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Petrobras reduz em 2% preço médio da gasolina nas refinarias neste sábado

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Estatal manteve sem alteração o preço do diesel, em R$2,3606, conforme tabela disponível no site da empresa

São Paulo – A Petrobras anunciou corte de 2% no preço médio do litro da gasolina A sem tributo nas refinarias, válido para este sábado, dia 20, para R$ 2,1060. Além disso, a estatal manteve sem alteração o preço do diesel, em R$ 2,3606, conforme tabela disponível no site da empresa. Em 6 de setembro, a diretoria da companhia anunciou que além dos reajustes diários da gasolina, terá a opção de utilizar um mecanismo de proteção (hedge) complementar.

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Economia

Dólar recua após Gilead afirmar que remédio teve eficácia contra Covid-19

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Segundo farmacêutica, remdesivir reduz em até 62% chance de mortalidade por coronavírus

Dólar: moeda americana deve fechar semana em alta contra o real (Pixabay/Reprodução)

O dólar recua na tarde desta sexta-feira, 9, refletindo o otimismo dos investidores com o anúncio da Gilead de que seu medicamento remdesivir teve eficácia contra o coronavírus. Segundo a farmacêutica, o remédio reduziu a mortalidade da Covid-19 em 62%.

Às 16h10, o dólar comercial permanecia caía 0,4% e era vendido por 5,322 reais. O dólar turismo, com menor liquidez, recuava 0,5%, cotado a 5,61 reais.

“A eficácia do remédio reduz a chance de o sistema de saúde colapsar. O pessoal também perde o medo sair de casa, o que ajuda a economia a voltar mais rápido”, comentou Bruno Lima, analista de renda variável da Exame Research. Nos EUA, o medicamento, ainda em fase experimental, teve seu uso autorizado pelo órgão fiscalizador (FDA, na sigla) para casos graves de Covid-19.

No exterior, o dólar também se desvaloriza em relação a algumas moedas emergentes, como o peso mexicano e o rublo russo.

Apesar tom positivo no mercado de câmbio, pela manhã, o dólar abriu em alta contra o real, com  a aior aversão a risco, após os Estados Unidos voltarem a registrar novo recorde diário de casos de coronavírus

De acordo com o The Wall Street Journal, os novos casos de coronavírus registrados em um único dia superaram 63.000. Por lá, hospitais de estados, como Texas e Califórnia, enfrentam dificuldades para acomodar novos pacientes. Ao todo, o país já tem mais de 3,1 milhões infectados e 133.291 mortos pela doença, segundo dados da Universidade Johns Hopkins.

Os investidores temem que o contínuo avanço do coronavírus nos Estados Unidos prejudique a recuperação econômica, conforme processos de reabertura são adiados em estados mais atingidos pelo vírus.

No cenário interno, as atenções se voltaram ao do IPCA de junho, que ficou em 0,26%, levemente abaixo das projeções de mercado de alta de 0,29% em relação ao mês anterior. Já dados sobre o setor de serviços ficaram muito abaixo do esperado, apontando para uma contração de 0,9% em maio contra o mês anterior. A expectativa era de uma expansão de 5,2%.

“O resultado de serviços tira o peso da probabilidade de manutenção do juro na próxima reunião do Copom. Mas até lá ainda teremos dados do mercado de trabalho brasileiro, que será fundamental para a decisão. Hoje ainda vemos um corte de 0,25 ponto percentual”, afirmou Arthur Mota, economista da Exame Research.

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Economia

Câmara aprova MP de crédito para MEI e microempresa através de maquininha

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MP também mantém programa de R$ 20 bi para empréstimos a empresas que faturam até R$ 300 milhões

Maquininha: proposta inclui a possibilidade de que MEI e pequenos negócios tomem empréstimos por meio de maquininhas de cartão (boonchai wedmakawand/Getty Images)

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira o texto-base da medida provisória (MP) 975, de incentivo ao crédito durante a crise do coronavírus. O texto ainda precisa ser analisado pelo Senado.

A proposta inclui a possibilidade de que microempreendedores individuais (MEI) e pequenos negócios tomem empréstimos por meio de maquininhas de cartão.

A medida foi editada pelo governo no início de junho e, originalmente, previa apenas um programa de crédito para empresas com faturamento entre R$ 360 mil a R$ 300 milhões, por meio de um fundo de R$ 20 bilhoes.

A Câmara manteve essa modalidade, mas inseriu no texto a modalidade aos negócios de menor porte. O crédito aos pequenos foi incluído pelo relator do texto na Câmara, Efraim Filho (DEM-PB).

A nova modalidade permite que MEIs, microempresas e empresas de pequeno porte contratem financiamentos diretamente nas maquininhas.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que a mudança melhorou o texto.

“(A MP) não veio completa. Agora, com o deputado Efraim, governo e equipe construíram um texto muito positivo, entraram no microcrédito com máquinas (de cartão)” — afirmou Maia, durante conversa com investidores transmitida ao vivo.

Para o parlamentar, a medida precisava focar no crédito aos pequenos: “Demos solução junto com o BNDES para problemas jurídicos de ajuda a grandes empresas. Pelo que ouvi de ex-presidente do BC (Banco Central) a matéria ficou muito boa e, aprovada, vai enfim garantir – e essa foi a grande preocupação – crédito pro pequeno micro e médio empresário”.

A medida também é bem avaliada pela equipe econômia. Em entrevista ao GLOBO, o assessor especial do Ministério da Economia, Guilherme Afif Domingos, afirmou que a ideia pode ter ‘vindo para ficar’.

Regras do programa

O novo sistema com maquininhas permite que vendas futuras feitas por meio dos aparelhos funcionarão de garantia para os empréstimos. A taxa de juros será de até 6% ao ano e o limite de cada operação será de R$ 50 mil.

O prazo para começar a pagar as parcelas será de seis meses. Tomadores terão até 36 meses para quitar o financiamento, incluindo a carência.

A medida prevê um aporte de R$ 10 bilhões do Tesouro Nacional, que deverão ser repassados ao BNDES, que será responsável por coordenar o programa.

Para participar do programa, interessados devem ter vendido bens ou prestado serviços por meio das maquininhas em pelo menos um dos meses entre janeiro e março. Além disso, não podem ter comprometido vendas futuras como garantia para outras operações de crédito.

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Economia

Inflação interrompe dois meses seguidos de queda e sobe 0,26% em junho

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Alimentos foram a maior fonte de pressão junto a combustíveis, que subiram após apresentarem quedas nos últimos quatro meses, em especial da gasolina

Pedestre usando máscara protetora passa por pessoas sentadas em um restaurante no bairro Vila Madalena, em São Paulo. Segunda-feira, 6 de julho de 2020. (Jonne Roriz/Getty Images)

A inflação no Brasil interrompeu dois meses seguidos de queda com variação de  0,26% em junho, de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A taxa medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) veio levemente abaixo da expectativa do mercado (0,29%). Com o resultado, o índice reverteu tendência de queda que vem sendo registrada desde o início do ano.

No acumulado de 12 meses até junho, o IPCA teve alta de 2,13%, bem abaixo da meta de inflação de 4% do governo para 2020, que tem tolerância de 1,5 ponto percentual baixo (2,5%) ou para cima (4,5%). No ano, o índice acumula alta de 0,10%.

Alimentos e combustíveis foram a maior fonte de pressão. Os combustíveis tiveram aumento em junho depois de quedas nos últimos quatro meses, em especial da gasolina, que teve o maior impacto individual (0,14 p.p.), com alta de 3,24%, disse o instituto. E a expectativa é que essa tendência siga sendo vista nos próximos meses:

“Esperamos que a recuperação dos preços internacionais do petróleo, bem como a recomposição da demanda chinesa por carnes continuem a impactar os preços ao consumidor no curto prazo”, diz a consultoria 4E em relatório.

O dado dá um sinal ao mercado sobre os próximos passos da política monetária do Banco Central. Nesta semana, Roberto Campos Neto, presidente da instituição, disse que o impacto da atividade econômica no índice será determinante para decidir sobre outro corte na taxa básica.

Os sinais de que o pior da crise ficou para os meses de abril e que o ritmo de retomada tem aumentado – sobretudo após o relaxamento das medidas de distanciamento social. -, foi visto também no estirão do varejo de 14% em maio, anunciado nesta semana, e na indústria, apesar da base de comparação baixa.

Para o fim de 2020, a expectativa do mercado medida pelo Boletim Focus aponta para inflação de 1,63% em 2020 e de 3% em 2021.

Mesmo com o sinal de aceleração e perspectivas positivas para os preços no curto prazo, no entanto, as perspectivas para o crescimento da economia ainda são muito fracas, o que não impediria novos cortes na Selic, apesar de improvável, diz Alberto Ramos, economista-chefe paraAmérica Latina do Goldman Sachs, em relatório:

“Preocupações com a dinâmica cambial, fluxos de capital, pressões entre fundos de renda fixa, risco político e fiscal de médio prazo e o fato de a taxa já estar em um nível acomodatício sem precedentes podem limitar severamente (ou até eliminar) as possibilidades de flexibilização adicional”, diz.

Grupos

Sete dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE apresentaram alta no mês, com destaque para Transportes, que vinham apresentando queda há quatro meses e em junho deram a segunda maior contribuição para a alta do índice, de 0,06 pontos porcentuais (veja na tabela).

O movimento do setor está intimamente ligado com a alta de preços dos combustíveis, que chegou nas bombas e impactou o consumidor final, explica Pedro Kislanov, gerente da pesquisa, no material de divulgação.

A principal contribuição para a alta do IPCA foi do grupo Alimentos e bebidas (0,38%), que vem apresentando aumentos em função da demanda elevada durante a pandemia, quando a atenção do consumidor esteve mais voltada para a compra de produtos essenciais. Em maio, o segmento já havia subido 0,24%. Além disso, a política de isolamento fez com que mais pessoas cozinhase em casa.

O item consumo no domicílio passou de 0,33% em maio para 0,45% em junho, pressionado por esse movimento e influenciado sobretudo pelos preços das carnes (1,19%) e do leite (2,33%).

Outro grupo que apresentou alta foi o Saúde e cuidados pessoais (0,35%). No lado das quedas, o instituto destaca a variação de Vestuário (-0,46%), que contribuiu com -0,02 p.p. no índice de junho.

Variação em maio (%) Variação em junho (%)
Índice Geral -0.38 0.26
Alimentação e Bebidas 0.24 0.38
Habitação -0.25 0.04
Artigos de Residência 0.58 1.3
Vestuário -0.58 -0.46
Transportes -1.9 0.31
Saúde e Cuidados Pessoais -0.1 0.35
Despesas Pessoais -0.04 -0.05
Educação 0.02 0.05
Comunicação 0.24 0.75
Impacto em maio (%) Impacto em junho (%)
Índice Geral -0.38 0.26
Alimentação e Bebidas 0.05 0.08
Habitação -0.04 0.01
Artigos de Residência 0.02 0.05
Vestuário -0.03 -0.02
Transportes -0.38 0.06
Saúde e Cuidados Pessoais -0.01 0.05
Despesas Pessoais 0 -0.01
Educação 0 0
Comunicação 0.01 0.04

(Com a colaboração de Alex Halpern)

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Economia

Apesar da alta em junho, cenário para inflação segue benigno, avalia Itaú

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O Itaú segue vendo IPCA de 1,8% em 2020 e de 2,8% em 2021, taxas bem abaixo da meta perseguida pelo BC

Inflação; consumo; consumidores (NurPhoto/Corbis/Getty Images)

O cenário para a inflação segue benigno apesar de recentes leituras mais altas, afirmou nesta sexta-feira Julia Araujo, economista sênior do Itaú Unibanco, lembrando que o banco segue prevendo inflação abaixo da meta tanto para este ano quanto para o próximo.

Os preços ao consumidor medidos pelo IPCA subiram 0,26% em junho, após queda de 0,38% em maio –esta a mais intensa deflação em 22 anos–, mostraram dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira.

O IPCA-15 subiu 0,02% em junho, após recuo de 0,59% em maio.

“Você volta a ver inflação mais positiva, mas esse movimento está muito mais relacionado a itens fora do núcleo, como combustíveis e alimentação”, disse a economista.

Os preços dos combustíveis subiram 3,37% em junho, após queda de 4,56% em maio, enquanto os custos com alimentação e bebidas aumentaram 0,38%, acelerando ante acréscimo de 0,24% um mês antes.

“Apesar das oscilações do IPCA fechado, a gente vê medidas do núcleo ficando baixas”, disse Araujo, citando que o índice IPCA-EX3 –que agrega apenas os itens selecionados de serviços e bens industriais– teve variação negativa de 0,02% em junho.

O Itaú segue vendo IPCA de 1,8% em 2020 e de 2,8% em 2021, taxas bem abaixo da meta perseguida pelo BC em cada um desses anos –de ​4% e 3,75%, respectivamente.

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Economia

Dólar oscila sem viés definido com cautela sobre casos de Covid-19 nos EUA

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Pedidos semanais de seguro desemprego ficam abaixo do esperado, mas mercado mantém dúvida sobre recuperação da economia americana

Dólar: moedas emergentes perdem valor com medo de Covid-19 nos EUA (Pixabay/Reprodução)

O dólar oscila sem direção definida na tarde desta quinta-feira, com o avanço dos casos de coronavírus nos Estados Unidos impondo doses de cautela no mercado financeiro.

Às 14h30, o dólar comercial subia 0,1%, sendo vendido por 5,352 reais. O dólar turismo também se mantinha com variação inalterada, cotado a 5,64 reais.

Na véspera, o país voltou a registrar novo recorde de diário com mais de 60.000 infectados. De acordo com dados da Universidade Johns Hopkins, já são mais de 3 milhões de infectados no país. Autoridades do Federal Reserve vêm reforçando a visão de que a maior economia do mundo não vai apresentar forte recuperação sem que a doença tenha sido controlada.

Apesar do tom mais pessimista que se desenha no mercado de câmbio, a moeda americana passou a manhã inteira em terreno negativo contra o real, refletindo os pedidos semanais de auxílio desemprego dos EUA, que vieram abaixo do esperado. De acordo com o Departamento de Trabalhos dos Estados Unidos, foram feitos 1,314 milhão de pedidos de seguro desemprego na última semana.

Embora ainda alto em relação aos números pré-pandemia, a quantidade confirmou a tendência de queda e ficou abaixo dos 1,375 milhão de pedidos projetados por economistas. O dado publicado na semana passada também foi revisado para de baixo, de 1,427 milhão para 1,413 milhão de pedidos.

Desde o início da pandemia, o dado tem servido como um termômetro de curto prazo para avaliar os impactos da doença na economia. O número vem caindo de forma constante desde meados de abril, quando atingiu o pico de 6,648 milhões de pedidos em apenas uma semana.

Logo após a divulgação do resultado, o dólar passou a perder força contra as principais moedas emergentes, como o peso mexicano e o rublo russo. Porém, o peso mexicano também virou para alta, acompanhando o movimento do real, da lira turca e da rúpia indiana

 

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Economia

Guedes quer destinar recursos do Fundeb para o Renda Brasil

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Dinheiro viria de aumento de repasse federal a fundo que ajuda a bancar educação básica. Auxílio para infância pode chegar a R$ 200

 

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domingo, 12 de julho de 2020

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