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Microcrédito não é auxílio, é para quem pode pagar de volta, diz Guimarães

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A Caixa pretende colocar à disposição ao menos R$ 10 bilhões para 10 milhões de microempreendedores através de empréstimos no valor de R$ 1 mil

Guimarães quer encaminhar a abertura de capital da Caixa ao BC ainda este mês (Adriano Machado/Reuters)

 

Enquanto isso, a instituição segue estruturando o futuro de seu banco digital. Um dos impulsos virá de uma linha de microcrédito um dos planos do governo Bolsonaro para atenuar os impactos do fim do auxílio emergencial. A Caixa pretende colocar à disposição ao menos R$ 10 bilhões para 10 milhões de microempreendedores. Eles terão acesso a empréstimos com valor de R$ 1 mil, três a cinco anos de prazo de pagamento e juros potencialmente abaixo dos praticados no mercado.

“O microcrédito não é auxílio. O auxílio é transferência. O microcrédito é um crédito, para aqueles que têm condição de pagar a Caixa de volta”, afirmou Guimarães, em entrevista exclusiva ao Estadão/Broadcast.

Como está a operacionalização do programa de microcrédito, em estudo pelo governo, para atenuar o fim do auxílio emergencial?

O microcrédito sempre foi uma chave dessa gestão. Foi o único ponto que não tínhamos conseguido implementar de fato porque não havia a parte digital – não há microcrédito de larga escala sem o digital. Com a pandemia, tivemos o desafio gigantesco de realizar os pagamentos do auxílio emergencial. Hoje, temos o banco digital com 105 milhões de clientes, dos quais 80 milhões são ativos. Vamos usar essa plataforma para o microcrédito.

Qual o orçamento?

Não temos limitação de capital nem de funding. Serão para quantas pessoas puderem pagar a Caixa de volta. O microcrédito não é auxílio. O auxílio é transferência, o microcrédito é um crédito. Aquelas pessoas que não têm condição de pagar crédito são pessoas de transferência de renda. O número de 10 milhões de clientes para o microcrédito já temos certeza. Pode ser mais, desde que caiba nos modelos de risco de crédito. Temos uma carteira (de crédito total) de R$ 750 bilhões. Se falarmos de R$ 10 bilhões para microcrédito com média de R$ 1 mil por cliente, dá 1,5% da nossa carteira. Não é nada.

Qual será o público-alvo?

Temos vários públicos: comércio, reciclagem, cooperativa, profissionais liberais. Eu estava no 82.º Caixa Mais Brasil, em Cuiabá, num lixão. Lá, tem uma comunidade com 35 membros e essas pessoas pegam o lixo e vendem para o reciclador. Todos têm CPF, receberam auxílio. São iniciativas como essa que vamos fazer. O banco digital que estamos operando, com microcrédito, conversa com banco com 25 mil pontos de venda e 250 mil pessoas trabalhando. A força da Caixa está em ter um banco digital com 105 milhões de contas e estar no Brasil inteiro.

Como estão os planos de criar o banco digital?

Já temos todo o trabalho. É uma discussão com o Banco Central (BC). Pode ser em seis meses. Não há restrição de aporte de capital. Não há nenhum banco digital no Brasil que vá pagar 35 milhões de pessoas todos os meses, dos benefícios sociais. Além disso, são pelo menos 10 milhões de pessoas no microcrédito. Alguns podem conversar (entre si). Na primeira faixa do Minha Casa Minha Vida, as pessoas também terão o banco digital. Só aí são mais 7 milhões de clientes. Temos o Caixa Tem, o aplicativo, que já foi provado, que está na 40.ª versão e já passou por todo sufoco, pagando 90 milhões de pessoas por mês no meio da pandemia.

Foram abertas 105 milhões de poupanças sociais pelo aplicativo da Caixa. Mas qual a garantia de que essas contas terão movimento após o fim do auxílio?

A gente teve mais Pix pelo banco digital do que sem ele. Já oferecemos microsseguros. O microcrédito será obrigatoriamente por meio do banco digital e ainda o Minha Casa, Minha Vida. Mesmo que eu perca todos os outros, ao menos 50 milhões de pessoas vão falar com a gente (por meio do banco digital).

Mas quando o banco digital estará pronto?

É como a Caixa Seguridade, existe, mas não abriu capital. O que falta é obtermos as autorizações necessárias para fazer o spin-off (separação) e abrir o capital do banco digital. Após a aprovação do conselho de administração, vamos enviar o pedido ao Banco Central. Será este mês ainda. Já estamos conversando com o Banco Central sobre o banco digital.

Como estão as demais aberturas de capitais dos negócios da Caixa?

Nosso foco total é na Caixa Seguridade e na conclusão dos acordos societários já assinados. Já temos equipes escolhidas, produtos e então vamos recebe o dinheiro pelos acordos. O plano é fazer a abertura de capital no ano que vem. Seria este ano, mas tivemos muita volatilidade. A gente discute, inclusive, a abertura de capital do banco digital, se for aprovada, fora do Brasil.

Faz sentido Nasdaq, reduto da tecnologia? Será no Brasil e no exterior?

Primeiro, temos ter o banco aprovado e também o IPO. Essa é uma iniciativa, dado o tamanho e relevância do banco digital, que a gente pode fazer (o IPO) no Brasil ou fora. Pode ser dupla listagem também porque, na verdade, as operações de seguridade, asset etc., são tradicionais, a digital é uma inovação total. Quem precifica melhor isso? Muito melhor lá fora do que aqui.

 

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IGP-10 tem alta de 1,33% em janeiro com pressão menor no atacado e no varejo

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Em janeiro, a alta do IPA, que mede a variação dos preços no atacado e responde por 60% do índice geral, desacelerou a 1,60%, de 2,27% no mês anterior

Varejo; comércio (Andre Coelho / Correspondente/Getty Images)

O Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) apresentou em janeiro alta de 1,33% contra avanço de 1,97% em dezembro, uma vez que o aumento dos preços tanto no atacado quanto no varejo perderam força, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta sexta-feira.

O resultado, entretanto, ficou acima da expectativa em pesquisa da Reuters de avanço de 0,90%.

Em janeiro, a alta do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede a variação dos preços no atacado e responde por 60% do índice geral, desacelerou a 1,60%, de 2,27% no mês anterior.

No varejo a pressão também ficou menor, uma vez o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-10) subiu em janeiro 0,59%, de 1,27% em dezembro.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,76% no período, de alta de 1,12% em dezembro.

“Nesta apuração, os três índices componentes do IGP apresentaram recuo em suas taxas. O IPA foi influenciado por alimentos processados (3,47% para 0,66%), o IPC por passagens aéreas (36,45% para -27,93%) e o INCC por materiais e equipamentos (2,49% para 1,49%)”, explicou André Braz, coordenador dos índices de preços.

O IGP-10 calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência.

 

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Economia

Vendas no varejo recuam 0,1% em novembro mesmo com Black Friday

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A expectativa era de alta de 0,40% das vendas no varejo. Setor foi uma das estrelas da retomada após quedas do começo da pandemia

Varejo (Paulo Whitaker/Reuters)

O varejo brasileiro ficou estável em novembro e interrompeu as altas seguidas dos meses anteriores. As vendas no varejo recuaram 0,1% em novembro na comparação com o mês anterior, segundo os números divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Mesmo em mês de Black Friday, a alta ficou abaixo da expectativa dos analistas em pesquisa da Reuters, que apontavam alta de 0,40% na comparação mensal.

Em relação ao ano anterior, as vendas subiram 3,4% sobre um ano antes, também abaixo dos 4,9% de consenso na pesquisa da Reuters.

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Inflação para as famílias mais pobres deve ter chegado a 6,22% em 2020, diz Ipea

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No acumulado do ano, enquanto a inflação das famílias de renda mais baixa teve elevação de 6,22%, o segmento de renda alta registrou taxa menor: 2,74%

Ipea: segundo o estudo, os segmentos de habitação e alimentos e bebidas foram os que mais impactaram a inflação das famílias de menor renda (Amanda Perobelli/Reuters)

 

No acumulado do ano, enquanto a inflação das famílias de renda mais baixa teve elevação de 6,22%, o segmento de renda alta registrou taxa menor: 2,74%.

Os dados constam do Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda referente a dezembro, divulgado hoje (15), no Rio de Janeiro, pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

“Embora tenha se mantido em dezembro o padrão inflacionário presente nos últimos meses, caracterizado pela aceleração dos preços dos alimentos no domicílio, o reajuste da energia elétrica e a alta nos preços dos serviços livres se revelaram focos de pressão adicionais no orçamento das famílias”, informou o Ipea.

egundo o estudo, os segmentos de habitação e alimentos e bebidas foram os que mais impactaram a inflação das famílias de menor renda impulsionados pela alta de 9,3% nas tarifas de energia e pelos aumentos no preço do gás de botijão (2%), arroz (3,8%), feijão (3,3%), batata (7,3%) e carnes (5,6%).

Foco inflacionário

Já os reajustes das passagens aéreas (28,1%), dos transportes por aplicativo (13,2%) e da gasolina (1,5%) fizeram do grupo transporte o maior foco inflacionário para a classe de renda mais alta no mesmo período.

“Quando se observa a variação acumulada em 2020, se comparada com a de 2019, os dados mostram que, para as três faixas de renda mais baixa, houve uma aceleração da inflação, enquanto que, para as três classes de renda mais alta, o ano passado proporcionou um alívio inflacionário. A diferença entre essas pressões pode ser explicada pelo peso das despesas com alimentos, energia e gás: elas comprometem 37% dos orçamentos mensais nas famílias mais pobres e 15% nas mais ricas”, disse o Ipea.

Acrescentou que, no ano passado, os itens que mais pesaram na cesta de consumo dos mais pobres foram arroz (76%), feijão (45%), carnes (18%), leite (27%) e óleo de soja (104%), além das tarifas de energia (9,2%) e do gás de botijão (9,1%).

No mesmo período, a parcela com renda mais alta da sociedade sentiu uma alta moderada de serviços como mensalidades escolares (1,1%) e serviços médicos e hospitalares (14,8%), além de deflações em itens consumidos majoritariamente por esse grupo, como passagens aéreas (-17%), seguro de automóvel (-8%) e gasolina (-0,2%).

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Pedidos de auxílio-desemprego nos EUA aumentam mais do que o esperado

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Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego totalizaram 965 mil, contra 784 mil na semana anterior

Fila para solicitar seguro-desemprego no Arkansas, Estados Unidos: o mercado de trabalho entrou em crise com a covid-19 (Nick Oxford/Reuters)

O número de americanos que entrou com pedidos de auxílio-desemprego pela primeira vez saltou na semana passada, confirmando o enfraquecimento das condições do mercado de trabalho conforme a piora da pandemia de Covid-19 afeta as operações em restaurantes e outras empresas.

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego totalizaram 965 mil, em dado ajustado sazonalmente para a semana encerrada em 9 de janeiro, contra 784 mil na semana anterior, informou o Departamento do Trabalho nesta quinta-feira.

Economistas consultados pela Reuters projetavam 795 mil pedidos na última semana.

O dado também foi impulsionado pela reapresentação de pedidos de auxílio após a renovação de um suplemento de 300 dólares até 14 de março como parte de alívio adicional de 900 bilhões de dólares aprovado no fim de dezembro.

Autoridades em muitos Estados proibiram jantares em locais fechados para desacelerar a disseminação do coronavírus. A economia fechou vagas de trabalho em dezembro pela primeira vez em oito meses.

O Livro Bege –do Federal Reserve e que traz informações sobre a atividade empresarial coletadas com contatos nacionais– em janeiro mostrou na quarta-feira que os “contatos nos setores de lazer e hotelaria informaram novos cortes de emprego devido a medids mais rigorosas de restrição”.

Embora os pedidos de auxílio-desemprego tenham caído ante o recorde de 6,867 milhões em março, eles permanecem acima do pico de 665 mil visto durante a Grande Recessão de 2007-09. Economistas disseram que pode levar vários anos para que o mercado de trabalho se recupere da pandemia.

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PIB da Alemanha cai 5% em 2020, mostram dados preliminares

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Os únicos pontos positivos vieram dos gastos do governo, que elevaram o consumo estatal em 3,4%, e da construção, onde o investimento subiu 1,5%

Lockdown Alemanha; pandemia na Europa; coronavírus (Sean Gallup/Getty Images)

A economia da Alemanha encolheu 5% em 2020, menos do que o esperado, uma vez que forte resposta estatal ajudou a limitar os problemas causados pela pandemia de Covid-19, mostraram nesta quinta-feira dados preliminares da agência de estatísticas.

A contração do Produto Interno Bruto foi menor do que a expectativa de queda de 5,1% em pesquisa da Reuters e também em relação ao recuo recorde de 5,7% sofrido em 2009 durante a crise financeira global.

O governo de coalização da chanceler Angela Merkel adotou desde março uma série sem precedentes de medidas de resgate e estímulo para ajudar as empresas e os consumidores a superarem a pandemia.

Com ajuste para os efeitos do calendário, a economia contraiu 5,3%, mostraram os dados preliminares.

O consumo privado despencou 6% no ano, enquanto o investimento empresarial em novos equipamentos também caiu com força.

As exportações recuaram quase 10%, enquanto as importações caíram 8,6%, disse a agência. Os únicos pontos positivos vieram dos gastos do governo, que elevaram o consumo estatal em 3,4%, e da construção, onde o investimento subiu 1,5%.

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Economia

Ibovespa futuro abre em alta à espera de estímulos americanos

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Investidores esperam que Joe Biden anuncie pacote de 2 trilhões de dólares até o fim desta quinta-feira

Bolsa: Ibovespa futuro abre em alta, em linha com bolsas internacionais (Germano Lüders/Exame)

O Ibovespa futuro abriu em alta nesta quinta-feira, 14, em meio à expectativa de que o presidente eleito Joe Biden anuncie um novo pacote de econômico ainda hoje. Na última semana, Biden afirmou que o país ainda precisa de estímulos e falou “trilhões dólares” , sem mencionar exatamente a quantidade.

Segundo notícia da CNN americana, com base em duas fontes a par do assunto, o valor seria de 2 trilhões de dólares. O montante deve ser distribuído diretamente a famílias e a fundos locais e estaduais.

Com o otimismo por mais estímulos, os principais índices de ações internacionais sobem nesta manhã, enquanto o dólar perde força contra as principais moedas emergentes, incluindo o real.

Investidores também esperam pelos dados de pedidos de seguro desemprego, referente à primeira semana do ano. A estimativa é que o número de pedidos tenha ficado em 795.000, levemente acima dos 787.000 da última divulgação. Um número pior do que o esperado pode reforçar ainda mais a percepção de necessidade de estímulos. A divulgação está prevista para às 10h30 (de Brasília).

No radar do mercado ainda segue o andamento do processo de impeachment de Donald Trump, aprovado na véspera pela Câmara americana. A conclusão do processo ainda depende do apoio de dois terços do Senado. No entanto, o líder da maioria republicana do Senado, Mitch McConnell, sinalizou que não deve dar andamento ao processo até a posse de Biden, em 20 de janeiro – o que esfria os temores sobre protestos de apoiadores de Trump, como os da última semana.

No período da tarde, por volta das 14h30, as atenções devem se voltar para o discurso do presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, que pode dar mais pistas sobre até quando vão os estímulos por meio de recompra de títulos no mercado. Também são esperados comentários sobre os efeitos da pandemia na maior economia do mundo.

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sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

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