; Jericoacoara, no Ceará; e Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso.

“São as unidades que nós entendemos que tem grande potencial de turismo e ‘subutilizadas’, ‘subvisitadas’. A gente entende que essa é uma grande oportunidade para os brasileiros”, afirmou Salles.

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Dupla é presa em SP por filmar cenas de sexo e extorquir vítimas no DF

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Tiago Pereira Falcão e Patrik Wedson da Silva Santos também são suspeitos de roubo. 

Dupla presa por filmar cenas de sexo e para depois extorquia vítimas — Foto: Polícia Civil/Divulgação

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu, nesta quinta-feira (30), dois homens, de 22 e 25 anos, suspeitos de extorquir outros homens a partir de ameaças de vazamento de vídeos íntimos e fotografias. A prisão ocorreu no estado de São Paulo.

De acordo com polícia, a dupla usava facas para ameaçar as vítimas depois de encontros amorosos e programas sexuais em hotéis e motéis.

Os investigadores divulgaram imagens da dupla para que as vítimas possam procurar a 3ª Delegacia de Polícia (Cruzeiro).

“As vítimas, na maioria das vezes, do sexo masculino, não procuravam o apoio policial com o receio de expor suas intimidades”, afirma a polícia.

Investigação

Dupla presa por filmar cenas de sexo e para depois extorquia vítimas  — Foto: Polícia Civil do DF/Divulgação

Dupla presa por filmar cenas de sexo e para depois extorquia vítimas — Foto: Polícia Civil do DF/Divulgação

As investigações tiveram início em janeiro deste ano, após um morador do Sudoeste procurar a 3ª DP, no Cruzeiro, para registrar ocorrência. A vítima contou que teve R$ 30 mil subtraídos pelos suspeitos.

Conforme o delegado Ricardo Nogueira Viana, durante sete meses de investigações, os policiais descobriram que os autores praticavam o mesmo crime em diversos estados. O delegado afirma ainda que existe outro mandado de prisão no Rio de Janeiro contra a dupla.

“Os suspeitos gravavam clandestinamente, vídeos e imagens das vítimas. Após o ato, eles subtraiam pertences e exigiam cartões de banco e as senhas.”

Até a última atualização desta reportagem, os suspeitos estavam presos na carceragem da Polícia Civil, no Departamento de Polícia Especializada (DPE).

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Idoso que sofreu AVC é internado em UTI para Covid-19 no DF

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Antes da internação, exames do paciente de 62 anos deram negativos para infecção por coronavírus, diz família. Iges afirma que tomografia apontou ‘resultado sugestivo’ para doença.

Hospital Regional de Santa Maria, no DF — Foto: André Borges/Agência Brasília

Um homem de 62 anos que sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC), na última segunda-feira (27), foi internado na UTI destinada a pacientes com Covid-19, no Hospital Regional de Santa Maria. Segundo a família, José Ciro Ferreira de Almeida fez três exames para detectar a presença do novo coronavírus no organismo, e as três amostras deram resultado negativo.

Devido ao risco de infecção, parentes do idoso dizem viver “um drama” desde então. A  sobrinha do paciente, Gláucia Ribeiro de Almeida. Ela contou à reportagem que além de debilitado pelo AVC, o tio também é fumante, hipertenso e diabético – fatores que o colocam no grupo de risco e podem agravar o estado de saúde em caso de contrair a Covid-19.

O Instituto de Gestão Estratégica (Iges), que administra o Hospital Regional de Santa Maria – onde o paciente está internado – informou que José Ciro passou por tomografia computadorizada com “resultado sugestivo para Covid-19”, além de ainda aguardar o resultado do exame PCR, “seguindo protocolo existente para casos suspeitos”.

“Sobre a regulação que determina o leito para o paciente, é feita pela Secretaria de Saúde, de acordo com parâmetros técnicos”, diz o Iges-DF.

Questionada pelo G1, a Secretaria de Saúde não quis comentar o caso.

Ação na Justiça

De acordo com Gláucia, José Ciro foi levado ao hospital inconsciente e “sem resposta de membros”, por conta do AVC, na última segunda-feira (27), . “Em menos de 24 horas, solicitaram uma UTI, e disseram que ele precisava de uma cirurgia neurológica, que não teria como ser feita”, afirma.

A família, então, entrou na Justiça para conseguir uma vaga na UTI. No entanto, o idoso só conseguiu o leito nesta quinta (30), na ala do Hospital de Santa Maria destinada a pacientes com Covid-19.

Devido a situação, a família decidiu entrar com uma nova ação na Justiça, dessa vez para ter acesso ao prontuário de José Ciro e, assim, ter acesso aos testes e, segundo os familiares, “entender como foi feita essa regulação da Secretaria de Saúde”.

Sem contato

A sobrinha de José Ciro alega que desde que o tio foi para a UTI, a família não teve mais contato com ele e não tem recebido notícias sobre o estado de saúde. “Enquanto ele ainda estava esperando, o filho dele podia visitá-lo”, conta.

“Agora, como está na ala de Covid-19, ninguém mais pode vê-lo. E nós não temos mais notícias como antes. Não sabemos nem qual foi o critério para internação dele na UTI para Covid.”

“A sensação que temos, com relação a como tudo isso aconteceu, é que a Secretaria de Saúde está pensando assim ‘esse paciente aqui está piorando, vai morrer mesmo. Vamos por ele em qualquer lugar e dizer que é Covid-19”, disse a sobrinha.

Leitos de UTI

Até as 10h30 desta sexta-feira (31), a Sala de Situação do GDF mostrava que 530 dos 670 leitos de UTI para Covid-19 estavam ocupados, o que dá uma taxa de 82,55% na rede pública.

Já em hospitais particulares, o índice era ainda maior, de 96,50%. Dos 287, 276 estavam ocupados e um bloqueado.

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terça-feira, 4 de agosto de 2020

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