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Oposição aumenta pressão contra Maduro com greve geral

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A Confederação de Indústrias recomendou às empresas que deem liberdade aos funcionários para participar da greve, porque é ‘um direito constitucional’

Manifestantes foram às ruas na Venezuela para exigir a realização de um referendo sobre a deposição do presidente Nicolás Maduro - 26-10-2016 (George Castellanos/AFP)

Manifestantes foram às ruas na Venezuela para exigir a realização de um referendo sobre a deposição do presidente Nicolás Maduro – 26-10-2016 (George Castellanos/AFP)

A oposição venezuelana pretende intensificar nesta sexta-feira a pressão contra o presidente Nicolás Maduro com uma greve geral que o governo prometeu rebater com intervenções militares nas empresas, caso interrompam atividades. “A convocação de greve cidadã é para o povoo: deixar as ruas e postos de trabalho vazios para pressionar o governo a acatar a Constituição e respeitar nosso direito de eleição”, afirmou a coalizão opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD) em um comunicado.

A greve, que começou às 6h00 locais (8h00 de Brasília) e vai acabar às 18h00 (20h00), é parte da estratégia adotada pela oposição para forçar a saída de Maduro do poder, após a suspensão na semana passada do processo para a convocação do referendo revogatório. Oficiais das Forças Armadas devem inspecionar 720 empresas para verificar suas atividades. Nesta semana, o alto comando militar declarou “lealdade incondicional” a Maduro.

Maduro destacou que responderá energicamente à “sabotagem” e “golpe parlamentar”, como chama a greve e o plano da maioria opositora na Assembleia Nacional de declará-lo em “abandono de cargo”, por considerar o presidente responsável pela crise política e econômica.

Empresários e economistas acusam o modelo chavista de desmantelar a capacidade produtiva do país, muito afetado pela queda dos preços do petróleo e dependente das importações. A Confederação de Indústrias da Venezuela recomendou às empresas que deem liberdade aos funcionários para participar da greve, porque o protesto é “um direito constitucional”. Ao apoiar a convocação da MUD, o vice-presidente da organização empresarial Fedecámaras, Carlos Larrazábal, afirmou que está não é uma paralisação patronal, e sim uma “greve cidadã”.

Aumento fictício — Tentando aplacar os ânimos da população que sofre com a grave crise, nesta quinta, Maduro anunciou o aumento de 40% do salário mínimo. Apesar de ser o quarto aumento em 2016, os venezuelanos reclamam que os salários não cobrem quase nada, ante uma inflação que, segundo o FMI, deve chegar a 700% este ano, a maior do mundo.

De acordo com o instituto Venebarómetro, Maduro enfrenta uma impopularidade de 76,4%, ao mesmo tempo que 67,8% dos venezuelanos se declaram favoráveis à revogação de seu mandato, que vai até janeiro de 2019.

(Com agência France-Presse)

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Com medidas “leves” sem funcionar, europeus se aproximam de lockdown

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Diante dos casos de covid-19 superando o pico da pandemia, os líderes europeus começam a ficar sem opções

Aeroporto fechado em Berlim: restrições pontuais na Europa não têm sido suficientes para conter o vírus (Jörg Carstensen/picture aliance/Getty Images)

A medida drástica que nenhum político europeu queria tomar está de volta à agenda: os lockdowns.

O presidente da França, Emmanuel Macron — cujo governo evitou cuidadosamente discutir publicamente uma paralisação nacional devido ao recente aumento de casos de coronavírus –, cedeu na sexta-feira e reconheceu que o país poderia retomar restrições mais amplas de mobilidade.

O mundo está mais complexo, mas dá para começar com o básico. Veja como, no Manual do Investidor.

Como outros líderes da região, Macron começa a ficar sem opções. Embora autoridades no continente tentem combater o avanço pandemia, seus esforços para limitar a propagação do coronavírus com medidas mais suaves — desde o uso obrigatório de máscaras até toque de recolher parcial — não estão funcionando.

Para os líderes Giuseppe Conte, da Itália, e Angela Merkel, da Alemanha, existem grandes riscos políticos. Embora tenham sido elogiados pela forma como administraram a primeira onda, as críticas agora aumentam. A população está cansada, as divisões entre governos locais e nacionais se acumulam e, se um lockdown prolongado for a única resposta, serão culpados pela destruição das economias.

A nova onda de coronavírus parece diferente da primeira. O número de casos parece muito maior — a França divulgou recorde de novas infecções no domingo –, mas isso também reflete mais testes. Enquanto isso, o número de mortes — embora muito menor do que na primavera europeia — está aumentando, assim como o fluxo de pacientes que precisam de cuidados hospitalares.

 Aumento das infecções na Europa: os casos de coronavírus atingiram níveis recordes nos principais países europeus

Com os serviços de saúde gradualmente sob pressão, uma ferramenta contundente permanece: fechar a economia e emitir a ordem de ficar em casa.

“Os políticos têm decisões difíceis a tomar”, disse Jean-François Delfraissy, médico-chefe que aconselha o governo francês sobre a pandemia, em entrevista à rádio RTL na segunda-feira. “Esta segunda onda provavelmente será pior do que a primeira. Está se espalhando por toda a Europa.”

Depois do lockdown imposto na primavera, muitos europeus se opõem fortemente a um segundo. Manifestantes em cidades como Londres, Nápoles e Berlim marcharam no fim de semana contra a “tirania” da pandemia. Na Itália, algumas academias e cinemas disseram que não obedecerão às ordens de fechamento.

 Espanha: toque de recolher para tentar evitar lockdown

Para piorar as coisas, mesmo medidas drásticas não trarão alívio imediato. Apesar dos pedidos para um fechamento estrito de duas semanas no Reino Unido, uma análise de dados da primavera mostra que a ordem de quarentena, emitida em 23 de março, começou a surtir efeito cerca de quatro semanas depois.

Na França, o número de pacientes hospitalizados continuou subindo por quase um mês depois que o lockdown nacional foi implementado em 17 de março. Depois disso, diminuiu lentamente.

 Hospitalizações na França: leva um tempo até que o lockdown gere redução de hospitalizações, como mostrou o primeiro fechamento em abril

“Este é um momento perigoso para muitos países do hemisfério norte”, disse Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, em conferência no domingo. “Mas, repetidamente, vimos que tomar as medidas certas rapidamente significa que o surto pode ser administrado.”

Alguns governos estão prontos para adotar medidas mais duras. A Bélgica avalia um lockdown. Polônia e República Tcheca – o país mais atingido na Europa – sinalizaram que mais restrições podem estar a caminho. A Irlanda fechou a economia por seis semanas.

A chanceler alemã, que recentemente pediu maior urgência no combate à pandemia, antecipou uma reunião com líderes estaduais para discutir os próximos passos para quarta-feira. O jornal Bild noticiou que o país adotaria restrições “leves” que afetariam restaurantes, bares e eventos, mas que manteria a maioria das escolas abertas.

Na Espanha, o governo central anunciou planos de conceder às regiões do país amplos poderes para declarar lockdowns, restrições ao movimento e toques de recolher. A medida visa delegar algumas medidas impopulares às autoridades locais e evitar oposição aos decretos nacionais, como aconteceu no início do ano.

(Com a colaboração de Charles Capel, Rodrigo Orihuela, Balazs Penz, Adeola Eribake, Arne Delfs, Chiara Albanese e Iain Rogers)

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Assintomáticos perdem anticorpos da covid-19 mais rapidamente, diz estudo

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Resultados mostraram que o número de pessoas com anticorpos caiu 26,5% no período aproximado de três meses

Pessoas de máscara em Roma, Itália: Europa vive início de segunda onda (Guglielmo Mangiapane/Reuters)

As pessoas assintomáticas têm mais chances de perder rapidamente os anticorpos do novo coronavírus do que as demais, aponta um estudo britânico da Imperial College London e da Ipsos Mori divulgado nesta terça-feira.

De 20 de junho a 28 de setembro, foi feito o acompanhamento de 350 mil pessoas escolhidas aleatoriamente na Inglaterra, que se submeteram a testes regulares em casa para verificar se possuíam anticorpos. Os resultados mostraram que o número de pessoas com anticorpos caiu 26,5% no período aproximado de três meses. Em nível nacional, isso significou que a proporção da população inglesa com anticorpos caiu de 6% para 4,4% por cento, de acordo com o estudo.

“Os resultados também sugerem que aqueles que não apresentaram sintomas da doença são suscetíveis a perder mais rapidamente seus anticorpos detectáveis do que os indivíduos sintomáticos”, assinala o estudo.

Embora todas as idades sejam afetadas por essa redução, os idosos a acusam mais. “Este estudo representa um elemento crucial da pesquisa, uma vez que nos ajuda a compreender como os anticorpos da Covid-19 evoluem ao longo do tempo”, disse o secretário de Saúde James Bethell.

“Ainda não se sabe se os anticorpos conferem um nível de imunidade eficaz ou, no caso de que esta imunidade exista, quanto tempo dura”, assinalaram a Imperial College London e a Ipsos Mori, que pediram que os britânicos sigam as recomendações sanitárias.

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EUA vende a Taiwan mais um sistema de defesa, desenvolvido pela Boeing

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Estados Unidos consideram prioritário contrabalançar a influência da China na região Ásia-Pacífico e pretendem dar a Taiwan capacidade de defesa

Míssil Harpoon: foto de julho de 2020 divulgada pelo ministério da Defesa de Taiwan, mostra um navio de guerra lançando um míssil, de fabricação americana, durante exercício (AFP/AFP)

Os Estados Unidos anunciaram nesta segunda-feira (26) a aprovação da venda de 100 sistemas de defesa costeira Harpoon a Taiwan por 2,4 bilhões de dólares, dias depois de a China protestar contra uma operação similar de venda de armas àquela ilha.

A transação “irá aumentar a capacidade de defesa de Taiwan”, destacou o Departamento de Estado, ao anunciar a operação, apesar de a China ter decidido aprovar sanções nesta segunda-feira contra empresas americanas envolvidas em vendas anteriores de armas a Taiwan, ilha que considera parte de seu território.

A venda envolve 100 baterias de defesa costeira Harpoon (HCDS), que podem contar com até 400 mísseis RGM-84L-4, com alcance máximo de 125 km. Estes mísseis, fabricados pela divisão de defesa da Boeing, podem ser colocados em plataformas fixas ou montados em caminhões.

O gabinete do presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen, divulgou um comunicado agradecendo aos Estados Unidos pela venda e afirmando que a mesma irá “aumentar a capacidade de guerra assimétrica”.

Os Estados Unidos consideram prioritário contrabalançar a influência da China na região Ásia-Pacífico. Também pretendem dar a Taiwan capacidade de defesa confiável contra uma possível invasão do Exército chinês.

Washington anunciou na quarta-feira passada uma operação de venda de armas a Taiwan da ordem de 1,8 bilhão de dólares, incluindo 135 mísseis de defesa costeira Slam-ER de última geração, que diferentemente do Harpoon, tem um alcance maior do que a largura do Estreito de Taiwan, que separa a ilha da China.

Pequim pediu pela primeira vez desde a semana passada a Washington que “cancele” esta venda “para evitar danificar ainda mais as relações” entre os dois países.
Ao não receber resposta de Washington, anunciou na segunda-feira sanções contra as empresas armamentistas americanas, as “pessoas e entidades que tenham tido mal comportamento” durante a venda.

As gigantes do setor, Lockheed Martin, Raytheon e o braço da defesa da Boeing, manifestaram sua preocupação a respeito.

Taiwan tem uma população de 23 milhões de pessoas e é governada há 75 anos por um regime que se refugiou neste território depois que os comunistas tomaram o poder na China continental durante a guerra civil chinesa.

A República Popular Chinesa considera o território insular uma de suas províncias e ameaça usar a força em caso de uma proclamação formal de independência ou intervenção externa, especialmente americana.

 

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Bélgica pede que médicos com covid-19 continuem trabalhando

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Situação do país é uma das piores da Europa, que enfrenta segunda onda de casos de covid

Médico em hospital na Bélgica (Yves Herman/Reuters)

Médicos na Bélgica estão sendo solicitados a continuar trabalhando mesmo depois de terem testado positivo para coronavírus, no momento em que o número de casos aumenta com a segunda onda de pandemia que atinge toda a Europa.

De acordo com o jornal inglês The Independent, pelo menos 10 hospitais em Liège, cidade belga mais atingida, solicitaram que a equipe médica com teste positivo, mas assintomática, continuasse trabalhando. É possível que um quarto de todos os funcionários dos hospitais estejam infectados com Covid-19.

“A situação é catastrófica”, disse Philippe Devos, médico de cuidado intensivo do Hospital CHC Montlégia em Liège, ao Washington Post. “Temos muitos médicos e enfermeiras afetados. Mas, a partir desta semana, os casos positivos foram solicitados a voltar ao trabalho se forem assintomáticos ”.

Devos, que é também chefe da Associação Belga de Sindicatos Médicos, reconheceu que existe um possível risco de transmissão por profissionais de saúde infectados, mas que “não tinham escolha se quisessem evitar o colapso do sistema hospitalar em poucos dias”.

O ministro da Saúde do país, Frank Vandenbroucke, disse à rede de televisão RTL que a Bélgica está à beira de uma “tsunami de casos”, semelhante à que ocorreu no norte da Itália no início da pandemia. “Somos a região mais afetada em toda a Europa. Estamos muito perto de um tsunami […] onde não mais se controla o que está acontecendo. Hoje, ainda conseguimos controlar os acontecimentos, mas com enorme dificuldade e estresse”.

A grande maioria dos países europeus está registrando mais casos diários agora do que durante a primeira onda, no início deste ano. Na última terça-feira, 20, a Bélgica bateu recorde de infectados: mais de 18 mil, quase 10 vezes o valor do pico da primeira onda da pandemia.

 

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Senado americano deve confirmar juíza indicada por Trump à Suprema Corte

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Juíza conservadora deverá ser confirmada hoje para a Suprema Corte americana. Nomeação ocorre a uma semana das eleições para presidente nos EUA

Juíza Amy Coney Barrett: a chegada da magistrada conservadora à Suprema Corte pode mudar a orientação da mais alta corte em temas polêmicos (Matt Cashore/Notre Dame University/Reuters)

É esperada para esta segunda-feira, 26, a confirmação pelo Senado americano do nome da juíza conservadora Amy Coney Barrett para a Suprema Corte dos Estados Unidos. Barrett foi indicada pelo presidente Donald Trump e será o terceiro magistrado indicado pelo atual presidente a compor a Corte.

A juíza de Chicago irá preencher a vaga deixada pela progressista Ruth Bader Ginsburg, que morreu em setembro, e sua indicação tem sido alvo de intensas discussões. No domingo, 25, senadores republicanos votaram para avançar a nomeação de Barrett para a Suprema Corte pouco mais de uma semana antes da eleição presidencial, apesar de objeções de democratas. A votação foi de 51 a 48.

Ao longo dos últimos dias, os democratas tentaram atrasar o processo, argumentando que o vencedor da eleição de 3 de novembro deveria escolher o indicado para preencher a vaga deixada por Ginsburg. Não conseguiram.

Já os republicanos estão animados pela possibilidade de colocar uma terceira juíza escolhida por Trump na Corte, conseguindo uma maioria conservadora de 6 a 3 pelos próximos anos. A chegada de Barrett abre a possibilidade de uma nova era de decisões sobre aborto, casamento homossexual, e o Affordable Care Act (projeto de saúde aprovado durante o governo de Barack Obama).

O vice-presidente Mike Pence tipicamente presidiria a sessão de votos, mas após um assessor próximo dele testar positivo para a covid-19, não está claro se ele cumprirá esse papel na votação.

Quem é Amy Coney Barrett

Católica e de perfil conservador, Barrett será a juíza mais jovem da Suprema Corte, aos 48 anos — ao contrário do Brasil, o cargo na corte máxima americana é vitalício a não ser que os juízes voluntariamente decidam renunciar.

Ela nasceu em New Orleans, no estado da Louisiana, em 1972. Atualmente, é do Tribunal de Apelações do 7º Circuito de Chicago, cargo federal para o qual foi nomeada pelo próprio Trump em 2017.

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Chile enterra Constituição de Pinochet e inicia atualização da democracia

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De maneira esmagadora, 78,28% dos mais de 7,5 milhões de votos registrados foram favoráveis à opção “Aprovo” da mudança da Carta Magna

Pessoas comemoram resultado de consulta popular neste domingo: no dia 11 de abril de 2021 os chilenos deverão completar o próximo passo do processo de mudança constitucional com a eleição dos constituintes (Rodrigo Garrido/Reuters)

O Chile arquivou no domingo os últimos resquícios da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990) com uma votação contundente a favor da revogação da Constituição herdada do regime e, agora, o país segue para atualizar uma democracia que viveu por 30 anos sob as regras estabelecidas pelo governo cívico-militar.

De maneira esmagadora, 78,28% dos mais de 7,5 milhões de votos registrados, após a apuração de 99,72% das urnas, foram favoráveis à opção “Aprovo” da mudança da Carta Magna.

A atual Constituição, idealizada em plena ditadura, virou, segundo analistas consultados pela AFP, uma camisa de força que reforçou evidentes desigualdades econômicas e sociais no país de 18 milhões de habitantes.

A opção alternativa, “Rejeito”, recebeu 21,72% dos votos. O índice de participação foi de 50,86% dos mais de 14,7 milhões de chilenos registrados para votar no plebiscito. No Chile, a taxa de abstenção frequentemente se aproxima da metade dos eleitores (na última eleição presidencial a participação foi de 49,02% no segundo turno).

Para Marcelo Mella, cientista político da Universidade de Santiago, o triunfo da mudança da Constituição inicia um novo caminho para a democracia chilena, nascida de outro plebiscito em 1988, quando a população decidiu terminar com o governo de Pinochet após 17 anos de ditadura.

“Significa abandonar de uma vez por todas a sombra institucional da ditadura e resolver as dívidas que a nossa democracia tem e que acabam transformando o jogo político democrático em um jogo trivial sem relevância para grande parte dos chilenos e chilenas”, declarou à AFP.

Deslocar os partidos

Os últimos 30 anos de democracia no Chile foram vividos sob as regras estabelecidas ainda durante a ditadura. A nova realidade aberta após a vitória esmagadora no plebiscito acaba de sepultar um regime de terror que deixou mais de 3.200 mortos e a violação sistemática dos direitos humanos.

Além da vitória do “Aprovo”, que muitos comparam em importância histórica com a vitória do “Não” no plebiscito que derrotou Pinochet, os chilenos também votaram a favor de uma “Convenção Constitucional” como órgão que redigirá a nova Carta Magna.

Com esta decisão, um grupo de cidadãos eleitos (homens e mulheres em número igual) terá o trabalho fundamental de redigir as regras para a sociedade, que iniciou os protestos em outubro do ano passado (com um balanço de 30 mortos e milhares de detidos e feridos) para exigir o fim da desigualdade e avanços na saúde, educação e Previdência.

“É o triunfo do povo para o povo em uma democracia que provavelmente é vista por uma parte do país como semi-soberana, que durante três décadas foi construída com base em um discurso de estabilidade, ao custo de tirar a soberania e poder do povo”, disse Mella

Para o analista, a eleição de uma “Convenção Constitucional deve ser interpretada como uma reivindicação da soberania popular, que deseja ter mais incidência nos processos e deslocar os partidos do papel hegemônico que tiveram por três décadas, com o resultado de manter o status quo institucional”, destacou.

No dia 11 de abril de 2021 os chilenos deverão completar o próximo passo do processo de mudança constitucional com a eleição dos constituintes que, durante um ano, deverão redigir o novo texto fundamental, que depois será colocado em votação em um novo plebiscito.

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terça-feira, 27 de outubro de 2020

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