Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama e membro do PL, afirmou que o partido não deve fazer aliança com o mal ao reafirmar o apoio à pré-candidatura do senador Eduardo Girão ao governo do Ceará. A declaração foi interpretada como uma crítica indireta à aproximação do PL com Ciro Gomes no estado.
O posicionamento foi expresso durante o lançamento da pré-candidatura de Maria Amélia para deputada distrital em Brasília. Michelle destacou que, mesmo diante de uma possível derrota, perder com dignidade é essencial e que o objetivo não é apenas o poder, mas a transformação e libertação do povo.
Nas redes sociais, André Fernandes comentou que toda ajuda para derrotar a gestão do PT no Ceará é bem-vinda e que pessoas de fora do estado podem não compreender a aliança. A aproximação entre o PL e Ciro Gomes já causou desconforto dentro do bolsonarismo, com Michelle manifestando resistência publicamente meses antes.
Críticas a Ciro
Michelle Bolsonaro retomou suas críticas a Ciro Gomes ao lembrar a antiga relação política dele com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ela compartilhou imagens de 2004, mostrando Eduardo Girão defendendo a vida e a família, enquanto Ciro aparece ao lado de Lula, período em que fazia parte do governo petista.
Em suas palavras, Michelle ressaltou que, naquela época, enquanto Eduardo Girão lutava contra as drogas, Ciro estava ao lado de quem defende o aborto e considera traficantes como vítimas dos usuários.
Antigo desentendimento
No início de maio, Michelle divulgou um vídeo em que Ciro Gomes critica o ex-presidente Jair Bolsonaro, questionando o apoio de parte da direita a ele. No vídeo, Ciro faz críticas duras à capacidade intelectual do ex-presidente, usando termos ofensivos para se referir a ele.
Esses fatos mostram um conflito histórico entre Michelle Bolsonaro e Ciro Gomes, refletindo uma rejeição clara à aliança política entre seus grupos.
