Na quinta etapa da Operação CriptoGato, uma mineradora clandestina de criptomoedas foi encontrada em Arniqueiras, Distrito Federal. A ação ocorreu na tarde de terça-feira (12) com a colaboração da Neoenergia e da Polícia Civil do Distrito Federal, especificamente da Coordenação de Repressão aos Crimes Patrimoniais (CORPATRI). Desta vez, o local da mineradora estava em uma área urbana perto de Águas Claras, mostrando que os criminosos mudaram suas operações, que antes eram feitas em áreas rurais isoladas.
Na Colônia Agrícola Veredão, os agentes encontraram 16 máquinas potentes usadas para minerar criptomoedas, funcionando sem parar. A investigação revelou que esses equipamentos eram alimentados por uma ligação elétrica clandestina de 300 amperes, ligada diretamente à rede pública. O volume de energia roubada poderia suprir cerca de 200 casas na região mensalmente.
Além do grande prejuízo financeiro causado pelo furto de energia, a distribuidora alerta sobre os riscos dessa prática para a rede elétrica. A Neoenergia explica que conexões ilegais podem causar variações na tensão, quedas de energia e até incêndios em áreas residenciais. Arthur Franklim, gerente de Gestão da Receita da empresa, ressaltou que o crescimento dessas operações em bairros urbanos aumenta a preocupação com a segurança das pessoas e os impactos para os consumidores normais.
Desde janeiro, a Operação CriptoGato já desativou dez mineradoras ilegais no Distrito Federal, apreendendo 670 máquinas e recuperando prejuízos acima de R$ 8 milhões. O responsável pelo imóvel da ação desta terça não foi localizado, mas o proprietário já foi identificado e deverá ser ouvido durante as investigações.
