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Milhares de pessoas estão desalojadas após o terremoto

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O prefeito de Accumoli explicou que em sua cidade não há nem uma casa na qual se possa entrar e comentou que a temperatura chegou a 10º durante a noite

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Homem se desespera ao ver prédios destruídos por terremoto na região de Amatrice, na Itália – 24/08/2016 (Filippo Monteforte/AFP)

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Homem chora ao ver sua casa destruída, após forte terremoto atingir a região de Amatrice, na Itália – 24/08/2016 (Filippo Monteforte/AFP)

A Defesa Civil da Itália está instalando acampamentos com tendas, cozinhas e banheiros móveis, e está preparando escolas e ginásios para alojar milhares de pessoas que terão de passar a noite fora de suas casas após o terremoto que devastou várias localidades do centro de Itália.

Por enquanto, estão sendo montadas tendas de campanha nas localidades de Pescara e de Arquata del Tronto para acolher as pessoas que ficaram sem casa na região de Pescara del Tronto, uma das mais atingidas. Em Arquata del Tronto já estão sendo distribuídas refeições quentes para os que tiveram que sair às pressas de suas casas durante a madrugada.

Também estão sendo montados acampamentos nas localidades de Accumoli e Amatrice, na província de Rieti, no Lácio, e que poderão abrigar, por enquanto, cerca de 500 pessoas, informou uma das porta-vozes da Defesa Civil, Titti Postiglione. Além disso, foram instaladas 250 camas em uma escola da cidade próxima de Cittaducale.

Turistas — O prefeito de Accumoli, Stefano Petrucci, explicou que em sua cidade não há nem uma casa na qual se possa entrar e comentou que a temperatura chegou a dez graus durante a noite, apesar de ser verão na Europa. No total, Petrucci explicou que em sua cidade há 2.500 pessoas, muitas delas turistas, durante esta época do ano, que estão desalojadas.

Na mesma situação se encontra Amatrice, uma cidade na qual vivem 2.000 pessoas, mas que costuma dobrar de tamanho devido aos muitos visitantes durante o verão europeu. Alguns dos turistas estão voltando para suas casas, mas os residentes precisam de um lugar seguro para passar a noite.

A Cruz Vermelha italiana informou que 150 voluntários se transferiram para a região atingida pelo tremor e que também foram enviados alimentos, enquanto estudam mandar apoio psicológico para os atingidos. Em toda a região afetada estão acontecendo réplicas com magnitudes entre 4 e 5, o que dificulta o trabalho das pessoas que participam do resgate.

Por enquanto, o balanço é de pelo menos 73 mortos, e dezenas de pessoas seguem desaparecidas por causa do terremoto que aconteceu às 3h36 locais (22h36 de Brasília da terça-feira).

Local do epicentro do tremor (em vermelho) e cidades mais afetadas. Clique nos pontos para informações

(Com agência EFE)

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EUA registram maior número de novas mortes por Covid em mais de 1 mês

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A menos de 2 semanas da eleição presidencial, país vê número de vítimas crescer e voltar a ficar acima de mil por dia. Especialistas temem que o pior ainda está por vir.

FOTO DE 15 DE OUTUBRO: Pedestres usam máscaras de proteção no bairro de Far Rockaway, no Queens, durante a pandemia do novo coronavírus (Covid-19) em Nova York, nos Estados Unidos — Foto: John Minchillo/AP

Os Estados Unidos registraram 1.124 mortes causadas pelo novo coronavírus nas últimas 24 horas, segundo dados da Universidade Johns Hopkins, o maior número diário de óbitos em mais de um mês.

É o maior patamar desde 15 de setembro, quando foram registradas 1.288 novas vítimas. O recorde diário é de 15 de abril, quando 2.609 americanos morreram por causa do novo coronavírus.

Os EUA são atualmente o país com mais óbitos (222,2 mil) e infectados (8,3 milhões) do mundo.

Foram registrados também 62.735 novos casos na quarta-feira (21), o maior número desde sexta-feira (18). O recorde de novos infectados (77.362) ocorreu em 16 de julho.

Segundo a “CNN”, ao menos 31 dos 50 estados americanos estão reportando mais casos semanais de Covid, e especialistas temem que o pior da pandemia ainda está por vir.

“Será um inverno horrível”, afirmou o Dr. Peter Hotez, reitor da Escola Nacional de Medicina Tropical do Baylor College of Medicine, ao canal de televisão.

Um modelo do Instituto de Métricas e Avaliação de Saúde da Universidade de Washington diz que os EUA podem ter mais de 2,3 mil óbitos diários em janeiro, quase o dobro do patamar atual, mas ainda abaixo do recorde de abril.

Pandemia no debate

A pandemia será um dos seis temas do último debate presidencial, que ocorre nesta quinta-feira (22). O embate entre Donald Trump e Joe Biden começa às 22h e terá transmissão do G1 e da GloboNews.

Além da pandemia, os candidatos republicano e democrata vão debater sobre famílias americanas, a questão racial no país, mudanças climáticas, segurança nacional e liderança. Os temas foram pré-definidos pelos organizadores.

O presidente americano, que se recuperou da Covid recentemente e busca se reeleger, tem sido criticado por sua postura no combate ao coronavírus.

Avanço da 2ª onda

A pandemia voltou a ganhar força nas últimas semanas em diversos países onde ela tinha refluído, sobretudo na Europa.

Entre ontem e hoje, a Alemanha e a Itália registraram recorde de novos casos, e Espanha e França passaram de um milhão de infectados.

Atualmente, os países com mais casos registrados, depois dos EUA, são: Índia (7,7 milhões), Brasil (5,2 milhões), Rússia (1,4 milhão) e Argentina (1 milhão).

Já os países com mais mortes depois dos EUA são: Brasil (155 mil), Índia (116 mil), México (87,4 mil) e Reino Unido (44,2 mil).

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Alemanha registra recorde de novos casos diários de Covid

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Europa enfrenta 2ª onda do coronavírus, e autoridades alertam que o país vive situação de saúde ‘gravíssima’ e que ‘o vírus pode estar se espalhando incontrolavelmente’.

Passageiros formam fila para fazer teste da Covid-19 no aeroporto de Frankfurt, na Alemanha, nesta quinta-feira (22) — Foto: Michael Probst/AP

A Alemanha registrou 11.287 novos casos de coronavírus nas últimas 24 horas nesta quinta-feira (22), uma forte alta de 49% em relação ao dia anterior e um recorde diário de infecções desde o início da pandemia.

Até então, a maior quantidade de casos diários era de 7.830 novos infectados, registrados na sexta-feira (16). Ontem, o país contabilizou 7.595 casos.

No total, o país registra 380.762 casos e 9.875 vítimas.

Europa passa por um novo surto de coronavírus em diversos países, mas o número de mortes deste novo surto é bem menor do que os registrados no início da pandemia (veja mais abaixo).

O presidente do instituto de vigilância epidemiológica Robert Koch, responsável por divulgar os dados no país, afirmou que a Alemanha vive uma situação de saúde gravíssima e que “o vírus pode estar se espalhando incontrolavelmente”.

Lothar Wieler disse que os jovens são os mais expostos ao vírus atualmente e fez um alerta: “Quanto mais pessoas são infectadas em círculos privados, mais o vírus se espalha”.

Wieler, no entanto, garantiu que ainda é possível conter a pandemia “respeitando sistematicamente as medidas de proteção” e “ventilando regularmente” ambientes fechados.

Diante do avanço da segunda onda de Covid, a chanceler Angela Merkel pediu aos cidadãos no sábado (17) para reduzir as relações sociais tanto quanto possível e os encorajou a não sair de casa.

Avanço da 2ª onda

Com 15.199 novas infecções, Itália também registrou novo recorde diário de casos (o recorde até então era de 11.705 novos casos em 24 horas, registrado no domingo).

Já Espanha foi o primeiro país da União Europeia a superar um milhão de casos de Covid (e o sexto no mundo), e o governo espanhol estuda novas medidas para frear o avanço da pandemia.

Logo depois a França também passou a marca simbólica de um milhão de infectados.

A Itália tem 450 mil casos confirmados, mas é o país da União Europeia com mais mortes, segundo dados da Universidade Johns Hopkins: 36,8 mil, à frente de Espanha (34,3 mil) e França (34 mil).

Atualmente, os países com mais casos registrados são: Estados Unidos (8,3 milhões), Índia (7,7 milhões), Brasil (5,2 milhões), Rússia (1,4 milhão) e Argentina (1 milhão).

Os países com mais mortes são: EUA (222 mil), Brasil (155 mil), Índia (116 mil), México (87,4 mil) e Reino Unido (44,2 mil).

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Negociações do Brexit podem ser retomadas para pacto em novembro

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A decisão pode ser tomada nas próximas 24 horas, e os negociadores estariam prontos para se sentar imediatamente com o objetivo de fechar um acordo

(Jack Taylor/Getty Images)

As negociações comerciais entre o Reino Unido e a União Europeia podem ser retomadas após um contato positivo entre os dois lados, disseram três pessoas a par das discussões.

A decisão pode ser tomada nas próximas 24 horas, e os negociadores estariam prontos para se sentar imediatamente com o objetivo de fechar um acordo até meados de novembro, de acordo com as pessoas, que falaram sob condição de anonimato.

O negociador-chefe do Reino Unido, David Frost, planeja conversar com seu homólogo da UE, Michel Barnier, na quarta-feira para discutir como pôr fim ao impasse, que paralisou as negociações formais por uma semana. As pessoas disseram que não havia garantia de nenhuma decisão até a conversa.

Até agora, o Reino Unido disse que a UE não convenceu o primeiro-ministro Boris Johnson de que mudou sua abordagem o suficiente para permitir o reinício das negociações. O governo britânico quer que a UE diga que começará a redigir um texto jurídico, reconheça que a independência soberana do Reino Unido é fundamental e sinalize que está pronta para um acordo.

Barnier concordou com os três pontos em um discurso no Parlamento Europeu em Bruxelas na quarta-feira, o que levou um porta-voz do Reino Unido a dizer que ele “comentou de maneira significativa”.

Prazo final

Sem um acordo comercial, consumidores e empresas enfrentarão o custo e mudanças em tarifas e cotas em apenas 10 semanas, quando o período de transição pós-Brexit expirar em 31 de dezembro.

Os princípios da UE nas negociações “são totalmente compatíveis com o respeito à soberania britânica, uma preocupação legítima do governo de Boris Johnson”, disse Barnier a parlamentares da UE.

O governo do Reino Unido argumenta que a UE atrasou o relógio e não negociou de boa-fé ao se recusar a começar a redigir um texto jurídico nos sete meses desde o início das negociações. Também criticou o bloco por relutar em realizar discussões intensas. A UE disse que está esperando o Reino Unido fazer ofertas de compromisso sérias.

Apesar do clima positivo, autoridades da UE alertam que ainda há muito trabalho para reduzir a divisão, principalmente no acesso às águas pesqueiras do Reino Unido e nas chamadas condições de igualdade para os negócios.

Algumas autoridades do lado da UE continuam pessimistas.

Uma fonte disse que, embora as coisas tenham avançado nos últimos dias, pouca coisa mudou fundamentalmente no conteúdo e que tanto o Reino Unido quanto a UE precisam “engolir” compromissos desagradáveis.

Uma segunda autoridade da UE disse haver uma crença de que o Reino Unido não deseja mais negociar seriamente e que o governo de Johnson endureceu sua posição.

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Trump e Biden: segundo round

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Candidatos à Presidência americana se enfrentam pela segunda e última vez em debate na noite desta quinta-feira, 22

Joe Biden e Donald Trump: candidato democrata à frente das pesquisas. (Montagem EXAME. (Foto Biden: Stefani Reynolds. Foto Trump: Bloomberg)/Exame)

O segundo e último debate da campanha presidencial americana acontece na noite desta quinta-feira, 22, com uma novidade importante: os candidatos terão dois minutos de fala ininterrupta no início de cada segmento

Essa foi a solução encontrada pelos organizadores para impedir uma repetição do caos que marcou o primeiro encontro entre Joe Biden e Donald Trump, há três semanas. O presidente americano interrompeu o adversário 128 vezes, segundo uma conta do site Slate. O democrata pediu para o presidente “calar a boca” e chamou Trump de “palhaço”.

Segundo as regras anunciadas pela comissão organizadora – uma entidade independente –, a regra se aplica somente à primeira fala de cada um, em resposta às perguntas iniciais da mediadora, a jornalista Kristen Welker, sobre cada um dos temas.

Enquanto Biden estiver respondendo, o microfone de Trump ficará cortado, e vice-versa. Passado esse período inicial de cada um dos blocos (serão seis), os microfones voltam a ficar abertos para discussão.

“Vou participar, só acho que é muito injusto”, disse o Trump sobre a nova regra. O diretor de sua campanha, Bill Stepien, afirmou que o presidente “está comprometido em debater com Joe Biden a despeito de mudanças de última hora da comissão tendenciosa e sua última tentativa de dar vantagem para seu candidato favorito”.

Em um comunicado, a comissão organizadora afirmou que a alteração  foi instituída levando em conta “a opinião de muitos que acharam que o debate ficou aquém das expectativas, impedindo que os eleitores se informassem sobre as posições dos candidatos”.

O primeiro debate foi considerado por diversos observadores como um dos piores de todos os tempos entre dois candidatos à Presidência. O segundo, que deveria ter ocorrido na semana passada, foi cancelado depois de Trump recusar-se a participar via videoconferência.

O desempenho de Trump pode ser sua última oportunidade para tentar conquistar algumas parcelas importantes do eleitorado – ou pelo menos evitar um desgaste ainda maior.

Um exemplo são as mulheres dos subúrbio. Trump vem pedindo explicitamente o apoio dessas eleitoras. “Mulheres dos subúrbios: vocês podem gostar de mim, por favor?”, disse o presidente num comício na semana passada.

Segundo Trump, a vida supostamente pacífica e idílica dos subúrbios americanos – casas com jardins bem cuidados, vizinhos amistosos, famílias brancas – está diante de uma ameaça existencial: os arruaceiros e violentos manifestantes do movimento Black Lives Matter.

Somente o presidente e sua promessa de lei e ordem poderiam evitar que esse ideal fosse corrompido para sempre por uma onda de violência e anarquia.

O problema é que esses subúrbios da narrativa de Trump não existem há muito tempo. Hoje em dia, eles são multiétnicos e multirraciais. Em termos de diversidade, eles são cada vez mais parecidos com as grandes cidades.

Um dado do centro de estudos Brookings Institution aponta que mais de metade dos imigrantes que se mudaram para os Estados Unidos nos últimos 20 anos foram morar nos subúrbios.

A fixação com essa fatia do eleitorado tem a ver com a composição demográfica de estados decisivos no colégio eleitoral, como a  Pensilvânia, onde Biden lidera as pesquisas com boa margem. Foi na Pensilvânia que Trump fez seu apelo desesperado pelo apoio das mulheres dos subúrbios.

As pesquisas também indicam que Trump corre o risco de perder em estados nos quais foi vitorioso há quatro anos – como Iowa e Ohio – e até mesmo em outros que costumam pender para o Partido Republicano, como Geórgia e Arizona.

A menos de duas semanas da eleição, o tempo também está acabando para que Trump consiga reverter a opinião crítica da população sobre seu trabalho – especialmente no que diz respeito ao combate à pandemia. Segundo duas pesquisas divulgadas na terça-feira, 55% dos americanos reprovam o governo (43% aprovam).

As pesquisas nacionais – que não refletem a realidade do colégio eleitoral – indicam uma vantagem confortável para Biden. Segundo a média de 10 levantamentos do site RealClearPolitics, o democrata está 7,6 pontos percentuais à frente de Trump.

O debate de hoje à noite acontece na Universidade Belmont, em Nashville, e está programado para começar às 22h de Brasília. O confronto será transmitido pela CNN Brasil e pela Globonews e também pode ser acompanhado pela internet em sites da imprensa americana, como New York Times e Washington Post, ou serviços como YouTube e Twitter.

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Irlanda é primeiro país da União Europeia a impor novo lockdown

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Para conter o avanço da covid-19, a Irlanda decretou lockdown por seis semanas irlandeses, mas as escolas permanecerão abertas. Entenda

Lockdown Irlanda: segunda onda de coronavírus avança na Europa (Niall Carson – PA Images / Colaborador/Getty Images)

A Irlanda se tornou nesta quarta-feira, 21, o primeiro país da União Europeia (UE) a decretar um novo lockdown para conter a disseminação do coronavírus, no momento em que o continente, atingido pela segunda onda da pandemia, aumenta as restrições para conter a covid-19.

Na esperança de “celebrar o Natal de maneira adequada”, nas palavras do primeiro-ministro Micheal Martin, os irlandeses deverão permanecer em casa por seis semanas, mas as escolas permanecerão abertas.

No Reino Unido, o País de Gales (que tem 3 milhões de habitantes) estará sujeito, a partir de amanhã, a um confinamento de duas semanas, a medida mais dura já adotada no país desde a primeira onda da doença.

Na Irlanda e no País de Gales, estabelecimentos comerciais não essenciais serão fechados. Além disso, os irlandeses poderão deixar suas casas apenas para se exercitar em um raio de cinco quilômetros de suas residências, sob pena de multas.

Na Inglaterra, reuniões de mais de seis pessoas já foram proibidas, e 28 milhões de pessoas ( metade da população), incluindo Londres, estão sujeitas a medidas ainda mais rígidas.

Na terça-feira, 20, Manchester, uma cidade de 2,8 milhões de habitantes no noroeste da Inglaterra, foi colocada em nível de alerta máximo. A medida significa o fechamento de bares e pubs que não servem comida e a proibição de reuniões com pessoas de casas diferentes. Yorkshire enfrentará as mesmas medidas a partir de sábado.

Itália

Os sinais também são vermelhos na Itália, onde a rica região da Lombardia – ao norte – e de Campânia – a sudoeste – estabelecerão toque de recolher a partir de hoje das 23 às 5 horas durante três semanas.

Primeiro país da Europa atingido pela pandemia, a Itália registra desde sexta-feira um aumento acentuado no número de contágios, com mais de 10 mil por dia. A Lombardia, seu coração econômico, é, mais uma vez, a mais afetada. O primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, estuda a possibilidade de aplicar nos fins de semana em todo o país um toque de recolher das 23 às 5 horas.

A situação é ainda pior na França, que na terça-feira registrou 163 novas mortes e mais de 20 mil novos casos. As grandes metrópoles, incluindo Paris, ou seja, 20 milhões de pessoas, estão sujeitas a um toque de recolher das 21 às 6 horas desde o fim de semana.

O toque de recolher também entrou em vigor na Eslovênia, na terça-feira: seus 2 milhões de habitantes não poderão sair entre 21 e 6 horas. Na República Checa, o governo anunciou um confinamento parcial: restrição de deslocamento, exceto para trabalho, compras e visitas médicas, fechamento de lojas e serviços.

A Rússia registrou 317 mortos em 24 horas, o maior número em um dia desde o começo da pandemia. Moscou acumula 377.017 casos de covid-19 e 6.121 mortes, 63 em 24 horas. Apesar do aumento do número de casos nas últimas semanas, as autoridades russas descartaram a possibilidade de adotar medidas drásticas como o lockdown ou a paralisação de setores econômicos.

A Alemanha registrou 7.595 novos casos em 24 horas, o segundo número mais elevado desde o início da pandemia, segundo dados do Instituto Robert Koch (RKI) de virologia. O total de contágios é de 380.762, com 9.875 mortos. O ministro de Saúde, Jens Spahn, que testou positivo para covid-19, disse que não descarta a possibilidade de estender a outras partes do país as restrições adotadas em Berchtesgaden (sul), por causa da elevada incidência com 262,4 novos contágios em cada 100 mil habitantes em uma semana. “É esse o enfoque que temos de ter, tomar medidas a nível federal, senão elas vão ser sempre adaptadas às situações. Estou certo que assim elas terão maior aceitação.”

A pandemia já matou pelo menos 1.128.090 pessoas em todo mundo desde o final de dezembro, de acordo com um balanço da Universidade Johns Hopkins. Mais de 41 milhões de casos de infecção foram diagnosticados.

Hospitais nos EUA começam a ficar lotados

Nos EUA, os hospitais começam a ficar lotados por causa de um novo aumento de casos de covid-19, em um momento em que vários Estados estão registrando números recordes de hospitalizações e as autoridades se esforçam para encontrar leitos e funcionários da área de saúde adicionais. Vários médicos disseram que esse aumento de casos e hospitalizações é alarmante.

“Quando vemos que as internações estão aumentando, significa que já estamos com problemas”, disse a epidemiologista Saskia Popescu, da Universidade George Mason. Os Estados Unidos lideram a lista de países afetados pelo coronavírus. Registraram mais de 8 milhões de casos de covid-19 desde o início da pandemia e mais de 220 mil mortes. A média de casos em sete dias chegou a 60 mil o maior número desde julho.

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Europa pede reforma da OMS e novas abordagens para pandemias

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UE e seus estados-membros são alguns dos maiores doadores da OMS, e se tornariam de longe os maiores contribuintes se os EUA deixarem a agência

OMS: Estados Unidos acusaram a OMS de ser próxima demais da China na primeira fase da pandemia (Denis Balibouse/Reuters)

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quinta-feira, 22 de outubro de 2020

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