PATRÍCIA PASQUINI
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)
De 3 de agosto a 1º de setembro, as cidades de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo vão vacinar toda a população de 6 meses a 59 anos contra o sarampo, sem necessidade de comprovar vacinações anteriores.
O Ministério da Saúde recomenda que todos nessa faixa etária tomem a vacina, mesmo quem já completou as duas doses da tríplice viral. Trabalhadores dessas cidades também devem se vacinar.
A vacinação fará parte da Campanha Nacional de Multivacinação, voltada para crianças e adolescentes até 15 anos. A ação ocorre devido ao risco de transmissão do vírus trazido de fora.
Crianças entre 6 meses e quase 1 ano também continuam recebendo a dose zero da vacina.
Eder Gatti, diretor do Programa Nacional de Imunizações, explica que a alta densidade populacional e o movimento intenso entre as cidades aumentam o risco de surto de sarampo na região.
“Nessas cidades, as pessoas têm muitos contatos diários porque são locais muito povoados”, afirma Gatti. Ele ressalta ainda que a região metropolitana recebe muitos visitantes do exterior, aumentando o risco de trazer o vírus.
Para controlar o avanço do sarampo, as cidades intensificaram a busca por casos suspeitos em comunidades, hospitais e laboratórios.
Gatti diz que também estão revisando exames para garantir que casos não sejam confundidos com outras doenças.
A vacinação é a melhor forma de impedir a circulação do vírus, muito contagioso. A campanha se concentra em vacinar adultos, que costumam se vacinar menos que as crianças.
Além disso, haverá vacinação em locais públicos movimentados, como estações de trem e metrô, especialmente em áreas com maior risco devido à concentração de pessoas, incluindo estrangeiros.
Atualmente, o estado de São Paulo investiga 18 casos suspeitos de sarampo.
Na capital, os casos estão em quatro bairros: Vila Maria (2), Vila Medeiros (5), Capão Redondo (1) e Jabaquara (1). Dois casos ainda não têm local definido, segundo a Secretaria Municipal de Saúde.
Quem deve se vacinar contra o sarampo
Em São Paulo, São Bernardo do Campo e Guarulhos
Dose zero: crianças de 6 meses a quase 1 ano. Qualquer pessoa entre 6 meses e 59 anos, independentemente de histórico de vacinação.
Para outras cidades brasileiras
O esquema normal é duas doses: a primeira aos 12 meses com a tríplice viral, e a segunda aos 15 meses com a tetraviral, que também protege contra catapora.
Pessoas de 1 a 29 anos devem tomar duas doses da tríplice viral, adultos de 30 a 59 anos devem tomar pelo menos uma dose. Profissionais de saúde precisam comprovar duas doses, independentemente da idade.
Em 2026, o Ministério da Saúde já enviou mais de 7,2 milhões de doses de tríplice viral aos estados e municípios, com cerca de 2,9 milhões aplicadas no país.
Campanha Nacional de Multivacinação
A campanha ocorrerá de 3 de agosto a 1º de setembro em todo o país, com um dia especial de mobilização em 22 de agosto, quando postos de saúde estarão abertos.
Em 2025, a campanha foi em outubro, mas neste ano foi antecipada por causa das eleições.
Durante a campanha, crianças e adolescentes até 15 anos poderão receber várias vacinas, incluindo BCG, DTP, pentavalente, tríplice viral, poliomielite inativada, pneumocócica 20, meningocócicas C e ACWY, além das vacinas contra hepatite A, hepatite B, rotavírus, influenza, Covid, febre-amarela, catapora e HPV.
