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Óleo diesel passará a ter preço subsidiado

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Depois de sete horas de negociações, governo e caminhoneiros anunciaram na quinta-feira a suspensão da greve iniciada na segunda-feira, 21

Brasília – Depois de sete horas de negociações, governo e caminhoneiros anunciaram na quinta-feira, 24, a suspensão, por 15 dias, da paralisação iniciada na segunda-feira, 21. Pressionado pelo início de um apagão nos transportes, no abastecimento e na produção, o governo concordou em criar um novo gasto público, na forma de subsídio, para permitir que os preços do diesel sejam reajustados apenas a cada 30 dias. Para isso, solicitará ao Congresso um crédito extraordinário de R$ 4,9 bilhões para este ano. O dinheiro sairá do cancelamento de outras despesas, que não foram especificadas.

Pelo acordo, o litro do diesel ficará congelado em R$ 2,10 nos próximos 30 dias, sendo que nos primeiros 15 dias a diferença em relação à cotação no mercado internacional é bancada pela Petrobrás e, nos 15 dias seguintes, pelo governo, uma conta estimada em R$ 350 milhões por quinzena.

A Petrobrás manterá sua política atual de reajuste atrelada à variação do mercado internacional. Mas, depois desses 30 dias, o governo criará uma câmara de compensação que permitirá que o reajuste seja repassado apenas mensalmente, e não de forma integral – ou seja, será subsidiado. Segundo o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, o abatimento dependerá do custo dessa política. “Não estamos dizendo que não haverá aumento. O que haverá é mais previsibilidade”, disse.

O diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), Adriano Pires, disse porém que a medida é um retrocesso e remete à “conta petróleo”, criada para cobrir a diferença com subsídios que garantiam preços mais baratos para os combustíveis e que vigorou entre 1997 e 2001. Agora, na avaliação dele, criou-se a “conta diesel”. “O mercado vai interpretar que voltamos a ter controle de preços. É uma solução velha, igual ao governo.”

Tributos

O governo reafirmou que reduzirá a zero a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) cobrada sobre o diesel, ao custo de R$ 3 bilhões. Porém, informou Guardia, isso só será feito após a aprovação do projeto de lei que restabeleceu a tributação sobre a folha salarial em 28 setores.

Esse projeto foi aprovado na noite de quarta-feira, 23, pela Câmara, que incluiu no texto a redução a zero da alíquota de PIS e Cofins do diesel. O custo dessa isenção, segundo o governo, pode chegar a R$ 14 bilhões. A eliminação do PIS/Cofins sobre o diesel, que era a principal bandeira de parte da categoria, não fez parte do acordo assinado na quinta.

O acordo foi fechado com 8 das 11 entidades que participaram da reunião com o governo. Depois da trégua de 15 dias, será realizado um novo encontro para verificar se o governo está cumprindo o que foi acertado.

Apesar de otimistas com a suspensão da paralisação, líderes das entidades disseram que ainda teriam de levar a proposta às suas bases, que dariam a palavra final. O presidente da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), Diumar Bueno, afirmou também que não havia como saber quanto tempo será necessário para a normalização das atividades.

Mas nem todo mundo ficou satisfeito. “São só promessas e não temos nada de concreto”, criticou José Araújo, o “China”, da União Nacional dos Caminhoneiros, um dos que declinaram do trato. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Dólar é vendido a R$ 5,98 nas casas de câmbio; saiba o que fazer

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A moeda nas alturas atrapalha os planos de quem esperou o final de ano para viajar ou de quem tinha remarcado a data da viagem

Dólar: segunda onda de contaminação do coronavírus na Europa e proximidade com as eleições impactam na moeda (Robert Alexander/Reuters)

A escalada do dólar assustou não apenas o mercado financeiro mas também quem tem viagem marcada para o exterior. Quando o dólar comercial, referência para transações de exportação e importação, sobe, o dólar turismo, usado para viagens, acompanha a alta. Não invista na bolsa sozinho. Em momentos de instabilidade, você pode contar com a melhor análise do mercado.

A disparada do dólar fez com que a moeda fosse vendida em 5,98 reais nas casas de câmbio em São Paulo. Já para quem compra no cartão pré-pago, o valor é ainda maior, de 6,34 reais. A moeda nas alturas atrapalha os planos de quem esperou o final de ano para viajar ou de quem tinha remarcado a data da viagem com o início da pandemia de coronavírus. Mas o que fazer?

Para Alexandre Monteiro, sócio-fundador da MelhorCambio, existem três caminhos. O primeiro é desistir da viagem, o segundo é tentar remarcar a data, se possível, para os próximos meses e o terceiro é comprar dólar parcelado.

Para quem desistiu de ir para o exterior, existe a possibilidade de vender os dólares, caso já tivesse, e aproveitar esta alta da moeda. Em São Paulo, as casas de câmbio, pagavam 5,63 reais por cada dólar. Se a pessoa tem 1.000 dólares ela sairá da casa de câmbio com 5.630,00 reais.

Se desistir da viagem não é uma opção, é possível também buscar uma nova data, caso as contas fiquem muito apertadas. O especialista ressalta que não dá para prever o comportamento da moeda nos próximos dias ou meses. “A única certeza que temos é que não teremos dólar a 4,00 reais no final do ano”, diz Monteiro. A orientação é que o viajante compre dólar em datas diferentes para tentar mitigar a volatilidade da moeda.

No site da startup, existe uma ferramenta gratuita que avisa a melhor data para comprar dólar de acordo com a data da viagem.

Comprar em partes também é a orientação para quem decidiu viajar no final do ano. Neste caso, o ideal é comprar dólar ainda nesta semana, após as eleições americanas (dia 3 de novembro) e mais próximo da data da viagem. “Recomendo que compre 30% de dólar agora. Os outros 30% em novembro e 30% em dezembro.”

Por que o dólar está subindo?

No ano, a moeda americana acumula alta de 41,38%. Entre os motivos da disparada estão a pandemia de coronavírus, com os investidores receosos com a segunda onda de contaminação do vírus na Europa. Além disso, a proximidade das eleições americanas tem deixado a moeda ainda mais volátil.

Internamente, o investidor segue preocupado com a situação fiscal do país e a sustentabilidade das contas públicas, além da capacidade do governo de avançar numa agenda de reformas.

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Pronampe: Senado negocia novos recursos para programa de crédito para PMEs

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Com aval da equipe econômica e do presidente, o senador Jorginho Mello protocolou projeto de lei para criar a terceira fase do Pronampe

Pronampe: programa de crédito foi criado para ajudar as pequenas e médias empresas brasileiras durante a crise causada pelo novo coronavírus (TransferWise/Divulgação)

O senador Jorginho Mello (PL-SC) protocolou projeto de lei para viabilizar a criação de uma terceira fase para o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe). A proposta foi negociada com a equipe econômica e recebeu aval direto do presidente Jair Bolsonaro.

O programa é destinado a financiar pequenos negócios atingidos pela crise do novo coronavírus. Jorginho Mello pedirá ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), para pautar a proposta na próxima semana.

Criado em maio deste ano, o Pronampe é destinado a socorrer negócios afetados pela crise de covid-19 classificados como microempresa (receita bruta de até 360.000 reais por ano) e empresa de pequeno porte (receita bruta entre 360.000 e 4,8 milhões de reais por ano). Se passar pelo Senado, a proposta ainda dependerá da Câmara e de sanção final de Bolsonaro.

Nas duas primeiras fases, a União destinou 27,9 bilhões de reais para o Fundo Garantidor de Operações (FGO), que abastece o programa. Com a terceira fase, o governo federal deve aplicar mais 10 bilhões de reais.

Somando o aporte dos bancos, o Pronampe injetou até o momento 32 bilhões de reais nas empresas e poderá oferecer mais 50 bilhões, de acordo com o autor do projeto.

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Economia

Dólar bate máxima desde maio com 2ª onda; Ibovespa cai mais de 2%

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Possibilidade de governo francês decretar lockdown de um mês aumenta pessimismo entre investidores

Bolsa: investidores repercutem possivilidsa (Germano Lüders/Exame)

É com o cenário internacional contaminado pelos temores sobre os efeitos econômicos da segunda onda de coronavírus, que o mercado brasileiro inicia os trabalhos desta quarta-feira, 28. No radar, está a possibilidade de a França decretar um lockdown de um mês, sondada pela imprensa local.

Por aqui, o Ibovespa abriu em forte queda e recuava 2,36% para 97.259 pontos. Já o dólar segue em trajetória, já tendo ultrapassado os 5,76 reais ainda nos primeiros negócios do dia. A cotação é a maior desde maio, quando a moeda americana chegou a ser negociada próxima dos 6 reais.A alta do dólar ocorre em linha com a valorização da moeda americana no mundo. Entre as moedas emergentes, o rublo russo é a que mais se desvaloriza perdendo mais de 2% de valor frente ao dólar. O euro também apresenta forte depreciação, refletindo a segunda onda no continente.

No ambiente interno, as atenções devem estar com os resultados corporativos e com a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) desta noite. Neste pregão, o mercado deve repercutir os resultados da Localiza, Smiles, Gerdau, e Telefônica, que apresentaram seus balanços do terceiro trimestre entre o encerramento do pregão de ontem e a abertura do de hoje.

Na agenda, também está a divulgação de alguns dos principais resultados da temporada. Entre eles, estarão os da Petrobras, Vale e Bradesco, que devem apresentar seus balanços nesta noite.

Para a decisão do Copom, o mercado segue apostando na manutenção da taxa de juros Selic a 2% ao ano, mas deve ficar atento ao comunicado, em busca de pistas sobre como o órgão está avaliando os recentes dados de inflação, que tem superado as expectativas. Há esperança de que haja alguma sinalização dobre alta de juros.

 

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Economia

Copom deve manter juros em 2%, mas mercado já vê um aumento em 2021

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Na visão dos economistas ouvidos pelo Boletim Focus, do Banco Central, Selic deve chegar a 2,75% no ano que vem

Roberto Campos, do Banco Central: mercado aguarda sinalização sobre taxa de juros ](Andre Coelho/Bloomberg)

O Comitê de Política Monetária (Copom), que divulgará nesta quarta, dia 28, o resultado da reunião deste terça sobre a política monetária, deve manter a taxa Selic no patamar atual, de 2%, segundo estimativas do mercado financeiro. Mas, em um cenário de risco fiscal, a decisão não deve aliviar muito a preocupação com o equilíbrio das contas do governo. O câmbio já vem refletindo os sinais de insegurança sobre o teto de gastos.

O comunicado do Banco Central também poderá sinalizar se há alguma frestra para o aumento de juros no curto e médo prazo. “A Selic deve subir em meados do ano que vem, alimentada pela percepção do aumento do risco fiscal, que já está precificado nos juros de longo prazo, e a deterioção da condição econômica”, diz Juliana Damasceno, economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

A maior preocupação é que o descontrole fiscal possa refletir em uma redução da tomada de crédito, o que afeta dietamente a atividade econômica, e no consumo das famílias. Este ano, os brasileiros com recursos suficientes para conseguir poupar já começaram a economizar.

Em setembro, os consumidores a diferença entre o volume de depósitos e retiradas da caderneta ficou com um saldo positivo de 13,22 bilhões de reais. A captação líquida é 51% maior do que a do mesmo período do ano passado.

“A percepção de risco é sentida pelas pessoas como um todo, não só pelos agentes financeiros”, diz Gabriel Barros, economista do BTG Pactual.

Os economistas não estão otimistas em relação ao risco fiscal e a taxa de juros. O último boletim Focus, que é divulgado toda segunda-feira pelo Banco Central, aponta para um aumento da Selic no ano que vem. As projeções mais recentes sinalizam um cenário com a questão fiscal mais deteriorada e uma taxa de juros de 2,75% em 2021. A estimativa anterior era de 2,5%.

“Pode acontecer uma espécie de bola de neve, com mais investidores em busca do dólar, que é uma moeda forte, e uma consequente desvalorização cambial”, diz Damasceno. “Com isso, as importações ficariam mais caras, impactando o custo da atividade econômica e inflação”.

A postergação de uma decisão sobre o Renda Cidadã, que ainda não tem seu financiamento definido e sua abrangência, vem preocupando o mercado. “O temor é que, caso venha a ser implementado, as regras e valores do novo programa social possam ser decididas no final do ano, de maneira pouco elaborada”, diz Barros.

Com a proximidade das eleições municipais, o Congresso está praticamente de recesso, com poucas pautas sendo votadas. A previsão é que até a data do primeiro turno, em 15 de novembro, não deverá haver espaço para que decisões importantes sejam tomadas. E, quanto mais o tempo passa, a precificação do risco fiscal só aumenta, em razão das incertezas.

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Economia

Confiança da construção cresce 3,7 pontos em outubro, diz FGV

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Índice atingiu 95,2 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos

Canteiro de obras do reassentamento de Bento Rodrigues

O Índice de Confiança da Construção, da Fundação Getulio Vargas (FGV), teve alta 3,7 pontos na passagem de setembro para outubro deste ano. Com isso, a confiança do empresário da construção brasileira atingiu 95,2 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos, o maior valor desde março de 2014 (96,3 pontos).

O Índice de Situação Atual, que mede a percepção sobre o presente, cresceu 5,1 pontos e chegou a 91,5 pontos, o maior valor desde setembro de 2014 (92,3 pontos). O indicador de carteira de contratos foi o que mais contribuiu para o resultado.

O Índice de Expectativas, que mede a confiança no futuro, subiu 2,3 pontos e atingiu para 99,1 pontos, valor muito próximo ao de fevereiro, período pré-pandemia (99 pontos). Os indicadores de demanda prevista e tendência dos negócios tiveram avanços semelhantes.

“O ambiente de negócios para as empresas do setor é mais favorável que o registrado antes do início do isolamento social determinado pela pandemia. Enquanto o mercado imobiliário está sendo impulsionado pelas taxas de juros em níveis historicamente baixos, a infraestrutura se beneficia dos investimentos das prefeituras e das recentes mudanças regulatórias”, disse a pesquisadora da FGV Ana Maria Castelo.

O Nível de Utilização da Capacidade aumentou 2,4 pontos percentuais, para 74,5%.

Agência Brasil

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Ibovespa abre em alta após lucro do Santander superar estimativas

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Com clima misto em bolsas internacionais, investidores locais repercutem resultados corporativos

Bolsa: resultado do Santander gera otimismo sobre bancos (Germano Lüders/Exame)

O Ibovespa abriu em alta, nesta terça-feira, 27, com resultados corporativos no radar dos investidores. No mercado, um pacote de estímulo americano antes das eleições já é visto como página virada, embora as negociações continuem. Às 10h08, o Ibovespa subia 0,12% para 101.132 pontos, ainda com uma série de ações em leilão de abertura.

Na Europa, as bolsas seguem no vermelho com temores sobre o efeito econômico da segunda onda de coronavírus, enquanto os índices futuros dos Estados Unidos tentam se recuperar das quedas da véspera, quando o índice Dow Jones teve o pior desempenho desde setembro.

“O [presidente Donald] Trump melhorou um pouco nas pesquisas e isso deu uma reanimada nas bolsas americanas. Por outro lado, a expectativa de que tenha um estímulo antes das eleições praticamente morreu”, comenta Jefferson Laatus, estrategista-chefe do Grupo Laatus.No mercado interno, a temporada de balanços do terceiro trimestre começa a ganhar forma e as atenções dos investidores, nesta terça, se voltam ao desempenho do Santander, sobre qual houve grande otimismo. No período, a companhia registrou lucro líquido societário de 3,811 bilhões de reais – resultado 88,2% superior ao registrado no trimestre anterior. O lucro também ficou 26% acima do consenso de mercado.

“O resultado foi melhor que a expectativa, mas a dinâmica de margem financeira deixou a desejas e precisamos entender melhor essa tendência. Apesar da queda de provisões de devedores duvidosos (PDD) neste trimestre, a dinâmica da inadimplência de curto prazo leva a crer que poderemos ter novos aumentos de PDD mais para frente – vale lembrar que o Santander foi o que menos colocou provisões [entre os grandes bancos]”, avaliam analistas da Exame Research

No mercado de câmbio, o dólar chegou a abrir em queda contra o real, mas logo entrou no campo positivo, acompanhando sua valorização perante outras moedas emergentes. No radar, está a decisão sobre a taxa de juros Selic na quarta-feira, 28. A reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) começa nesta terça.

Com ampla expectativa de manutenção da taxa de juros em 2% ao ano, os investidores devem se atentar mais ao comunicado, que pode trazer pistas sobre as próximas decisões. “Se o comunicado deixar a porta aberta para subir juros, a gente deve ver uma pressão de baixa no dólar. Se voltar a subir juros, o país fica mais atraente para investimentos [em renda fixa]. Até porque se começar a subir, deve ser um ciclo de alta, e não algo pontual”, diz Laatus.

 

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quinta-feira, 29 de outubro de 2020

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