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PMDF apreende simulacro de arma de fogo e moto roubada na DF-001

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A ação foi comandada pelos policiais do 20º Batalhão durante patrulhamento

Moto roubada é apreendida pela PMDF após abordar dois homens no Paranoá – (crédito:

Durante patrulha realizada pelos policiais militares do 20º Batalhão (Paranoá), na área da DF-001, entre o Itapuã e o Paranoá, por volta das 21h deste domingo, um homem foragido da Justiça foi encontrado com um simulacro de arma de fogo e uma moto roubada.

Os policiais suspeitaram de dois homens em uma moto, que tentaram fugir ao ver a viatura da polícia. Os suspeitos não atenderam à solicitação dos policiais para que parassem, assim, foi iniciado um acompanhamento que só parou quando eles deslizaram e caíram.

Na abordagem, foi constatado que um deles carregava um simulacro de arma de fogo e a moto utilizada era roubada. A equipe fez uma busca no sistema e foi notificado que um desses homens tinha um mandado de prisão em aberto. O foragido tentou subornar os policiais para que fosse liberado. Ambos foram conduzidos à 6ª Delegacia de Polícia.

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Acidente entre quatro veículos e um ônibus da BRT deixa vítima ferida

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Segundo o DER-DF, duas faixas da Estrada Parque Aeroporto (EPAR) ficaram bloqueadas até às 11h46. Uma mulher foi encaminhada ao Hospital de Base com dores na lombar.

Uma mulher ficou presa nas ferragens do automóvel – (crédito: Divulgação/CBMDF)

O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) atendeu, na manhã desta sexta-feira (26/2), um acidente de trânsito entre quatro carros e um ônibus do BRT no balão de acesso ao Aeroporto Internacional de Brasília.

De acordo com a corporação, uma vítima foi encaminhada ao Hospital de Base com dores intensas na coluna lombar, porém estava consciente e estável. Ângela Maria de Souza ficou presa dentro do automóvel e precisou ser retirada pelos bombeiros por meio da abertura do porta malas.

Segundo o Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER-DF), o acidente causou bastante impacto no trânsito, deixando duas faixas da Estrada Parque Aeroporto (EPAR) bloqueadas até as 11h46.

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Acidente entre ônibus do BRT e quatro carros deixa motorista ferida no DF

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Acidente entre BRT e quatro carros, na manhã desta sexta-feira (26), no DF — Foto: Luiza Garonce/TV Globo

Acidente envolvendo um ônibus do BRT e outros quatro veículos deixou uma mulher ferida, na manhã desta sexta-feira (26). A batida aconteceu na via de acesso à L4 Sul, na Estrada Parque Aeroporto (EPAR), por volta das 6h30.

Segundo o Corpo de Bombeiros, a condutora do Fiat Uno de cor preta ficou presa dentro do carro e precisou ser retirada pelos militares, pela abertura do porta-malas. A mulher, de 49 anos, foi encaminhada para o Hospital de Base. No momento do atendimento, ela se queixava de dores na coluna.

Acidente na EPAR, nesta sexta-feira (26) — Foto: Luiza Garonce/TV Globo

Acidente na EPAR, nesta sexta-feira (26) — Foto: Luiza Garonce/TV Globo.

O marido da motorista, que ficou no local do acidente, não quis gravar entrevista. A filha do casal, de 12 anos, estava no banco de trás e não se feriu.

Segundo os condutores, chovia bastante no momento das colisões, mas eles não souberam explicar as causas da batida. Os demais envolvidos no acidente também não se machucaram.

Chuva forte

Com baixa visibilidade na pista, testemunhas contaram que, por causa da chuva, um dos carros foi atingido na traseira pelo ônibus e chegou a ser arrastado por alguns metros.

O motorista do BRT disse à TV Globo que o coletivo estava cheio, e que os passageiros foram lançados pra frente, mas ninguém se feriu.

O Departamento de Estradas de Rodagem (DER) bloqueou duas faixas no sentido Plano Piloto, além da pista exclusiva do BRT. Apenas a faixa da direita ficou liberada pra quem seguia em direção ao Eixão. O acesso à saída Sul não foi alterado.

A perícia da Polícia Civil chegou ao local por volta das 9h30.

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Homem é preso suspeito de matar sobrinho de ex-companheira por vingança, no DF

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Um homem, de 36 anos, foi preso suspeito de matar o sobrinho da ex-companheira para se vingar pelo término do relacionamento. Segundo a polícia, um dia antes do crime, ele chegou a ir armado com um revólver até a casa da mãe da ex-mulher para tentar levá-la de volta para casa, mas ela não estava.

Por vingança, o sobrinho da mulher, de 19 anos, foi assassinado no dia 18 de janeiro, no Setor Norte da Estrutural. A prisão do suspeito ocorreu na última quinta-feira (25) em Águas Lindas de Goiás.

O caso foi investigado pela 8ª DP (SIA/Estrutural). O delegado chefe da unidade, Rodrigo Bonach, contou que a família da ex-companheira do suspeito percebeu as agressões e passou a protegê-la.

“Ela vivia um relacionamento abusivo e era ameaçada. Os familiares queriam poupá-la do contato dele com ela”, diz o delegado.

Segundo a polícia, depois que o agressor foi até a casa da mãe da ex-companheira, o sobrinho, de 19 anos, e o irmão dela, de 32, o seguiram. Em momento de descuido, eles pegaram a arma do suspeito e tiraram as munições.

Em seguida, houve uma discussão entre os três, “e chegaram a trocar empurrões”, diz a investigação. Ainda de acordo com os policiais, na manhã seguinte, o homem voltou a procurar a ex-mulher na casa dela e, como não a encontrou, invadiu o local e atirou contra o sobrinho, que conseguiu fugir pelo telhado.

O homem estava acompanhado de outros dois adolescentes. As testemunhas disseram que eles foram até a casa da ex-sogra, onde atiraram contra o irmão da ex-companheira do homem, mas os tiros acertaram o portão.

“Assim que deixou o local, o acusado encontrou o sobrinho que havia fugido pelo telhado e atirou várias vezes. O rapaz morreu no local”, disseram os policiais.

O agressor já tinha passagem por porte ilegal de arma de fogo e também pela Lei Maria da Penha, por violência contra uma outra mulher. Agora, ele vai responder pelo crime de homicídio, com pena que pode chegar a 30 anos de prisão.

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Homem suspeito de cegar vizinha durante briga é preso no DF

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Discussão teria sido motivada por excesso de barulho provocado pelo vizinho, que era inquilino da vítima. Agressão foi no final de janeiro.

Barra de ferro que atingiu olho esquerdo da vizinha foi apreendido. Briga foi na Vila Basevi, em Sobradinho II, no DF. — Foto: PCDF/ Divulgação

A Polícia Civil do Distrito Federal cumpriu, nesta sexta-feira (26), um mandado de prisão contra um homem suspeito de deixar a vizinha cega, após uma discussão, na Vila Basevi, em Sobradinho II. A briga, em 28 de janeiro, teria sido motivada pelo excesso de barulho provocado pelo rapaz, que morava no mesmo lote e era inquilino da vítima há cerca de um ano.

O agressor e a vítima têm 35 anos. Segundo a polícia, o genro da mulher reclamou do barulho que o homem fazia, por volta das 5h, ao correr no quintal para brincar com o cachorro.

O genro também teria dito que tinha criança pequena em casa, e reclamado da gritaria que o inquilino fazia durante as relações sexuais com a esposa. Os dois entraram em luta corporal e o genro deu um soco no rosto do acusado.

Segundo a investigação, o homem preso nesta sexta pegou uma faca e uma barra de ferro pontiaguda. O genro se trancou em casa com a filha e a sogra, mas o inquilino começou a bater com a barra de ferro na porta.

Na tentativa de impedir que o homem invadisse a casa, a mulher foi atingida pela lança no olho esquerdo. A vítima foi socorrida ao Hospital Regional de Sobradinho e perdeu a visão.

À época, os envolvidos na briga foram levados por policiais militares para a 13ª DP (Sobradinho I) e liberados. Segundo a Polícia Civil, investigadores souberam que o agressor estava planejando sair do DF e, com isso, foi pedida a prisão dele.

A prisão é preventiva, ou seja, por tempo indeterminado. O homem foi encaminhado à carceragem da Polícia Civil e indiciado por lesão corporal gravíssima, com pena de 2 a 8 anos de prisão.

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Casal é preso suspeito de espancar bebê até a morte em Belo Horizonte

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Médicos da UPA Leste acionaram a polícia após constatarem traumatismo craniano e hematomas

(crédito: PBH/Divulgação)

Um casal foi preso na noite dessa quarta-feira (24/2) suspeito de espancar e matar o próprio filho de um ano e oito meses. O menino deu entrada com ferimentos graves na UPA Leste, no Bairro Vera Cruz, Região Leste da Belo Horizonte.

Segundo o boletim de ocorrência, os militares foram acionados pelos profissionais de saúde, que constataram lesões graves no bebê, incluindo traumatismo craniano e hematomas por todo o corpo.

A mãe, de 19 anos, afirmou aos policiais que o menino foi atacado por um cachorro pela manhã na Praça Sete, Centro da capital. Segundo ela, o animal teria arremessado o bebê para longe, causando as lesões encontradas.

Questionada sobre o motivo de só ter levado a criança à noite para uma UPA, a mulher argumentou ter demorado a perceber a gravidade dos machucados.

O padrasto, de 23 anos, contou aos agentes uma versão diferente da história. Segundo o jovem, o cachorro atacou o bebê no bairro onde a família mora. O cão teria lançado a vítima do alto de uma rua íngreme.

Consta nos registros da PM que essa não foi a primeira vez que a criança chegou ferida à UPA Leste. Ela teria sido atendida também em 9 de outubro. Na época, os médicos acionaram o Conselho Tutelar.

A reportagem questionou o órgão sobre as providências tomadas a respeito da denúncia feita na ocasião, mas ainda não obteve retorno.

 

 

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Testemunhas de duplo homicídio em Águas Claras relatam manhã de terror

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Homem de 39 anos foi preso em flagrante na quarta-feira (24/2), depois de atacar a família no apartamento em que morava. De acordo com a polícia, casal veio de Goiânia para internar o filho, que teria transtornos psiquiátricos. Ele foi indiciado pelos crimes

(crédito: Ed Alves/CB/D.A Press )

No dia em que seria internado pela família para tratar do quadro de esquizofrenia, Marcelo Ribeiro Gonçalves Ferreira, de 39 anos atacou os pais, Leila Ribeiro, de 71 anos, e Rubem Luiz, de 73, e a irmã, de 53, com uma faca. O casal não resistiu aos ferimentos e morreu. Já a irmã, atingida na costela, conseguiu se desvencilhar e fugir. O crime ocorreu na quarta-feira (24/2), em um edifício em Águas Claras. De acordo com a polícia e com relatos de vizinhos, o autor do ataque estaria em surto.

A irmã de Marcelo está internada no Hospital de Águas Claras, onde deu entrada com taquicardia e sangramento no tórax. A equipe médica fez um curativo na área da perfuração e a paciente não precisou passar por cirurgia. Ela segue internada em observação.

O homem foi levado para o Hospital Regional de Taguatinga (HRT), onde trata da condição psicológica. Preso em flagrante, ele será encaminhado à Delegacia de Polícia Especializada (DPE) quando receber alta. Segundo a delegada Laryssa Neves, da 21ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Sul), Marcelo foi indiciado por duplo homicídio e tentativa de assassinato.

Gritos e medo

O caso chocou os moradores e funcionários do prédio, além de comerciantes da região. A Polícia Militar do DF foi chamada para atender a uma denúncia de violência doméstica. Mas, chegando ao local, o cenário era outro. “Parecia uma cena de filme mesmo. A casa toda revirada, o ambiente era pequeno. É bem chocante”, afirmou Laryssa Neves. “Ele estava em ataque, não dá para precisar se queria matar, estava em crise, provavelmente, até agora ele não deve ter entendido o que aconteceu.”

Testemunhas narram que o momento das mortes foi precedido por pedidos de socorro, desespero e pânico. “Eu estava no elevador quando ouvi os gritos. Não sabia o que estava havendo, mas corri para a portaria a fim de pedir ajuda”, contou uma moradora.

Os chamados também foram ouvidos por outra vizinha, a comerciante Creisiane Konrad, 44. Ela estava no elevador. Quando as portas se abriram no segundo andar, ela não viu nada, mas escutou o barulho. “Só ouvia ‘socorro’. Foi um desespero. Você imagina tudo, mas imaginar que o filho vai matar pai e mãe é meio complicado”, descreveu. Ela desceu até o térreo e alertou os funcionários de que algo errado estava acontecendo.

Enquanto Creisiane ligava para a polícia, a irmã de Marcelo chegou à portaria. Com a lateral do corpo sangrando, ela alertou que o irmão iria matar os pais e pediu ajuda. O porteiro subiu ao pavimento e encontrou a mãe no corredor e as paredes ensaguentadas. O pai estava desfalecido perto da janela, e o autor das facadas, deitado no sofá, aguardando a chegada da polícia.

Para os policiais, a mulher tentou escapar e não conseguiu. Enquanto isso, embaixo do prédio, o cunhado de Marcelo chegou para resgatar a esposa. Foi ele quem a levou para o hospital. Quinze minutos depois, a Polícia Militar chegou ao prédio. O pai ainda tinha a faca cravada no pescoço.

A irmã do autor foi vista correndo, ensanguentada, pelos corredores, por outros moradores. “Logo ela chegou coberta de sangue na portaria. Todos ficamos com medo, pois ainda não sabíamos que ele havia sido detido. Muita gente preferiu ficar dentro dos seus apartamentos, trancados”, lembrou uma testemunha.

Histórico

Marcelo morava no edifício há cerca de seis meses, e, até terça-feira (23/2), não havia registros de qualquer conflito. “Ele era bem reservado, mas nunca tinha tido problema nenhum”, disse o encarregado Felipe Silva.

Uma outra moradora contou ao Correio, sob a condição de anonimato, que o rapaz tinha perfil discreto. “Ele era muito quieto, nem cumprimentava dentro do elevador”, relatou. Vizinhos também dizem que o autor não era visto nas reuniões de condomínio e eventos coletivos do residencial.

Mas, na terça-feira (23/2), uma outra situação chamou a atenção dos servidores do edifício. Pela manhã, o rapaz subiu e desceu as escadas várias vezes e depois saiu correndo pela rua. Ele passou mal e caiu no chão em frente a um supermercado, se debatendo. A enfermeira Lana Figueiredo, que estacionava o carro no local, o socorreu.

Minha bolsa arrebentou, mas fiz um juramento e tenho que ajudar. Ele estava se debatendo, associei aquilo a uma crise convulsiva, o coloquei de lado, levantei a cabeça para poder oxigenar o cérebro. Quando vi a pulsação e que ele não respondia, fiz massagem cardíaca e ele começou a ficar sinótico, com a boca roxa, quadro de parada cardíaca”, detalhou. Várias transeuntes se aglomeraram em volta do rapaz para verificar como ele estava.

Diante disso, a família foi avisada, e os pais, que moravam em Goiânia, vieram prestar assistência ao filho, na intenção de interná-lo no dia seguinte. Lana chegou a conversar com o pai dele. “Falei por telefone com o pai, que disse que ele era esquizofrênico e tomava medicamento. Mas a dose era de 10 mg, muito baixa para quem tinha um quadro como o dele”, ponderou.

A delegada do caso informou que Marcelo não estava tomando a medicação quando teve a crise. Laryssa Neves acrescentou que ele tem um histórico de surtos, mas nenhum relacionado a episódios de violência. Aos 18 anos, chegou a ser internado no Rio de Janeiro — onde os pais moravam à época. Ele, aliás, decidiu ficar em Brasília quando os pais se mudaram para Goiânia. A irmã que estava no momento do crime também mora no DF. O casal tem mais dois filhos, residentes na capital goiana.

Memória

Relembre casos de homicídios cometidos por pessoas em crise

12 de março de 2010
O cartunista Glauco Villas Boas, 53 anos, e o filho Raoni, 25, foram mortos a tiros por Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, no sítio onde o cartunista e a família moravam, em Osasco (SP). Nunes chegou ao local a fim de sequestrar Glauco. Armado com uma pistola, o agressor afirmava que queria levar o artista e a família até sua residência para que o desenhista confirmasse à mãe dele que Nunes era Jesus Cristo. À época, o comerciante Carlos Grecchi Nunes, pai do autor dos assassinatos, disse que o filho sofria de esquizofrenia — doença que também acometia a mãe do rapaz. Nunes conhecia Glauco por conta de encontros religiosos na igreja Céu de Maria, fundada pelo cartunista. As cerimônias religiosas eram realizadas no sítio de Glauco aos fins de semana e incluíam o uso do chá de Santo Daime que, em si, não aparenta causar reação agressiva, podendo, contudo, resultar em efeitos distintos em pessoas que sofrem com distúrbios psicológicos.

2 de fevereiro de 2014
O cineasta Eduardo Coutinho (foto), de 81 anos, foi assassinado a facadas dentro de casa, no Rio de Janeiro, pelo filho, Daniel Coutinho, que sofre de esquizofrenia. O rapaz também foi o responsável por esfaquear a mãe. Em seguida, tentou se matar. Em abril de 2015, Daniel foi absolvido sumariamente e considerado réu inimputável, sendo submetido à medida de segurança de internação em estabelecimento para portadores de doença mental. Com mais de quatro décadas de carreira, Eduardo Coutinho foi um dos principais diretores brasileiros. Ele comandou filmes como As canções (2011), Santo forte (1999) e Cabra marcado para morrer (1985), projeto de ficção interrompido pela ditadura militar, retomado 20 anos depois.

30 de outubro de 2019
Uma menina de 5 anos foi assassinada a facadas em Betim, região metropolitana de Belo Horizonte (MG). Ela estava a caminho da escola, acompanhada de uma cuidadora e do irmão, de 7 anos, quando foi atacada por um homem em surto de esquizofrenia. O crime ocorreu na Rua Perdões, perto de uma instituição de ensino, por volta das 7h. O rapaz não tinha relação com a garota assassinada. Ao todo, a criança levou quatro golpes, sendo um nas costas e outros três no tórax. Segundo a família, o jovem fazia tratamento psiquiátrico para esquizofrenia e tomava medicação controlada.

Violência em surtos é rara, dizem médicos

Preso em flagrante, homem de 39 anos foi levado ao Hospital Regional de Taguatinga (HRT) -  (crédito: Ed Alves/CB/D.A Press)

crédito: Ed Alves/CB/D.A Press.

Fábio Aurélio Leite, médico psiquiatra do Hospital Santa Lúcia Norte e membro titular da Sociedade Brasileira de Psiquiatria, explica que pacientes esquizofrênicos não costumam ser agressivos. “Esse foi um caso de exceção. Há diversos esquizofrênicos com a vida absolutamente próxima à normalidade, desde que tratados de forma adequada. É importante destacar isso para que as pessoas não tenham preconceito e achem que, por ser esquizofrênica, a pessoa é homicida ou perigosa. Foi uma fatalidade”, lamentou o médico.

O psiquiatra chamou a atenção para a necessidade de acompanhamento adequado. “O tratamento, hoje, envolve um arsenal terapêutico bem rico, com medicamentos com baixos efeitos colaterais e alta tolerabilidade”, avaliou. “Infelizmente, via de regra, são medicamentos de custo elevado. Alguns são disponibilizados pelo governo e outros não”, contrapôs.

“Uma das questões mais importantes é a recaída. Ficar sem tomar o remédio é muito perigoso, porque pode levar a surtos, inclusive com desfechos trágicos, como esse caso de Águas Claras. Hoje, temos medicamentos injetáveis e com liberação controlada, tomados a cada mês ou com intervalos maiores, não havendo risco de interromper o uso, porque, com o comprimido, pode não haver a admissão correta, alguns pacientes, por exemplo, às vezes fingem que tomaram o remédio. Os injetáveis, então, fazem com que a pessoa mantenha boa adesão ao medicamento, sem risco de interrupção”, completou Fábio Aurélio Leite.

Anibal Okamoto Jr, médico psiquiatra pela Universidade de Brasília (UnB), afirma que, para uma pessoa que tem um surto psicótico chegar nesse ponto de violência, o comprometimento comportamental é grave. “É difícil saber os detalhes do episódio sem avaliar o paciente ou o histórico médico. Mas, geralmente, uma pessoa em surto psicótico tem delírio e/ou alucinações. Ela pode escutar vozes que falam pra ela matar, achar que os pais estão a ameaçando, concluir que os pais foram trocados por pessoas desconhecidas, etc. Esses delírios fazem com que o paciente se descole da realidade”, detalhou.

Segundo o especialista, provavelmente, o rapaz não estava tomando os remédios de forma correta, o que teria agravado o quadro. “Quando a pessoa não toma as medicações, o delírio pode voltar e o paciente pode achar que tem alguém o perseguindo, pensar que todas as pessoas ao redor estão contra ele e até mesmo achar que o remédio é veneno e acabar não ingerindo a medicação. Por isso, esses pacientes precisam sempre procurar ajuda especializada como psicólogos e psiquiatras para que possam realizar o tratamento de forma eficaz para evitar as recaídas e os novos surtos”, frisou.

O médico dá dicas sobre como proceder em casos como esse. De acordo com o psiquiatra, no caso das vítimas, é importante que elas não confrontem o paciente. Caso contrário, pode haver o agravamento da situação. “Outro ponto fundamental é garantir a própria segurança. Chame um vizinho, chame a polícia, chame alguém que possa te auxiliar e até mesmo saia do ambiente. Se o paciente estiver armado, por exemplo, priorize sua própria segurança. Caso a situação esteja um pouco controlada, tente conversar com a pessoa de forma calma e tranquila enquanto procura ajuda profissional”, orientou.

 

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domingo, 28 de fevereiro de 2021

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