A Confederação Nacional dos Transportes (CNT) recomenda que os candidatos à Presidência incluam em seus planos ações que transformem as políticas de infraestrutura, transporte e logística em políticas permanentes do governo, segundo um relatório chamado “O Transporte Move o Brasil – Propostas da CNT ao País”. Este documento será entregue aos presidenciáveis durante o Fórum CNT Debates.
A CNT destaca que os programas e investimentos nessas áreas precisam ser contínuos, independentemente das mudanças de governo. Uma das propostas é aumentar os recursos para construção, manutenção e modernização dos diferentes meios de transporte, por meio da aprovação da PEC 1/2021, que obriga a reinvestir ao menos 70% dos valores arrecadados com concessões no setor.
A entidade também defende a aplicação total dos recursos da Cide-Combustíveis para obras de transporte e subsídios no transporte público, além de fortalecer o mercado financeiro para facilitar investimentos em concessões e parcerias público-privadas.
Vander Costa, presidente do Sistema Transporte, afirma que o transporte é fundamental para o crescimento do país e deve estar no centro das prioridades do governo, com planejamento de longo prazo e ações que promovam modernização, segurança jurídica e integração do sistema.
Na área institucional, a CNT sugere ampliar o envolvimento do setor de transporte na criação de políticas públicas e decisões governamentais para garantir maior estabilidade e segurança para investimentos. A entidade também propõe uniformizar decisões judiciais e valorizar métodos que resolvam conflitos de forma consensual, como os utilizados pelo Tribunal de Contas da União (TCU), além de aumentar a representação do Sistema Transporte em grupos estratégicos.
Sobre segurança pública, a CNT recomenda aprovar a PEC da Segurança Pública e endurecer as punições para roubos de carga, violência contra trabalhadores do transporte e atos de vandalismo, além de intensificar a presença policial em rodovias, ferrovias e hidrovias.
Em relação ao meio ambiente, o relatório sugere atenção à transição energética, promovendo uma matriz de transportes mais diversificada e renovação das frotas com base em economia circular, para garantir viabilidade econômica e operacional.
