A investigação sobre a morte de Benício Xavier de Freitas, de 6 anos, revelou que a médica responsável pelo atendimento, Juliana Brasil, tentou forjar uma prova para justificar que não errou na prescrição do medicamento.
Segundo o inquérito policial apresentado, Juliana levou à Justiça um vídeo que mostraria uma falha no sistema eletrônico do hospital, onde a plataforma alteraria automaticamente a forma de aplicação da adrenalina.
No celular apreendido da médica, a polícia encontrou uma mensagem na qual Juliana afirma ter oferecido dinheiro para que alguém gravasse algo que pudesse ajudá-la.
“Ofereci dinheiro pra ela filmar. kkk. Ela disse que vai tentar”, diz a mensagem.
O delegado Marcelo Martins declarou que está claro que a médica tentou usar um vídeo para se eximir de responsabilidade.
A defesa da médica nega a falsificação e afirma que o vídeo é verdadeiro, mas a Polícia Civil descartou qualquer falha no sistema do hospital.
Detalhes do caso
Benício foi levado ao hospital com tosse seca e suspeita de laringite. A médica recomendou lavagem nasal, soro e três doses de adrenalina, 3 mg cada, para serem aplicadas por via endovenosa a cada 30 minutos.
A equipe de enfermagem seguiu as recomendações. A prescrição chegou à técnica de enfermagem sem conferência e ela aplicou o medicamento, mesmo após a mãe de Benício questionar, pois o menino nunca havia recebido adrenalina na veia.
Benício foi levado às pressas para a sala de emergência. Os pais afirmam que ele estava consciente, mas com dificuldade para respirar. Infelizmente, o menino não resistiu e morreu na madrugada de 23 de novembro de 2025.
Além da médica e da técnica de enfermagem, dois diretores do hospital foram responsabilizados pela morte.
