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Mais de 90 pessoas estão desalojadas após incêndio em prédio na Asa Norte

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A Defesa Civil mantém, por tempo indeterminado, a interdição de 24 apartamentos afetados pelo incêndio no bloco M da 110 Norte. As labaredas, que atingiram 700ºC, romperam os 18 cabos que dão resistência à prumada

Cobertura onde o fogo começou ficou completamente destruída: há risco de desabamento da laje atingida pelas chamas. (foto: Breno Fortes/CB/D.A Press)

 

Mais de 90 pessoas estão desalojadas desde que um incêndio destruiu um apartamento e atingiu outros três no sexto andar do bloco M da 110 Norte, na segunda-feira. A Defesa Civil manteve a interdição de 24 imóveis da prumada afetada pelas chamas, por causa do risco de desabamento da laje da cobertura atingida pelo fogo. Os moradores só vão poder retornar após o escoramento da estrutura, trabalho que deve começar hoje e terminar amanhã. Os outros condôminos do prédio de seis pavimentos e 60 unidades residenciais retornaram para casa na manhã de ontem, após liberação do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil.

Uma vistoria realizada pela Defesa Civil, ontem de manhã, identificou o rompimento dos 18 cabos de protensão que dão resistência a toda prumada atingida pelas chamas. Elas atingiram 700ºC. Duas perícias vão identificar as causas do incêndio: uma feita pelo Corpo de Bombeiros e outra, pela Polícia Civil. Agentes do Instituto de Criminalística (IC) da Polícia Civil fizeram uma inspeção preliminar ontem e retornam na manhã de hoje. A previsão é de que o resultado fique pronto em 30 dias.
Uma das peritas do IC, que não quis ser identificada, contou ao Correio que o foco do incêndio ficou concentrado em um quarto conjugado com a sala do apartamento 603, onde começou o fogo. “A instalação elétrica desse quarto e sala foi feita muito tempo depois. É uma instalação externa, mas existe a possibilidade de até os indícios do incêndio terem sido destruídos pelo fogo em razão do tamanho da destruição”, avaliou.
Engenharia
O tenente-coronel Sinfrônio Lopes, da Defesa Civil, ressaltou que o projeto de engenharia garantiu que o prédio permanecesse em pé. “É uma construção de alto padrão e, além dos cabos, havia outra estrutura que avisaria se a construção fosse ceder. Se não fosse isso, a varanda do sexto andar poderia desabar, o que ocasionaria em uma destruição sequenciada de todos os outros andares”, explicou.
Sinfrônio destacou ainda que a estrutura da cobertura foi calculada para aguentar um peso maior que o padrão, o que trouxe segurança e evitou desabamento em efeito dominó. “Há um risco iminente de destruição da laje, mas o engenheiro que fez o projeto atendeu todas as normas de segurança com todos os requisitos necessários”, comentou.
Segundo o projetista estrutural à frente do escoramento da laje, Alexandre Campos, chega hoje o material para dar início ao escoramento da laje da cobertura atingida pelo fogo e da laje do quinto andar .“Ainda é muito cedo para falarmos sobre o grau de comprometimento, bem como determinar quando os moradores poderão voltar para casa. Precisamos fazer esses ajustes mais técnicos, como escoramento, para começar a trabalhar”, frisou.
Seguro
Subsíndico do edifício, Luiz Antônio Tizoco Melgaço apontou que a seguradora do edifício, o Grupo SulAmérica, fará uma avaliação dos estragos. “A empresa informou que mandará um técnico em até 48 horas para avaliar os danos e poder estimar o que o seguro cobre. Contudo, eles dependem do escoramento para realizar a análise”, observou. Os donos do apartamento atingido pelas chamas não quiseram dar entrevista sobre o seguro do imóvel.
O delegado Laércio Rosseto, chefe da 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte), responsável pela investigação, descartou qualquer indício de o incêndio ser criminoso. Por causa disso, ele ainda avalia a necessidade de abertura do inquérito, mas garantiu que, independentemente da instauração do procedimento, agentes trabalham para esclarecer as causas do fogo. “Todas as providências estão sendo tomadas de forma independente e haverá perícia para detectar as causas do incêndio”, afirmou.
Pertences
As labaredas de fogo começaram por volta das 15h30 de segunda-feira no apartamento duplex 603 e só foi extinto cinco horas depois.  Na manhã de ontem, moradores dos 24 imóveis interditados puderam entrar no prédio para retirar os pertences. Por segurança, só subia uma pessoa acompanhada de dois militares dos bombeiros. A maioria saía com documentos, roupas e alimentos. Por causa do acidente, alguns cogitam se mudar do edifício para sempre.
É o caso de Débora De La Vega, 39 anos, e do marido dela, João Paulo De La Vega, 40. “Quando vi as labaredas indo para o lado do nosso apartamento, entrei em desespero. Vimos vidros caindo e as chamas tomarem a cobertura. A sensação era de que íamos perder tudo. Por sorte, foi só fumaça. Hoje (ontem) de manhã, a parede ainda estava quente”, contou a mulher.
A sogra dela estava no imóvel no momento do incêndio e conseguiu sair com o cachorro da família. “Ela desceu e ligou para mim. Vim o mais rápido que pude. Subi e busquei o que tínhamos de valor. Dinheiro, documentos e alguns aparelhos eletrônicos. Não sei se  vamos continuar morando aqui ou como vai ser a partir de agora”, contou João Paulo.
Unidades a partir de R$ 1 milhão
Sites especializados na venda e compra de imóveis anunciam apartamentos no bloco M da 110 Norte com valores a partir de R$ 1 milhão. Antes do incêndio, uma cobertura no edifício estava avaliada em R$ 2 milhões. O Correio apurou com moradores que um homem comprou um apartamento no terceiro andar da prumada C — não atingida pelas chamas —, por R$ 1,1 milhão, ontem, no momento
em que as labaredas consumiam o apartamento 603, na prumada A.
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    Explosão após uso de álcool deixa mulher com 35% do corpo queimado, no DF

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    Acidente ocorreu no Itapoã quando vítima abastecia ‘rechaud’ com líquido. Ela foi levada para Hospital da Asa Norte (Hran) com queimaduras de primeiro e segundo grau.

    Ambulâncias do Corpo de Bombeiros do DF — Foto: CBMDF/Divulgação

    Uma mulher teve 35% do corpo queimado após encher um “rechaud” — recipiente usado para manter comida quente — com álcool e o utensílio explodir. O acidente ocorreu na noite de sábado (6), na região do Itapoã, no Distrito Federal.

    O Corpo de Bombeiros chegou ao local e encontrou a mulher com queimaduras de primeiro e segundo grau por todo o corpo. Ela foi levada ao Hospital Regional da Asa Norte (Hran) consciente e orientada.

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    PF descobre verdadeira identidade de ‘Colômbia’, suspeito de chefiar quadrilha de pesca ilegal no AM

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    Identidade do suspeito foi confirmada durante operação da PF deflagrada, neste sábado (6), contra pesca ilegal no AM.

    “Colômbria” foi preso e levado a Manaus. — Foto: Rede Amazônica.

    O homem conhecido como Colômbia” foi identificado pela Polícia Federal (PF) como Ruben Dario da Silva Villar, de nacionalidade colombiana. Ele está preso desde junho, e é suspeito de chefiar uma quadrilha de pesca ilegal na reserva indígena Vale do Javari, no Amazonas, localizada próxima à região onde o indigenista Bruno Araújo e o jornalista inglês Dom Phillips foram assassinados.

    Segundo a PF, a real identidade de “Colômbia”, que a princípio havia sido detido em flagrante por apresentar documentações falsas, foi confirmada durante uma operação deflagrada em Atalaia do Norte (distante 1.136 quilômetros de Manaus), neste sábado (6), contra a pesca ilegal na terra indígena.

    As investigações apontaram fortes indícios de que “Colômbia” é líder e financiador de uma associação criminosa armada especializada na prática da pesca ilegal no Vale do Javari. Além disso, ele também seria o responsável por comercializar grande quantidade de pescado que era exportado para países vizinhos.

    Durante a operação, foram cumpridos sete mandados de prisão preventiva, sendo dois em nome do próprio “Colômbia” e de Amarildo Costa de Oliveira, conhecido como “Pelado”, acusado de matar Bruno e Dom. Os dois já estão presos desde junho.

    Ainda de acordo com a PF, foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão. Entre os presos estão três familiares de Amarildo envolvidos com a ocultação dos corpos das vítimas, sendo um deles um filho de “Pelado”.

    Pesca ilegal e assassinatos

    As investigação sobre a pesca ilegal na região iniciaram em paralelo à apuração dos assassinatos de Bruno e Dom. Conforme a PF, Bruno era alvo da quadrilha e foi morto porque combatia a pesca ilegal no Vale do Javari. Dom morreu porque estava junto com ele.

    Além de Amarildo, outros dois suspeitos do crime estão presos em Manaus: Jeferson da Silva Lima, conhecido como “Pelado da Dinha”, e Oseney da Costa de Oliveira, o “Dos Santos”, irmão de Amarildo.

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    Adolescente filha de vítima de feminicídio é morta a tiros no ES e ex-namorado é preso suspeito do crime

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    Crime foi na tarde desta sexta-feira (5), em Linhares, no Norte do Espírito Santo. Suspeito de 18 anos foi preso pela Polícia Civil cinco horas após o assassinato.

    Ana Clara Amorim de 14 anos foi morta a tiros no ES — Foto: Reprodução/TV Gazeta

    Uma adolescente de 14 anos, que perdeu a mãe em 2009 vítima de feminicídio, foi morta a tiros na tarde desta sexta-feira (4), em Linhares, no Norte do Espírito Santo.

    Ana Clara Amorim foi assassinada no meio da rua, no bairro Interlagos e o suspeito do crime, de acordo com a Polícia Civil, é o ex-namorado dela, Joelson Silva de Souza de 18 anos.

    Joelson foi preso cinco horas após o crime, durante uma operação no bairro Bebedouro, também em Linhares.

    “Montamos uma força tarefa com três viaturas e mais de 10 policiais e através das indicações da comunidade conseguimos localizar e prender Joelson”, informou o delegado Fabrício Lucindo.

    Familiares de Ana Clara disseram que ela e Joelson moravam juntos há cerca de um ano e meio e o relacionamento deles era conturbado.

    “Ela já tinha largado ele e ele tinha feito ameaça que ia voltar. Voltou mesmo. Não sei quantos tiros deu nela e eu quero justiça. Ninguém lá de casa aceitava o relacionamento”, disse uma familiar da vítima que pediu para ser identificada.

     

    Joelson Silva de Souza de 18 anos foi preso suspeito de matar a ex-namorada, Ana Clara Amorim de 14 anos no ES — Foto: Reprodução/TV Gazeta

    Joelson Silva de Souza de 18 anos foi preso suspeito de matar a ex-namorada, Ana Clara Amorim de 14 anos no ES — Foto: Reprodução/TV Gazeta

    Joelson foi encaminhado à Delegacia Regional de Linhares. A Polícia Civil informou que ele foi autuado em flagrante por feminicídio e encaminhado na manhã deste sábado (6) à Penitenciária Regional de Linhares.

    Além de feminicídio, ele também pode responder pelo crime de estupro de vulnerável, já que o relacionamento com Ana Clara começou quando ela tinha menos de 14 anos.

    Até a última atualização deste texto, a reportagem não havia obtido contato com o preso ou a defesa dele.

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    Adolescente denuncia irmão por estupro e pai por assédio após ele pedir fotos dela de calcinha, em Anápolis; veja mensagens

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    Pai confessou que pediu as imagens e irmão disse que relação sexual teria sido consensual com a menina de 14 anos. Eles não foram presos por falta de provas, segundo a polícia.

    Polícia investiga pai e irmão de menina de 14 anos por abuso e assédio sexual

    Uma adolescente de 14 anos procurou a Polícia Civil, na quinta-feira (4), para denunciar o próprio pai por assédio sexual após ele pedir fotos dela de calcinha, em Anápolis, a 55km de Goiânia. Ela também relatou que o irmão a estuprou na noite anterior, quando ela foi dormir na casa dele, segundo a corporação.

    Os nomes do pai, de 43 anos, e do irmão, de 20, não foram divulgados pela polícia. Por isso, o g1 não localizou a defesa para se manifestar até a última atualização desta reportagem.

    Em depoimento, o pai admitiu que conversou com a filha por aplicativo de mensagem e pediu fotos dela só de calcinha. O irmão alegou que o estupro foi, na verdade, uma relação consensual. Eles não foram presos por falta de provas, segundo a Polícia Civil.

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    Empresário sofre parada cardiorrespiratória e morre aos 65 anos após plástica no rosto em MS

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    Paulo Roberto Hans morreu aos 65 anos — Foto: Redes Sociais

    O empresário, Paulo Roberto Hans, de 65 anos, morreu após sofrer uma parada cardiorrespiratória, um dia depois de realizar uma cirurgia plástica no rosto em uma clínica especializada, no bairro Chácara Cachoeira, em Campo Grande.

    Segundo o registro policial, o empresário deu entrada no hospital para realizar um procedimento estético no rosto, na tarde de quinta-feira (4). Após a cirurgia, Paulo foi transferido para um apartamento e ficou internado até o início da tarde de quinta-feira (7), quando teve alta médica.

    Ao chegar em casa, Paulo teria dito que estava com tontura e sofreu parada cardiorrespiratória. O Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) foi acionado e encaminhou a vítima para um hospital particular de Campo Grande.

    Segundo o boletim de ocorrência, foram realizadas manobras de ressuscitação por mais 35 minutos, mas a vítima não resistiu. A morte do empresário foi constatada às 15h35.

    O caso foi registrado por familiar da vítima na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Cepol como morte a esclarecer.

    Despedida

    Amigos e familiares de Paulo Roberto usaram as redes sociais para lamentar a morte do empresário: “Obrigada por todos os ensinamentos para a vida ! Aprendi muito com você. Tenho gratidão por sua amizade, que Deus te receba de braços abertos 🙏 Descanse em Paz !”, escreveu uma amigo.

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    Polícia investiga morte de marido de diplomata alemão no Rio; belga tinha lesões na cabeça

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    Walter Henri Maximillen Biot morava em Ipanema. O caso foi registrado na 14ª DP (Leblon).

    Identidade do belga Walter Henri Maximilien Biot — Foto: Reprodução

     

    A Polícia Civil do RJ investiga a morte de um belga, marido de um diplomata alemão, na Zona Sul do Rio, na noite desta sexta-feira (5).

    Segundo o viúvo, Uwe Herbert Hahn, lotado no Consulado da Alemanha no Rio, Walter Henri Maximilien Biot sofreu um mal súbito por volta das 20h e caiu.

    Uwe disse também que o companheiro “tomava pastilhas para dormir” e “bebia muito”.

    O Samu foi chamado para socorrer Walter, mas o médico encontrou o belga já em parada cardiorrespiratória e com lesões no corpo — em especial, uma na cabeça e outra nas nádegas — e não atestou a causa da morte.

    O corpo, então, foi levado para o IML.

    Belga morava em Ipanema — Foto: Reprodução

    Belga morava em Ipanema — Foto: Reprodução

    O caso foi registrado na 14ª DP (Leblon). A perícia da Polícia Civil foi ao apartamento neste sábado para buscar pistas.

    O casal estava junto havia 20 anos, morava em uma cobertura em Ipanema e tinha passaporte diplomático. Walter faria 53 anos no próximo sábado.

    Polícia em Ipanema, para investigar morte de belga — Foto: TV Globo

    Polícia em Ipanema, para investigar morte de belga — Foto: TV Globo

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