A Polícia Federal (PF) está realizando mandados de busca e apreensão nesta terça-feira, 4, em uma nova fase da Operação Sem Desconto. O foco é o advogado Willer Tomaz, suspeito de lavar dinheiro para o senador Weverton Rocha (PDT-MA), ligado a um esquema de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
A casa do senador também está sendo investigada devido a operações suspeitas envolvendo sua esposa. As defesas dos envolvidos ainda não comentaram o caso.
Willer Tomaz, que tem conexões no meio político de Brasília, é suspeito de facilitar lavagem de dinheiro para Weverton e de disponibilizar uma aeronave para uso do senador. Mandados estão sendo cumpridos em sua residência e escritório.
Um dos objetivos da PF é apreender bens para recuperar valores desviados, incluindo veículos de luxo e outros itens.
Willer Tomaz mantém amizade com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, tendo feito voos com ele em aeronave particular. Contudo, a operação não envolve suspeitas relacionadas ao pré-candidato presidencial.
No governo Lula, Willer Tomaz tinha proximidade com o ex-ministro das Comunicações Juscelino Filho e foi beneficiado por uma regra do ministério.
Em 2017, Willer chegou a ser preso na Lava Jato após ser citado em delação premiada como intermediário de propina, mas a denúncia foi rejeitada por falta de provas.
Hoje, agentes cumprem 18 mandados de busca no Distrito Federal e no Maranhão, autorizados pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A PF detalha que as investigações começaram após identificar movimentações financeiras suspeitas buscando esconder a origem e destino dos recursos, utilizando pessoas físicas e jurídicas, contas de terceiros e operações em dinheiro vivo.
Weverton Rocha foi alvo de busca e apreensão em dezembro, reagindo com serenidade e prometendo colaborar com as investigações.
Foram encontrados diálogos sobre entrega de dinheiro vivo para um ex-assessor de Weverton no celular do empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, suspeito de liderar o esquema.
Estadão Conteúdo.
