Ítalo Nogueira e Artur Búrigo
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere (PSD), informou que os pilotos dos dois helicópteros que sofreram acidente neste domingo (14) na zona sudoeste da cidade eram pilotos habilidosos e ainda serviam como instrutores de voo.
As primeiras investigações indicam que as duas aeronaves seguiam na mesma direção e acabaram colidindo no ar. A queda ocorreu no pátio de uma concessionária e resultou em seis mortes.
“Estamos falando de dois pilotos com muita experiência, centenas de horas de voo e longa trajetória. Ambos também eram instrutores de treinamento para outros pilotos. Portanto, foi uma fatalidade, uma tragédia”, declarou Cavaliere no local do acidente.
O prefeito não liberou os nomes das vítimas, mas confirmou que as famílias já foram informadas e que quatro corpos foram levados ao Instituto Médico Legal (IML).
Uma das aeronaves transportava cinco pessoas, incluindo ao menos um estrangeiro, com destino a Angra dos Reis.
A outra aeronave, que estava com apenas o piloto, decolou do aeroporto Santos Dumont e iria para a região serrana buscar passageiros.
Cavaliere afirmou que não eram voos turísticos ou passeios panorâmicos, e que a responsabilidade pela investigação do acidente é das autoridades competentes, como o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).
O delegado Alan Luxardo, da Polícia Civil, disse que todas as vítimas eram homens.
“Houve uma colisão no ar e as aeronaves caíram”, disse em entrevista à GloboNews. “Estamos investigando a causa, e a princípio parece ter sido erro humano.”
Os helicópteros envolvidos no acidente têm as matrículas PP-MAC e PR-DJJ, segundo a Força Aérea Brasileira (FAB). Ambas estavam com documentação em dia, porém não autorizadas a operar como táxi aéreo.
A aeronave PP-MAC é um modelo Bell 206B, fabricado em 1999.
Já o PR-DJJ é um modelo AS 350 B2, fabricado em 2012.
